16 de julho de 2019

Julio Battisti - Concordância verbal

Este tutorial é uma proposta de ensino que tem por objetivo ajudar pessoas de diferentes níveis de aprendizagem a resolver dificuldades que encontram no estudo da concordância verbal.
1. verbo com sujeito simples
O verbo concorda em número e pessoa, não interessando a posição.
Ex.: Ele chegou tarde.
Nós voltaremos logo.
Chegaram os alunos.
2. sujeito composto antes do verbo
a) o verbo vai para o plural:
Exemplo: Recife e Jaboatão dos Guararapes são as principais cidades do litoral pernambucano.
b) o verbo poderá ficar no singular:
  • Se os núcleos do sujeito forem sinônimos.
Exemplo: A decência e honestidade é coisa rara nos dias atuais.
  • Quando os núcleos formam uma gradação.
Exemplo: A angústia, a solidão, a falta de companhia levou-o ao vício da bebida.
  • Quando os núcleos aparecem resumidos por tudo, nada, ninguém.
Exemplo: Diretores, gerentes, supervisores, ninguém faltou.
A ameaça, o terrorismo, a agressão, nada o assustava.
3. sujeito composto depois do verbo
a) o verbo vai para o plural
Chegaram ao estádio os jogadores e o técnico.
Cambaleavam na rua Do Carmo e Dirceu.
b) o verbo concorda com o núcleo mais próximo
Chegou ao estádio o técnico e os jogadores.
4. sujeito composto de pessoas diferentes
a) quando aparece a 1ª pessoa do singular o verbo vai para o plural
Exemplo: Jorge e eu jogaremos amanhã.
O professor e eu fotografamos vários tipos de pássaros.
b) se o sujeito for formado de segunda e terceira pessoas do singular, o verbo pode ir para a 2ª ou 3ª pessoa do plural.
Exemplo: Tu e ele ficareis atentos.
Tu e tua esposa viajarão cedo.
5. núcleos do sujeito ligados por OU
a) se houver idéia de exclusão ou retificação, o verbo fica no singular ou concordará com o núcleo do sujeito mais próximo. Se houver ideia de equivalência ou sinonímia, o verbo fica no singular. 
Exemplo: Paulo ou George será o novo gerente.
O marginal ou os marginais não deixaram nenhuma pista para os policiais.
O complemento verbal ou o objeto é um termo integrante da oração.
b) se houver ideia de adição o verbo vai para o plural. Se houver ideia de antonímia, o verbo também irá para o plural.
Exemplo: A bebida ou o fumo prejudicam a saúde.
Matemática ou Física exigem raciocínio lógico.
O amor ou o ódio excessivos dificultam a vida de qualquer um.
6. núcleos do sujeito ligados por COM
O verbo irá para o plural, mas admite-se o singular quando se quer destacar o primeiro núcleo do sujeito.
Exemplo: O marceneiro com o pintor terminaram o serviço combinado.
O marceneiro com o pintor terminou o serviço combinado.
7. sujeito coletivo
Quando o sujeito é um coletivo, o verbo concorda com ele.
Exemplo: A multidão aplaudiu o discurso do diretor.
As boiadas seguiam seu caminho pelo pantanal.
Observação: se o coletivo vier especificado o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural.
Exemplo: A equipe de cinegrafistas acompanhou o protesto dos professores pelas ruas do Recife.
A equipe de cinegrafistas acompanharam o protesto dos professores pelas ruas do Recife.
8. sujeito é substantivo que só tem plural.
Quando o sujeito é um substantivo usado somente no plural, há duas possibilidades:
a) se o substantivo não vier precedido de artigo fica no singular.
Exemplo: Estados Unidos é a maior potência econômica do mundo.
b) se o substantivo for precedido de artigo, o verbo vai para o plural. Em caso de obras literárias, o verbo pode ficar no singular.
Exemplo: As Minas Gerais possuem grandes paisagens naturais.
Os Lusíadas relatam (relata) a epopeia portuguesa.
9. sujeito é um pronome de tratamento.
Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo vai para a 3ª pessoa.
Exemplo: Vossa Excelência agiu corretamente.
Vossas Excelências votaram a nova lei.

Pacote de Vídeo-Aulas: Gramática para Concursos
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Atualizado com a Nova Ortografia - Curso Completo - Teoria e Prática
Duração: 44:00 | Autor: Manoel Jailton

