19 de fevereiro de 2019

Erros de português para evitar

“Em baixo” / “Embaixo”
Erro: O documento caiu em baixo do móvel.
Forma correta: O documento caiu embaixo do móvel.
Explicação: Embaixo é advérbio de lugar. Em baixo é adjetivo. (Ex: Falavam em baixo tom.)
“Deve haver” / “Devem haver”
Erro: Devem haver muitas pessoas naquele auditório.
Forma correta: Deve haver muitas pessoas naquele auditório.
Explicação: O verbo haver, no sentido de existir, é impessoal, ou seja, só é usado no singular. Quando acompanhado de um verbo auxiliar, no caso, “deve”, este também se torna impessoal. Existir não é impessoal, é pessoal, ou seja, tem plural e concorda com o sujeito: Devem existir muitas pessoas...
Crase na indicação de páginas
Erro: Os advogados fizeram a leitura da página 5 a 15 do acordo trabalhista.
Forma correta: Os advogados fizeram a leitura da página 5 à 15 do acordo trabalhista.
Explicação: A palavra “página” está implícita após o “à”, o que justifica o acento grave, que indica que há crase (fusão de “a” preposição + “a” artigo feminino.
A/há
Erro: Atuo no setor de controladoria a 15 anos.
Forma correta: Atuo no setor de controladoria há 15 anos.
Explicação: Para indicar tempo passado usa-se o verbo haver. Usa-se a preposição a para indicar tempo futuro ou distância.
A champanhe/ o champanhe
Erro: Pegue a champanhe e vamos comemorar.
Forma correta: Pegue o champanhe e vamos comemorar.
Explicação: De acordo com o Dicionário Aurélio, a palavra “champanhe” provém do francês “champagne” e é um substantivo masculino, como defende a maioria dos gramáticos, explica Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional
A cores/ em cores
Erro: O material da apresentação será a cores
Forma correta: O material da apresentação será em cores
Explicação: Se o correto é material em preto em branco, o certo é dizer material em cores, explica Laurinda Grion no livro “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer).
A domicílio/ em domicílio
Erro: O serviço engloba a entrega a domicílio
Forma correta: O serviço engloba a entrega em domicílio
Explicação: No caso de entrega usa-se a forma em domicílio. A forma a domicílio é usada para verbos de movimento. Exemplo: Foram levá-lo a domicílio.
A longo prazo/ em longo prazo
Erro: A longo prazo, serão necessárias mudanças.
Forma correta: Em longo prazo, serão necessárias mudanças.
Explicação: Usa-se a preposição em nos seguintes casos: em longo prazo, em curto prazo e em médio prazo.
A nível de/ em nível de
Erro: A nível de reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo.
Forma correta: Em relação ao reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo
Explicação: De acordo com o professor Reinaldo Passadori, o uso de “a nível de” está correto quando a preposição “a” está aliada ao artigo “o” e significa “à mesma altura”. Exemplo: Hoje, o Rio de Janeiro acordou ao nível do mar. A expressão “em nível de” está utilizada corretamente quando equivale a “de âmbito” ou “com status de”. Exemplo: O plebiscito será realizado em nível nacional.
À partir de/ a partir de
Erro: À partir de novembro, estarei de férias
Forma correta: A partir de novembro, estarei de férias.
Explicação: Não se usa crase antes de verbos no infinitivo.
A pouco/ há pouco
Erro: O diretor chegará daqui há pouco.
Forma correta: O diretor chegará daqui a pouco.
Explicação: Nesse caso, há pouco indica ação que já passou, pode ser substituído por faz pouco tempo. A pouco indica ação que ainda vai ocorrer, a ideia é de futuro.
À prazo/ A prazo
Erro: Vamos vender à prazo
Forma correta: Vamos vender a prazo.
Explicação: Não se usa crase antes de palavra masculina, exceto se estiver subentendida a palavra moda ou maneira: Vestia-se à Luís XV. (à moda de) / Elaborou um texto à Olavo Bilac. (à maneira de)
À rua/ Na rua
Erro: José, residente à rua Estados Unidos, era um cliente fiel.
Forma correta: José, residente na rua Estados Unidos, era um cliente fiel.
Explicação: Os vocábulos residir, morador, residente, situado e sito pedem o uso da preposição em.
A vista/ à vista
Erro: O pagamento foi feito a vista.
Forma correta: O pagamento foi feito à vista.
Explicação: Ocorre crase nas locuções formadas por palavras femininas, sejam elas prepositivas, conjuntivas ou adverbiais, exceto as de instrumento. Exemplos: à noite, à tarde, à beça (e não à bessa ou abessa), à vontade e à vista, à procura de, à espera de, à custa de, à medida que, à proporção que.
À beça/ à bessa/ abessa
Erro: Esse filme é bom à bessa / abessa.
Forma correta: Esse filme é bom à beça.
Explicação: Bessa não é locução adverbial de intensidade, é um nome de pessoa ou lugar, ou seja, um topônimo ou antropônimo, sendo errado seu uso como advérbio para indicar quantidade.
Adequa/ adequada
Erro: O móvel não se adequa à sala
Forma correta: O móvel não é adequado à sala.
Explicação: Adequar é um verbo defectivo, ou seja, não se conjuga em todas as pessoas e tempos. No presente do indicativo são conjugadas apenas primeira e a segunda pessoa do plural (nós adequamos, vós adequais). No presente do subjuntivo, somente nós e vós (que nós adequemos, que vós adequeis), no imperativo afirmativo, somente nós e vós (adequemos nós, adequai vós), no imperativo negativo, somente nós e vós (não adequemos nós, não adequeis vós). Os pretéritos e futuros são regulares.
Também são defectivos os verbos precaver(-se), reaver, falir, abolir, colorir, demolir, explodir,  extorquir, ressarcir, retorquir, imergir, emergir, ungir, etc.
Adjetivo pátrio/ gentílico
Erro: Nunca usei 'belenense' e 'belemita' como gentílico.
Forma correta: Nunca usei 'belenense' e 'belemita' como adjetivo pátrio.
Explicação: Adjetivo pátrio é um termo mais amplo que adjetivo gentílico, termo mais restrito. O primeiro termo se refere a continentes, países, regiões, estados, cidades, províncilas, vilas e povoados, etc., e o segundo termo somente a raças e povos.
Advinhar/ adivinhar
Erro: Você já advinhou o que aconteceu?
Forma correta: Você já adivinhou o que aconteceu?
Explicação: Isso ocorre por associação com palavras com consoantes mudas, como advogado, advento, adjetivo, advérbio, adversário, advertência, administrar, admirar, admitir, admissão. Adivinhar não é uma delas, usa-se com o i.
Adevogado/ advogado
Erro: Já consultou um adevogado?
Forma correta: Já consultou um advogado?
Explicação: Erradamente se pronuncia um i juntamente com a consoante d, quando na realidade é um d mudo.
Agradecer pela/ agradecer a
Erro: Agradecemos pela preferência
Forma correta: Agradecemos a preferência
Explicação: O certo é agradecer a alguém alguma coisa. Exemplo: Agradeço a Deus a graça recebida.
Aluga-se/ alugam-se
Erro: Aluga-se apartamentos
Forma correta: Alugam-se apartamentos
Explicação: O sujeito da oração (apartamentos) concorda com o verbo.
Amarei-te/ amar-te-ei
Erro: Amarei-te para sempre.
Forma correta: Amar-te-ei para sempre.
Explicação: Não se deve usar ênclise com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito do indicativo. Nesse caso, deve-se usar a mesóclise (pronome no meio do verbo): realizar-me-ei, contorná-lo-ia, amá-la-íamos, batizar-te-ei. Se houver palavra atrativa (negação, advérbio, pronome relativo, pronome indefinido, pronome demonstrativo ou conjunção subordinativa), a próclise será obrigatória: Ele não te batizará hoje.
Anexo/ anexa/ em anexo
Erro: Segue anexo a carta de apresentação.
Formas corretas: Segue anexa a carta de apresentação. Segue em anexo a carta de apresentação.
Explicação: Anexo é adjetivo, assim como incluso, apenso e junto, e deve concordar com o substantivo a que se refere, em gênero e número. A expressão em anexo é invariável, sendo locução adverbial.
Ao invés de/ em vez de
Erro: Ao invés de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.
Forma correta: Em vez de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.
Explicação: “Ao invés de” representa contrariedade, oposição, o inverso. “Em vez de” quer dizer no lugar de. É uma locução prepositiva, sendo terminada em de normalmente.
Aonde/onde
Erro: Não sei aonde fica a sala do diretor
Forma correta: Não sei onde fica a sala do diretor
Explicação: O advérbio onde indica lugar em que algo ou alguém está. Deve ser utilizado somente para substituir vocábulo que expressa a ideia de lugar. Exemplo: Não sei onde fica a cidade de Araguari. O advérbio aonde indica também lugar em que algo ou alguém está, porém quando o verbo que se relacionar com “onde” exigir a preposição “a”, deve-se agregar esta preposição, formando assim, o vocábulo “aonde”. Expressa a ideia de destino, movimento, conforme exemplo a seguir: aonde você irá depois das visitas?
Ao meu ver/ a meu ver
Erro: Ao meu ver, a reunião foi um sucesso
Forma correta: A meu ver, a reunião foi um sucesso.
Explicação: Não existe a expressão ao meu ver. As formas corretas são: a meu ver, a nosso ver, a vosso ver.
Às micro/ às micros
Erro: O pacote de tributos refere-se às micro e pequenas empresas
Forma correta: O pacote de tributos refere-se às micros e pequenas empresas
Explicação: Por se tratar de adjetivo, micro é variável e por isso deve ser grafada no plural quando for o caso.
A partir de/ com base em
Erro: O juiz apresentou o relatório a partir dos argumentos apresentados.
Forma correta: O juiz apresentou o relatório com base nos argumentos apresentados.
Explicação: A partir de é uma expressão de valor temporal, e não no sentido de ''com base em''.
Através/ por
Erro: Fui avisada através de um email de que a reunião está cancelada.
Forma correta: Fui avisada por email de que a reunião está cancelada.
Explicação: Através de é uma expressão usada somente no sentido físico, de um lado a outro, com ideia de atravessar. Prefira mediante, por meio de, por intermédio de ou simplesmente por.
Auferir/ aferir
Erro: No fim do expediente, o gestor deve auferir se os valores pagos conferem com os números do sistema.
Forma correta: No fim do expediente, o gestor deve aferir se os valores pagos conferem com os números do sistema.
Explicação: Os verbos aferir e auferir têm sentidos distintos. Aferir: conferir de acordo com o estabelecido, avaliar, calcular. Auferir: colher, obter, ter. Exemplo: O projeto auferiu bons resultados.
Aumentar ainda mais/ aumentar muito
Erro: Precisamos aumentar ainda mais os lucros.
Forma correta: Precisamos aumentar muito os lucros.
Explicação: Aumentar é sempre mais, não existe aumentar menos, conforme explica Laurinda Grion, no livro “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva. Portanto são formas redundantes: aumentar mais, aumentar muito mais e aumentar ainda mais.
Bastante/ bastantes
Erro: Eles leram o relatório bastante vezes.
Forma correta: Eles leram o relatório bastantes vezes.
Explicação: Para saber se bastante deve variar conforme o número é preciso saber qual a classificação dele na frase. Quando é adjetivo (como no caso acima) deve variar. Exemplo: Já há provas bastantes para incriminá-lo (= provas suficientes). Se for advérbio é invariável. Exemplo: Compraram coisas bastante bonitas (= muito bonitas). Se for pronome indefinido é variável. Exemplo: Vimos bastantes coisas (= muitas coisas). Se for substantivo, não varia, mas pede artigo definido masculino: Não se falou ainda o bastante (= o suficiente). Convém evitar esses usos, restritos à linguagem literária.
Bi-campeão /bicampeão
Erro: Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bi-campeão mundial, sob o comando de Telê Santana.
Forma correta: Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bicampeão mundial, sob o comando de Telê Santana.
Explicação: A forma correta de usar os prefixos numéricos bi, tri, tetra, penta, hexa, hepta, octa, nona, enea, deca (etc) é sem hífen: bicampeão, bimensal, bimestral, tricampeão, tridimensional, triênio, tetracampeão, tetraplégico, pentacampeão, pentágono, hexacampeão, hexassílabo, etc.
Caiu em/ caiu
Erro: O lucro caiu em 10%.
Forma correta: O lucro caiu 10%.
Explicação: O verbo cair, assim como aumentar e diminuir, não admite a preposição “em”. E no sentido de descer, ir ao chão, ser demitido, o verbo cair é intransitivo.
Chegar em/ chegar a
Erro: Chegamos em São Paulo, ontem.
Forma correta: Chegamos a São Paulo, ontem.
Explicação: o verbo exige a preposição a. Quem chega, chega a algum lugar, ou a alguma coisa.
Chove/ chovem
Erro: Chove emails com reclamações de clientes.
Forma correta: Chovem emails com reclamações de clientes.
Explicação: Quando indica um fenômeno natural, o verbo chover é impessoal e fica sempre o singular. Mas no sentido figurado, como acontece acima, é pessoal e flexiona-se normalmente.
Comprimento/cumprimento
Erro: Entrou e não me comprimentou.
Forma correta: Entrou e não me cumprimentou.
Explicação: Comprimento está relacionado ao tamanho, à extensão de algo ou alguém. Exemplo: Não sei o comprimento da sala. Cumprimento relaciona-se a dois verbos diferentes: cumprimentar uma pessoa (saudar) e cumprir uma tarefa (realizar). Exemplos: Cada pessoa tem um jeito de cumprimentar. O cumprimento dos prazos contará pontos na competição.
Consiste de/ consiste em
Erro: A seleção consiste de cinco etapas.
Forma correta: A seleção consiste em cinco etapas.
Explicação: Consistir é verbo transitivo indireto e requer complemento regido da preposição em. Consistir de é influência do inglês (consist of).
Consta de/ consta em
Formas corretas: A informação consta do/ no relatório.
Explicação: Muitos confundem a regência de consistir com a de constar, no sentido de estar escrito, registrado ou mencionado. Nesse caso, admitem-se as duas preposições (de ou em). No sentido de ser composto, constituído ou formado, usa-se somente a preposição de.
Continuidade/ continuação
Erro: O sindicato optou pela continuidade da greve.
Forma correta: O sindicato optou pela continuação da greve.
Explicação: Continuidade refere-se à extensão de um acontecimento. Exemplo: dar continuidade ao governo. Continuação refere-se à duração de algo. Exemplo: continuação da sessão.
Correr atrás do prejuízo/ correr atrás do lucro
Erro: É hora de correr atrás do prejuízo.
Forma correta: É hora de correr atrás do lucro.
Explicação: Pode-se correr do prejuízo, mas nunca deve-se correr atrás dele. A forma correr atrás do prejuízo não faz o menor sentido, diz Laurinda Grion, no livro “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.
Dê-me/ me dê
Erro: Me dê uma resposta.
Forma correta: Dê-me uma resposta.
Explicação: Não se inicia frase, oração, período, texto ou redação com pronome oblíquo átono, exceto sob licença poética. Esse é um caso de ênclise.
Outros usos:
Verbo no imperativo afirmativo - Amem-se uns aos outros.
Verbo no gerúndio sem preposição em - Não prestou atenção, fazendo-se de boba.
Verbo no infinitivo impessoal - Viver é adaptar-se.
De cujus/ decujo
Erro: O documento foi apresentado pelo decujo.
Forma correta: O documento foi apresentado pelo de cujus.
Explicação: Não existe a palavra decujo e as variantes decuja (para indicar a viúva) e decujinhos (para os filhos do falecido). Para indicar a pessoa falecida cuja sucessão está aberta aos herdeiros e legatários, deve-se usar a expressão latina de cujus.
De forma que/ de forma a
Formas corretas: Ele se emocionou tanto de forma que chorou/de forma a chorar.
Explicação: De forma que, de modo que e de maneira que são locuções conjuntivas consecutivas, devendo ser usadas em orações subordinadas desenvolvidas. De forma a, de modo a e de maneira a devem ser usadas em orações reduzidas de infinitivo.
Da onde/ de onde
Erro: Fortaleza é a cidade da onde vieram nossos colaboradores.
Forma correta: Fortaleza é a cidade de onde vieram nossos colaboradores.
Explicação: A forma de onde indica origem. Não existe a forma “da onde”.
Daqui/ daqui a
Erro: Farei o pagamento daqui 5 dias.
Forma correta: Farei o pagamento daqui a 5 dias.
Explicação: o advérbio daqui é usado para indicar lugar ou tempo e pede a preposição a.
De encontro aos/ ao encontro dos
Erro: A sua ideia vem de encontro ao que a empresa precisa neste momento.
Forma correta: A sua ideia vem ao encontro do que a empresa precisa neste momento.
Explicação: De encontro a é estar em sentido contrário, em oposição a. Ao encontro de é estar de acordo, ideia de conformidade.
Debitou na/ debitou à
Erro: O banco debitou na minha conta a taxa.
Forma correta: O banco debitou à minha conta a taxa.
Explicação: quem debita, debita a.
Desapercebidas/ despercebidas
Erro: As mudanças passaram desapercebidas pelos nossos executivos
Forma correta: As mudanças passaram despercebidas.
Explicação: Desapercebido significa desprovido de, desprevenido. Exemplo: Não parei para cumprimenta-lo porque estava desapercebido. Despercebido significa não notado, não percebido. Exemplo: O erro passou despercebido pela equipe da redação do jornal.
Descrição/ discrição
Erro: Ela age com descrição.
