8 de outubro de 2018

Ambiguidade com o uso dos pronomes possessivos de terceira pessoa: seu e flexões

Pronome possessivo...Por certo, o assunto sobre o qual iremos tratar a partir de agora não representa para você algo assim tão inédito, não é verdade? Pois bem, se, porventura, alguma dúvida insistir em pairar por aí, saiba que, como o próprio nome já nos revela, “possessivo” é aquele pronome que expressa uma ideia de posse: meu, minha, teu, tua, seu, sua, dele, dela, nosso, nossa, vosso, vossa...
Mas, ainda falando sobre as noções primeiras que devemos abordar, cujo intuito é aprendermos de forma significativa, fazemos uma pergunta muito importante a você: Quando se depara com um texto, com um período, enfim, com toda e qualquer comunicação relacionada à modalidade escrita, o que primeiramente se espera?
Não sabemos se todos concordam conosco, mas o fator essencial se define pela clareza, pela precisão da mensagem, caso contrário, a comunicação se torna bastante prejudicada, concorda? Dessa forma, falando em falta de clareza, você já ouviu falar em ambiguidade? Sim, ambiguidade. Ela, por sua vez, representa um dos principais fatores que contribuem de forma negativa para que não haja essa clareza, essa transparência nas mensagens que produzimos, sejam elas relacionadas à modalidade oral, sejam pertencentes à modalidade escrita.
Nesse sentido, iremos estabelecer um pouco mais de familiaridade sobre o uso correto do pronome possessivo de terceira pessoa, pois quando não procedemos assim, o emprego incorreto dele causa o que chamamos de ambiguidade.
O mau uso do pronome possessivo pode causar a ambiguidade
O mau uso do pronome possessivo pode causar a ambiguidade
Assim, para que possamos entender claramente como esse fato se manifesta em termos práticos, que tal analisarmos o exemplo abaixo?
Assim que Marcos encontrou com Priscila, beijou sua mão, e rapidamente se tornaram amigos para sempre.
Vamos ver se você é capaz de decifrar qual foi a mão que foi beijada? Seria a de Priscila, a de Marcos ou a da pessoa com quem se fala?
Como você pôde perceber, esse sentido ambíguoesse sentido duvidoso fez com que não conseguíssemos decifrar ao certo de quem se trata, e é por isso que uma solução aparece imediatamente para resolver esse “pequeno” impasse. Sabe qual?
Simples, fazendo uso de outros pronomes, que também são possessivos  e 
representados por dele, dela, deles, delas, de você, do senhor, da senhora, 
entre outras expressões de tratamento.
Vamos então retificar o exemplo anterior, de modo a torná-lo mais claro? 

Assim que Marcos encontrou com Priscila, beijou a mão dela (ou dele), e rapidamente se tornaram amigos para sempre.



Colocação pronominal - Próclise, mesóclise e ênclise

Antes de darmos início à nossa discussão, torna-se necessário e importante fazermos uma perguntinha a você: lembra-se dos pronomes oblíquos, os quais já estudamos? Caso tenha se esquecido, relembre-os por meio do texto “Os pronomes oblíquos e suas funções”. Agora sim, tudo se tornará mais fácil, pois o que aprenderemos aqui é exatamente a maneira como eles são colocados na oração, por isso o nome “colocação pronominal” – sempre lembrando que somente ocorre com os pronomes átonos (representados pelos pronomes me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os, as, lhes). Existem três maneiras básicas de eles aparecerem: antes do verbo, no meio e depois dele, cujas posições recebem nomes específicos.
Dessa forma, começaremos pela primeira posição, aquela em que o pronome fica antes do verbo, também chamada de próclise. Assim, devemos usá-la nas seguintes circunstâncias:
A colocação pronominal se refere à posição em que o pronome oblíquo se encontra na oração

A colocação pronominal se refere à posição em que o pronome oblíquo se encontra na oração.
A próclise ocorre nos seguintes casos:
* Com verbos modificados por advérbios, sendo que esses advérbios sempre aparecem antes dos verbos:
Talvez os veja passeando por aqui. 
Temos que “talvez” representa um advérbio de dúvida.
Muito a considerei uma garota muito educada.
Percebemos que “muito” se classifica como advérbio de intensidade.

