18 de dezembro de 2018

Explicação das partes da Santa Missa





Momento de ficarmos ainda mais próximos de Nosso Senhor. Entenda os significados dessa celebração e viva ainda mais intensamente essa experiência religiosa.


missa
Por Beatriz Albuquerque - 08/11/2016
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A missa é uma celebração em que podemos ficar ainda mais próximos de Nosso Senhor. Neste momento especial, podemos reviver os mistérios da vida de Cristo: sua vida, paixão, morte e ressurreição. Com isso, recebemos as bênçãos dos Céus, livramo-nos dos pecados e ficamos com a sensação de estarmos mais leves. A Santa missa segue um ritual, repleto de significado. Entenda cada detalhe dessa celebração e viva ainda mais intensamente essa experiência religiosa.
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Ritos iniciais

Canto de entrada: ele cria um clima festivo e de comunhão com Deus e os fiéis, além de acolher o padre e os ministros. Este é o momento em que devemos abrir o nosso coração para receber Jesus em nossa vida. O canto também está em sintonia com o tema que será celebrado na santa missa.
Sinal da cruz: ele é realizado no início e no final da celebração. Com esse símbolo, marcamos o nosso corpo, consagrando-o à santíssima trindade. Para ressaltar esse ato, alguns sacerdotes preferem cantá-lo.
Saudação: é a parte em que o padre recebe e saúda a comunidade anunciando a presença de Jesus. Normalmente, a saudação é retirada de uma das cartas do Novo Testamento. Os fiéis louvam a Deus por estarem reunidos no amor de Cristo.
Ato penitencial: é o momento reservado a todos os presentes para que possam pedir perdão pelos seus pecados a Deus. Nesta hora, é importante que estejamos dispostas a perdoar e ser perdoadas. Este ato também pode ser feito em forma de canção.
Hino de louvor: também conhecido como Glória, é o grande momento de louvar a Deus durante a missa. Aproveite para cantar e agradecer ao Senhor pelas inúmeras bênçãos que ele vem derramando sobre a sua vida. Omitido nos domingos da Quaresma, do Advento, nas missas pelos falecidos e no Dia de Finados, pois não são tempos para expressar alegria.
Oração chamada “coleta”: após pronunciar a palavra “oremos”, o sacerdote faz uma pausa para que cada um de nós coloque as suas intenções. Em seguida, o padre faz a oração do dia. Os fiéis demonstram que estão de acordo ao dizerem o “amém”.

Liturgia da palavra

Primeira leitura: com exceção, por exemplo, dos domingos do Tempo Pascal, a primeira leitura é normalmente retirada do Antigo Testamento.
Salmo responsorial: é quando os fiéis, em coro, dão a sua resposta. Por exemplo: ao ouvir a palavra de Deus, a comunidade responde com um salmo. É bem provável que os números dos salmos usados na celebração não correspondam com os da sua Bíblia, pois a Liturgia ainda baseia-se na numeração latina.
Segunda leitura: diferentemente da primeira leitura, a segunda leitura é feita com base no Novo Testamento. Ela, não necessariamente, combina com a primeira leitura ou com o Evangelho. Ela é feita por meio de uma das cartas dos apóstolos: Filipenses, Gálatas, Romanos, I Coríntios, II Coríntios e muitos outros.
Aclamação ao Evangelho: é o momento da comunidade manifestar toda a sua alegria pela presença de Jesus entre os fiéis. É cantando o “Aleluia” que a assembleia acolhe a palavra sagrada. Na Quaresma, em vez de cantar Aleluia, canta-se um versículo proposto no Lecionário. 
Sequência: Nas missas de Páscoa, Pentecostes, Corpus Christi e Nossa Senhora das Dores, o Missal Romano prevê após a segunda leitura um hino cristão chamado ''sequência'', cantado antes do Aleluia, as duas primeiras são obrigatórias e as duas últimas são facultativas.
Proclamação do Evangelho: quando o sacerdote ou diácono proclama o Evangelho do dia. Marcamos com uma cruz (persignação) a testa (simbolizando a nossa mente), a boca (nossas palavras) e o peito (nossos sentimentos). 
Nos domingos do Tempo Comum, lemos um a cada ano. Mateus (Ano A), Marcos (Ano B) e Lucas (Ano C). O Evangelho de João entra particularmente na Quaresma e no Tempo Pascal, e em festas e solenidades da Igreja.
Extra: Antes de iniciar a leitura do Evangelho, se estiver sendo usado incenso, em alguma solenidade ou festa, o sacerdote ou diácono incensa a Bíblia e inicia a leitura do texto.
Homilia: quando o padre esclarece os ensinamentos divinos. Para que possamos compreender o significado da palavra de Deus, é importante que prestemos atenção com respeito e tenhamos o nosso coração aberto. É obrigatória nos domingos e solenidades da Igreja. Nos outros dias, é recomendável, mas não obrigatória.
Profissão de fé: ao rezar o Credo, os fiéis assumem o seu compromisso com a Igreja Católica e com Deus. É a hora em que se fecha, praticamente, a liturgia da palavra.
Oração da assembleia: unida, a comunidade reza não só pela Igreja, mas também por todas as pessoas do mundo, pelos que sofrem necessidades e dificuldades, pelas autoridades públicas e pela comunidade local.
LEIA TAMBÉM

