28 de outubro de 2018

Entenda o meme da Luiza do Canadá


Vários internautas vêm aderindo a um novo meme, menos a Luiza, que está no Canadá. Para você que não entendeu a brincadeira, nós vamos explicar! Tudo começou com um anúncio sobre o lançamento de um prédio residencial veiculado na Paraíba.
Na propaganda, Gerardo Rabello, colunista social famoso e pai de Luiza, fala sobre o empreendimento Boulevard Saint Germain no Altiplano nobre e cita que convidou toda a família reunida para falar da novidade e para recomendar o apartamento, menos Luíza, de 17 anos, que estava no Canadá, fazendo intercâmbio. Bastou uma frase para que um novo meme fosse gerado.
Segundo Gerardo, os produtores do comercial colocaram a frase porque a família Rabello (Gerardo, Gerardo Filho, Luiza, Beatriz e Patrícia) é bem conhecida na Paraíba e as pessoas perceberiam a ausência da adolescente. Bastou a propaganda começar a ser veiculada, na quarta-feira passada (11/01), para o assunto ser o mais comentado no Twitter, liderando os Trending Topics do Brasil com a hashtag #LuizaEstanoCanada, além de diversas montagens que foram veiculadas no Facebook.
Repercussão no YouTube
Assim como todo meme de respeito, este também ganhou várias montagens em vídeo no YouTube com diálogos editados que repetem o comercial da TV. Houve uma versão com um trecho do filme A Queda de Hitler, o apresentador do Balanço Geral do Rio Grande do Sul (na Record RS), um forró, um falso Plantão da Globo e outras tantas manifestações.
E o meme conquistou até mesmo o cantor Lenine. Em seu show, realizado no dia 13 em João Pessoa, ele brincou no palco agradecendo ao público, menos a Luiza que está no Canadá. "Que maravilha, está todo mundo aqui, rapaz. Só não está a Luíza, que está lá no Canadá”, disse o cantor antes de começar o show.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=FI2mU_AfS7M
E essa expressão também conquistou a TV por assinatura. Até mesmo a Rede Telecine, uma rede de canais de cinema, gravou uma chamada com o meme. ''É por isso que todo mundo assiste Telecine, menos a Luíza, que está no Canadá.''
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=wgtiwwxJuUI

Em uma questão de concurso na prefeitura de Jaboticabal (SP) realizada no domingo (29/01), ''Um fato pitoresco que aconteceu recentemente nas redes sociais da Internet, foi a frase extraída de um filme de publicidade. O meme 'menos a Luíza, que está no Canadá' fez tanto sucesso, que a autora do nome, a jovem Luíza, de apenas 17 anos, acabou retornando para o Brasil, depois de inúmeros convites para fazer comerciais. A garota, motivo de toda a reviravolta nas redes sociais, reside em qual estado brasileiro?. A pergunta contava com cinco opções: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Paraíba. O gabarito oficial informava que a resposta correta era a última.

Repercussão no Twitter
Diversos perfis do Twitter, que trabalham com humor ou não, também entraram na onda do mais novo meme. O @oclebermachado, por exemplo, publicou: "BOMBA: Elenco do Flamengo viajará para a Bolívia completo, menos Alex Silva e Luiza, que estão no Canadá." Já o @ocriador disse em seu perfil: "O bom filho à casa torna. Menos a Luiza, que está no Canadá."
O sucesso repentino deste meme pode ser medido pelo grande número de menções no Twitter. Confira a lista com mais de 18 mil tuítes que citam a adolescente que se tornou a mais nova celebridade instantânea da web.
Tweets com a Luiza no Canadá (Foto: Reprodução)Tweets com a Luiza no Canadá (Foto: Reprodução)
Flash game para jogar online
Fuze, empresa sediada em João Pessoa que cria e desenvolve aplicativos para Android e iOS, já criou um jogo na web para homenagear o viral. No game, Luiza precisa superar obstáculos em uma pista de esqui, no Canadá, para chegar intacta ao Brasil.
Flash game da Luiza no Canadá (Foto: Reprodução)Flash game da Luiza no Canadá (Foto: Reprodução)
Repercussão no Tumblr
Para os que não querem ficar perdidos com tantas manifestações sobre o tema, uma boa pedida é acompanhar o Tumblr "Menos Luíza, que está no Canadá". Ele reúne diversos vídeos e montagens com o meme que virou hit. Entre eles, a imagem abaixo com a dupla de apresentadores do Jornal Hoje.
Jornal Hoje falando de Luiza no Canadá (Foto: Reprodução)Jornal Hoje falando de Luiza no Canadá(Foto: Reprodução