* Se houver vírgula depois do advérbio, ele deixa de atrair o pronome, ocorrendo a ênclise:
Ontem, vi-te na igreja. 
Percebemos que há uma pausa, na escrita representada por uma vírgula, fazendo com que ocorra a ênclise.

* Em orações iniciadas por pronomes indefinidos, pronomes relativos ou pronomes demonstrativos invariáveis:
Aquilo me incomodava bastante. 
Temos que “aquilo” representa um pronome demonstrativo.
Você aceitou a sugestão que te dei? 
Temos que a palavra “que” representa um pronome relativo.
Tudo nos deixava contente. 
“Tudo” se classifica como um pronome indefinido.

* Em orações iniciadas por conjunções subordinativas, conjunções coordenativas alternativas, palavra ''só'' no sentido de ''somente'' ou o numeral ambos:
Quando lhe ofereceram o cargo, você aceitou. 
Temos que “quando” representa uma conjunção subordinativa temporal.
Ou se diverte, ou fica em casa.
Temos que a palavra “ou” representa uma conjunção coordenativa alternativa.

Só nos deram uma novidade.
“Só” se classifica como palavra denotativa de exclusão.
Ambos se comoveram com a festa da igreja. 
“Ambos” se classifica como um numeral dual.
* Em orações interrogativas iniciadas por pronomes ou advérbios interrogativos:
Que me custa ajudar a querida professora?
Como você a trouxe de volta?
* Em orações exclamativas iniciadas por palavras exclamativas:
Quanto se falou sobre isso!
Quanto nos custa dizer a verdade!
* Nas orações optativas, ou seja, aquelas que expressam desejo por algo, uma vez que o sujeito se encontra antes do verbo. Se o sujeito estiver depois do verbo, ocorrerá a ênclise:
Deus te ilumine, meu amigo!
Valha-me Deus, esse problema não foi resolvido! (ênclise)
* Diante do verbo expresso no gerúndio (uma das formas nominais), acompanhado da preposição “em”:
Em se tratando de cinema, prefiro comédia.
* Com o verbo no infinitivo pessoal (flexionado ou não) acompanhado de alguma preposição:
Obrigada por me respeitar tanto assim.
Percebemos que “por” é uma preposição e “respeitar” se encontra no infinitivo (verbo na forma original).
Vejamos como se usa a ênclise (pronome depois do verbo):
* Com verbos no início da oração, do texto ou da redação, desde que não estejam no futuro do indicativo:
Custa-me ir ao cinema com vocês.
Lembro-me daquele passeio inesquecível.
* Com verbo no imperativo afirmativo:
Diga-me toda a verdade.
Concentre-se nos estudos.
Ofereça-lhe todos os presentes que chegaram.
* Em orações interrogativas iniciadas por palavras interrogativas, com o verbo no infinitivo pessoal (aquele que não é flexionado):
Por que acompanhar-me nesta caminhada?
Como usar a mesóclise (pronome no meio do verbo):
A mesóclise não é uma forma que usamos muito no nosso cotidiano e na fala espontânea, pois está mais presente na linguagem formal e culta e na modalidade literária, poética, musical, religiosa, científica, política, litúrgica, bíblica e jurídica, mas mesmo assim devemos conhecer suas características. Ela é usada somente em dois casos:
- Com verbos no futuro do presente:
Convidar-me-ão para o show de hoje. Temos que a terminação “-ão” faz referência ao futuro do presente.
- Com verbos no futuro do pretérito:
Convidar-me-iam para o show de hoje. Constatamos que a terminação “-iam” diz respeito ao futuro do pretérito.
- Se houver alguma palavra atrativa, ou seja, que exige o uso da próclise, desfaz-se a mesóclise.
Realmente me convidarão para o show. A próclise é de rigor, pois realmente é um advérbio de afirmação, e é atrativo.


- Nunca ocorrerá ênclise com verbos no futuro do subjuntivo, futuro do presente, futuro do pretérito do indicativo ou particípio (regra das locuções verbais ou tempos compostos, vista a seguir).

Quando ele convidar-te para o evento, ficarei alegre. A ênclise está incorreta, pois o verbo está no futuro do subjuntivo. A frase correta deveria ser ''Quando ele te convidar''.