Forma correta: Ela age com discrição.
Explicação: Descrição refere-se ao ato de descrever. Exemplo: Ela fez a descrição do objeto. (ela descreveu). Discrição significa ser discreto.
Descriminar/ discriminar
Erro: Descrimine os produtos na nota fiscal e coloque todos os códigos necessários.
Forma correta: Discrimine os produtos na nota fiscal e coloque todos os códigos necessários.
Explicação: Descriminar significa absolver, inocentar. É o que o prefixo “des” faz – indica uma ação no sentido contrário – e, nesse caso, quer dizer tirar o crime. Exemplo: Ele falou em descriminar o uso de algumas drogas. Nesse caso, a palavra mais recente é descriminalizar, também correta. Discriminar significa distinguir, separar, diferenciar, especificar. Isso pode ser feito com ou sem preconceito. Quando há preconceito, o sentido é de segregação. Exemplo: A discriminação racial deve ser combatida sempre. Os substantivos correspondentes: discriminação e descriminação (ou descriminalização, forma mais recente).
Devidas providências
Erro: Peço as devidas providências.
Forma correta: Peço providências
Explicação: Trata-se de um vício de linguagem, segundo Vivien Chivalski, do Instituto Passadori – Educação Corporativa. O adjetivo (devidas) é desnecessário e redundante. “Quem pediria providências indevidas”, diz Vivien.
Dispor/dispuser
Erro: Se ele dispor de tempo, poderá atende-lo em breve.
Forma correta: Se ele dispuser de tempo, poderá atende-lo em breve.
Explicação: A conjugação correta do verbo dispor na terceira pessoa do singular no futuro do pretérito é se ele dispuser. A conjugação acompanha a do verbo pôr.
Dois por cento/ dois pontos percentuais
Erro: No ano passado, o crescimento foi de 10%. Neste ano, de 8%, tendo havido queda de 2%.
Forma correta: No ano passado, o crescimento foi de 10%. Neste ano, de 8%, tendo havido queda de 2 pontos percentuais.
Explicação: A queda de 10% para 8% não é de 2% e, sim, de 2 pontos percentuais.
Deixe-os saírem/ Deixe-os sair
Erro: Deixe-os saírem.
Forma correta: Deixe-os sair.
Explicação: Com os verbos auxiliares causativos (deixar, mandar e fazer) e sensitivos (ver, ouvir e sentir) quando o sujeito é um substantivo, a flexão é opcional: Deixe os alunos entrar (ou entrarem). Mas, quando o sujeito é um pronome oblíquo, a flexão é proibida: Não nos deixeis cair em tentação.
Dez/ décimo
Erro: Visitei a escola Pio X. (Dez)
Forma correta: Visitei a escola Pio X. (Décimo)
Explicação: Na indicação de papas, reis, imperadores, séculos e partes de uma obra, usam-se os ordinais até dez e os cardinais de onze em diante, quando vêm depois do substantivo. Quando vêm antes do substantivo, a leitura será sempre como ordinal: VI Salão do Automóvel (sexto), III Feira Literária (terceira).
E nem/ nem
Erro: O funcionário não sabe escrever e nem ler.
Forma correta: O funcionário não sabe escrever nem ler.
Explicação: A conjunção nem significa “e não”.
Em confirmação à/ em confirmação da
Erro: Em confirmação à minha proposta, envio os valores para execução do serviço.
Forma correta: Em confirmação da minha proposta, envio os valores para execução do serviço.
Explicação: Confirmação é um substantivo feminino que pede a preposição “de”.
Em mãos/ em mão
Erro: O envelope deve ser entregue em mãos.
Forma correta: O envelope deve ser entregue em mão.
Explicação: Ninguém escreve a mãos, nem fica em pés. O correto é em mão, cuja abreviatura é E. M.
Em vias de/ em via de
Erro: Estou em vias de finalizar o projeto.
Forma correta: Estou em via de finalizar o projeto.
Explicação: A locução é “em via de” e significa “a caminho de”, “prestes a”.
Eminente/ iminente
Erro: A falência é eminente.
Forma correta: A falência é iminente.
Explicação: Eminente é um adjetivo que significa alto, grande, elevado, saliente, pessoa importante, notável, célebre, insigne, ilustre, superior. Exemplos: Era um eminente orador. A montanha eminente surge na paisagem. Dica: Associe com proeminente, aquilo que se destaca. Iminente também é um adjetivo e indica que algo está prestes a acontecer, imediato, urgente. Exemplo: A sua morte é iminente.
Eis que/ porque
Erro: O réu foi absolvido, eis que não havia provas contra ele.
Forma correta: O réu foi absolvido, porque não havia provas contra ele.
Explicação: Eis que indica surpresa ou tempo, sinônimo de subitamente, de repente, eis senão quando. Para indicar causa, usa-se porque, já que, visto que, uma vez que.
Ensinar a executarem/ ensinar a executar
Erro: O bom líder deve ensinar seus colaboradores a executarem as tarefas.
Forma correta: O bom líder deve ensinar seus colaboradores a executar as tarefas.
Explicação: Não se flexiona infinitivo com preposição que funcione como complemento de substantivo, adjetivo ou do próprio verbo principal. Exemplo: As mulheres conquistaram o direito de trabalhar fora de casa. Contudo, nos verbos ''contentar'', ''tomar'' e ''ouvir'' o infinitivo deve ser flexionado.
Entre eu e ele/ entre mim e ele
Erro: Entre eu e ele não há conversa nem acordo.
Forma correta: Entre mim e ele não há conversa nem acordo.
Explicação: Os pronomes pessoais do caso reto exercem função de sujeito (ou predicativo do sujeito). Exemplo: Nós vamos sempre ao cinema. / Eu não sou ele. Os pronomes pessoais do caso oblíquo exercem as demais funções, complemento nominal, complemento verbal (objeto direto ou indireto), agente da passiva, adjunto (adnominal ou adverbial), objeto direto preposicionado, OD ou OI pleonástico ou ainda sujeito de uma oração reduzida (antigamente chamado de sujeito acusativo).
Enquanto/ como
Erro: Eu, enquanto professor, tenho por função ensinar.
Forma correta: Eu, como professor, tenho por função ensinar.
Explicação: Enquanto é uma conjunção subordinativa temporal ou proporcional que indica tempo ou proporção. Para indicar condição, usa-se como ou na qualidade de.
Este/ esse
Erro: Meu sonho é esse: viajar para Lisboa.
Forma correta: Meu sonho é este: viajar para Lisboa.
Explicação: Os pronomes demonstrativos, na função referencial, têm dois usos: esse, essa e isso, para indicar anáfora, ou seja, o que já foi mencionado no texto.. Por exemplo: Assistir ao filme do Batman, esse é meu sonho. O segundo uso: este, esta e isto para indicar catáfora, ou seja, o que será mencionado no texto. como é o caso do exemplo.
Face a/ em face de
Erro: Face a problemas, demonstrei força.
Forma correta: Em face dos problemas, demonstrei força.
A expressão face a, embora muito usada, é incorreta, devendo ser evitada. Em face de é a expressão correta. Essa expressão pode indicar uma causa, sinônimo de em virtude de, devido a, graças a, em razão de. Pode indicar também na presença de, sinônimo de diante de, perante e ante.
Falta/faltam
Erro: Falta 30 dias para minhas férias começarem
Forma correta: Faltam 30 dias para minhas férias começarem.
Explicação: O verbo deve concordar com o sujeito da frase. Laurinda Grion, autora de “Os erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva, ensina um macete para encontrar o sujeito: “pergunte, antes do verbo, quem é que…? (para pessoas) ou que é que…? (para coisas)”. No exemplo acima a resposta é: 30 dias faltam.
Fazem /faz
Erro: Fazem oito semanas que fui promovida.
Forma correta: Faz oito semanas que fui promovida.
Explicação: Verbo fazer quando sinaliza tempo que passou fica na 3ª pessoa do singular.
Fazer uma colocação/ emitir uma opinião
Erro: Deixe-me fazer uma colocação a respeito do tema da reunião.
Forma correta: Deixe-me emitir uma opinião a respeito do tema da reunião.
Explicação: o padrão formal é emitir uma opinião e não fazer uma colocação, embora esta seja uma forma bastante usada.
Ficou claro/ ficou clara
Erro: Ficou claro, após a reunião, a necessidade de corte de gastos.
Forma correta: Ficou clara, após a reunião, a necessidade de corte de gastos.
Explicação: A necessidade de corte de gastos é o que ficou clara, durante a reunião.
Foi assistida/ assistiu à
Erro: A palestra foi assistida por muita gente
Forma correta: Muita gente assistiu à palestra.
Explicação: Verbo assistir no sentido de ver, presenciar, é transitivo indireto e a voz passiva só admite verbos transitivos diretos. A voz passiva com verbos transitivos indiretos só ocorre com o verbo obedecer e seu antônimo desobedecer e com o verbo responder, desde que o sujeito seja aquilo e não aquele a que se responde.
Fosse… comprava/ fosse…compraria
Erro: Se eu fosse você eu comprava aquela gravata.
Forma correta: Se eu fosse você eu compraria aquela gravata.
Explicação: Atente à correlação verbal. Imperfeito do subjuntivo (se eu fosse) é usado com o futuro do pretérito (compraria) e não com o pretérito imperfeito, uso coloquial e literário.
A grosso modo/ grosso modo
Erro: O que quero dizer, a grosso modo, é que há mais chances de dar errado do que de dar certo.
Forma correta: O que quero dizer, grosso modo, é que há mais chances de dar errado do que de dar certo.
Explicação: A expressão é “grosso modo”, sem a preposição a.
Guincho/guinchamento
Erro: Sujeito a guincho
Forma correta: Sujeito a guinchamento
Explicação: Guincho é o veículo que faz a ação, isto é, o guinchamento.
Inobstante/ não obstante
Erro: O réu foi insultado, inobstante as obrigações assumidas.
Forma correta: O réu foi insultado, não obstante as obrigações assumidas.
Explicação: Embora seja comum na linguagem jurídica, ''inobstante'' não existe na língua portuguesa. O que existe é ''não obstante'' ou ''nada obstante''.
Há 10 anos atrás/ há 10 anos
Erro: Há 10 anos atrás, eu decidi comprar um imóvel.
Formas corretas: Há 10 anos, eu decidi comprar um imóvel. Dez anos atrás, eu decidi comprar um imóvel.
Explicação: É redundante usar “há” e “atrás” na mesma frase. O verbo haver impede a palavra atrás em seguida sempre que estiver relacionado a tempo, à ação que já se passou. Há, portanto, duas formas corretas para a frase: “há dez anos” ou “dez anos atrás”.
Hora/ora
Erro: Você pediu minha decisão, por hora ainda não a tenho.
Forma correta: Você pediu minha decisão, por ora ainda não a tenho.
Explicação: A expressão “por hora”, quando escrita com a letra “h”, refere-se ao tempo, a marcação em minutos. Exemplo: O carro estava a cento e vinte quilômetros por hora. A expressão “por ora”, quando escrita sem o “h”, dá a ideia de no momento ou agora. É um advérbio de tempo, expressa sentido de por enquanto, no momento, atualmente. Exemplo: “Por ora estou muito ocupado”. Ora pode ser uma conjunção coordenativa alternativa, indicando alternância: ''Ora conta piadas, ora resmunga''. Também pode ser uma interjeição, indicando impaciência ou irritação: ''Ora! Não seja tão sensível!''.
Horas extra/ horas extras
Erro: Você deverá fazer horas extra para terminar o relatório.
Forma correta: Você deverá fazer horas extras para terminar o relatório.
Explicação: Neste caso, extra é um adjetivo e, portanto, é variável. Como prefixo, extra é invariável: extraconjugais, extracurriculares, extrajudiciais...
Houveram/houve
Erro: Houveram rumores sobre um anúncio de demissão em massa.
Forma correta: Houve rumores sobre um anúncio de demissão em massa.
Explicação: Haver no sentido de existir não é usado no plural. Existir é usado no plural: Existiram rumores...
Implicará em/implicará
Erro: A sua atitude implicará em demissão por justa causa.
Forma correta: A sua atitude implicará demissão por justa causa.
Explicação: o verbo implicar, quando é transitivo direto, significa “dar a entender”, “pressupor” ou “trazer como consequência”, “acarretar”, “provocar”. E se a transitividade é direta, isso quer dizer que não pede preposição. No sentido de ''envolver'', ''comprometer'', ''enredar'', é transitivo direto e indireto, e aí sim é usado com a preposição em: Implicaram o assessor em uma tremenda confusão. Já no sentido de ''ter implicância'', ''demonstrar antipatia'', é usado com a preposição com: O irmão sempre implica com sua irmã caçula.
Independente/ independentemente
Erro: Independente da proposta, minha resposta é não.
Forma correta: Independentemente da proposta, minha resposta é não.
Explicação: Independente é adjetivo, usado para qualificar um substantivo: país independente, governo independente. Independentemente é advérbio, usado antes da preposição de.
Insisto que/ insisto em que
Erro: Insisto que é preciso cortar custos na cadeia produtiva.
Forma correta: Insisto em que é preciso cortar custos na cadeia produtiva.
Explicação: O verbo insistir é transito indireto, quando objeto for uma coisa usa-se a preposição em e a preposição com aparece quando há referência a uma pessoa. Exemplo: Insisto nisso com o diretor.
Junto a/ no/ ao
Erro: Solicite junto ao departamento de recursos humanos o informe de rendimentos para a Receita Federal.
Forma correta: Solicite ao departamento de recursos humanos o informe de rendimentos para a Receita Federal.
Explicação: As locuções “junto a, junto de” são sinônimas e significam “perto de”, “ao lado de”. Não cabem na frase acima. Para você lembrar, não desconte cheques junto ao banco e sim com o banco. Não renegocie uma dívida junto aos credores e sim com os credores Evite empregar a expressão “junto a” em lugar de com, de, em e para. Assim, em lugar de “conseguimos apoio junto à equipe” escreva “conseguimos apoio da equipe”. Junto com e juntamente com são pleonasmos viciosos ou redundâncias, é suficiente usar o advérbio juntamente sozinho ou somente a preposição com.
Maiores informações/ mais informações
Erro: Caso precise de maiores informações, entre em contato conosco.
Forma correta: Caso precise de mais informações, entre em contato conosco.
Explicação: Conforme explica Laila Vanetti, diretora da Scritta, o termo “maior” é comparativo, não deve ser utilizado nesse caso. Não existem maiores ou menores informações, e sim mais informações ou outras informações.
Mal/ mau
Erro: Era um mal funcionário e foi demitido.
Forma correta: Era um mau funcionário e foi demitido
Explicação: Mau e bom são adjetivos, ou seja, conferem qualidade aos substantivos, palavras que nomeiam seres e coisas. Exemplos: “Ele é bom médico” e “Ele é mau aluno”. Por outro lado, mal e bem podem exercer três funções distintas. Exercem a função de advérbios, modificam o estado do verbo, por exemplo: “Seu filho se comportou mal na escola” e “ele foi bem aceito no novo trabalho”. Como conjunção, servindo para conectar orações, como em “Mal chegou e já se foi”. Essas palavras também têm a função de substantivos, por exemplo: “Você é o meu bem” e “o mal dele é não saber ouvir”.
Mal humorado/ mal-humorado
Erro: Estava mal humorado e isso afetou a todos da equipe.
Forma correta: Estava mal-humorado e isso afetou a todos da equipe.
Explicação: Diogo Arrais, professor do Damásio Educaional, explica que as formações vocabulares com MAL- exigem hífen caso a palavra principal inicie-se por vogal, h ou l: mal-estar, mal-empregado, mal-humorado, mal-limpo.
Mão-de-obra/ mão de obra
Erro: A falta de mão-de-obra qualificada é um dos gargalos da economia brasileira.
Forma correta: A falta de mão de obra qualificada é um dos gargalos da economia.
Explicação: Em locuções substantivas, adjetivas, adverbiais, pronominais, prepositivas ou conjuntivas não se usa hífen, segundo Vivien Chivalski, facilitadora do Instituto Passadori de Educação Corporativa. São exceções à regra as locuções consagradas pelo uso: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará e à queima-roupa.
Meio-dia e meio/ meio-dia e meia
Erro: Entregarei o relatório ao meio-dia e meio.
Forma correta: Entregarei o relatório ao meio-dia e meia.
Explicação: O termo meio pode ter duas funções: adjetivo e advérbio, segundo explica Laurinda Grion no livro Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer). Quando advérbio, meio quer dizer “um pouco” e é invariável. Quando adjetivo, meio quer dizer “metade de” e é variável, ou seja, concorda com o termo a que se refere.
No aguardo/ ao aguardo
Erro: Fico no aguardo da sua resposta.
Forma correta: Fico ao aguardo da sua resposta.
Explicação: O certo é “ao aguardo de”, “à espera de”, segundo Laurinda Grion, autora do livro Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer).
No ponto de/ a ponto de
Erro: A demanda da chefia é tão alta, que estou no ponto de mandar tudo às favas.
Forma correta: A demanda da chefia é tão alta, que estou a ponto de mandar tudo às favas.
Explicação: Para dar a ideia de estar “prestes a”, “na iminência de”, use a expressão “a ponto de”, indica Laurinda Grion. ''Ao ponto de'' só existe quando ''ponto'' funciona como substantivo.
No sentido de/ a fim de
Erro: Ele agiu no sentido de melhorar a situação.
Forma correta: Ele agiu a fim de melhorar a situação.
Explicação: A expressão ''no sentido de'' usa-se para explicar o significado de um termo ou ideia anterior, e não com valor de finalidade.
Não disse-lhe/ não lhe disse