Liturgia eucarística

Canto e preparação das oferendas (Ofertório): o padre apresenta ao Pai as ofertas do pão e do vinho, que se tornam no altar o verdadeiro símbolo do Corpo e do Sangue de Cristo. Durante o canto, os fiéis oferecem as necessidades da comunidade e da Igreja.
Orai, irmãos e irmãs: após o canto, o padre convida a assembleia a se unir em uma só oração para que o Senhor aceite o sacrifício oferecido.
Oração sobre as oferendas: em nome dos presentes, o padre pede a Deus que acolha e aceite as ofertas da comunidade, que consente com o “amém”.
Oração eucarística (Anáfora): momento em que recordamos a morte e a ressurreição de Cristo. Não é apenas uma lembrança de algo ocorrido no passado, mas de um fato que acontece hoje, na hora da Eucaristia. A oração eucarística possui oito elementos importantes:
1) Prefácio: quando damos graças ao Pai por nos ter dado seu Filho, Jesus. O prefácio é iniciado com um diálogo entre o padre e os presentes.
2) Santo: todos cantam a santidade, majestade e imanência de Deus com este louvor:  “Santo, Santo, Santo…”.
3) Epiclese: o sacerdote coloca suas mãos sobre o pão e o vinho e pede que, pela ação do Espírito Santo, eles se transformem no corpo e sangue de Cristo.
A assembleia responde: ''Santificai nossa oferenda, ó Senhor''.
4) Narrativa da instituição e consagração: é o momento em que todos os fiéis adoram em segredo a hora em que o padre repete os gestos e as palavras de Cristo em sua última ceia, mostrando aos presentes a hóstia e o vinho consagrados.
5) Anamnese (ou memorial): Jesus ordenou:  “Fazei isto em memória de mim”. E o apóstolo Paulo recebeu a esse respeito:  “Toda vez que se come deste pão, toda vez que se bebe deste vinho, se recorda a Paixão de Jesus Cristo e se fica esperando Sua volta”. É exatamente isso que toda comunidade celebra neste momento de oração, recordando a paixão e morte de Cristo, sua gloriosa ressurreição e sua ascensão aos céus.
6) Oblação: quando é pedido aos presentes que fiquem em unidade com Cristo. Ao receber o corpo de Jesus, nos tornamos o próprio filho de Deus, por obra do Espírito Santo. Oferece-se a hóstia imaculada e o próprio Cristo é oferecido ao pai pelo padre, em nome de toda a assembleia. Já não se trata de pão e vinho, mas do próprio corpo e sangue de Jesus.
A assembleia responde: ''Recebei, ó Senhor, a nossa oferta''.
7) Segunda epiclese: Novamente o Espírito Santo é invocado, agora sobre toda a assembleia, que se torna em Cristo um só corpo e um só espírito. 
A assembleia responde: ''Fazei de nós um só corpo e um só espírito''.
8) Intercessões: neste momento, o sacerdote faz todas as intercessões pela Igreja, pela comunidade, pelos mortos e pelo mundo. 
Dentre essas intercessões, a primeira delas é pelo Papa, Bispo, seus auxiliares e ministros, o clero e todo o povo que conquistaram. 
A assembleia responde: ''Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja''. 
A segunda é pelos nossos falecidos, é um ato de caridade, nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida, pede-se que se acolham junto a nós na luz da face. 
A assembleia responde: ''Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos''.
A terceira e última é por todos nós, como povo santo e pecador, que estaremos reunidos um dia no céu com a Virgem Maria, mãe de Deus e da Igreja e seu esposo são José, os santos Apóstolos e Mártires e todos os que neste mundo nos serviram, a fim de louvar e glorificar por Jesus Cristo.
A assembleia responde: ''Concedei-nos o convívio dos eleitos''.
9) Doxologia final: como este pequeno hino de louvor, “Por Cristo, com Cristo e em Cristo…”, encerra-se a oração eucarística. No final, canta-se, repetidas vezes, o “amém”. Esse é o verdadeiro e próprio ofertório da Missa, pois é o próprio Cristo que oferece e é oferecido.
Pai-Nosso: como Jesus nos deixou apenas essa oração, ela é chamada de a “Oração do Senhor”. Com ela, ele nos ensina que somos uma única família e temos um único Pai. Não se diz o Amém pois a Oração Eucarística ainda não terminou, ainda há uma continuação ''Livrai-nos de todos os males, ó Pai...'', chamada de embolismo, rezada pelo sacerdote ou diácono, com a resposta da assembleia: ''Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre''.
Abraço da paz: após rezar a oração pela paz, o sacerdote ou diácono nos convida a nos saudarmos com um abraço ou aperto de mão, um costume que nasceu com os primeiros cristãos.
Fração do pão: ao partir o pão, o gesto do padre nos compromete com a partilha. Nesta hora, os participantes invocam o Senhor com as palavras do Evangelho de João: “Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo…”.
Convite à ceia: ao mostrar a hóstia consagrada à assembleia, o padre nos faz um importante convite: “Felizes os convidados para a ceia do Senhor…”. As pessoas respondem: “Senhor, eu não sou digno/digna de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo/salva”.
Comunhão e canto: para recebermos o corpo de Cristo, um canto nos acompanha até a Mesa Eucarística. Neste momento, entramos em total sintonia com Cristo. Acompanhando o canto, elevando a nossa voz, expressamos a nossa unidade com nossos irmãos. A comunhão pode ser dada sobre as duas espécies, pão e vinho, em missas mais solenes.
Ação de graças: após a distribuição da Eucaristia, iniciamos a ação de graças, momento em que agradecemos em silêncio as bênçãos de Deus. Pode-se entoar algum salmo ou canto de louvor.
Depois da comunhão: por meio de uma oração, pedimos ao Senhor que renove sempre a nossa vida, a nossa fé e a nossa esperança. Essa oração se liga a liturgia eucarística, e é seu encerramento, pedindo a Deus as graças necessárias por tudo o que se manifestou perante a assembleia durante a celebração.