21 de outubro de 2018

Falsos sinônimos - O que raios é isso?


Uma perguntinha para quem adora estudar a língua portuguesa: você sabe o que são falsos sinônimos? O assunto parece novidade até mesmo para os mais curiosos! Pode ser que pelo nome você não reconheça os falsos sinônimos, mas certamente você já deve ter encontrado muitos deles por aí em suas produções textuais e em outras situações que envolvem a comunicação. Eles costumam usar disfarces, e essa estratégia confunde muitas pessoas, além de provocar erros linguísticos que podem prejudicar o entendimento de uma mensagem. Que tal entender melhor essa história? Vamos lá!
Os falsos sinônimos são aquelas palavras que, de tão parecidas com outras, acabam confundindo os falantes. Eles costumam apresentar sons e características morfológicas similares, mas isso não significa que sejam iguais. Algumas, inclusive, não só são diferentes, como também apresentam ideias opostas: isso quer dizer que, se você não ficar atento, pode estar sujeito a dizer exatamente o contrário daquilo que você pretendia! Parece confuso? Fique tranquilo, confusão mesmo quem apronta são os falsos sinônimos, mas o Escola Kids vai desmascará-los agora mesmo! Observe os exemplos a seguir:
Exemplos de falsos sinônimos:
Ao invés de x Em vez de:
→ Ao invés de = significa “ao contrário de”, expressa ideia de “oposição.
Ao invés de ficar triste, a menina ficou alegre com a notícia que recebeu.
Confundiu-se e, ao invés de subir as escadas, desceu.
→ Em vez de = significa “em lugar de”, expressa ideia de “substituição”.
Em vez de descansar, ficou jogando até o dia raiar.
Preferi ficar em casa 
em vez de ir à festa da Carolina.
Onde x Aonde:
→ Onde = em que lugar. Expressa ideia de permanência:
Onde você mora?
Não sei 
onde fica a cidade natal de meus pais.
→ Aonde = a que lugar. Expressa ideia de movimento, lugar para o qual se vai:
Aonde você vai com tanta pressa?
Ainda estamos decidindo 
aonde iremos depois da aula.
Conflito x Confronto:
 Conflito = confusão. Divergência de posição, de postura, de ideias.
conflito entre as lideranças esquentou o debate.
conflito de ideias entre os professores deixou os alunos confusos.
 Confronto = enfrentamento, combate, comparação, acareação.
confronto entre os bandidos e a polícia deixou uma pessoa ferida.
confronto dos depoimentos das testemunhas elucidou o caso.
De encontro a x Ao encontro de:
 De encontro a = contra, confrontar.
O aumento da passagem de ônibus vai de encontro às reivindicações da população.
Essa atitude vai de encontro aos meus princípios.
 Ao encontro de = a favor, ir no sentido de alguma coisa ou alguém.
As obras sociais da Igreja vão ao encontro dos mais necessitados.
Os deputados aprovaram leis que vão 
ao encontro das necessidades da população carente.

Os falsos sinônimos podem provocar um efeito indesejado na fala e na escrita: a ambiguidade
A princípio x em princípio:
 A princípio = no início, antes de mais nada.
A princípio, queria ser advogado, mas resolvi ser professor.
A princípio, os professores acreditaram que os alunos alcançariam um bom desempenho nas provas.
 Em princípio = em tese, teoricamente, de modo geral.
Em princípio, quase todas as equipes de futebol têm chances no campeonato brasileiro.
Em princípio, o voo sairá no horário marcado.