Erro: Não disse-lhe nenhuma mentira.
Forma correta: Não lhe disse nenhuma mentira.
Explicação: Há um caso de próclise, pois palavras negativas atraem o pronome para antes do verbo.
Outros casos:
Advérbios - Ele sempre nos vê na loja.
Se houver vírgula depois do advérbio, ocorrerá a ênclise: Ontem, viu-nos na loja.
Pronomes relativos, indefinidos e demonstrativos - Este é o lugar onde me sinto bem. (relativo) / Isso me fez mudar de opinião. (demonstrativo) / Todos se alegraram com a festa. (indefinido)
Conjunção subordinativa - integrante ou adverbial - Quero que me realize um milagre. / Quando me realizaram o milagre, a vitória foi um sucesso.
Frases interrogativas, exclamativas e optativas - Qual lhe interessa? (interrogativa) / Como nos odeiam! (exclamativa) / Deus te ajude! (optativa)
Preposição em seguida de gerúndio - Em se tratando de gastronomia, a comida baiana é ótima.
Numeral ambos - Ambos se comoveram com o evento de hoje.
Palavra só no sentido de somente e oração coordenada alternativa - Só me ofereceram uma novidade. / Ou se inscreve no concurso, ou desiste.
Forma verbal proparoxítona - Nós o amávamos.
Preposição + infinitivo pessoal - Será punido por me faltar ao respeito.
O mesmo/ele
Erro: Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.
Forma correta: Antes de entrar no elevador, verifique se ele se encontra parado neste andar.
Explicação: De acordo com Laila Vanetti, diretora da Scritta, o termo “o mesmo” não serve para substituir uma palavra anteriormente dita. Quem está nas empresas, portanto, deve preferir os pronomes ele(s) ou ela(s), cuidando para adequar a partícula “se” à nova sentença. Mesmo é usado como pronome demonstrativo, como reforço de um substantivo ou pronome reto, como adjetivo, qualificando um substantivo, sinônimo de semelhante, de igual identidade ou exato, como advérbio, relacionando-se a um verbo, sinônimo de certamente, realmente, justamente ou precisamente, como conjunção, iniciando orações subordinadas reduzidas, apresentando o sentido de concessão, ou como interjeição, expressando espanto, surpresa ou admiração.
Onde/ em que
Erro: Vamos à reunião onde decidiremos os rumos da companhia.
Forma correta: Vamos à reunião em que decidiremos os rumos da companhia.
Explicação: de acordo com Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, reunião não é lugar e as palavras onde e aonde se referem apenas a lugares. Prefira “a reunião em que” ou “na qual decidiremos sobre”.
O quanto antes/ quanto antes
Erro: Voltarei ao escritório o quanto antes.
Forma correta: Voltarei ao escritório quanto antes.
Explicação: Antes da locução adverbial “quanto antes” não se usa artigo definido “o”, diz Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.
Pai nosso/ pai-nosso
Erro: O padre rezou um pai nosso.
Forma correta: O padre rezou um pai-nosso.
Explicação: Pai-nosso e ave-maria, quando substantivadas, devem ser hifenizadas. O plural das duas é diferente: em pai-nosso temos um substantivo (pai) e um pronome (nosso), logo, o plural é pais-nossos ou pai-nossos, caso facultativo. Já em ave-maria, temos uma interjeição (ave) e um substantivo (maria), logo, somente a segunda palavra vai para o plural: ave-marias. Em referência à oração, Pai Nosso e Ave Maria não são hifenizadas.
Paizinho/ paisinho
Erro: Meu paisinho é demais.
Forma correta: Meu paizinho é demais.
Explicação: Paizinho é diminutivo de pai, o mesmo que painho, logo, escreve-se com z. Paisinho é diminutivo de país, logo, escreve-se com s: Aquele paisinho faz fronteira com outros países. / Eta paisinho triste!
Parcela única/ de uma só vez
Erro: O pagamento será feito em parcela única.
Forma correta: O pagamento será feito de uma só vez.
Explicação: Parcela significa parte de um todo, diz Laurinda Grion. Logo se não há parcelamento, o certo é dizer “de uma só vez”.
Por que / porque
Erro: Não a vi ontem por que eu estava fora da cidade.
Forma correta: Não a vi ontem porque eu estava fora da cidade.
Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, explica: porque é uma conjunção e serve para ligar duas ideias, duas orações. É usado ando a segunda parte apresenta uma explicação ou causa em relação à primeira. A forma “por que” é um advérbio interrogativo de causa e é usada quando pedimos por uma causa ou motivo. Caso mais incomum para o uso da forma “por que” é quando ela pode ser substituída por “para que”, “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, pelas quais. Exemplos: Lutamos por que (para que) a obra terminasse antes da inauguração. Este é o caminho por que (pelo qual) passamos.
Porquê/ por quê
Erro: A diretriz mudou, não sei porquê.
Formas corretas: A diretriz mudou, não sei por quê. A diretriz mudou, não sei o porquê.
Explicação: Segundo explicação de Viven Chivalski, “porquê” substitui as palavras razão, causa ou motivo. É um substantivo e, como tal, tem plural e pode vir acompanhado por artigos, pronomes, numerais, adjetivos ou locuções adjetivas. A palavra geralmente é antecedida de artigo “o” ou “um”.
Use a expressão “por quê” quando ela estiver no fim da frase. Alguns autores dizem que isso vale também quando houver uma pausa, uma vírgula, não importa que seja pergunta ou não, diz Vivien. Exemplos: Não aprovaram a proposta e não sabemos por quê. Não temos o resultado da concorrência. Por quê? Não sabemos por quê, onde e quando tudo aconteceu.
Posto que + indicativo/ subjuntivo
Erro: Não viajou, posto que não quis.
Forma correta: Não viajou, posto que quisesse muito.
Explicação: Posto que é uma locução conjuntiva de valor conjuntivo, sinônimo de ''embora, apesar de, conquanto'' e não de valor explicativo ou causal.
Penalizado/ punido
Erro: Quem desrespeitar o código de conduta será penalizado.
Forma correta: Quem desrespeitar o código de conduta será punido.
Explicação: Penalizar significa “causar pena”, “magoar”. No sentido de castigar, o certo é usar o verbo punir, indica Laurinda Grion.
Pertine/ no que concerne a/ no tocante a
Erro: No que pertine à internet, a tecnologia mudou.
Formas corretas: No que concerne/no tocante à internet, a tecnologia mudou.
Explicação: Embora comum na linguagem jurídica, o vocábulo pertine não existe na língua portuguesa. Se existem o adjetivo pertinente e o substantivo pertinência, pertine seria a 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo pertinir, inexistente no português.
Por causa que/ porque/ por causa de
Erro: Não fui à aula por causa que está chovendo muito.
Formas corretas: Não fui à aula porque está chovendo muito. Não fui à aula por causa da chuva.
Explicação: O certo é usar “porque” ou “por causa de”.
Por cento veio/ por cento vieram
Erro: Entre os funcionários, 15% é contra a mudança de sede.
Forma correta: Entre os funcionários 15% são contra a mudança de sede.
Explicação: Números percentuais exigem concordância.
Precaver/ prevenir
Erro: É importante que a empresa se precavenha contra invasões.
Forma correta: É importante que a empresa se previna contra invasões.
Explicação: O verbo precaver é defectivo, não tem todas as conjugações. No presente do indicativo só existem a 1ª e 2ª pessoa do plural (precavemos e precaveis) e nenhuma pessoa no presente do subjuntivo, ''tu, você, nós e vocês'' do imperativo afirmativo e todo o imperativo negativo. Nos pretéritos e futuros é regular, seguindo a conjugação de vender.
Precisam-se/ precisa-se
Erro: Precisam-se de bons vendedores.
Forma correta: Precisa-se de bons vendedores.
Explicação: Com verbos transitivos indiretos, intransitivos, de ligação e transitivos diretos com objeto direto preposicionado acompanhados do pronome ''se'', o verbo ficará na 3ª pessoa do singular. Exemplo: Precisa-se de médicos. / Trabalha-se durante o dia. / Está-se feliz aqui. / Ama-se a Deus.
Prefiro … do que/ prefiro… a
Erro: Prefiro sair mais tarde do trabalho do que ficar parado no trânsito.
Forma correta: Prefiro sair mais tarde do trabalho a ficar parado no trânsito.
Explicação: Não há necessidade do comparativo “do que” porque, conforme a explicação de Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional, não há comparação. “Não há necessidade de palavras como mais, mil vezes, do que”, diz o professor.
Preveram/ previram
Erro: Os analistas preveram tempos de crise.
Forma correta: Os analistas previram tempos de crise.
Explicação: A conjugação do verbo prever segue a do verbo ver. Logo, se o certo é dizer eles viram, é certo dizer eles previram. Outros verbos derivam de ver, como antever, rever, entrever e telever, mas não precaver, que não deriva dele, nem prover. Logo, se eles viram, eles anteviram, eles entreviram, eles televiram.
Quadriplicar/ quadruplicar
Erro: O número de funcionários quadriplicou no ano passado.
Forma correta: O número de funcionários quadruplicou no ano passado.
Explicação: Quádruplo é o numeral e significa multiplicativo de quatro, quantidade quatro vezes maior que outra. Quadruplicação, quadruplicar e quádruplo são as formas corretas, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria comete)”, da editora Saraiva.
Qualquer/ nenhum
Erro: Informo-lhes que não mantenho qualquer tipo de vínculo com a Construtora XYZ Ltda.
Forma correta: Informo-lhes que não mantenho nenhum tipo de vínculo com a Construtora XYZ Ltda.
Explicação: Qualquer é pronome de sentido afirmativo. Em construções negativas, deve-se empregar nenhum ou algum, depois do substantivo. Os dicionários não dão a qualquer o valor negativo, e sim o valor de indeterminar, generalização.
Quantia/ quantidade
Erro: Informe a quantia exata de itens no estoque.
Forma correta: Informe a quantidade de itens no estoque.
Explicação: Usa-se quantia para dinheiro e quantidade para coisas. Quantia exata é pleonasmo, pois toda quantia é exata, não existe quantia inexata.
Que preciso/ de que preciso
Erro: Os documentos que preciso estão na gaveta.
Forma correta: Os documentos de que preciso estão na gaveta.
Explicação: O verbo precisar pede a preposição “de” antes do pronome relativo.
Reaveu/reouve
Erro: A homenagem reaveu nossa motivação.
Forma correta: A homenagem reouve nossa motivação.
Explicação: O verbo reaver é defectivo, só se conjuga nas formas em que o verbo haver possui a letra V. Presente do indicativo: reavemos, reaveis. Pretérito perfeito do indicativo: reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram.
Responder o/ responder ao
Erro: Vou responder o email daqui a pouco.
Forma correta: Vou responder ao email daqui a pouco.
Explicação: A regência do verbo responder, quando se refere a quem ou ao que produziu a pergunta, no sentido de dar resposta a ou defender-se em juízo, é sempre indireta, ou seja, pede a preposição “a”. É transitivo direto para dar o conteúdo da resposta diretamente ou no sentido de dar resposta grosseira, ser respondão ou grosseiro com e é transitivo direto e indireto quando se fornece uma resposta dupla.
Retificar/ ratificar
Erro: O homem retificou as informações perante o juiz.
Forma correta: O homem ratificou as informações perante o juiz
Explicação: Reinaldo Passadori explica o significado dos verbos ratificar e retificar. “Ratificar, do latim medieval ratificare, possui os seguintes significados: confirmar, reafirmar, validar, comprovar, autenticar. Retificar, também do latim com base na palavra rectus, se refere ao ato de corrigir, emendar, alinhar ou endireitar qualquer coisa”, explica o professor Passadori. 
Rúbrica/ rubrica
Erro: Ponha a sua rúbrica em todas as páginas do relatório, por favor.
Forma correta: Ponha a sua rubrica em todas as páginas do relatório, por favor.
Explicação: Rubrica é paroxítona, sem acento. Apesar de ser usada como proparoxítona, não é acentuada graficamente.
Senão/ se não
Erro: Senão fizer o relatório, não cumprirá a meta.
Forma correta: Se não fizer o relatório, não cumprirá a meta.
Explicação: Para dar a ideia de “caso não faça o relatório”, como no exemplo acima, o certo é utilizar a forma separada. Senão (em uma só palavra) tem vários significados: Venha rápido, senão não chegaremos a tempo. (caso contrário) / Não queria outra coisa, senão comer e dormir. (a não ser) / Não há nenhum senão no seu trabalho. (defeito)
Seríssimo/ seriíssimo
Erro: O problema é seríssimo.
Forma correta: O problema é seriíssimo.
Explicação: Os adjetivos terminados em io antecedido de consoante possuem o superlativo com ii: seriíssimo, necessariíssimo, precariíssimo. Há uma tendência de anular o hiato i-í na linguagem coloquial.
Segunda-feira/ segunda feira
Erro: Não trabalho na segunda feira.
Forma correta: Não trabalho na segunda-feira.
Explicação: Substantivos compostos em que o primeiro elemento é numeral são hifenizados: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira...
Somos em/ somos
Erro: No escritório, somos em cinco analistas.
Forma correta: No escritório, somos cinco analistas.
Explicação: Não há necessidade de empregar a preposição “em”.
Tão pouco/ tampouco
Erro: Não fala inglês, tão pouco espanhol.
Forma correta: Não fala inglês, tampouco espanhol
Explicação: Tão pouco equivale a muito pouco. Já tampouco pode significar: também não, nem sequer e nem ao menos.
Tenho-lhe elogiado/ tenho elogiado-lhe
Erro: Tenho elogiado-lhe.
Forma correta: Tenho-lhe elogiado.
Explicação: O pronome não pode ficar depois de um verbo no particípio, somente depois do verbo auxiliar. Se houver palavra atrativa, o pronome fica antes do verbo auxiliar: Sempre lhe tenho elogiado.
O mesmo não ocorre com verbos no futuro do presente, futuro do pretérito do indicativo ou futuro do subjuntivo:
Quando ele oferecer-lhe... (correto - quando ele lhe oferecer)
Realizará-se o evento... (correto - realizar-se-á o evento)
Iniciaria-se a inscrição... (correto - iniciar-se-ia a inscrição)
Vem/ veem
Erro: Eles vem problemas em todas as inovações propostas
Forma correta: Eles veem problemas em todas as inovações propostas.
Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, mostra as conjugações no presente do verbo ver: ele vê (com acento), eles veem (sem acento, segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa). Exemplos: Ele vê os filhos aos sábados. Eles veem o pai uma vez por semana. O verbo vir, no presente, é conjugado assim: ele vem, eles vêm (com acento). Ele não vem sempre aqui. Eles vêm a São Paulo uma vez por ano.
Vinte/ vigésimo
Erro: Ele leu o artigo XX (vigésimo).
Forma correta: Ele leu o artigo XX (vinte).
Explicação: Na linguagem jurídica, indicando leis, decretos e portarias, usa-se o ordinal até nove e o cardinal de dez em diante.
Vinte e uma/ vinte e um
Erro: página 21 (vinte e uma)
Forma correta: página 21 (vinte e um)
Explicação: Na indicação de páginas, folhas, casas e apartamentos, usam-se os cardinais que concordam com o número.
Vir/ vier
Erro: Se ele não vir amanhã, vai perder mais uma reunião importante.
Forma correta: Se ele não vier amanhã, vai perder mais uma reunião importante.
Explicação: No caso do verbo vir, temos as seguintes formas no futuro do subjuntivo, explica Vivien Chivalski: quando eu vier, ele vier, nós viermos, eles vierem.
Visar/ visar a
Erro: Augusto visa o cargo de diretor comercial da empresa.
Forma correta: Augusto visa ao de diretor comercial da empresa.
Explicação: Visar com o sentido de pretender é transitivo indireto, isto é, exige a preposição “a”. No sentido de apontar, mirar, pôr visto, rubricar, é transitivo direto, ou seja, usado sem preposição.
Zero horas/ zero hora
Erro: O novo modelo entra em vigor a partir das zero horas de amanhã.
Forma correta: O novo modelo entra em vigor a partir da zero hora de amanhã.
Explicação: Zero é singular, logo, o correto é zero hora.
“São suficientes” / “É suficiente”
Erro: Cento e cinquenta dólares são suficientes para as diárias no exterior.
Forma correta: Cento e cinquenta dólares é suficiente para as diárias no exterior.
Explicação: O verbo ser é invariável quando indicar quantidade, peso, medida, preço, tempo ou valor, nas expressões muito, pouco, bastante, suficiente, mais de, menos de...
“Acerca de” / “a cerca de”
Erro: Na reunião, discutiu-se a cerca de corte de gastos.
Forma correta: Na reunião, discutiu-se acerca de corte de gastos.
Explicação: “Acerca de” significa a respeito de. A cerca de indica aproximação. (Ex: A empresa fica a cerca de 5 km daqui.)
“Supérfluo” / “supérfulo”
Erro: Os gastos naquele setor foram supérfulos.
Forma correta: Os gastos naquele setor foram supérfluos.
Explicação: Supérfluo significa demais, desnecessário. Embora seja uma palavra que muitas vezes ouvimos, “supérfulo” não existe.
“Segmento” / “Seguimento”
Erro: O seguimento de mercado mostrou-se propício a investimentos.
Forma correta: O segmento de mercado mostrou-se propício a investimentos.
Explicação: Segmento é sinônimo de seção, parte. Seguimento é o ato de seguir. (Ex: O projeto de implantação da ciclovia não teve seguimento.)