Ritos finais

Avisos: o padre ou algum membro da comunidade divulga os eventos religiosos do mês ou informa algo de interesse à comunidade.
Bênção final: marcamos o corpo com o sinal da cruz. Na bênção final, é a própria Santíssima Trindade que nos acompanha pela vida inteira.
Despedida: o padre se despede dos fiéis e inicia-se o canto final. Os fiéis devem esperar a saída do celebrante e dos ministros.

Caso haja outra ação litúrgica, como em Corpus Christi ou Quinta-feira Santa, omitem-se os ritos finais.

Escolha dos cantos na Missa:
Não é qualquer canto que se escolhe para as celebrações. Existem cantos litúrgicos (para as missas) e cantos mensagem (para outras ocasiões, encontros, etc...). As características do Canto litúrgico são:
1.      Conteúdo ou inspiração bíblica;
2.      Qualquer salmo cantado é litúrgico;
3.      Deve ter melodia fácil;
4.      Todos os cânticos litúrgicos são personalizados (ritmo próprio, letra própria e momento próprio);
5.      Ter cuidado com as músicas destinadas às partes fixas da Celebração (Glória, Santo, Pai Nosso, Cordeiro), pois cada um tem o seu conteúdo próprio e isto é da Tradição da Igreja.
As características a serem levadas em consideração são:
1. Canto de entrada:
Letra: Deve ser um convite à celebração! Deve falar do motivo da celebração.
Música: De ritmo alegre, festivo, que expresse a abertura da celebração.
2. Canto penitencial:
De cunho introspectivo, a ser cantado com expressão de piedade. Deve expressar confiança no perdão de Deus.
Letra: Deve conter um pedido de perdão, sem necessariamente seguir a fórmula do Missal. Deve conter a seguinte sequência: 'Senhor', 'Cristo' e 'Senhor' ou 'Kyrie eleison', 'Christe eleison' e 'Kyrie eleison'.
Música: Lenta, que leve à introspecção. Sejam usados especialmente instrumentos mais suaves.
3. Canto do glória:
Letra: O texto deve seguir o conteúdo próprio da Tradição da Igreja.
Música: Festiva, de louvor a Deus. Podem ser usados vários instrumentos.
4. Salmo Responsorial:
Letra: Faz parte integrante da liturgia da palavra: tem que ser um salmo. Deve ser cantado, revezando solo e povo, ou, ao menos o refrão. Pode ser trocado pelo próprio salmo cantado, porém nunca por um canto de meditação.
Letra: Salmo próprio do dia
Música: Mais suave. Instrumentos mais doces.
5. Aclamação ao Evangelho:
Letra: Tem que ter ALELUIA (louvor a Javé), exceto na Quaresma. É um convite para ouvir; é o anúncio da Palavra de Jesus. Deve ser curto, e tirado do lecionário, próprio do dia.
Música: De ritmo vibrante, alegre, festivo e acolhedor. Podem ser usados outros instrumentos.
6. Creio (Profissão de Fé):
Pode ser cantado, mas desde que seja com as mesmas palavras da oração.
7. Canto do ofertório:
Acompanha a procissão das oferendas. Caso não seja cantado, é oportuno um fundo musical (exceto Advento, Quaresma, missas pelos falecidos e Dia de Finados), até que as ofertas cheguem até o altar, cessando então, para que se ouça as orações de oferecimento que o padre rezará, então, em voz alta.
Letra: Não é tão necessário que se fale de pão e vinho nem de ofertório ou oblação. Pode expressar o louvor ou referência ao tempo litúrgico.