→ Alguns dicionários aceitam o uso de 'em princípio' como sinônimo de 'no início, antes de mais nada', equivalendo à expressão 'a princípio'. 

Todo x Todo o:
 Todo (a) = qualquer, cada.
Toda criança tem direito à educação e ao lazer.
Todo brasileiro tem o dever de zelar pela ordem da nação.
 Todo o = inteiro.
Todo o colégio mobilizou-se na arrecadação de brinquedos para as crianças carentes.
Toda a sociedade está revoltada com o aumento da violência.

Em resumo:
Ao invés de = significa ''ao contrário de''; Em vez de = significa ''em lugar de''.
Onde = em que lugar (ideia de permanência); Aonde = a que lugar (ideia de movimento)
Conflito = confusão, divergência de posição; Confronto = enfrentamento
De encontro a = contra; Ao encontro de = a favor
A princípio = no início, antes de mais nada; Em princípio = em tese, teoricamente
Todo / toda = qualquer, cada; Todo o = inteiro

8 de outubro de 2018

Ambiguidade com o uso dos pronomes possessivos de terceira pessoa: seu e flexões

Pronome possessivo...Por certo, o assunto sobre o qual iremos tratar a partir de agora não representa para você algo assim tão inédito, não é verdade? Pois bem, se, porventura, alguma dúvida insistir em pairar por aí, saiba que, como o próprio nome já nos revela, “possessivo” é aquele pronome que expressa uma ideia de posse: meu, minha, teu, tua, seu, sua, dele, dela, nosso, nossa, vosso, vossa...
Mas, ainda falando sobre as noções primeiras que devemos abordar, cujo intuito é aprendermos de forma significativa, fazemos uma pergunta muito importante a você: Quando se depara com um texto, com um período, enfim, com toda e qualquer comunicação relacionada à modalidade escrita, o que primeiramente se espera?
Não sabemos se todos concordam conosco, mas o fator essencial se define pela clareza, pela precisão da mensagem, caso contrário, a comunicação se torna bastante prejudicada, concorda? Dessa forma, falando em falta de clareza, você já ouviu falar em ambiguidade? Sim, ambiguidade. Ela, por sua vez, representa um dos principais fatores que contribuem de forma negativa para que não haja essa clareza, essa transparência nas mensagens que produzimos, sejam elas relacionadas à modalidade oral, sejam pertencentes à modalidade escrita.
Nesse sentido, iremos estabelecer um pouco mais de familiaridade sobre o uso correto do pronome possessivo de terceira pessoa, pois quando não procedemos assim, o emprego incorreto dele causa o que chamamos de ambiguidade.
O mau uso do pronome possessivo pode causar a ambiguidade
O mau uso do pronome possessivo pode causar a ambiguidade
Assim, para que possamos entender claramente como esse fato se manifesta em termos práticos, que tal analisarmos o exemplo abaixo?
Assim que Marcos encontrou com Priscila, beijou sua mão, e rapidamente se tornaram amigos para sempre.
Vamos ver se você é capaz de decifrar qual foi a mão que foi beijada? Seria a de Priscila, a de Marcos ou a da pessoa com quem se fala?
Como você pôde perceber, esse sentido ambíguoesse sentido duvidoso fez com que não conseguíssemos decifrar ao certo de quem se trata, e é por isso que uma solução aparece imediatamente para resolver esse “pequeno” impasse. Sabe qual?
Simples, fazendo uso de outros pronomes, que também são possessivos  e 
representados por dele, dela, deles, delas, de você, do senhor, da senhora, 
entre outras expressões de tratamento.
Vamos então retificar o exemplo anterior, de modo a torná-lo mais claro? 

Assim que Marcos encontrou com Priscila, beijou a mão dela (ou dele), e rapidamente se tornaram amigos para sempre.