9 de fevereiro de 2019

Horários de shoppings e supermercados na Copa do Mundo 2014 - iBahia

O comércio de rua, os shoppings e alguns locais de serviço, como o SAC e os Correios funcionarão em horários e esquemas diferenciados durante o período da Copa do Mundo em Salvador, que acontece de 12 de junho a 13 de julho. Pensando nisso, o iBahia listou como será esse funcionamento para você não ser surpreendido na hora de sair de casa em direção à um destes destinos. Confira abaixo;

Segundo a assessoria de imprensa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL), o comércio de rua, mais precisamente localizado em lugares como a Baixa dos Sapateiros, avenida Sete de Setembro, Liberdade, Comércio e Barroquinha, irá fechar meia hora antes dos jogos do Brasil na Copa e abrir meia hora depois. No entanto, trata-se apenas de uma sugestão da CDL, definida em reunião com os lojistas, podendo não ser seguida por todos, pois como eles são donos dos seus próprios negócios, alguns podem decidir dispensar os funcionários e reabrir no dia seguinte.

Além disso, os shoppings funcionarão em horário especial, como mostra o esquema abaixo.

Shopping Barra

11/06: as lojas e a praça de alimentação funcionarão das 9h às 23h, o SAC funcionará das 7h às 20h, o cinema terá programação normal e o Barra Gourmet funcionará das 12h às 23h;
12/06 (jogo do Brasil): as lojas e a praça de alimentação funcionarão das 9h às 16h30 e das 19h30 às 22h, o SAC ainda não definiu seu horário de atendimento, o cinema funcionará normalmente e o Barra Gourmet das 12h às 23h;
17/06 (jogo do Brasil): as lojas e a praça de alimentação funcionarão das 9h às 15h30, o SAC ainda não definiu o horário de funcionamento, o cinema terá programação normal e o Barra Gourmet funciona das 12h às 23h;
19/06 (Corpus Christi): as lojas, o cinema e a praça de alimentação funcionarão normalmente, o SAC estará fechado e o Barra Gourmet funciona das 12h às 23h;
23/06 (jogo do Brasil e véspera de São João): as lojas e a praça de alimentação funcionarão das 9h às 16h, o SAC ainda não definiu o horário de funcionamento, o cinema funcionará normalmente e o Barra Gourmet das 12h às 23h;
24/06 (São João): as lojas e o SAC estarão fechados (reabrem na quarta-feira, 25), a praça de alimentação funcionará das 12h às 21h, o cinema funciona normalmente e o Barra Gourmet atende nos mesmos horários supracitados.

Shopping Iguatemi

As lojas serão fechadas meia hora antes das partidas e abrirão normalmente meia hora após as partidas. APenas no dia 23 de junho, as lojas, praças de alimentação e áreas de lazer (Playland e Planeta Criança) encerrarão as atividades às 16h. Dois telões serão montados nas praças de alimentação (1º e 3º piso), que continuarão funcionando, para clientes, funcionários e lojistas que desejarem acompanhar o jogo sem sair do shopping. O cinema irá abrir a partir das 10h.

Shopping Bela Vista

No dia 11/06, o shopping irá funcionar até às 23h, visando facilitar as compras para o Dia dos Namorados, que acontece um dia depois. No dia 12/06, o Shopping abre as portas das 9h às 16h30 e das 19h30 às 22h. No horário do jogo o funcionamento é facultativo, assim como na terça-feira (17).

No dia 19, o centro comercial abrirá normalmente, já no dia 23, as lojas e quiosques ficarão abertas somente até às 16h. No dia 24, as lojas ficarão fechadas, reabrindo na quarta-feira, 25, mas a praça de alimentação e as áreas de lazer funcionarão das 12h às 20h.

Shopping Itaigara

12/6: o shopping abrirá às 9h, fecha às 16h30 por conta do jogo do Brasil e reabre às 19h, funcionando até às 21h;
17/6: funcionamento das 9h às 15h30 e depois das 18h às 21h;
23/6: funciona das 9h às 16h, com reabertura somente na quarta-feira (25);

O Shopping Itaigara não abrirá nos dias 24/6 e 2/7, feriados de São João e Independência da Bahia, respectivamente, reabrindo somente na quarta-feira (25) e quinta-feira (3).

Outlet Premium
Durante o período da Copa, o empreendimento funcionará com horários diferenciados para que clientes e funcionários possam assistir aos jogos do Brasil. No dia 12, início oficial da Copa, o empreendimento abrirá suas portas das 9h às 15h30; dia 17, das 9h às 14h30, e dia 23, das 9h às 15h30, encerrando suas atividades uma hora e meia antes dos jogos, mantendo somente o estacionamento aberto, reabrindo somente no dia seguinte, sexta-feira (13), dia de Santo Antônio, quarta-feira (17) e quarta-feira (25). No período dos jogos das demais seleções o centro de compras permanecerá aberto funcionando normalmente.

Salvador Norte Shopping

11/6: Horário de funcionamento especial, das 9h às 23h;
12/6: 9h às 22h; lojas e quiosques fecharão 30 minutos antes e reabrirão 30 minutos após a partida (16h30 às 19h30). Alimentação e lazer opcional neste período. Cinema com funcionamento normal após o jogo para as últimas sessões;
17/6: 9h às 22h; lojas e quiosques fecharão 30 minutos antes e reabrirão 30 minutos após a partida (15h30 às 18h30). Alimentação e lazer opcional neste período. Cinema aberto após o jogo para as duas últimas sessões da noite;
19/6: Funcionamento normal, das 9h às 22h;
23/6: quiosques, alimentação do Piso L3 e lazer têm funcionamento das 9h às 16h30. O Cinépolis funcionará das 11h às 22h;
24/6: a Lojas Americanas e o Game Station funcionam das 12h às 20h. O Cinépolis funcionará das 12h às 22h. Alimentação será opcional das 12h às 20h. Demais lojas e quiosques estarão fechados.

Nos dias de jogos em Salvador que não envolverão a seleção brasileira na primeira fase, o funcionamento não sofrerá alterações, sendo de segunda a sexta, das 9h às 21h e, aos sábados, das 9h às 20h, sem interrupção.

Salvador Shopping

11/06: Horário de funcionamento especial, das 9h às 23h.
12/6: 9h às 22h; lojas e quiosques fecharão 30 minutos antes e reabrirão 30 minutos após a partida (16h30 às 19h30). Alimentação e lazer opcional neste período.
17/6: 9h às 22h; lojas e quiosques fecharão 30 minutos antes e reabrirão 30 minutos após a partida (15h30 às 18h30). Alimentação e lazer opcional neste período.
19/6: Funcionamento normal, das 9h às 22h.
23/6: 9h às 16h30; alimentação e lazer têm funcionamento em caráter opcional após às 16h30.
24/6: Cinemark funciona das 12h às 22h; a Lojas Americanas e o Game Station funcionam das 12h às 20h. Alimentação será opcional das 12h às 20h. Lojas e quiosques estarão fechados.



Shopping Paralela

Nos dias de jogo do Brasil, irá fechar meia hora antes e reabrirá meia hora depois do evento.
11/6: 9h às 23h
12/6: 9h às 16h30 / 19h30 às 22h
17/6: 9h às 15h30 / 18h30 às 22h
19/6: 9h às 22h
23/6: 9h às 16h30 / 19h30 às 22h
24/6: lojas fechadas, lanchonetes e restaurantes funcionam de 12h às 20h.

Shopping Piedade

Funcionará normalmente, das 9h às 22h nos dias de jogos em Salvador. Já quando a seleção de Felipão entrar em campo, o shopping terá um horário diferenciado: nos dias 12 e 23 de junho, das 9h às 16h e no dia 17 de junho, 9h às 15h. O funcionamento nas demais datas serão definidas conforme o desempenho da Seleção Brasileira no Mundial.

Bahia Outlet Center

12/6: 9h às 16h
17/6: 9h às 15h
23/6: 9h às 16h

No restante dos dias, o shopping funcionará normalmente

Center Lapa

O Shopping Center Lapa irá fechar uma hora antes nos dias de jogo do Brasil e só reabrirá no dia seguinte. Nos dias de jogos na Arena apenas, funcionará normalmente.

Correios

A programação dos Correios prevê o funcionamento normal até uma hora antes das partidas da Seleção Brasileira, nos dias de jogos, com reabertura somente no dia seguinte. Quando não houver jogo do Brasil, o funcionamento será normal.