Música: Melodia calma, suave. Uso de instrumentos suaves.
8. Santo:
É um canto vibrante por natureza.
Letra: Se possível seguir o texto original, indicado pela Tradição da Igreja.
Música: Que os instrumentos expressem a exultação desse momento e a santidade “Tremenda de Deus”. Deve ser sempre cantado.
9. Doxologia: “Por Cristo, com Cristo e em Cristo”
É uma hora muito importante e solene. É o verdadeiro e próprio ofertório da missa, pois é o próprio Cristo que oferece e é oferecido. Encerra-se a Oração Eucarística (Anáfora), mas não a Liturgia Eucarística, que ainda continua.
É rezada somente pelo presidente da celebração, seja pelo sacerdote ou pelo diácono, e pelos concelebrantes, mas nunca pelos fiéis.
O AMÉM conclusivo, aí sim cantado pelo povo é o mais importante da Missa e deve ser cantado ao menos aos finais de semana.
10.      Pai-Nosso:
Pode ser cantado, mas desde que com as mesmas e exatas palavras da oração. Não se diz o Amém, mesmo quando cantado.
11. Cordeiro de Deus:
Pode ser cantado com melodia não muito rápida e sempre com as mesmas palavras da oração.
12. Canto de Comunhão:
É um canto processional, para se cantar andando.
Letra: Preferência que tenha sintonia com o Evangelho e que seja “Eucarística”.
Música: Processional, toada, balada, etc...
13. Ação de Graças:
Se for o caso, se canta dando graças, louvando e agradecendo o encontro com o Senhor e com os Irmãos. No entanto, que se tenha tempo de silêncio profundo e de adoração e intimidade com o Senhor. Instrumentos mais doces e melodia lenta e que leve a adoração.
14. Canto final:
É para ser cantado após a Bênção Final, enquanto o povo se retira da Igreja: é o canto de despedida.
Letra: Deve conter uma mensagem que levaremos para a vida, se possível, referente ao Evangelho do dia.
Música: Alegre, vibrante. Podem ser usados outros instrumentos.
O USO DO INCENSO NA MISSA
A incensação pode ter os seguintes significados:
1. Sagração das oblatas à imitação dos sacrifícios do AT;
2. Uma oferta simbólica das orações da Igreja;
3. Na Incensação das pessoas, vê-se uma participação coletiva nos dons;
4. Símbolo de respeito e de veneração para com os dons;
5. Símbolo da Graça, o bom odor de Cristo, que d’Ele chega aos fiéis pelo ministério do Sacerdote;
Usa-se o incenso na Liturgia da Missa nos seguintes momentos:
1.      Ritos Iniciais: Na entrada à frente da Cruz processional e para a incensação do Altar e da Cruz;
2.      Liturgia da Palavra: À frente na procissão do Evangelho e na proclamação do mesmo;
3.    Liturgia Eucarística: Na incensação das Oferendas e do Altar e da Cruz, na incensação da Igreja (Celebrante e Povo), e na Consagração;
A palavra "liturgia" é uma palavra da língua grega: LEITURGUIA de leiton-érgon que significa "ação do povo", "serviço da parte do povo e em favor do povo". Na tradição cristã, ele quer significar que o povo de Deus torna parte na "obra de Deus". Pela Liturgia, Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua em sua Igreja, com ela e por ela, a obra de nossa redenção.