Colocação pronominal - Próclise, mesóclise e ênclise

Antes de darmos início à nossa discussão, torna-se necessário e importante fazermos uma perguntinha a você: lembra-se dos pronomes oblíquos, os quais já estudamos? Caso tenha se esquecido, relembre-os por meio do texto “Os pronomes oblíquos e suas funções”. Agora sim, tudo se tornará mais fácil, pois o que aprenderemos aqui é exatamente a maneira como eles são colocados na oração, por isso o nome “colocação pronominal” – sempre lembrando que somente ocorre com os pronomes átonos (representados pelos pronomes me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os, as, lhes). Existem três maneiras básicas de eles aparecerem: antes do verbo, no meio e depois dele, cujas posições recebem nomes específicos.
Dessa forma, começaremos pela primeira posição, aquela em que o pronome fica antes do verbo, também chamada de próclise. Assim, devemos usá-la nas seguintes circunstâncias:
A colocação pronominal se refere à posição em que o pronome oblíquo se encontra na oração

A colocação pronominal se refere à posição em que o pronome oblíquo se encontra na oração.
A próclise ocorre nos seguintes casos:
* Com verbos modificados por advérbios, sendo que esses advérbios sempre aparecem antes dos verbos:
Talvez os veja passeando por aqui. 
Temos que “talvez” representa um advérbio de dúvida.
Muito a considerei uma garota muito educada.
Percebemos que “muito” se classifica como advérbio de intensidade.

* Se houver vírgula depois do advérbio, ele deixa de atrair o pronome, ocorrendo a ênclise:
Ontem, vi-te na igreja. 
Percebemos que há uma pausa, na escrita representada por uma vírgula, fazendo com que ocorra a ênclise.

* Em orações iniciadas por pronomes indefinidos, pronomes relativos ou pronomes demonstrativos invariáveis:
Aquilo me incomodava bastante. 
Temos que “aquilo” representa um pronome demonstrativo.
Você aceitou a sugestão que te dei? 
Temos que a palavra “que” representa um pronome relativo.
Tudo nos deixava contente. 
“Tudo” se classifica como um pronome indefinido.

* Em orações iniciadas por conjunções subordinativas, conjunções coordenativas alternativas, palavra ''só'' no sentido de ''somente'' ou o numeral ambos:
Quando lhe ofereceram o cargo, você aceitou. 
Temos que “quando” representa uma conjunção subordinativa temporal.
Ou se diverte, ou fica em casa.
Temos que a palavra “ou” representa uma conjunção coordenativa alternativa.

Só nos deram uma novidade.
“Só” se classifica como palavra denotativa de exclusão.
Ambos se comoveram com a festa da igreja. 
“Ambos” se classifica como um numeral dual.
* Em orações interrogativas iniciadas por pronomes ou advérbios interrogativos:
Que me custa ajudar a querida professora?
Como você a trouxe de volta?
* Em orações exclamativas iniciadas por palavras exclamativas:
Quanto se falou sobre isso!
Quanto nos custa dizer a verdade!
* Nas orações optativas, ou seja, aquelas que expressam desejo por algo, uma vez que o sujeito se encontra antes do verbo. Se o sujeito estiver depois do verbo, ocorrerá a ênclise:
Deus te ilumine, meu amigo!
Valha-me Deus, esse problema não foi resolvido! (ênclise)
* Diante do verbo expresso no gerúndio (uma das formas nominais), acompanhado da preposição “em”:
Em se tratando de cinema, prefiro comédia.
* Com o verbo no infinitivo pessoal (flexionado ou não) acompanhado de alguma preposição:
Obrigada por me respeitar tanto assim.
Percebemos que “por” é uma preposição e “respeitar” se encontra no infinitivo (verbo na forma original).
Vejamos como se usa a ênclise (pronome depois do verbo):
* Com verbos no início da oração, do texto ou da redação, desde que não estejam no futuro do indicativo:
Custa-me ir ao cinema com vocês.
Lembro-me daquele passeio inesquecível.
* Com verbo no imperativo afirmativo:
Diga-me toda a verdade.
Concentre-se nos estudos.
Ofereça-lhe todos os presentes que chegaram.
* Em orações interrogativas iniciadas por palavras interrogativas, com o verbo no infinitivo pessoal (aquele que não é flexionado):
Por que acompanhar-me nesta caminhada?
Como usar a mesóclise (pronome no meio do verbo):
A mesóclise não é uma forma que usamos muito no nosso cotidiano e na fala espontânea, pois está mais presente na linguagem formal e culta e na modalidade literária, poética, musical, religiosa, científica, política, litúrgica, bíblica e jurídica, mas mesmo assim devemos conhecer suas características. Ela é usada somente em dois casos:
- Com verbos no futuro do presente:
Convidar-me-ão para o show de hoje. Temos que a terminação “-ão” faz referência ao futuro do presente.
- Com verbos no futuro do pretérito:
Convidar-me-iam para o show de hoje. Constatamos que a terminação “-iam” diz respeito ao futuro do pretérito.
- Se houver alguma palavra atrativa, ou seja, que exige o uso da próclise, desfaz-se a mesóclise.
Realmente me convidarão para o show. A próclise é de rigor, pois realmente é um advérbio de afirmação, e é atrativo.