Capemi

Nos dias de jogo do Brasil na Copa, o estabelecimento fechará duas horas antes do início e só reabrirá no dia seguinte. Já nos jogos em Salvador, funcionará normalmente.







Supermercados

Extra

O supermercado irá funcionar em horário especial durante os jogos da seleção brasileira na Copa. Em Salvador, irão fechar 45 minutos antes do início da partida e reabrirão 45 minutos após seu término, só fechando novamente em horário regular.

Bompreço

Funcionará normalmente durante o período da Copa.

G Barbosa

Lojas de Salvador, Guarajuba e Lauro de Freitas fecharão 20 minutos antes do início da partida e reabrirão após o fim do jogo. Contudo, as lojas de Brotas e Ogunjá, localizadas próximas à Arena Fonte Nova, serão fechadas duas horas antes do começo das partidas do Brasil e só reabrirão no dia seguinte.

Ferreira Costa

Nos dias 12, 17 e 23 de junho, a loja funcionará das 8h às 15h. Nos demais dias, funcionamento normal.

Perini

As lojas da Barra, Graça, Pituba e Vasco da Gama (Master) fecharão meia hora antes dos jogos e reabrirão 15 minutos depois de cada partida. Já no feriado de Corpus Christi, no dia 19, as unidades da Barra e Master fecharão mais cedo, às 20h. Na véspera do São João, no dia 23, as mesmas unidades também terão horários especiais e encerrarão às 14h. As lojas da Pituba e Graça funcionarão normalmente nos dias 19 e 23, das 6h às 22h. Nos demais jogos do Mundial, as lojas funcionarão normalmente.

29 de dezembro de 2018

Coroinhas e Acólitos



Introdução

A atuação dos leigos ocupa um papel importante na evangelização. Na dinâmica celebrativa sempre houve um espaço reservado aos coroinhas e acólitos (nome popular dado ao coroinha que já passou da adolescência): crianças e adolescentes que, a partir de uma disponibilidade muito particular, propõem-se a ajudar nas missas e celebrações nas Igrejas e comunidades.

Muitos padres, religiosos, religiosas e leigos atuantes na Igreja já foram coroinhas. Desta forma, observamos que é importantíssima a atuação desses jovens e crianças para a Igreja.

Há uma constante preocupação por parte de seus orientadores com sua formação prática, espiritual e religiosa. Para colaborar com essa melhor preparação de tantas crianças e jovens, sejam coroinhas e acólitos, sejam catequistas e seminaristas, ou o clero em geral, apresentamos uma série de infográficos para auxiliar nesse enriquecimento do aprendizado. 

Neste infográfico vamos pontuar temas relativos ao ano litúrgico, as partes e objetos da missa, vestes, livros, solenidades, funções, responsabilidades e orações.

Ano Litúrgico

CORES LITÚRGICAS

As cores litúrgicas servem como sinais luminosos que avisam sobre alguma característica própria da nossa fé.

Simboliza a vitória, a paz, a alegria. É usado na Quinta-feira Santa, na Vigília Pascal do Sábado Santo, em todo o Tempo Pascal, no Natal, no Tempo do Natal, nas festas dos santos (quando não mártires) e nas festas do Senhor (exceto da Paixão), nas festas e memória da Bem-aventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, na festa de Todos os Santos, São João Batista, São João Evangelista, Cátedra de São Pedro e Conversão de São Paulo. É a cor predominante da Ressurreição, a mais tradicional, pois lembra a cor das vestes de Cristo transfigurado, dos anjos em suas aparições, dos resgatados pelo sangue do Cordeiro. Nas Solenidades ou Festas Maiores, é comum que se use o dourado, substituindo o branco.

Simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio; a cor do fogo do Espírito Santo e do sangue dos mártires. É usado no Domingo de Ramos e da Paixão, na Sexta-feira Santa, no Domingo de Pentecostes, nas festas dos Apóstolos, dos Santos mártires e dos Evangelistas.

É a cor da esperança. É a cor do Tempo Comum. (Quando no Tempo Comum se celebra uma festa do Senhor ou dos santos, usa-se a cor correspondente).

Simboliza a penitência e também a dor. Usa-se no Tempo do Advento e da Quaresma. Seu uso também se estende aos ofícios e às missas pelos mortos. Nota-se certa tendência para se usar a cor violeta ou o violáceo no Tempo do Avento, com o intuito de haver uma distinção do Tempo da Quaresma. O Advento é tempo de feliz expectativa e de esperança, num viver sóbrio, e não de penitência, como a Quaresma. Mas não há nenhuma regra específica.

É símbolo de luto. Pode ser usado nas missas pelos mortos, corpo presente e Finados. Não foi abolido, embora tenha sido fortemente deixado de lado. Nas missas pelos mortos, o entendimento teológico tem inspirado a fazer o uso do branco, dando-se ênfase não à dor, mas à Ressurreição, à vida.

Simboliza a alegria. Pode ser usado no 3º Domingo do Advento e no 4º Domingo da Quaresma.

Simboliza a santidade e a divindade. Essa cor não é autorizada para o uso comum. Continua sendo um privilégio do Papa e de algumas igrejas específicas no mundo, tais como a Espanha e a Áustria, por acontecimentos históricos, e aplicáveis somente em algumas poucas festas marianas. Seu uso é proibido por todos os outros que não tenham autorização da Santa Sé.

As vestes e as cores litúrgicas podem nos ajudar a exprimir sentimentos de alma e de fé. Criam um clima de alegria ou de compenetração que permitem a assembleia a manifestar-se como povo vivendo historicamente a salvação. 

ANO LITÚRGICO

É o ‘Calendário religioso’ contendo as datas e os acontecimentos da História da Salvação. Tem duração de um ano, mas não começa nem termina nos dias 1º de janeiro e 31 de dezembro, como no ano civil. Suas datas de começo e fim são móveis. Compõe-se de três grandes ciclos: o Natal, a Páscoa e o Tempo Comum.

O Natal tem um tempo de preparação, que é o Advento; e a Páscoa tem também um tempo de preparação, que é a Quaresma. Ao lado do Natal e da Páscoa está um período longo, de 34 semanas, chamado de Tempo Comum.

O Ano Litúrgico começa com o Primeiro Domingo do Advento e termina com o último sábado do Tempo Comum. A sequência dos diversos “tempos” do Ano Litúrgico é a seguinte:

CICLO DE NATAL

ADVENTO • Inicia-se o ano litúrgico Compõe-se de 4 semanas. Começa a 4 domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro. A espiritualidade é de preparação para receber o Menino Jesus. Neste período utiliza-se a cor roxa.

NATAL • 25 de dezembro Festa do Nascimento do Salvador. Termina na festa do Batismo de Jesus. Neste período utiliza-se a cor branca. O dia do Natal é estendido por 8 dias, ao que chamamos de Oitava de Natal.

CICLO DA PÁSCOA

QUARESMA • Começa na Quarta-Feira de Cinzas e termina na Quinta-feira da Semana Santa, na parte da tarde. Tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração, em preparação para a Páscoa.
Não se diz “Aleluia”, nem se colocam flores na igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Hino de Louvor. O Glória é cantado nas solenidades e festas, mas o Aleluia precisará sempre esperar a Páscoa. Nesse período utiliza-se a cor roxa.

PÁSCOA • Começa com a Ceia do Senhor na Quinta-Feira Santa. Neste dia, é celebrada a Instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial.
A celebração divide-se em 5 partes: Ritos Iniciais, Liturgia da Palavra, Rito do Lava-Pés, Liturgia Eucarística e Procissão do Silêncio / Adoração ao Santíssimo Sacramento.

Na Sexta-Feira Santa, ou Sexta-feira da Paixão, celebra-se a Paixão e Morte de Jesus. É o único dia do ano que não se celebra a missa. Acontece apenas uma ação litúrgica, conhecida também como “Celebração da Cruz”. Não se celebra a Eucaristia, com uma única exceção, sob a forma de viático, em caso de morte. Não há missa, batizado, casamento, nem qualquer outro sacramento, exceto a Confissão e a Unção dos Enfermos.
A celebração divide-se em 4 partes: Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão Eucarística.

No Sábado Santo, ou Sábado de Aleluia, acontece a Solene Vigília Pascal. Forma-se então o Tríduo Pascal em preparação para o Domingo da Ressurreição. A Festa da Páscoa não se restringe ao Domingo da Ressurreição. O dia da Páscoa também se estende por mais 8 dias, conhecido como Oitava da Páscoa. A Páscoa se estende até a Festa de Pentecostes, que também é uma Solenidade de nossa Igreja. Nesse período usa-se a cor branca.
A celebração divide-se em 5 partes: Liturgia da Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal, Liturgia Eucarística e Ritos Finais.

TEMPO COMUM

1ª PARTE • Inicia-se na segunda-feira, após o domingo do Batismo de Jesus, e termina na terça-feira, antes da Quarta-Feira de Cinzas. A espiritualidade desse período é de esperança e escuta da Palavra. Utiliza-se a cor verde. É um tempo de vivência do Reino de Deus.

2ª PARTE • Começa na segunda após Pentecostes e vai até o sábado anterior ao 1º Domingo do advento. A espiritualidade deste tempo é a vivência do Reino de Deus.

Partes da Missa

RITOS INICIAIS

Instrução Geral ao Missal Romano, n.º 24:
“Os ritos iniciais ou as partes que precedem a Liturgia da Palavra, isto é, cântico de entrada, saudação, ato penitencial, Glória e oração da coleta, têm o caráter de exórdio, introdução e preparação. Estes ritos têm por finalidade fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”..
Saudação • O presidente da celebração começa fazendo o Sinal da Cruz, pronunciando ou cantando: ‘Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo’. Retirada na sua maioria dos cumprimentos de Paulo, é na saudação que o presidente da celebração e a assembleia se saúdam.
Ato Penitencial • Os membros da assembleia, pelo ato penitencial, demonstram humildade e invocam o perdão e a ajuda de Deus, a fim de poder ouvir com maior proveito sua Palavra e comungar mais dignamente o Corpo de Cristo.
Tal ato pode ser substituído pela aspersão da água, simbolizando a purificação dos pecados. É nesse momento em que pedimos perdão dos nossos pecados para celebrar melhor. Há de se notar que esse momento não tem caráter sacramental. Para o perdão dos pecados, devemos buscar o Sacramento da Reconciliação.
O povo reza: ‘Senhor, tende piedade de nós’.
Glória • Hino com que a Igreja congrega no Espírito Santo, glorifica a Deus Pai e ao Cordeiro e lhes apresenta suas súplicas. Sentindo-nos perdoados e abraçados pela Misericórdia do Pai, cantamos para louvar e agradecer-lhe as graças recebidas.
É proclamado nos domingos, – exceto na Quaresma e no Advento, – e em celebrações especiais, de caráter mais solene. Pode ser cantado, porém é necessário respeitar seu conteúdo original.
O ‘Glória’ pode ser entoado pelo próprio sacerdote e cantado pelo coral, pelos fiéis ou por ambos. A letra não pode ser substituída. Não existe mais o costume de sentar-se durante o canto do ‘Glória’, nem o sacerdote, nem o bispo, nem os fiéis. Todos o ouvem, cantam ou recitam em pé.
Oração da Coleta • Encerra o rito de entrada e introduz a assembleia na celebração do dia.
Dentro da oração da coleta, podemos perceber os seguintes elementos: invocação, pedido e finalidade. É a primeira oração que recolhe, sintetiza, coleta as motivações, os sentimentos da assembleia. Sua função é dar o sentido da celebração do dia.
Nesse momento, o padre coloca todas as intenções e, no final da oração, o povo responde com a palavra ‘Amém’ (que significa ‘assim seja’, assim se faça, assim aconteça pela bondade de Deus e por nossa real participação).

LITURGIA DA PALAVRA

Momento de ouvir a Palavra de Deus. Essas leituras são iguais no mundo inteiro. É importante ressaltar que as leituras previstas para as missas de domingo são três (exceto nas missas com crianças), mais o salmo responsorial.
Primeira Leitura • A primeira leitura costuma ser extraída do Antigo Testamento (parte bíblica que anuncia a vinda do Messias). Mas também são proclamadas leituras do Novo Testamento em certas ocasiões.
Isto é feito para demonstrar que já o Antigo Testamento previa a vinda do Messias, que é Jesus, e que Ele cumpriu as Escrituras (cf. Mt 5,17).
Salmo Responsorial • O Salmo Responsorial também é retirado da Bíblia, quase sempre (em 99% dos casos) do livro dos Salmos. É um salmo, ou um canto, que nos ajuda a entender melhor a mensagem da Primeira Leitura.
Sempre que possível, o Salmo deve ser cantado, nem que seja apenas a sua antífona, pois foram criados pelos judeus para serem cantados. Existem algumas formas propostas pela Igreja para alternar o cântico do Salmo (salmodiar): o cantor (salmista) cantando as estrofes, e a Assembleia respondendo o refrão.
Segunda Leitura • Passagem tirada do Novo Testamento, de uma das cartas dos apóstolos (Filipenses, Gálatas, Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios... Paulo, Tiago, Pedro, João e Judas). Essa leitura tem, portanto, como objetivo, demonstrar o vivo ensinamento dos Apóstolos dirigido às comunidades cristãs.
O Aleluia • Terminada a ‘Segunda Leitura’, o coro inicia o canto do ‘Aleluia’, e todo o povo se levanta, inclusive o sacerdote. Se o presidente for um bispo, ou se houver incensação, permanece sentado até abençoar aquele que vai proclamar ou até pôr o incenso no turíbulo; os demais sacerdotes e diáconos acompanham o presidente. O ‘Aleluia’ é uma aclamação da Assembleia saudando o Evangelho que será proclamado.
Deve ser cantado com o versículo em todos os tempos litúrgicos, com exceção da Quaresma. Na Quaresma, canta-se o versículo correspondente com uma aclamação aprovada, normalmente a que está no Lecionário.
Aclamação Ao Evangelho • Preparamos o anúncio da Mensagem de Jesus, cantando ‘Aleluia’, que significa ‘Louvor a Deus’. Nas missas de Páscoa, Pentecostes, Corpus Christi e Nossa Senhora das Dores, após a segunda leitura, o Missal prevê um hino chamado 'sequência', como uma continuação ou extensão do Aleluia.
Evangelho • Deus nos fala, apresentando-nos o Reino de Deus. Antes de iniciar a leitura do Evangelho, se estiver sendo feito uso de incenso, o sacerdote ou o diácono (dependendo de quem for proclamar o texto), incensará o lecionário e, logo a seguir, iniciará a leitura do texto.
O texto do Evangelho é sempre retirado dos livros canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João, e jamais pode ser omitido.
Homilia • O sacerdote explica as leituras e o Evangelho. Devemos ouvir com a única intenção de acolher a Palavra de Deus. Esse momento possui a força para transformar a nossa mente e o nosso coração. O Documento de Puebla afirma que a “homilia é ocasião privilegiada para se expor o mistério de Cristo no aqui e agora da comunidade, partindo dos textos sagrados, relacionando-os à vida concreta” (n. 930).
Normalmente, o sacerdote que preside prega, mas o diácono também pode fazê-lo, um concelebrante, um bispo que não esteja presidindo, ou mesmo outro presbítero que não esteja concelebrando. A homilia jamais deve ser omitida nas missas dominicais e Solenidades. Nas missas semanais, a Igreja insiste para que ela também não seja preterida.
Profissão de fé ou Credo • Logo após a homilia, o celebrante inicia, de mãos unidas, a Profissão de Fé, que é recitada ou cantada por todos, em pé.
Este é o momento da celebração em que, como cristão, devemos professar tudo aquilo em que devemos crer. É um conjunto de artigos de fé, uma espécie de resumo da fé cristã. Existem dois textos: o Niceno-constantinopolitano (mais longo, fruto dos Concílios de Niceia, no ano de 325, e Constantinopla, em 381); e o de redação simples e popular, conhecido como Símbolo dos Apóstolos.
Apresentação das Preces ou Oração dos Fiéis • Momento em que as pessoas fazem preces lidas ou espontâneas. O povo pede: ‘Senhor, escutai a nossa prece’.
Durante a apresentação das preces, podemos incluir os grandes temas e pedidos pelas necessidades da Igreja, pelos governantes, pela salvação do mundo, pelos oprimidos e pela comunidade local. Com a Oração dos Fiéis, termina a Liturgia da Palavra e começa a Liturgia Eucarística.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Preparação das Oferendas (Ofertório) • Nesse momento, o padre e o povo oferecem o pão e o vinho. Cada um oferece sua vida, seu trabalho e o esforço de todos. Também são permitidas ofertas em dinheiro, para ajudar e contribuir com a comunidade e a Igreja. Duas ou mais pessoas podem levar ao altar as ofertas.
Os dons apresentados (pão, vinho e água) são ‘frutos da terra e do trabalho humano’, que vão se tornar o corpo e o sangue de Jesus Cristo.