10 de dezembro de 2018

Orientações litúrgicas

NORMAS GERAIS
A celebração da Missa é o memorial da morte e ressurreição de Jesus. Não é apenas uma recordação do que aconteceu há tantos anos atrás. Não é um teatro e nem uma representação. Mas em cada celebração da eucaristia, atualiza-se nos nossos altares aquele único e supremo sacrifício de Cristo na cruz. Por isso, a Eucaristia deve ser celebrada com muito respeito e devoção.
Devemos evitar dois exageros na celebração:
– o legalismo, que é o apego às normas, um rigorismo fechado não dando lugar a uma criatividade sadia prevista pelas normas litúrgicas;
– o liberacionismo, que desconhece ou passa por cima das normas litúrgicas, desrespeita o essencial da celebração, confunde criatividade com novidade, invencionices e caprichos pessoais.
Quem atua na celebração deve ter uma postura de fé e dignidade. Evite-se qualquer exibição, autopromoção. Tudo deve ser feito para a Glória de Deus e ajudar os fiéis na oração. Deus merece ser louvado com arte e bom gosto. E o povo tem direito a uma celebração bonita e digna.
Os participantes da equipe de celebração devem ter um especial cuidado com a roupa: vestidos muito curtos ou decotados, bermudas, camisas de clubes de futebol, camisetas com estampas de bandas de rock, chinelos etc… Os MECEs tenham sempre seus jalecos ou opas bem limpos.
Na celebração da Eucaristia há várias atribuições e funções. Cada um deve fazer o que lhe compete, cumprir a sua obrigação sem invadir o que é de competência de outro.
A equipe de celebração deve informar o padre que presidirá a missa, sobre o que será feito: cantos, procissões, ação de graças… Tudo deve ser feito em sintonia, união e comunhão. Isto pode ser feito mediante a Ficha Litúrgica, a ser preenchida com antecedência e entregue para o padre antes do início da celebração (modelo no final deste arquivo).
1 – O AMBIENTE
1.1 – A Sacristia
A palavra “sacristia” quer dizer “lugar sagrado”. Assim, não deve ser um depósito de papéis, vasos, objetos, material de limpeza. Deve ter uma mesa onde o padre possa colocar seus pertences e preparar-se para celebrar dignamente. Na sacristia cria-se o clima de concentração para a celebração. Não deve ser lugar de “corre-corre”, barulho, falatório, risadas…
Durante a celebração da missa ou do culto, as pessoas não devem ficar na sacristia, conversando, rindo… O sacristão/ã ou pessoa responsável pela igreja/capela deve ser informado sobre o que vai acontecer na celebração para preparar com antecedência o que for necessário: flores, velas, vestes, imagens, sobretudo o material para o batismo, quando houver.
Os coroinhas devem se vestir com antecedência e se postar na Procissão de Entrada. Em certas localidades, os coroinhas ficam esperando o padre na porta da igreja e correm para a sacristia para se vestir quando vêem o padre chegar, já em cima da hora.
1.2 – A igreja (igreja paroquial/capela)
A igreja, sede da paróquia ou capela, é um lugar sagrado, onde se reúne a verdadeira Igreja, Corpo Místico de Cristo. Deve estar sempre bem limpa e preparada para a celebração. Os responsáveis pela celebração devem evitar conversar em voz alta ou ficar andando de um lado para o outro, antes e depois da missa. Tudo deve ser preparado com antecedência.
1.3 – O Presbitério
O presbitério é o lugar onde está o altar da celebração. Durante a celebração, apenas o celebrante, os coroinhas e os ministros devem ocupar o presbitério. É importante que cada um ocupe seu lugar, que haja cadeiras suficientes para todos. Ninguém deve ficar de costas para o altar. Quando houver batismo, pais e padrinhos podem ocupar os primeiros bancos para acompanhar a celebração.
a) O ALTAR
É o centro de toda celebração. É a Mesa da Eucaristia. Deve ficar vários degraus acima do povo, de acordo com o tamanho do ambiente, para que todos os fiéis possam enxergar o padre. Velas e flores devem ficar fora do altar; no altar, unicamente, Missal Romano (no início), e depois, corporal-cálice-patena-cibório-sangüíneo. O altar representa Jesus Cristo. Por isso, é importante que esteja sempre bem arrumado, com toalhas limpas e bem passadas. As toalhas podem ser da cor litúrgica ou branca. Também não devemos guardas coisas debaixo do altar. O altar não é prateleira de flores e outros objetos, nem estante para se fixar cartazes. As flores e enfeites devem ser colocados de modo que não escondam o altar. Nunca sobre ele. É preferível não usar flores do que usar flores artificiais ou flores murchas. No Advento e na Quaresma convém evitar o uso de flores. Nem mesmo as imagens devem ser colocadas sobre o altar. Para isso, se prepara uma mesa ou estante no lugar mais apropriado.
b) A CRUZ
Que seja de preferência uma cruz grande, usada na procissão de entrada. Será colocada à esquerda do altar. A Cruz Processional deve ter uma haste bem grande.
c) O CÍRIO PASCAL
É o sinal do Cristo Ressuscitado. Lembra aos cristãos que cada domingo é a celebração da páscoa. O Círio deve ser novo a cada ano e abençoado pelo ministro competente por ocasião da Festa da Páscoa; portanto, não deve ser reutilizado nos anos seguintes. Providenciar os algarismos do ano em curso. O Círio Pascal deve ser colocado à direita do altar. É acesso em todas as celebrações (missas, cultos e batizados). Pode e deve ser enfeitado, sobretudo no tempo pascal. No Tempo Pascal, obrigatoriamente, deve ficar ao lado do altar; no Tempo Comum, pode ficar ao lado da Pia Batismal.
d) O AMBÃO
O ambão ou Mesa da Palavra é colocado à direita do altar e separado dele. Deve ser do mesmo material e da cor do altar. Ali devem ser proclamados as leituras e o evangelho. A Mesa da Palavra não deve ser usada pelos comentaristas, cantores ou para dar os avisos. Pode ser coberta por uma toalha ou faixa de tecido, desde que da mesma cor da toalha do altar. O ambão pode ter a Bíblia Sagrada, aberta e voltada para o povo; e, obrigatoriamente, o Lecionário Dominical (ou Semanal), voltado para quem proclama a Liturgia da Palavra. No ambão, não se use o folheto litúrgico. A homilia e as Preces da Comunidade podem ser feitas da Mesa da Palavra.
Em todas as comunidades, é necessário possuir o Missal Romano e o Lecionário (Dominical, Semanal e Santoral).