Luís, realizarei-te um milagre. A ênclise está incorreta, pois o verbo está no futuro do presente do indicativo. A frase correta deveria ser ''realizar-te-ei um milagre''.

Luís, realizaria-te um milagre. A ênclise está incorreta, pois o verbo está no futuro do pretérito do indicativo. A frase correta deveria ser ''realizar-te-ia um milagre''.

Como é a colocação pronominal em locuções verbais e nos tempos compostos?

A colocação pronominal nas locuções verbais e nos tempos compostos dependerá do tempo do verbo auxiliar e do principal.

- Com verbo principal no infinitivo:
Quero-lhe fazer uma surpresa. (colocação tipicamente lusitana)
Quero lhe fazer uma surpresa. (colocação tipicamente brasileira)
Quero fazer-lhe uma surpresa.
Eu lhe quero fazer uma surpresa. 

Há quatro possibilidades: antes do verbo auxiliar (com sujeito antes do verbo), antes do verbo principal, depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.

- Com palavra atrativa antes da locução:
Agora lhe quero fazer uma surpresa. (tipicamente lusitana)
Agora quero lhe fazer uma surpresa. (tipicamente brasileira)
Agora quero fazer-lhe uma surpresa. (tipicamente lusitana)

Idem à anterior, mas se elimina a ênclise ao verbo auxiliar, pois agora é um advérbio de tempo, e é atrativo.


- Com verbo principal no gerúndio:

Eles foram-se afastando. (colocação lusitana)
Eles foram se afastando. (colocação brasileira)
Eles foram afastando-se.
Eles se foram afastando. 

Há quatro possibilidades: antes do verbo auxiliar (com sujeito antes do verbo), antes do verbo principal, depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.

- Com palavra atrativa antes da locução:
Eles longe se foram afastando. (colocação lusitana)
Eles longe foram se afastando. (colocação brasileira)
Eles longe foram afastando-se. (colocação lusitana) 

Idem à anterior, mas se elimina a ênclise ao verbo auxiliar, pois longe é um advérbio de lugar, e é atrativo.


- Com verbo principal no particípio:


O povo havia-se retirado quando chegamos.
O povo havia se retirado quando chegamos.
O povo se havia retirado quando chegamos. 

Há somente três opções, pois nesse caso não se admite a ênclise com o particípio.

- Com palavra atrativa antes da locução:
O povo assim se havia retirado quando chegamos. 

Elimina-se a ênclise ao verbo auxiliar, pois assim é um advérbio de modo, e é atrativo.

26 de agosto de 2018

Semana Santa 2018 - O que abre e fecha? - G1 PB

Devido à passagem da Semana Santa e ao feriado da Sexta-Feira da Paixão (30), algumas repartições públicas e estabelecimentos comerciais têm horários de funcionamento alterados. Confira:

Repartições públicas estaduais e municipais:
Todas as repartições públicas do Governo do Estado da Paraíba e da Prefeitura Municipal de João Pessoa têm ponto facultativo nesta quinta-feira (29) e não terão expediente na sexta-feira (30), funcionando apenas os setores que prestam serviços essenciais à população, como a coleta de resíduos sólidos realizada pela Autarquia Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), hospitais e a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob). O expediente volta ao normal na segunda-feira (2)

Bancos:
As agências bancárias funcionam normalmente na quinta-feira (29) e fecham na sexta-feira, inclusive aquelas situadas nos shoppings, segundo o Sindicato dos Bancários, funcionando somente os caixas eletrônicos. Qualquer conta com vencimento na sexta-feira pode ser paga na segunda-feira (2), sem cobrança de multa.

Trens:
As linhas de trem e Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) funcionam normalmente na quinta-feira (29) e no sábado (31), suspendendo o funcionamento na sexta-feira (30), dia do feriado.

Correios:
Nenhuma agência funciona na sexta-feira (30), porque o feriado é nacional. No sábado (31), as agências franqueadas que costumam realizar atendimentos nos finais de semana mantêm a rotina.