ORAÇÃO EUCARÍSTICA

Também chamada de Anáfora ou Cânon, é o ponto central e parte culminante de toda a celebração, em que recordamos a Paixão, Morte e Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Destacam-se os seguintes pontos:
Prefácio • É um canto de agradecimento e louvor a Deus por toda a obra da salvação ou por um de seus aspectos. Ele sempre segue o tempo litúrgico correspondente ou a comemoração específica do dia. Conclui-se com o canto do Santo, louvor universal que expressa a santidade, majestade e imanência de Deus.
Invocação do Espírito Santo ou Epiclese • O padre pede ao Pai, por meio de invocações especiais, a força do Espírito Santo, para que os dons oferecidos sejam consagrados ‘derramando sobre elas o vosso Espírito a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso” (2ª Oração Eucarística).
Consagração ou Narrativa da Ceia • O sacerdote repete as palavras que Jesus pronunciou na última ceia, ao instituir a Eucaristia. Depois, consagra o vinho. Neste momento, o mistério do amor do Pai é renovado em nós. Cristo dá-se por nós ao Pai, trazendo graças para nossos corações. Daí ser esse um momento de profundo silêncio. A assembleia é convidada a se ajoelhar, aqueles que puderem, levantando-se apenas no momento do ‘Eis o mistério da fé’..
Anamnese • Momento em que a Igreja faz a memória do próprio Cristo, relembrando principalmente a sua bem-aventurada Paixão, a gloriosa Ressurreição e a Ascensão aos céus.
Oblação • A Igreja, em particular a assembleia atualmente reunida, realizando esta memória, oferece ao Pai, no Espírito Santo, a hóstia imaculada. 
Segunda Epiclese • Novamente o Espírito Santo é invocado, agora sobre toda a assembleia, que se torna em Cristo um só corpo e um só espírito.
Intercessões • Por meio delas se exprime que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto celeste quanto terrestre, e se recordam as irmãs e os irmãos falecidos.
Doxologia • É o louvor final. O padre eleva o pão e vinho consagrados, Corpo e Sangue do Senhor, demonstrando a glorificação de Deus, e é confirmada e concluída pela aclamação do ‘Amém’ do povo. Esse é o verdadeiro ofertório, pois é o próprio Cristo que oferece e é oferecido.
Pai Nosso • É uma oração de passagem para a Comunhão. Ensinada por Jesus, esta oração resume os anseios mais profundos do ser humano, tanto em dimensão espiritual, quanto material. Quando se canta o Pai-nosso, tenha-se o cuidado de conservar a letra desta oração bíblica.
No Brasil, durante a oração do ‘Pai Nosso’, a Assembleia costuma dar as mãos ou erguê-las para o alto, imitando o sacerdote. Não há regras específicas para a posição das mãos, a não ser a própria Tradição.
Embolismo • É uma extensão do Pai Nosso, rezada somente pelo sacerdote: ''Livrai-nos de todos os males, ó Pai...'', com a resposta da assembleia: ''Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!''. Pode-se dizer Amém ao final do Pai-Nosso em reuniões, encontros, grupos de oração, mas não na Missa.
Oração da Paz • É uma oração de passagem para a Saudação da Paz, rezada apenas pelo sacerdote, não por todos os fiéis, como é costume em muitas paróquias. Momento em que se diz ''Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos...''.
Gesto do Paz • Mediante um aperto de mão, ou abraço ou beijo, expressamos nosso desejo de comunhão com os irmãos e irmãs e, ao mesmo tempo, incluímos um compromisso de lutar pela paz e unidade.
O ‘Rito pela Paz’ não tem caráter penitencial ou de reconciliação, mas de comunicar e manifestar a paz, comunhão e caridade entre os fiéis, pouco antes de se dirigirem até à mesa da Santíssima Eucaristia.
O Cordeiro de Deus • Terminada a Saudação da Paz, o sacerdote reza ou o coro canta o ‘Agnus Dei’ (Cordeiro de Deus), que por ser parte do Ordinário da Santa Missa não pode ser mudado por músicas ou invocações que não contenham inteiro o seu venerado texto.
Enquanto o canto é entoado, o sacerdote parte a Hóstia, consagrada na mesma Missa, na patena em dois pedaços, seguindo sua marcação, enquanto reza, em silêncio, a oração proposta: “Esta união do Corpo...”. O gesto, ainda que seja pouco percebido pela Assembleia, é de extrema importância, afinal, os Evangelhos nos narram que na Última Ceia Jesus partiu o pão para os discípulos e, mesmo a Santa Missa, nos tempos Apostólicos, era chamada de ‘Fração do Pão’.
O cerimoniário ou o diácono retira a pala de cima do cálice neste momento pelo lado direito, ou logo que se iniciar o canto do ‘Cordeiro’. Depois de partida a Hóstia em dois pedaços, o sacerdote parte-a uma terceira vez sobre a patena, dessa vez um pedaço pequeno, normalmente segundo a marcação da própria partícula, e coloca a pequena fração no Cálice. Ainda que não necessariamente, é tradicional fazer-se o Sinal da Cruz com a partícula antes de deitá-la no cálice. Em seguida, o sacerdote une as mãos e reza silenciosamente uma das duas orações propostas no missal (fazendo referência ao Santo Nome do Senhor), e, ao terminá-la, faz a genuflexão.
Fração do Pão • O sacerdote, fazendo memória da ação de Jesus Cristo na Última Ceia, parte a hóstia em vários pedaços. Este gesto significa para nós a união do Corpo e do Sangue do Senhor num mesmo Sacrifício e na mesma Comunhão.
Comunhão • Momento em que cada membro da assembleia estabelece íntima união com Jesus. Comungar é receber o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo.
Ação de Graças • Momento de silêncio e profundo contato com Jesus recebido na Comunhão. De coração aberto, colocamos todas as necessidades materiais e espirituais diante do Altar do Nosso Senhor Jesus Cristo. Conclui-se a Liturgia Eucarística e se passa aos ritos finais.
Os fiéis podem comungar, e são convidados a não apenas comungar espiritualmente, mas também a participar do Banquete da Santa Comunhão que, como o próprio nome diz, demonstra de modo físico e espiritual a união dos fiéis entre si com o Cristo Ressuscitado, Senhor da Igreja.

RITOS FINAIS

A Oração depois da Comunhão • O sacerdote, da cadeira da presidência, levanta-se e, de mãos unidas, diz “Oremos”, e aguarda um momento de silêncio e oração pessoal. Esse momento deve ser o suficiente para que toda a Assembleia coloque-se em pé. Um dos acólitos apresenta-lhe o Missal, de onde ele canta ou reza a “Oração Depois da Comunhão”, com os braços abertos, unindo as mãos na conclusão, conforme o costume. A Assembleia responde “Amém”. O sacerdote pode, também, dispensar o uso do acólito e rezar a “Oração depois da Comunhão” do centro do Altar.
Essa oração se liga à liturgia eucarística, e é seu encerramento, pedindo a Deus as graças necessárias por tudo o que se manifestou perante a assembleia durante a celebração.
Avisos • São importantes para alimentar a vida da comunidade. O ideal é não prolongar muito esse momento importante para não perder seu objetivo. Devem ser divulgados os eventos religiosos do mês e algo de interesse à comunidade.
Bênção Final • O Missal Romano traz muitas bênçãos solenes para os vários tempos litúrgicos e festas dos santos. Se todos estão sentados, o sacerdote convida a Assembleia a levantar-se. Em seguida, voltado ao povo, diz “O Senhor esteja...”, a Assembleia responde “Ele está no...”, e segue com a “Bênção Final”.

Alfaias e Vasos Sagrados

CÁLICE •É um dos objetos mais sagrados da celebração porque se destina a receber o sangue de Cristo. É o recipiente no qual se consagra o vinho durante a missa. Pode ser feito de metal precioso ou de madeira nobre.
PATENA •Pequeno prato, geralmente de metal precioso, para conter a hóstia durante a celebração da missa. Na patena será colocada a hóstia maior, o corpo de Deus.
ÂMBULA (PÍXIDE OU CIBÓRIO) •É um recipiente de diversos tamanhos destinado a receber as hóstias consagradas que serão distribuídas ao povo ou guardadas no Sacrário (as Santas Reservas).
GALHETAS •Vasilhas em que são colocados a água e o vinho para serem usados durante a missa.
HÓSTIA •O pedaço de pão sem fermento, grande e arredondado, que o padre mostra ao povo no momento da Santa Missa.
PARTÍCULA •Pequeno pedaço de pão sem fermento, em geral de forma circular, que o padre consagra para a comunhão dos fiéis.
CORPORAL •Pano retangular, como pequena toalha, que recebe o cálice, a patena e as âmbulas no altar, ou o Ostensório contendo o Corpo de Jesus para a adoração.
MANUSTÉRGIO •Toalha com que o sacerdote enxuga as mãos, após lavá-las durante a missa.
PALA •Cartão quadrado, revestido de pano, para cobrir o cálice.
SANGUÍNEO OU PURIFICATÓRIO •Tecido retangular com o qual o sacerdote, depois da comunhão, purifica o cálice e, se for preciso, enxuga a boca e os dedos.
VÉU DO CÁLICE •Pano quadrado com o qual se cobre o cálice (de raro uso)



ARRUMAÇÃO DAS ALFAIAS NA CREDÊNCIA PARA A SANTA MISSA
Cálice – Sanguíneo dobrado em cima – seguido da patena com a Hóstia a ser consagrada – coberta pela Pala.



DEMAIS OBJETOS LITÚRGICOS

JARRO •Recipiente de metal com água limpa, junto à bacia e ao manustérgio (toalhinha para enxugar), usado para lavar as mãos do ministro da celebração.
CANDELABRO •Grande castiçal com ramificações. Em cada braço, põe-se uma vela.
CASTIÇAL •Suporte destinado a sustentar uma vela, usado nas celebrações.
INCENSO •Resina de aroma suave; produz uma fumaça que sobe aos céus. Símbolo das nossas preces e orações a Deus.
ASPERSÓRIO OU HISSOPO •Objeto metálico usado para aspergir água benta nas pessoas e nos objetos ou lugares a serem abençoados.
LAVABO OU ABLUÇÃO •Conjunto de objetos usados para lavar as mãos: bacia, jarro e manustérgio. Durante a missa o lavabo acontece após a apresentação das ofertas. Também é usado quando há a necessidade de lavar, seja por ocasião do lava-pés, imposição das cinzas, unção das mãos do neossacerdote.
TURÍBULO •Objeto de metal usado para as incensações durante a celebração. O que carrega o turíbulo recebe o nome de turiferário.
TECA •Pequeno objeto metálico arredondado, com tampa, onde se colocam as hóstias consagradas para serem levadas aos doentes: o Viático.
CRUCIFIXO •Uma cruz com a imagem do Crucificado que fica sobre o alta ou acima dele durante as celebrações.
CRUZ PROFESSIONAL •Usada nas procissões, à frente de qualquer cortejo, e deve permanecer em lugar nobre no presbitério.
NAVETA •É um objeto em forma de barquinho, usado para guardar o incenso que será colocado no turíbulo. Aquele que carrega a naveta é chamado de naveteiro, e fica sempre à esquerda do turiferário.
CALDEIRA OU CALDEIRINHA •Vaso Litúrgico onde se coloca água benta para aspersão do povo.
MATRACA •A matraca é um instrumento muito antigo tocado durante a Semana Santa, entre a Quinta-feira Santa e o Domingo de Páscoa, em substituição aos sinos.
OSTENSÓRIO OU CUSTÓDIA •Objeto de metal precioso utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão.
LUNETA •Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a Hóstia Consagrada, o Corpo de Jesus, dentro do ostensório.
TINTINÁBULO •Insígnia basilical que consta de uma haste devidamente enfeitada, geralmente com o triregnum e as chaves, e munida de um sino. Junto com a umbela é levado à frente das procissões basilicais.
UMBELA •Objeto em formato de guarda-chuva, usado para transportar o santíssimo sacramento de forma menos solene que o pálio. É também usada como insígnia das basílicas.
PÁLIO •O pálio é um manto sustentado por quatro ou mais hastes sob o qual se conduz o Santíssimo Sacramento exposto no ostensório em procissões fora da igreja.
SACRÁRIO •Espaço reservado para guardar a Eucaristia. É ornado, trancado à chave e possui uma luz acesa constantemente para indicar a presença do Santíssimo (a lamparina).
BALDAQUINO •Elemento construtivo, arquitetônico, que, como dossel, cobre o altar principal de uma igreja.
RELICÁRIO •Objeto utilizado pra expor à veneração as relíquias dos santos.
FALDISTÓRIO •Faldistório é um pequeno banco, geralmente sem encosto, usado pelo bispo para se sentar ou se ajoelhar em determinados momentos da liturgia.
CÍRIO PASCAL •Círio pascal é uma vela grande abençoada e marcada com símbolos próprios que se acende com fogo santo na vigília pascal. Entre os símbolos, encontra-se a cruz, as letras alfa e ômega e os cravos.
CONOPEU •Véu que cobre a porta do sacrário. Varia segundo a cor do tempo.
CARRILHÃO OU CAMPAINHA •Sinos unidos, normalmente pequenos, que tocam juntos. Geralmente é usado como campainha durante a consagração.
CREDÊNCIA •Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.
GENUFLEXÓRIO •Móvel de madeira e com forros macios usado para auxiliar nas orações em que o presidente precisa se ajoelhar. Munido de uma elevação forrada, ajuda no encosto dos braços daquele que se ajoelha.
AMBÃO •Mesa da Palavra de onde se proclama a Palavra de Deus.
ALTAR •Mesa onde se realiza a ceia Eucarística. Representa o próprio Jesus na Liturgia.
LAMPARINA •Pequena lâmpada vermelha que fica sobre o sacrário anunciando que ali se encontra o Santíssimo Corpo de Jesus.
SINETA •Pequeno sino, usado pelo acólito, durante a consagração e em outros momentos.
ANDOR •Suporte enfeitado com flores utilizado para levar as imagens dos santos e padroeiros nas procissões.
PRESBITÉRIO •Local onde ficam os celebrantes e auxiliares e a mesa do altar.
SACRISTIA •Sala anexa à igreja, onde são guardados os paramentos e objetos religiosos.
PIA BATISMAL •Local da Igreja onde acontecem os batizados, tendo um significado muito especial, pois o Batismo é o primeiro sacramento do cristão.