e) A SEDE
A Sede, também chamada de “cadeira do padre” deve ser colocada num lugar onde o celebrante possa ver a Mesa da Palavra e a Mesa da Eucaristia (altar). O padre preside a celebração, tanto a Liturgia da Palavra como a Liturgia Eucarística. A sede não deve ser ocupada pelos MECEs.
2 – AS FUNÇÕES
2.1- A Equipe de Acolhida
A equipe de acolhida, onde houver, deve chegar antes ao local da celebração para acolher as pessoas que chegam. A acolhida deve ser feita com alegria, simpatia e simplicidade. Tudo com muita naturalidade. As desavenças pessoais não devem dificultar um sorriso e um aperto de mão à porta da igreja. O membro da equipe de acolhida podem entregar os folhetos para a celebração ou deixar essa função com as crianças ou para os coroinhas. Cabe à equipe de celebração acompanhar os idosos até o banco; providenciar um lugar para as mães com crianças de colo ou para as grávidas. É também dever da equipe de acolhida fazer com que as pessoas entrem na igreja e não fiquem paradas na porta. Sempre que necessário, a equipe de celebração poderá organizar as procissões, principalmente a das ofertas. No final da celebração a equipe estará na porta da igreja agradecendo a presença das pessoas e convidando para a próxima celebração.
2.2 – Os coroinhas
É muito louvável que haja coroinhas. Mas eles devem ser instruídos. Por exemplo, explicar-lhes que devem levar ao altar primeiramente o cálice, os cibórios com hóstias a serem consagradas e depois o vinho e a água. O trabalho principal deles é servir o altar. Cabe a eles trazer ao altar as ofertas do pão e do vinho, quando não houver procissão das ofertas. Também cabe a eles segurar as velas ao lado do padre na hora da leitura do Evangelho. E também trazer ao altar as ofertas dos fiéis.
2.3 – O comentarista
O comentarista deve ser o animador da celebração. Não é um pregador, nem um professor, muito menos locutor de rádio. Não é papel dele fazer sermões, dar “broncas”, chamar atenção das pessoas. Muito menos, é um militar que dá ordens. Portanto nunca deve dizer: “de pé”, “sentados”… como dando ordens. Mas faça um convite educado: “podemos ficar sentados”, “fiquemos em pé”. Não é tarefa do comentarista ler as intenções de missas, anunciar cantos ou rezar o Salmo Responsorial. A tarefa principal dele é ajudar a comunidade a celebrar dignamente. Por isso, deve estar bem preparado, e não ser um simples leitor do folheto. Deve estar vestido com sobriedade. Cabe ao comentarista dar as boas-vindas aos presentes, mas com naturalidade e não insistindo para que o povo responda, assim: “Não ouvi! Bom Dia a todos!” Fazer o comentário inicial e convidar o povo para o inicio da celebração; fazer o comentário antes das leituras e no ofertório se houver a procissão das ofertas. Os avisos podem ser feitos pelo comentarista, mas, preferencialmente, é uma atribuição do coordenador da comunidade.
2.4 – Os MECEs
Os Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, como o nome diz, devem auxiliar o padre na distribuição da comunhão aos fiéis durante a celebração. Não devem ocupar o lugar dos coroinhas. Depois do Pai-nosso, já devem buscar os cibórios do sacrário e deixá-los no altar.
2.5 – Os Cantores
O canto na liturgia é sempre uma oração. É preciso cantar com o coração e não dar um show ou fazer espetáculo. Deve-se cantar o canto certo na hora certa. O canto acompanha a ação litúrgica. Por isso deve estar integrado ao momento da celebração. Assim: o canto de entrada termina quando o presidente chega no altar; o canto de ofertório só tem sentido enquanto o padre apresenta as ofertas e o canto de comunhão durante a comunhão dos fiéis. Não se deve cantar todas as estrofes dos cantos, mas apenas as necessárias para acompanhar os ritos.
Os cantos devem ser escolhidos com critérios, apropriados para cada momento da celebração. Sobretudo nas partes fixas da missa: Ato Penitencial, Glória, Santo, Cordeiro de Deus. Esses cantos devem ser cantados inteiros.
Não é porque na letra do canto tem a palavra Santo ou Glória que seja adequado para aquele momento. Por exemplo: na hora do Santo, cantar o canto “O Senhor é Santo, Ele está aqui…”, ''Hosana ao nosso Rei''; ou na hora do Glória, o canto “Na beleza do que vemos Deus nos fala ao coração…”, ''Eu canto Glória a Deus por Seu imenso amor''; ou “João viu o número dos redimidos…”. Há muitos cânticos, que, embora contenham uma mensagem linda, não são litúrgicos.
Nem mesmo quando o canto expressa perdão ou arrependimento seja adequado para aquele momento. Por exemplo: Na hora do Ato Penitencial, cantar o canto ''Perdão Senhor, tantos erros cometi...'', ''Misericórdia, Senhor, misericórdia...'', ''Quero confessar a ti: ilumina minh'alma'', ''Eu confesso a Deus e a vós irmãos..'', ''Renova-me, Senhor Jesus, já não quero ser igual...''
É louvável cantar as respostas da Oração Eucarística, a aclamação após a Consagração, as respostas no diálogo inicial e, sobretudo, o Amém da doxologia final. Mas, é preciso que os cantores estejam atentos para não deixar silêncios na oração.