Shoppings:

Manaíra Shopping:
Funciona na quinta-feira (29) com horário estendido até 23h. Na sexta-feira (30), todas as lojas, praça de alimentação e serviços estarão fechados. O shopping abre as portas ao meio-dia somente para a área de lazer (cinema, boliche e Game Station). No sábado (31), o funcionamento volta ao normal com horário estendido até 23h e no domingo (1), a praça de alimentação abre ao meio-dia. A área de lazer e as lojas abrem a partir das 13h.

Mangabeira Shopping:
Funciona normalmente na quinta-feira. Na sexta-feira, funcionam apenas praça de alimentação e cinema. No sábado e no domingo, o horário é normal, assim como no Manaíra.

Tambiá Shopping:
Funciona normalmente na quinta-feira (29) e no sábado (31). Na sexta-feira (30), todo o shopping estará fechado, exceto o cinema que funciona de acordo com as sessões. No domingo (1), a praça de alimentação abre a partir do meio-dia e as lojas a partir das 13h.

Mag Shopping:
Funciona normalmente na quinta-feira (29), no sábado (31) e no domingo (1). Na sexta-feira (30), devido ao feriado religioso, a praça de alimentação e o parque infantil funcionam do meio-dia às 22h, as lojas das 13h às 21h e o cinema das 13h às 22h.

Shopping Sul:
Funciona normalmente na quinta-feira (29). Na sexta-feira (30), estará fechado completamente. No sábado (31), o horário é normal, das 10h às 22h. No domingo (1), a praça de alimentação estará aberta das 11h às 21h e as lojas das 13h às 20h.

Poder Judiciário Estadual:
Foi declarado ponto facultativo no Tribunal de Justiça da Paraíba na quinta-feira (29). Na sexta-feira (30), não há expediente devido ao feriado religioso. Durante esses dias, o Judiciário funciona em regime de plantão. As atividades serão retomadas na segunda-feira (2), com expediente a partir das 7h nas comarcas de primeira e segunda instância, e ao meio-dia nas comarcas de terceira instância.

Lazer:
A Estação Ciência não funciona na sexta-feira (30). No sábado (31) e no domingo (1), as atividades voltam ao normal. O aulão de Yoga do professor Ravi Miranda no Espaço Arte Yoga, que acontece todo mês, foi transferido para abril.

Em resumo:

Repartições públicas:

Quinta-feira - ponto facultativo
Sexta-feira - sem expediente, somente os serviços essenciais, como saúde, limpeza pública, guarda municipal, fiscalização de trânsito e terminais de integração de passageiros

Bancos:

Quinta-feira - expediente normal
Sexta-feira - somente caixas eletrônicos

Trens:

Quinta-feira - circulação normal
Sexta-feira - não circulam
Sábado - circulação normal
Domingo - não circulam

Correios:

Quinta-feira - atendimento normal
Sexta-feira - sem atendimento
Sábado - atendimento somente nas agências franqueadas

Lotéricas:

Quinta-feira - atendimento normal
Sexta-feira - sem atendimento
Sábado - atendimento normal

Comércio:

Quinta-feira - funcionamento normal
Sexta-feira - funcionamento facultativo, opcional aos lojistas
Sábado - funcionamento normal
Domingo - não funcionam

Supermercados:

Quinta-feira - funcionamento normal, incluindo as grandes redes
Sexta-feira - funcionamento em horário reduzido
Sábado - funcionamento normal, incluindo as grandes redes
Domingo - funcionamento em horário reduzido

Farmácias:

Funcionam normalmente todos os dias

Escolas e universidades:

Sem aulas todos os dias, retomando na segunda-feira

Postos de combustível:

Atendimento normal todos os dias

Padarias:

Funcionamento normal todos os dias, exceto na sexta-feira e no domingo, exceto as que abrem aos domingos

Shoppings:

Manaíra Shopping:

29/03 - Quinta-feira Santa: todos os setores: 10:00 às 23:00
30/03 - Sexta-feira da Paixão: praça de lazer (cinema, boliche e Game Station): 12:00 às 22:00 / praça de alimentação, lojas e serviços (bancos, lotérica, academia, Casa da Cidadania, AETC-JP, faculdade FESP, Pag Fácil e SOS Relógio): fechados
31/03 - Sábado de Aleluia: funcionamento normal, com horário estendido até 23:00
01/04 - Domingo de Páscoa: praça de alimentação: 12:00 às 22:00 / lojas e lazer: 13:00 às 22:00