Vestes

Alva ou Túnica •
Veste branca e longa comum a todos os ministros. A alva se diferencia da túnica no que se refere à sua nobreza, pois é adornada de detalhes: rendas e pregas.

Casula •
Espécie de manto que se veste sobre a alva e a estola. A casula deve acompanhar a cor litúrgica. Na cor verde é usada para o Tempo Comum, branca para o Tempo Pascal, Natal, Festas do Senhor. Na cor vermelha se usa para o Domingo de Ramos, Sexta-feira Santa, Pentecostes, Festas dos Apóstolos ou mártires e a cor roxa reserva-se para o Tempo do Advento e Quaresma.

Estola •
Veste litúrgica dos ministros ordenados. O bispo e presbítero a colocam sobre os ombros de modo que caia pela frente em forma de duas tiras, acompanhando o compromisso da alva ou túnica. Os diáconos usam-na de forma transversal.

Amito •
Tecido que o sacerdote coloca ao redor do pescoço antes de revestir outros paramentos. Atualmente, o Amito é pouco usado pelos sacerdotes e diáconos.

Cíngulo •
Cordão que vai ao redor da cintura para ajustar a alva ao tamanho do corpo.

Batina •
Veste dos abades, padres e religiosos. Alguns sacerdotes fazem o uso do Clerical ou "Clergyman" como meio de identificação, sendo esta uma peça única de vestuário, isto é, um colarinho circular que envolve o pescoço com uma pequena faixa branca central.

Véu umeral •
Manto usado sobre os ombros do sacerdote ao dar a bênção do Santíssimo ou em procissão com o ostensório.

Mozeta •
A Mozeta é uma veste talar que faz conjunto com a Batina, a Faixa e o Amito. É uma pequena capa sobre os ombros, aberta à frente, com botões. Juntas elas formam a veste talar dos sacerdotes. Também pode ser uma veste litúrgica quando acompanhada da batina litúrgica ou episcopal e também sobre a Sobrepeliz ou o Roquete, por hierarquias mais elevadas, nas vestes corais.

Murça •
Pequena sobrecapa usada nas vestes corais sobre a sobrepeliz ou o roquete e sob a cruz peitoral. Sua cor varia de acordo com o grau hierárquico do clérigo.

Capa Pluvial •
Capa ampla com um feixe à frente, usado pelos clérigos em procissões e ocasiões litúrgicas fora da missa. Quando usado em alguma procissão que faça parte de uma missa, usa-se com alva uma vez que ao retirar o pluvial, o sacerdote imediatamente veste a casula (que não pode ser usada sobre sobrepeliz, roquete ou vestes corais). Quando o sacerdote caminha, os diáconos levantam as pontas do pluvial.

Faixa •
A faixa encontrada na batina representa muito mais do que uma forma de hierarquizar a Igreja. Simboliza a prontidão para o serviço e a castidade. A faixa usa-se sempre do lado esquerdo. Usa-se somente por cima da batina.

Sobrepeliz •
A sobrepeliz é usada por cima da batina por cerimoniário ou acólitos.

Dalmática •
Veste própria do diácono. É colocada sobre a alva e a estola.

Solidéu •
Peça de tela de forma arredondada e côncava que vai sobre a coroa da cabeça. É usado pelos sacerdotes, bispos, cardeais e papa. A cor muda para cada grau da hierarquia.

Mitra •
É uma espécie de chapéu com duas pontas na parte superior e duas tiras do mesmo tecido que caem sobre os ombros dos clérigos que podem usá-la: abades, bispos, cardeais e papa.

Báculo •
É o objeto que simboliza que o bispo é o pastor, sendo uma espécie de cajado que ele utiliza nas celebrações.

Pálio •
Vestimenta de lã branca que utilizam somente o Papa e os arcebispos metropolitanos (o do Papa é diferente daquele dos arcebispos), com cerca de 5cm de largura e dois apêndices – um na frente e outro nas costas. Possui seis cruzes bordadas em lã preta.

É confeccionado pelas monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília, em Roma, utilizando a lã de dois cordeiros que são oferecidos ao Papa no dia 21 de janeiro de cada ano na Solenidade de Santa Inês. Os novos pálios são colocados em uma urna diante do Túmulo de São Pedro, e em 29 de junho o Papa os entrega somente aos novos arcebispos nomeados durante o ano.
Cruz Peitoral •
A segunda insígnia episcopal é a cruz peitoral, uma cruz de metal, com a imagem do Crucificado ou não, munida de cordão que o Bispo usa sempre ao pescoço.

Anel •
Simboliza a união do bispo com os fiéis e também com toda a Igreja.

Vimpa •
A vimpa é o véu que os acólitos levam sobre os ombros para segurar a mitra e o báculo (no caso do Papa, a férula), quando o bispo não está usando-os. Estes acólitos recebem o nome de mitrífero e baculífero, respectivamente. A vimpa segue a cor do tempo litúrgico correspondente.

Barrete •
Chapéu quadrangular geralmente de 3 palas e quase sempre ornado com uma borla (pompom). É utilizado nas procissões de entrada e saída da missa. Sua cor varia, preto para sacerdotes, preto com tufo violáceo para monsenhores, violáceo para bispos e vermelho para os cardeais

Funções

Turiferário •
Turiferário é o nome dado ao coroinha que é incumbido de manusear o turíbulo durante missas festivas ou dominicais. O turíbulo vai à direita da naveta, formando assim o cortejo de entrada.

Naveteiro •
É aquele que conduz a naveta na procissão, usada para guardar o incenso que será colocado no turíbulo.

Ceroferário ou Ceriferário
Aquele que carrega a vela durante as celebrações. Quando as velas vão na procissão de entrada, os Ceriferários são os primeiros, vindo atrás apenas do turiferário e do naveteiro.

Cruciferário •
É o coroinha ou acólito que carrega a cruz processional durante a entrada e saída do presbitério.

Baculífero •
É quem leva o báculo do bispo e fica também atrás do bispo nas procissões de entrada e saída.

Mitrífero •
É aquele que leva a Mitra na celebração. Ele deve usar um paramento chamado Vimpa, que segue a cor litúrgica do dia, para segurar as insígnias pontifícias.

Librífero •
Coroinha ou acólito encarregado de conduzir e apresentar os Livros Sagrados (Bíblia, Missal, Lecionário, Evangeliário) usados durante as cerimônias litúrgicas. Os libríferos apresentam os livros segurando com as duas mãos.

Cerimoniário •
É encarregado da organização e direção dos ofícios litúrgicos; mestre de cerimônias.

Acólito e Coroinha •
Jovem que auxilia nas funções litúrgicas no altar e nas paraliturgias.

Livros

Missal • Livro maior onde estão contidas as orações para as diferentes celebrações durante todo ano litúrgico. Se necessário, o sacristão pode marcar com fitas as orações da missa, possivelmente os Ritos Ordinários, o Prefácio e, segundo a necessidade, uma Bênção Solene.

Lecionário •
Livro maior onde estão contidas as orações para as diferentes celebrações durante todo ano litúrgico. Se necessário, o sacristão pode marcar com fitas as orações da missa, possivelmente os Ritos Ordinários, o Prefácio e, segundo a necessidade, uma Bênção Solene.

Lecionário Semanal •
Também chamado de ferial, contém as leituras para os dias da semana de todo o Ano Litúrgico. A primeira leitura e o salmo responsorial de cada dia estão classificados por ano ímpar e ano par. O Evangelho é o mesmo para os dois anos.

Lecionário Santoral •
Livro que contém as leituras para as solenidades e festas dos santos.

Sacramentário •
Livro que contém as leituras para uso durante os sacramentos.

Evangeliário •
Livro que contém os santos Evangelhos, usado na missa para proclamação ou o canto do Evangelho. Pode ser levado na procissão de entrada por um diácono ou um sacerdote, e reverenciado com incenso.

Cerimonial dos Bispos•
Um livro usado especialmente pelos bispos, pois possui todas as celebrações referentes ao ministério episcopal. Os diversos textos usados para sacramentos e celebrações litúrgicas presididas pelo bispo estão contidas neste livro.

Liturgia das Horas ou Ofício Divino •
Livros de oração em louvor à Igreja, que tem por objetivo estender às diversas horas do dia a glorificação de Deus, encontrando seu ponto mais elevado na Oração Eucarística.

Memórias, Festas e Solenidades

EPIFANIA

Solenidade celebrada no dia 06 de janeiro. Com a festa de Epifania, a Igreja celebra a manifestação do Deus Encarnado a todo o mundo. Epifania, palavra de origem grega, significa “manifestação externa, aparição”.
É o ensino bíblico sobre a divindade de Jesus Cristo manifestada aos magos em Belém, representando todos os povos pagãos. Apenas São Mateus narra o episódio e o liga à perseguição do rei Herodes ao Menino Jesus e à fuga da Sagrada Família para o Egito.

BATISMO

Festa celebrada no Domingo depois da Epifania. No Batismo de Jesus nas margens do Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens.
Com esta Festa do Batismo de Jesus, concluímos o Tempo do Natal. Ao celebrarmos o Batismo, temos diante de nós uma ocasião propícia para renovar nossas promessas batismais.

TRANSFIGURAÇÃO

Festa celebrada no dia 06 de agosto. Segundo os Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), Jesus convidou três de seus apóstolos, Pedro, Tiago e João, e com eles subiu ao Monte Tabor. Enquanto rezava, Jesus se transfigurou, e se mostrou glorioso, tendo diante dele Moisés e Elias (entendidos aqui como a Lei e os Profetas).
O episódio da Transfiguração expressa, visto do ângulo humano, a imensa delicadeza com os discípulos destinados a anunciar o seu mistério. Jesus leva à montanha os três, chamados a participar mais de perto de alguns acontecimentos decisivos, para revelar-lhes sua própria identidade. Começaram a entrar no mistério, para descer da montanha com novas disposições.

DOMINGO DE RAMOS E PAIXÃO DO SENHOR

Solenidade sem data fixa. A procissão do Domingo de Ramos revive o momento da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Havia o costume na antiguidade de se estender as vestes para que uma pessoa importante passasse sobre elas, significando grande veneração àquela autoridade. O povo estende os ramos a Jesus, e as suas vestes. A importância de Jesus é reconhecida na atitude da multidão. Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, participantes da Igreja. Neste mesmo domingo, celebra-se a Missa da Paixão do Senhor.

ASCENSÃO

Esta solenidade foi transferida para o 7º domingo após a Páscoa desde seu dia originário, a quinta-feira da 6º semana de Páscoa, quando se cumprem os quarenta dias depois da Ressurreição, conforme o relato de São Lucas em seu Evangelho e nos Atos dos Apóstolos; mas continua conservando o simbolismo do quadragésimo dia: como o Povo de Deus esteve quarenta dias em seu Êxodo do deserto até chegar à Terra Prometida, assim Jesus cumpre seu Êxodo pascal em quarenta dias de aparições e ensinamentos até ir ao Pai.
Dentro do sentido catequético do Novo Testamento, marca a entrada da condição humana de Jesus no domínio de Deus.
Quarenta dias depois da Ressurreição – no Livro dos Atos dos Apóstolos – Jesus subiu ao céu, isto é, voltou para o Pai, pelo qual foi enviado ao mundo. A Ascensão marca o cumprimento da salvação iniciada com a Encarnação.

PENTECOSTES

Esta Solenidade é celebrada no último domingo do Tempo Pascal, sete semanas depois da Páscoa. Para os judeus, Pentecostes era a festa da colheita. Eles levavam os primeiros trigos no templo e agradeciam a Deus.
Hoje em dia para nós cristãos, Pentecostes lembra a promessa que Jesus fez aos apóstolos, dizendo que, depois da sua morte, enviaria a eles o Espírito Santo. E como Jesus prometeu, ele cumpriu. Em Pentecostes, soprou o Espírito Santo sobre todos que estavam lá. E assim recebemos os dons hoje.

SANTÍSSIMA TRINDADE

Solenidade celebrada no 1º Domingo depois de Pentecostes, ou seja, o 1º Domingo do Tempo Comum. Celebrar a Santíssima Trindade é celebrar a Deus mesmo, o centro da nossa fé. O Catecismo da Igreja Católica chama o mistério da Santíssima Trindade de “o mistério central da nossa fé”. Mas o que é um mistério? E como podemos viver melhor esse dia santo?
Nesta celebração do mistério da Santíssima Trindade somos convidados a contemplar um pouco mais essa realidade, a penetrar um pouquinho mais nesse mistério e para fazê-lo devemos “subir ao monte” como Moisés o fez quando recebeu os 10 mandamentos.

CRISTO REI DO UNIVERSO

A celebração da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, é celebrada no último domingo do Tempo Comum e fecha o Ano Litúrgico. Neste período, meditamos, sobretudo, o mistério de Sua vida, Sua pregação e o anúncio do Reino de Deus. Esta festa celebra Cristo como o rei bondoso e singelo que, como pastor, guia a Sua Igreja peregrina para o Reino Celestial e lhe outorga a comunhão com este Reino para que possa transformar o mundo no qual peregrina.

CORPUS CHRISTI

A Solenidade de Corpus Christi comemorada pela Igreja em todo o mundo ocorre sempre na primeira quinta-feira depois da Solenidade da Santíssima Trindade, ou 60 dias após a Páscoa. Quinta-feira exatamente para lembrar o dia em que Jesus instituiu a Eucaristia. Foi instituída pelo Papa Urbano IV, em 1264, para as pessoas vivenciarem e celebrarem a presença de Cristo na Eucaristia.
Eucaristia é a entrega do próprio Cristo por nosso resgate e pela nossa salvação. Esse amor que nos salva não tem limites e nos acompanha em nossa caminhada e em nosso coração. Na Festa de Corpus Christi, as paróquias e suas comunidades montam pelas ruas das cidades os tradicionais tapetes confeccionados pelos fiéis.

NATAL

Solenidade do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, celebrada no dia 25 de dezembro. Natal é um tempo especial; tempo de fé, alegria e acolhimento do Filho de Deus feito Homem. É um tempo curtinho. Vai da véspera do Natal de Nosso Senhor, dia 24 de dezembro, até o primeiro domingo depois da Festa da Epifania, no começo de janeiro, na Festa do Batismo do Senhor. Durante este período, são celebradas pela Igreja as festas da Circuncisão do Senhor, da Sagrada Família, de Santa Maria Mãe de Deus, da Epifania, dos Reis Magos e do Batismo de Jesus.