O presidente da celebração deve ser avisado antes da missa sobre as partes fixas que serão cantadas: Ato Penitencial, Glória, Santo, Refrões da Oração Eucarística, Amém da doxologia, Cordeiro; tudo isso deve constar na Ficha Litúrgica.
Quanto ao “Cordeiro de Deus…”, quando não for cantado, deve ser iniciado por um cantor; ou, o comentarista, ou um ministro… Não cabe ao padre iniciá-lo.
O canto não é patrimônio de alguns. Toda a assembléia deve cantar e não “assistir um grupo cantar”. A função do grupo de cantos é ajudar o povo a cantar. Ninguém deve cantar no lugar do povo. É preciso também evitar cantos exclusivos de um ou outro movimento de espiritualidade. Por exemplo: cantar somente cantos da Renovação Carismática só porque eles são os responsáveis pela celebração. A Missa não é exclusividade dos movimentos eclesiais.
É preciso estar atento para uma certa “inflação de cantos”, sobretudo no início da missa. Canta-se o canto de entrada, o Sinal da Cruz, o ato penitencial e o Glória.
Os ensaios de canto não devem ocupar todo o tempo até em cima da hora da missa. E nos ensaios é preciso evitar repreensões, broncas, exibicionismos…
Os instrumentos musicais devem ser afinados antes e não quando a igreja já está repleta de gente.
O mesmo se faça com o ajuste dos microfones.
O som dos instrumentos musicais não deve abafar a voz da assembléia, mas apenas sustentar o canto.
Alguém do grupo deve anunciar os cantos com clareza: “Cantemos o canto número…”. Ao anunciar o canto é bom esperar o povo levantar-se ou sentar-se, porque o barulho impede que se ouça o que é dito. Ao anunciar o canto de entrada nunca dizer: “Fiquemos em pé para receber o celebrante com o canto…”. O canto de entrada não é para receber o padre, e sim para iniciar a celebração.
2.6 – Os leitores
Quando na Igreja se lêem as Escrituras, é Deus que fala. O leitor empresta a sua voz a Deus. Conclui-se daí que os leitores devem preparar bem a leitura, isto é, a Proclamação. O leitor deve proclamar a Palavra de Deus e não apenas ler. As palavras devem nascer do coração e não apenas dos lábios. Por isso, é preciso escolher pessoas que lêem bem. Os leitores usem trajes adequados para a celebração.
As leituras sejam feitas do Lecionário ou da Bíblia e não do folheto. O lugar adequado para as leituras é a Mesa da Palavra ou Ambão.
O leitor não se faça esperar. Coloque-se à Mesa da Palavra para iniciar a leitura sem demora, não deixando um ‘vazio’ na celebração. Não deve dizer: Primeira Leitura; Segunda Leitura; muito menos ler a citação bíblica. Mas iniciar diretamente a Leitura do citando o Livro bíblico de onde foi tirado o texto: Leitura da Profecia de…; Leitura da Carta de São Paulo aos…, indo diretamente para o texto.
A procissão solene da Palavra não precisa ser feita em todas as missas. O Lecionário deve ser levado na procissão de entrada por um dos leitores.
Quando houver uma entrada solene da Palavra, que seja bonita e não demorada; as pessoas devem caminhar com naturalidade e não com passos de câmara-lenta. A Bíblia ou Lecionário usado na procissão deve ser usado para as leituras. Não tem sentido trazer um livro e ler a Palavra de Deus de outro. Não se leva a Bíblia no ofertório, porque a liturgia da Palavra termina com a Oração dos fiéis.
2.7 – O Salmista
O Salmo responsorial faz parte da Liturgia da Palavra e não pode ser substituído por outro canto. Cantado ou rezado, o Salmo Responsorial é a resposta à Leitura proclamada. De preferência deve ser cantado ou rezado na Mesa da Palavra.
O salmista canta ou lê o refrão e a assembléia repete. Depois de cada estrofe se repete o refrão apenas uma vez. O mesmo vale para o final do salmo. Onde não há folheto litúrgico, o refrão pode ser projetado com datashow, com retroprojetor, ou, simplesmente, escrito num cartaz. No final de cada estrofe, o salmista pode levantar a cabeça para que a assembléia saiba que é sua vez de repetir o refrão. Evite-se repetir após as estrofes a ordem: “todos”. O salmista não se faça esperar, criando um ‘vazio na celebração’. Esteja posicionado perto da Mesa da Palavra para iniciar o Salmo logo após a primeira leitura.
3 – A CELEBRAÇÃO
3.1 – As intenções da missa
Devem ser lidas antes do inicio da celebração e não durante. Se forem muitas as intenções, que sejam lidas alguns minutos antes do início da celebração. Não se deve retardar o inicio da missa porque alguém que chegou em cima da hora quer fazer sua intenção. É aconselhável orientar que os que desejarem fazer suas intenções cheguem antes, pois, normalmente, são sempre as mesmas pessoas. É bom separar as intenções: pelos falecidos, pedidos, agradecimentos… Evite-se as repetições dos sobrenomes e, sobretudo, a fórmula: “pela alma de…”. É mais bonito dizer: “Nesta missa rezaremos pelo descanso eterno de nossos irmãos….”; ou, “Hoje rezamos por nossos irmãos/as falecidos….” “Pedimos ao Senhor por….”; “Agradecemos as graças recebidas….”. Devem ser divididas em ''sufrágios'', ''ação de graças'' e ''súplicas''.
3.2 – Comentário inicial