- Nunca ocorrerá ênclise com verbos no futuro do subjuntivo, futuro do presente, futuro do pretérito do indicativo ou particípio (regra das locuções verbais ou tempos compostos, vista a seguir).

Quando ele convidar-te para o evento, ficarei alegre. A ênclise está incorreta, pois o verbo está no futuro do subjuntivo. A frase correta deveria ser ''Quando ele te convidar''.



Luís, realizarei-te um milagre. A ênclise está incorreta, pois o verbo está no futuro do presente do indicativo. A frase correta deveria ser ''realizar-te-ei um milagre''.

Luís, realizaria-te um milagre. A ênclise está incorreta, pois o verbo está no futuro do pretérito do indicativo. A frase correta deveria ser ''realizar-te-ia um milagre''.

Como é a colocação pronominal em locuções verbais e nos tempos compostos?

A colocação pronominal nas locuções verbais e nos tempos compostos dependerá do tempo do verbo auxiliar e do principal.

- Com verbo principal no infinitivo:
Quero-lhe fazer uma surpresa. (colocação tipicamente lusitana)
Quero lhe fazer uma surpresa. (colocação tipicamente brasileira)
Quero fazer-lhe uma surpresa.
Eu lhe quero fazer uma surpresa. 

Há quatro possibilidades: antes do verbo auxiliar (com sujeito antes do verbo), antes do verbo principal, depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.

- Com palavra atrativa antes da locução:
Agora lhe quero fazer uma surpresa. (tipicamente lusitana)
Agora quero lhe fazer uma surpresa. (tipicamente brasileira)
Agora quero fazer-lhe uma surpresa. (tipicamente lusitana)

Idem à anterior, mas se elimina a ênclise ao verbo auxiliar, pois agora é um advérbio de tempo, e é atrativo.


- Com verbo principal no gerúndio:

Eles foram-se afastando. (colocação lusitana)
Eles foram se afastando. (colocação brasileira)
Eles foram afastando-se.
Eles se foram afastando. 

Há quatro possibilidades: antes do verbo auxiliar (com sujeito antes do verbo), antes do verbo principal, depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.

- Com palavra atrativa antes da locução:
Eles longe se foram afastando. (colocação lusitana)
Eles longe foram se afastando. (colocação brasileira)
Eles longe foram afastando-se. (colocação lusitana) 

Idem à anterior, mas se elimina a ênclise ao verbo auxiliar, pois longe é um advérbio de lugar, e é atrativo.


- Com verbo principal no particípio:


O povo havia-se retirado quando chegamos.
O povo havia se retirado quando chegamos.
O povo se havia retirado quando chegamos. 

Há somente três opções, pois nesse caso não se admite a ênclise com o particípio.

- Com palavra atrativa antes da locução:
O povo assim se havia retirado quando chegamos. 

Elimina-se a ênclise ao verbo auxiliar, pois assim é um advérbio de modo, e é atrativo.