Mangabeira Shopping:

29/03 - Quinta-feira Santa: todos os setores: 10:00 às 23:00
30/03 - Sexta-feira da Paixão: praça de lazer (cinema, boliche e Game Station): 12:00 às 22:00 / Sicredi, lotérica, lojas e praça de alimentação: fechadas
31/03 - Sábado de Aleluia: todos os setores: 10:00 às 23:00
01/04 - Domingo de Páscoa: praça de alimentação: 11:00 às 22:00 / lojas e lazer: 12:00 às 22:00

Tambiá Shopping:

29/03 - Quinta-feira Santa: praça de alimentação e PlayToy: 09:00 às 21:00 / lojas: 09:00 às 20:00 / estacionamento: 06:30 às 23:00
30/03 - Sexta-feira da Paixão: fechado, exceto o cinema, aberto de acordo com os horários das sessões
31/03 - Sábado de Aleluia: praça de alimentação e PlayToy: 09:00 às 22:00 / lojas: 09:00 às 21:00 / estacionamento: 06:30 às 23:00
01/04 - Domingo de Páscoa: praça de alimentação e PlayToy: 12:00 às 20:00 / lojas: 13:00 às 20:00 / estacionamento: 06:30 às 23:00

Mag Shopping:

29/03 - Quinta-feira Santa: praça de alimentação e parque infantil: 10:00 às 00:00 / lojas: 10:00 às 23:00 / Lojas Americanas: 10:00 às 22:00 / cinema: 13:00 às 22:00
30/03 - Sexta-feira da Paixão: praça de alimentação e parque infantil: 12:00 às 22:00 / lojas: 13:00 às 21:00 / Lojas Americanas: 12:00 às 22:00 / cinema: 13:00 às 22:00
31/03 - Sábado de Aleluia: praça de alimentação e parque infantil: 10:00 às 00:00 / lojas: 10:00 às 22:00 / Lojas Americanas: 10:00 às 23:00 / cinema: 13:00 às 22:00
01/04 - Domingo de Páscoa: praça de alimentação e parque infantil: 12:00 às 22:00 / lojas: 13:00 às 21:00 / Lojas Americanas: 12:00 às 22:00 / cinema: 13:00 às 22:00

Shopping Sul:

29/03 - Quinta-feira Santa: funcionamento normal, 10:00 às 22:00
30/03 - Sexta-feira da Paixão: fechado totalmente
31/03 - Sábado de Aleluia: funcionamento normal, 10:00 às 22:00
01/04 - Domingo de Páscoa: lojas: 13:00 às 20:00 / praça de alimentação: 11:00 às 21:00 

25 de agosto de 2018

Semana Santa - O que aconteceu com Jesus dia a dia?

Saiba o que aconteceu com Jesus nos dias que antecederam o Domingo de Páscoa

Colaboração: JOÃO AUGUSTO DE FARIAS, Coordenador do Setor Juventude, na Arquidiocese de Florianópolis
Para o Cristianismo, a  Semana Santa é a ocasião em que é celebrada a Paixão de Cristo, sua morte e ressurreição. Pelo que se tem conhecimento, a primeira celebração cristã da Semana Santa ocorreu no ano de 1682. Foi por meio do Concílio de Niceia, advinda do Papa Silvestre I, onde os ensinamentos da doutrina católica tornam-na como religião oficial do Império Romano.
O Concílio de Niceia determinava que a Semana Santa fosse constituída de oito dias. Seu início se deu no Domingo de Ramos, através da entrada do Rei, do Messias, na cidade de Jerusalém, para comemorar a Páscoa Judaica. Na segunda-feira seguinte foi o dia em que Maria ungiu Cristo. Na terça-feira, foi o dia em que a figueira foi amaldiçoada. A quarta-feira é conhecida como o dia das trevas. A quinta-feira foi o dia da última ceia com seus apóstolos, mais conhecida como Sêder de Pessach. A sexta-feira foi o dia do seu sofrimento, sua crucificação. Sábado é conhecido como o dia da oração e do jejum, onde os cristãos choram pela morte de Jesus. E, finalmente, o Domingo de Páscoa, o dia em que ressuscitou e encheu a humanidade de esperança e  de vida eterna.