TODOS OS SANTOS

No dia 01 de Novembro, a Igreja Católica celebra a solenidade de Todos os Santos. É o dia em que fazemos memória de todos aqueles que morreram, em estado de graça, ou seja, em profunda amizade com Cristo e, por isso, estão no céu, na morada eterna que Deus preparou para nós e são santos, mesmo sem a Igreja tê-los canonizados.
A solenidade de todos os Santos é, portanto, uma oportunidade que temos de festejar a memória das pessoas que passaram por nossas vidas, e já se foram, assim como a oportunidade que temos de pedir a intercessão desses que estiveram conosco aqui na terra e hoje se encontram na glória do céu.

SÃO PEDRO E SÃO PAULO

Na Solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, celebrada no dia 29 de junho, ou no Brasil, no domingo seguinte, lembramos que esses dois santos são pilares da Igreja. O primeiro deles foi o primeiro Papa, a rocha sobre a qual Cristo fundou a Igreja, e o outro ficou conhecido por seu ardor missionário, por levar o anúncio da Boa Nova aos gentios.
A festa é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Depois da Virgem Santíssima e de São João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico.
Além do tradicional 29 de junho, podemos citar também: 25 de janeiro, quando celebramos a Conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, a festa da Cátedra de São Pedro e 18 de novembro, reservado à Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo.

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

A Assunção de Maria é dogma católico solenemente definido através da Constituição “Munificentissimus Deus” do 1º de novembro de 1950 pelo Papa Pio Xll. Esta solenidade é celebrada no dia 15 de agosto, ou no Brasil, no domingo seguinte.
Este dogma proclama que Maria, no fim de sua vida, foi acolhida por Deus no céu de corpo e alma, ou seja, coroada plena e definitivamente na glória de Deus que a preparou para ser mãe da humanidade. Assim como foi a primeira a servir a Cristo na fé, é a primeira a participar de sua glória. Maria é acolhida porque um dia também acolheu o Filho de Deus.

IMACULADA CONCEIÇÃO

A Solenidade da Imaculada Conceição é comemorada no dia 08 de dezembro. Celebrar a Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria significa reconhecer que ela foi "preservada imune de toda mancha da culpa original" e também que isso foi feito "em vista dos méritos de Jesus Cristo", ou seja, mesmo acontecendo antes da Redenção, foi Jesus mesmo quem salvou a Sua mãe.

MÃE DE DEUS

Celebramos, no primeiro dia do ano, a Maternidade divina de Maria. Esta comemoração ocorre dentro das festividades de Natal, na oitava de Natal (oito dias depois da Natividade, primeiro dia do ano novo), para relembrarmos o nascimento de Jesus, o Filho de Deus.
De acordo com a tradição católica, é a primeira Festa Mariana da Igreja Ocidental e começou a ser celebrada em Roma no século VI, possivelmente junto com a dedicação do templo, no dia 1º de janeiro, a “Santa Maria Antiga” no Foro Romano, uma das primeiras igrejas marianas de Roma. Desta forma, esta Festa Mariana encontra seu marco litúrgico no Natal e ao mesmo tempo em que todos os católicos começam o ano novo pedindo a proteção da Santíssima Virgem Maria.

SÃO JOSÉ

O calendário cristão celebra São José no dia 19 de março. Esposo de Maria, ele foi o pai adotivo de Jesus. O evangelho de Mateus deixa claro que a gravidez de Maria na geração de Jesus não veio do marido, mas diretamente do Espírito Santo. Geralmente, essa Solenidade cai no Tempo da Quaresma, podendo ser a única exceção para se cantar o Glória e se usar a veste branca. No trabalho de carpinteiro, José sustentou a Sagrada Família e por isso é chamado de ‘Pai Nutrício’ de Jesus. Em 1870 o patriarca glorioso foi declarado o patrono da Igreja católica em todos os povos. E em 1955 o Papa Pio XII honrou o Dia do Trabalho (1º de maio), anexando-lhe a invocação: São José, operário.

FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR

Quarenta dias depois de ter celebrado o Natal, a Igreja celebra no dia 2 de fevereiro a Festa da Apresentação do Senhor no Templo. Nesta festa, todos os cristãos são chamados a contemplar o mistério que recorda os quarenta dias depois do nascimento de Jesus na gruta de Belém. Jesus e Maria apresentaram o primogênito seguindo a tradição judaica.

FESTA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS

A Quarta-Feira de Cinzas é uma data muito importante para nós cristãos. É um dia de reflexão, de penitência e de início do Tempo da Quaresma. Ao recebermos as cinzas sobre nossas cabeças, nós no lembramos de nossa condição humana, frágil, transitória e exposta a falhas e retrocessos.

SOLENIDADE DA QUINTA-FEIRA SANTA

Na quinta-feira Santa, inicia-se o Tríduo Pascal. Celebramos a Eucaristia e relembramos a última ceia de Jesus Cristo com os doze apóstolos. Na parte da manhã, celebramos a Missa do Crisma, presidida pelo bispo, com a participação dos padres da diocese. Nessa missa, temos a bênção dos Santos Óleos, que serão usados para o batismo das crianças, a unção dos doentes, no Sacramento da Crisma e na ordenação dos Sacerdotes.
E, com um tom de alegria, ao cair da tarde, celebramos a Ceia do Senhor – o Amor maior (Mandamento Novo e Paixão de Jesus), o Lava-Pés (Serviço) e a Eucaristia, que sempre nos dá lições de partilha, pois nela o Cristo se dá a nós como alimento. Lembramos ainda, o desnudamento do altar e a saída do povo em silêncio.

SOLENIDADE DA SEXTA-FEIRA SANTA

A Sexta-feira Santa, ou 'Sexta-feira da Paixão', é a Sexta-feira antes do Domingo de Páscoa. Esta celebração é centralizada na Cruz. É a data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos. Este é um dia em que a Igreja não celebra a Santa Missa. É dia de proclamarmos a Paixão do Senhor, que ouvimos na Liturgia da Palavra e fazemos preces por toda a humanidade. É dia de silêncio, do pesar, de jejum, da sobriedade que se manifesta na celebração, iniciada sem o canto.

SOLENIDADE DO SÁBADO SANTO

Na noite do Sábado Santo, celebramos a Vigília Pascal, na qual nos é anunciada a Ressurreição de Cristo, a sua vitória definitiva sobre a morte que nos interpela a ser n’Ele homens novos. Nesta celebração, fazemos memória do nosso Batismo, no qual também nós fomos sepultados com Cristo, para poder com Ele ressurgir e participar do banquete do céu (cf. Ap 19,7-9).

SOLENIDADE DA PÁSCOA (DOMINGO SEM DATA FIXA)

Solenidade litúrgica por excelência, a Páscoa é a fonte e o cume de todo e qualquer culto cristão. A liturgia deste domingo celebra a ressurreição e garante-nos que a vida em plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto. Jesus Cristo, pela sua Paixão, Morte e Ressurreição, inaugura novo tempo para toda a humanidade e se torna o sinal de libertação e redenção da humanidade. A Páscoa é celebrada dentro da Semana Santa, que tem seu cume no Tríduo Pascal, dias que simbolizam os últimos gestos de Jesus entre nós: a Instituição da Eucaristia e do sacerdócio, sua Paixão e Morte de Cruz e sua Ressurreição. Estes três dias formam uma só celebração e expressam o centro da vida cristã: o Mistério Pascal de Cristo.

SOLENIDADE DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

A Igreja celebra a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus na sexta feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus. O Papa Clemente XIII aprovou a Missa em honra do Coração de Jesus e Pio IX, dia 23 de agosto de 1856, estendeu a Festa para toda a Igreja a ser celebrada na sexta-feira da semana subsequente à festa de Corpus Christi. O papa Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus.

FESTA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Festa celebrada no sábado após a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Essa devoção ganhou expressões mundiais depois das aparições de Fátima em 1917. Aos vinte e cinco anos dessas aparições, em 1942, o Papa Pio XII consagrou a Igreja e o gênero humano inteiro ao Imaculado Coração de Maria. Vemos que o Coração de Maria nos leva ao Coração Sagrado de Jesus. É isso que ela quer sempre: Levar-nos a um encontro mais profundo com Cristo. A Festa sugere o louvor e a ação de graças ao Senhor por nos haver dado uma Mãe tão poderosa e misericordiosa, à qual podemos nos dirigir confiantemente em qualquer necessidade.

FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA (SEGUNDO DOMINGO DA PÁSCOA)

São João Paulo II beatificou e canonizou, no ano 2000, Santa Faustina Kowalska, uma santa religiosa que recebeu visões e revelações de Nosso Senhor a respeito da Divina Misericórdia. Em seu famoso diário, Santa Faustina relata o momento em que Jesus lhe pediu a instituição da festa da Sua Misericórdia. Atendendo ao apelo do próprio Jesus pelas palavras de Santa Faustina, João Paulo II estabeleceu o segundo domingo da Páscoa – tradicionalmente conhecido como Dominica in Albis – como a festa da Divina Misericórdia.

SOLENIDADE DO NASCIMENTO DE SÃO JOÃO BATISTA (24 DE JUNHO)

Na Solenidade da Natividade de São João Batista, celebramos aquele que anunciou o Batismo com água, antevendo que alguém – Jesus – batizaria com o Espírito Santo. Assim a temática fundamental desta solenidade é a Vocação. Todos nós somos chamados a sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo, anunciando-O a todos os recantos e dando testemunho de nossa fé batismal. A Solenidade de São João Batista sempre foi celebrada na Igreja levando em conta o Natal de Jesus: exatamente seis meses antes. A vida e a missão de São João Batista estão intimamente unidas à vida e à missão de Jesus.

FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ (14 DE SETEMBRO)

A Festa da Exaltação da Santa Cruz, comemorada no dia 14 de setembro, é a Festa da Exaltação do Cristo vencedor. Para nós cristãos, a cruz é o maior símbolo de nossa fé, cujos traços nós nos persignamos desde o início do dia, quando levantamos, até o fim da noite ao deitarmos. Quando somos apresentados à comunidade cristã, na cerimônia batismal, o primeiro sinal de acolhida é o sinal da cruz traçado em nossa fronte pelo padre, pais e padrinhos, sinalando-nos para sempre com Cristo.

SOLENIDADE DE DIA DOS FINADOS (02 DE NOVEMBRO)

Ao lado da celebração de Todos os Santos, comemoramos a memória de todos os mortos. É momento de uma tristeza serena e de refletir sobre a verdade da vida. Rezar pelos mortos já é uma tradição do Antigo Testamento como lemos no Segundo Livro dos Macabeus (2Mc 12,38-45).
Na piedade popular inspirada em nossa fé católica, o Dia de Finados é marcado por três características: é o dia da saudade, o dia de fazer memória e o dia de professar a fé na Ressurreição. Para o cristão, a morte é o início de uma nova etapa.

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA (30 DE DEZEMBRO)

A celebração da Sagrada Família é descrita não pelos fatos e situações, mas por suas virtudes. A passagem evangélica para esta festa era a mesma da data escolhida para a sua celebração (Domingo antes da Epifania): Lucas 2,41-52. O trecho bíblico situava-se na continuidade das leituras do ciclo do Natal: depois da manifestação aos pastores e aos magos, o Menino expressava-se aos sábios, em Jerusalém. Esta festa é celebrada no domingo que cai entre os dias 26 e 31 de dezembro. Se não houver domingo neste período, então a Festa da Sagrada família é celebrada no dia 30 de dezembro.

Responsabilidades dos Coroinhas

    • Participar das reuniões, missas e demais compromissos assumidos.
    • Ser pontual. Chegar a tempo para as reuniões e celebrações.
    • Ser organizado. Estar sempre limpo, cabelo penteado e preso, calçado e com roupas bem arrumadas.
    • Ser cuidadoso com as coisas da igreja e do altar.
    • Tratar os paramentos e objetos litúrgicos com respeito como objetos destinados ao culto divino.
    • Ser humilde e prestar atenção ao que lhe for ensinado.
  • Durante os atos litúrgicos, evitar conversas, risos ou brincadeiras (durante as celebrações, evitar circulações no presbitério).
  • Cultivar o gosto pela oração e ler um trecho da Bíblia cada dia.
  • Dedicar-se ao estudo da liturgia, a fim de celebrar cada vez melhor.
  • Observar o silêncio na igreja e na sacristia. E mantenha a concentração, principalmente antes de começar o ato litúrgico.
  • Posturas

      • Estar em pé • É a posição do Cristo Ressuscitado, de quem está pronto para obedecer, servir e colocar em prática os ensinamentos de Jesus. É a posição na maior parte da Missa: no canto de entrada, na saudação, no ato penitencial, no hino de louvor, na oração do dia (coleta), na aclamação ao Evangelho e em sua proclamação, na profissão de fé, na oração universal, no ''orai, irmãos e irmãs'', na oração sobre as oferendas, na Oração Eucarística: diálogo inicial, Prefácio, Santo, após a consagração: oblação, segunda epiclese, intercessões e doxologia, no rito da Comunhão: Pai-Nosso, embolismo, doxologia, oração da paz, abraço da paz, fração do pão, Cordeiro de Deus, convite à comunhão, apresentação e resposta da assembleia, na oração depois da comunhão, na bênção final e na despedida.
      • Estar sentado • Posição de escuta, reflexão e de demonstrar atenção. Na liturgia da missa é o momento em que ouvimos as leituras – com exceção da leitura do Evangelho – e também a homilia, e durante a preparação das oferendas (ofertório), também durante a distribuição da comunhão, na interiorização, na ação de graças e nos avisos após a oração pós-comunhão.
      • Estar ajoelhado • Esta é a posição de quem se encontra em profunda oração. Muitas pessoas ajoelham-se depois de receber a comunhão. Na liturgia da Missa, isso ocorre durante a epiclese e a consagração do pão e do vinho, até a anamnese.
      • Prostrar-se • Estender-se ao chão demonstrando súplica. Esta posição está prevista na Sexta-feira Santa, no início da celebração da Paixão. Os que vão ser ordenados diáconos e presbíteros se prostram.
      • Mãos postas ou juntas • Ter as mãos postas é o que se pode chamar de postura padrão no Presbitério. Faz parte tradicional do Rito Romano há muitos séculos. 
        As mãos ficam juntas, palma com palma, os dedos unidos, com o polegar direito acima do polegar esquerdo em forma de cruz.
      • Genuflexão • A genuflexão é o ato de tocar o solo com o joelho direito, mantendo o esquerdo dobrado e significa adoração, pelo que é reservada ao Santíssimo Sacramento. Não fazem este gesto nem inclinação profunda aqueles que transportam objetos que se usam nas celebrações.
    • Bater no peito • É expressão de dor e arrependimento dos pecados. Este gesto ocorre na oração “Confesso a Deus todo-poderoso...”.
    • Braços abertos • Posição de oração do sacerdote celebrante. Abre-se os braços, normalmente com as palmas das mãos voltadas uma em direção a outra, de forma natural e singela.
    • O Silêncio • Indica respeito, atenção, meditação, desejo de ouvir e aprofundar a Palavra de Deus. É uma forma de encontro pessoal e íntimo com o Senhor é o silêncio.