O comentarista, antes de tudo, saúda as pessoas com naturalidade e simpatia. O comentário não deve ser uma simples leitura do folheto. Alguns lêem tudo: “Deus Conosco”, ''O Domingo''. “Décimo Segundo Domingo do Tempo Comum”… “Deus Conosco” é o nome do folheto e não faz parte do comentário inicial. É mais bonito dizer: “Hoje celebramos o Décimo Segundo Domingo do Tempo Comum”.
Quando é o folheto litúrgico (O Domingo, Deus Conosco…) é distribuído para a comunidade, a equipe de celebração deve ler os comentários e preces constantes no folheto; não adianta criar outros comentários e preces porque aí o povo não acompanha nem o folheto e nem a redação inovadora.
3.3 – Procissão de entrada
A ordem da procissão de entrada é a seguinte: A Cruz Processional, o Círio Pascal (sobretudo no tempo pascal), os leitores, MECEs (ministros extraordinários da comunhão eucarística)*, coroinhas e o celebrante. Nas missas ou cultos com batizados, os pais podem entrar com as crianças logo depois da cruz. O sentido da procissão de entrada é lembrar que somos um povo peregrino em direção da casa do Pai. Significa também o desejo sincero de buscar e encontrar Deus.
É importante avisar o presidente se haverá ou não a Procissão de Entrada. Não tem sentido o padre se paramentar na sacristia e depois atravessar toda a igreja para iniciar a procissão de entrada. Isso tira o sentido da ação litúrgica.
Na Procissão de Entrada, devemos andar com passos normais e com boa postura. Não se deve correr nem caminhar devagar demais. A equipe de celebração deve entrar duas a duas e não uma na frente da outra.
Durante a procissão de entrada, a Cruz ou o Lecionário/Bíblia deve ser levantado acima da cabeça, e não estar à altura do umbigo.
A entrada da imagem de Nossa Senhora ou do Santo Padroeiro, pode ser feita antes da procissão de entrada ou na mesma. Nesse caso, a imagem vai depois da cruz.
Chegando ao altar, não é preciso virar-se para o povo com a cruz, Bíblia e velas e esperar terminar o canto de entrada. Isso acontece, sobretudo com os coroinhas. Ao chegar ao altar cada objeto deve ser colocado imediatamente no seu lugar.
É importante que cada um saiba o lugar a ocupar no presbitério. Ao chegar em frente o altar, fazer genuflexão onde houver o Santíssimo e uma inclinação onde não houver.
A procissão começa com o canto de entrada, ou se não houver canto, a antífona proposta no Missal.
O leigo tem como denominação 'ministro extraordinário da comunhão eucarística', e não 'ministro especial da sagrada comunhão', 'ministro extraordinário da Eucaristia' ou 'ministro especial da Eucaristia', definições incorretas. Não se deve chamá-lo de Ministro da Eucaristia, pois quem é ministro da Eucaristia é somente o padre ordenado, nunca um leigo.
3.4 – A Liturgia da Palavra
(confira o que foi dito sobre os leitores)
3.5 – Apresentação das ofertas
Esse momento da liturgia chama-se APRESENTAÇÃO DAS OFERTAS e não “ofertório”. A Igreja oferece a Deus o Corpo e Sangue de Jesus. Por isso, o verdadeiro ofertório acontece logo depois da narrativa da ceia (consagração): ''Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho...'', quando o próprio Cristo é oferecido ao pai pelo padre, em nome de toda a assembleia, e no Missal Romano, o grande ofertório se realiza na doxologia ''Por Cristo, com Cristo, em Cristo...'', quando o próprio Cristo oferece e é oferecido. Esse é o momento de apresentar os dons, sobretudo do pão e do vinho que serão transformados no Corpo e Sangue de Jesus. Por isso, é importante apresentar o pão e o vinho que serão consagrados. Os outros objetos trazidos ao altar deveriam ser doados aos pobres, ou repartidos após a celebração. Não tem sentido apresentar a Deus alguma coisa e depois da missa ir buscar e levar para casa. O dinheiro que se dá não é obrigatório, é opcional, é uma contribuição para a Igreja em reforma, obras etc., não é taxa, nem imposto, nem décimo terceiro, nem FGTS, nem PIS, etc., nem banco, nem lotérica, nem correios para trocar, nem verbo, nem pronome, nem numeral, nem artigo, nem substantivo, nem interjeição, nem adjetivo, nem advérbio, nem preposição, nem conjunção, nem adversativa, nem concessiva, nem conclusiva.
Quando houver procissão das ofertas, o comentarista deve explicar o sentido daquilo que é trazido ao altar. Os objetos apresentados devem ser colocados no lugar apropriado, à parte. Nunca sobre o altar. Apenas o pão e o vinho usados na celebração devem ser colocados sobre o altar. Se os objetos forem colocados diante do altar, é preciso tomar cuidado para não esconder o altar.
As ofertas devem ser trazidas numa atitude de apresentação: à altura do peito, ou do rosto. Não é preciso ficar parado diante do altar mostrando-as à assembléia.
3.6 – Ação de Graças
Se a houver Ação de Graças (canto ou oração), deve ser feita logo depois da comunhão. A Ação de Graças deve concordar com o sentido da celebração. Ao contrário, as homenagens são feitas após a oração de conclusão da comunhão.
3.7 – Avisos
Cabe ao coordenador da comunidade dar os avisos, ou designar alguém para isso. Os avisos devem ser feitos depois da oração que conclui a comunhão. Devem ser divulgados os eventos religiosos do mês e algo de interesse à comunidade.