Resumo da Semana Santa – 8 dias

  • Dia 1 (domingo) – Domingo de Ramos
  • Dia 2 (segunda-feira) – Jesus é ungido por Maria
  • Dia 3 (terça-feira) – Jesus amaldiçoa uma figueira
  • Dia 4 (quarta-feira) – Dia das Trevas
  • Dia 5 (quinta-feira) – Dia da Última Ceia
  • Dia 6 (sexta-feira) –  Crucificação de Cristo
  • Dia 7 (sábado) – Sábado de Vigília
  • Dia 8 (domingo) – Ressurreição de Cristo

Os dias da Semana Santa (Passo a Passo)

A seguir, detalhamos os acontecimentos diários da Semana Santa.

Domingo de Ramos – Dia 1

O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa com a entrada de Jesus em Jerusalém. Jesus é recebido em Jerusalém como um rei, mas os mesmos que o receberam com festa O condenarão à morte.Jesus é recebido com ramos de palmeiras.
Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava “Rei dos Judeus”, “Hosana ao Filho de Davi”, “Salve o Messias”… E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e morte de cruz.
O Domingo de Ramos também é lembrado como o dia em que Jesus foi recebido com festa em Jerusalém, depois de ter passado 40 dias de jejum e tentação, sozinho no deserto.

Domingo de Ramos – Jesus é saudado pelo povo de Jerusalém, após o jejum de 40 dias no deserto

Segunda-Feira Santa – Dia 2

É o segundo dia da Semana Santa. Onde o Nosso Senhor dos Passos começa sua caminhada rumo ao calvário.
Na Segunda-feira Santa é o dia que contemplamos a caminhada do Nosso Senhor dos Passos rumo ao calvário. Nosso Senhor dos Passos é uma invocação de Jesus Cristo e uma devoção especial na Igreja Católica. Essa procissão faz memória ao trajeto percorrido por Jesus Cristo desde sua condenação à morte no pretório até o seu sepultamento, após ter sido crucificado no Calvário.
A procissão dos Passos, tradição implantada em Portugal pelos Franciscanos ao longo do século XVI, é uma espécie de repetição do caminho de Jesus, desde o Pretório até ao Calvário.
Trata-se de uma reconstituição das ruas de Jerusalém, uma Via Sacra mais imponente e com forte intensidade dramática, em que o próprio Cristo caminha com os devotos que se mantém hoje como catequese viva e apelo profundo à conversão.
O Senhor dos Passos, levando a cruz às costas, atravessa as ruas, como outrora percorreu as de Jerusalém. No meio do percurso dá-se o Encontro de Jesus com a sua Mãe, a “Senhora das Dores”, um dos momentos centrais do cortejo.
Em muitos lugares, a procissão inicia-se com o Sermão do Pretório e termina com o Sermão do Calvário. O figurado processional depende das tradições locais, mas geralmente recorda passagens  evangélicas da Paixão, trechos do profeta Isaías, e as personagens que marcaram a passagem terrena do Messias. Os penitentes também estão presentes.

Procissão do Senhor dos Passos, em Florianópolis (SC): tradição há mais de 250 anos

Terça-Feira Santa – Dia 3

É o terceiro dia da Semana Santa, em que com grande tristeza, Jesus anuncia a sua morte, causando grande sofrimento aos seus discípulos. Anuncia também a traição, e indica o traidor, beijando Judas.
Com isto Jesus, manifesta em pleno o Seu amor por todos nós, e consciente aceita o destino que O aguarda, como forma de mostrar ao mundo a glória de Deus, e assim, para que a Sua salvação chegue até aos últimos confins da terra.
A terça-feira também é conhecido pela parábola em que Jesus amaldiçoa uma figueira.

Por que a figueira foi amaldiçoada?

“Ora, de manhã, ao voltar à cidade, teve fome; e, avistando uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não achou nela senão folhas somente; e disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente. Quando os discípulos viram isso, perguntaram admirados: Como é que imediatamente secou a figueira?” (Mt 21.18-20)
Jesus quis apenas ensinar a seus Apóstolos que Ele tinha poder de exterminar seus inimigos, se o quisesse. Estava Jesus nos últimos dias antes de sua Paixão terrível, e Ele queria deixar claro aos seus discípulos que Ele tinha poder infinito, e que só morreria porque aceitava morrer por nós e por nossos pecados.
Toda figueira existe para produzir figos, para nos dar sombra, para embelezar o mundo. A figueira que Cristo fez secar foi usado por Ele para nos ensinar.
Essa figueira foi usada para um fim bem mais elevado do que dar figos para serem mastigados e digeridos. Cristo a utilizou pra nos ensinar como Ele poderia ter exterminado seus inimigos fariseus se assim desejasse. Mostrou também que Israel era uma Nação sem frutos de arrependimento. Deste modo aprendemos muito com essa lição imprescindível!

A maldição da figueira: ao fazer a figueira secar, Jesus ensina uma lição prática sobre a necessidade de ter fé em Deus.

Quarta-Feira Santa – Dia 4

É o quarto dia da Semana Santa. Encerra-se na Quarta-feira Santa o período de Quaresma. Em Algumas Igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebra o Ofício das Trevas, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Algumas igrejas ainda celebram o Ofício das Trevas (em latim, Tenebrae, que significa escuridão). Na cerimônia, sempre noturna, recitam-se salmos penitenciais e de lamentação à luz de um candelabro com quinze velas, que vão sendo apagadas a cada leitura até que a igreja fique em total escuridão.
O ritual simboliza o luto e a escuridão que tomaram a Terra após a morte de Cristo. As velas são uma metáfora. As velas sendo apagadas representam os discípulos que, um a um, abandonaram Cristo durante sua Paixão.
Ao final das leituras, que coincide com o apagar da última vela, os oradores fecham o livro com um estrépito, simbolizando o terremoto que ocorreu no momento em que Jesus entregou seu espírito aos céus.
Considerado um dos mais belos rituais da Igreja Católica, o Ofício das Trevas também pode ser celebrado na Quinta ou na Sexta-Feira Santa.

Detalhe de Nossa Senhora das Dores, Aleijadinho.

Quinta-Feira Santa ou Quinta-Feira da Ceia – Dia 5

É o quinto dia da Semana Santa. Neste dia é relembrada especialmente a Última Ceia.
É realizada nas catedrais diocesanas, a Missa dos Santos Óleos, onde o Bispo diocesano abençoa o óleo dos Catecúmenos, o óleo dos Enfermos e consagra o óleo do Crisma que será usado por todas as paróquias de sua diocese durante um ano até a próxima quinta-feira Santa. Vale ressaltar a curiosidade de que se houver sobras do óleo do ano anterior, esta sobra é queimada.
Para a consagração do Crisma, o Bispo pede a Jesus que envie o Espírito Santo Paráclito, para que torne o óleo santo e que todas as pessoas ungidas com ele se tornem “soldados de Cristo”.
Nesta missa, os bispos diocesanos tem também a oportunidade de celebrar com seu clero particular, e em comunhão com todo o mundo, a instituição do sacerdócio.
À Tarde, após o pôr-do-sol, é celebrado a Missa de Lava Pés, onde se relembra o gesto de humildade que Jesus realizou lavando os pés dos seus doze discípulos e comendo com eles a ceia derradeira. É neste momento que Judas Iscariotes sai correndo e vai entregar Jesus por trinta moedas de prata.
É nesta noite em que Jesus é preso, interrogado e no amanhecer da sexta-feira açoitado e condenado.
A igreja fica em vigília ao Santíssimo. relembrando as sofrimentos começados por Jesus nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza desnudando os altares, quando é retirado todos os enfeites, toalhas, flores, velas, tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer.
A igreja fica em vigília de oração, relembrando as sofrimentos começados por Jesus nesta noite. Os templos se revestem de luto e tristeza, desnudando os altares, retirando todos os enfeites, toalhas, flores, velas, tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. O Santíssimo Sacramento também é deslocado para um lugar a parte, sem acesso dos fiéis, fazendo memória à morte de Jesus.

A última ceia – Leonardo da Vinci (1495-1497) constitui-se numa das maiores obras da Humanidade e é um dos maiores símbolos da Semana Santa

Sexta-Feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão – Dia 6

Este é o momento onde a Igreja recorda a Morte do Salvador. É o único dia que não se celebra a Missa e não há consagração das hóstias.
É celebrado a Solene Ação Litúrgica da Paixão e Adoração da Cruz, onde a equipe de celebração adentra a Igreja em silêncio, e o padre se prostrando em frente ao altar (que simboliza o próprio Cristo, sendo ali o local onde o Cordeiro é imolado), em sinal de humildade e de tristeza.
É realizada a narrativa da Paixão, que narra os acontecimentos desde quando Jesus foi interrogado, a Oração Universal, que reza pelos que não creem e Deus e em Cristo, pelos Judeus, pelos poderes públicos, dentre outros, e a Adoração da Cruz.
O Evangelho da Paixão, é narrado, contando todos os acontecimentos desde quando Jesus foi interrogado até seu sepultamento; após a homilia segue a Oração Universal, na qual reza-se pelos que não creem em Deus, e em Cristo, pelos Judeus, pelos poderes públicos, dentre outros. Segue a celebração com a Adoração da Cruz, onde todos os fiéis são convidados à reverência pessoal através do ósculo; após o rito da comunhão, a celebração encerra-se em silêncio, sem bênção final. Também não há ofertório ou oração eucarística, nem o abraço da paz ou o cântico do Santo, a narrativa da ceia e a consagração nem a doxologia.
À noite, tradicionalmente é realizada a Procissão do Enterro. Algumas Igrejas relembram as sete dores de Maria e encenam a descida da Cruz.
Nesta noite, é celebrada a Vigília Pascal, a vigília de todas as vigílias. Nela acontece a benção do fogo novo, a Proclamação da Páscoa e a Renovação das Promessas do Batismo. Com o fogo novo se acende o Círio Pascal, que representa a vida nova em Jesus Cristo. É a única celebração, em que a Igreja recomenda, durante todo o ano litúrgico, que as luzes da Igreja estejam apagadas.
O ponto ápice é a celebração da Liturgia Eucarística.

A Sexta-Feira Santa é um dia de tristeza: marca a crucificação de Cristo

Sábado da Vigília ou Sábado de Aleluia – Dia 7

É o dia que antecede a ressurreição de Jesus Cristo, dia dedicado a oração junto ao túmulo do Senhor Morto.
Nesta noite, é celebrada a Vigília Pascal, a vigília de todas as vigílias. Nela acontece a benção do fogo novo, a Proclamação da Páscoa e a Renovação das Promessas do Batismo. Com o fogo novo se acende o Círio Pascal, que representa a vida nova em Jesus Cristo.
“Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição (Circ 73).
No dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.
A única referência bíblica ao que aconteceu no sábado entre a morte e a ressurreição de Jesus é encontrada em Mateus 27:62-66.
Após o pôr do sol no sábado – no fim do sábado dos judeus – os sumos sacerdotes e os fariseus foram a Pilatos e pediram que um guarda ficasse de plantão no túmulo de Jesus para prevenir que os discípulos removessem o corpo.
Ele se lembraram de Jesus dizendo que Ele iria ressuscitar em três dias (João 2:19-21) e queriam fazer tudo o que podiam para impedir isso.
Sabemos por meio de outras narrativas que os guardas romanos foram insuficientes para impedir a ressurreição e aqueles que retornaram ao túmulo no domingo de manhã o encontraram vazio. O Senhor tinha ressuscitado.

Sábado Santo: o corpo de Jesus é descido da cruz e é sepultado

Domingo de Páscoa – Dia 8

É o dia da ressurreição de Jesus, e a comemorações mais importantes do cristianismo, que celebra a vida, o amor e a misericórdia de Deus.
Este é o último dia da Semana Santa. A ressurreição de Jesus é um fato de importância monumental. Jesus é a única pessoa que passou pela face desta terra que, apesar de ter morrido, ainda foi ressuscitado dentre os mortos e agora vive para sempre.
Como ele mesmo disse: “Estive morto, mas agora estou vivo para todo o sempre” (Revelação 1:18 )

Jesus ressuscitado: o significado da Páscoa – vida nova, ressurreição