10. sujeito são os pronomes relativos QUE e QUEM
a) se o sujeito for o pronome relativo QUE, o verbo concordará em número e pessoa com o antecedente do pronome.
Exemplo: Fui eu que liguei o rádio.
Fomos nós que escolhemos a programação da TV.
b) se o sujeito for o pronome QUEM, o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou concorda com o pronome reto antecedente, quando se quer fazer uma concordância enfática. A primeira é a recomendável, mas ambas estão adequadas.
Exemplo: Não sou eu quem faz/faço o jantar.
Fui eu quem pagou/paguei o jantar.
Observação: Esse é um uso comum na linguagem literária
Exemplo: Sou eu quem decido os conteúdos da internet.
Somos nós quem determinamos as notícias do rádio.
11. o sujeito é uma oração
Quando o sujeito for representado por uma oração, o verbo fica na 3ª pessoa do singular.
Exemplo: Ainda falta comprar vários livros.
Não adianta vocês ficarem parados na fila.
12. os núcleos do sujeito são infinitivos
O verbo vai para o plural se os infinitivos forem determinados por artigos. Caso os infinitivos não aparecerem determinados o verbo poderá ficar no singular.
Exemplo: Correr e caminhar é um ótimo exercício.
O cantar e o dançar divertem qualquer pessoa.
13. Verbo com a partícula apassivadora SE
O verbo normalmente concorda com o sujeito.
Exemplo: Vende-se uma geladeira.
Vendem-se carros.
14. Verbo com índice de indeterminação do sujeito.
O verbo fica na 3ª pessoa do singular e a partícula a SE está ligada a um verbo transitivo indireto, intransitivo, de ligação ou transitivo direto, desde que o objeto direto venha preposicionado.
Exemplo: Precisa-se de pedreiros.
Trabalha-se muito em Brasília.
Sempre se está livre de problemas.
Ouviu-se às músicas.
15. Sujeito formado por expressões
  • Um ou outro
O verbo concorda no singular com o sujeito.
Exemplo: Um ou outro jogador merecia críticas.
Um ou outro levava a irmã ao colégio.
  • Um e outro, nem um nem outro, nem... nem...
O verbo concorda preferencialmente no plural.
Exemplo: Um e outro permaneciam aguardando a chamada.
Nem um nem outro quiseram tomar banho.
  • Um dos que, uma das que
O verbo vai, de preferência, para o plural. Mas não há erro na concordância do singular.
Exemplo: Antônio é um dos que mais estudam (ou estuda) matemática.
  • Mais de, menos de
O verbo concorda com o numeral a que se refere. Mas, se houver ideia de reciprocidade ou se a expressão vier repetida, o verbo ficará no plural.
Exemplo: Mais de um aluno apresentou a pesquisa de campo.
Mais de cem menores fugiram do presídio.
Mais de um deputado ofenderam-se no discurso.
Mais de um senador, mais de um presidente contribuíram na reunião.
  • A maior parte de, grande número de
Essas expressões seguidas de substantivos ou pronome no plural, o verbo pode ir para o singular ou para o plural.
Exemplo: Grande número de empresários se revoltou contra o governo.
A maioria das pessoas protestaram contra o aumento da energia elétrica.
  • Quais de vós, quantos de nós, alguns de nós
O verbo concordará com os pronomes nós ou vós ou concordar na 3ª pessoa do plural.
Exemplo: Alguns de nós chegaram hoje.
Muitos de nós não conhecemos as leis.
Observação
Se o pronome indefinido ou interrogativo estiver no singular, o verbo ficará na 3ª pessoa do singular.
Exemplo: Nenhuma de nós ouviu a notícia.
16. Haja vista
Podem ocorrer as seguintes concordâncias:
  • A expressão fica invariável (não existem, como conectivo, as formas haja visto, haja vistos ou haja vistas)
Exemplo: Haja vista aos livros da escola. (atente-se)
Haja vista os livros da escola. (por exemplo)
  • A expressão vai para o plural
Exemplo: Hajam vista os livros da escola. (vejam-se)

Haja visto só se usa quando visto funciona como particípio do verbo ver e haja, verbo auxiliar equivalente a tenha: Espero que você haja (tenha) visto o seriado.

17. Concordância dos verbos DAR, SOAR, BATER
Esses verbos concordam regularmente com o sujeito, a não ser que sejam usadas outras palavras como sujeito.
Exemplo: Batiam cinco horas quando o alarme tocou.
Deu quatro horas e ninguém foi visto.
18. Concordância dos verbos impessoais
Ficam na 3ª pessoa do singular, pois não possuem sujeito.
Exemplo: Havia cinco anos que moravam em Portugal.
Chovia muito naquela noite.
Faz dois meses que recebemos a carta.
Observação
  • Quando acompanhado de verbo auxiliar, esse fica invariável na 3ª pessoa do singular.
Exemplo: Devia haver cinco anos que não falávamos com Rita.
  • Verbos que exprimem fenômenos da natureza usados em sentido figurado deixam de ser impessoais, tornam-se pessoais e são usados em todas as pessoas do discurso.
Exemplo: Choviam lágrimas de seus olhos.
  • Popularmente é comum usar o verbo TER como impessoal no lugar de haver ou existir. Esse uso é inadequado pela gramática normativa, mas é comum em textos literários.
Tem cinco anos que moravam em Portugal.
19. Concordância do verbo SER
O verbo SER ora concorda com o sujeito ora concorda com o predicativo.
  • Quando o sujeito for um dos pronomes QUE ou QUEM o verbo SER concordará obrigatoriamente com o predicativo.
Exemplo: Que são homônimos?
Quem foram os vencedores do campeonato?
  • O verbo SER concordará com o numeral na indicação de tempo, dias, distância.
Exemplo: É uma hora da madrugada.
São dezenove horas em ponto.
  • Quando o sujeito for os pronomes tudo, o, isso, isto, aquilo, isto o verbo SER concorda, preferencialmente, com o predicativo, mas poderá concordar com o sujeito.
Exemplo: Tudo são/é flores no início da relação.
Isto são/é fenômenos da natureza.
  • Quando aparece nas expressões é muito, é pouco, é bastante o verbo SER fica no singular, quando indicar quantidade, distância, medida, preço, peso, tempo, valor.
Exemplo: Quatro reais é pouco para irmos ao cinema.
Seis quilos de feijão é mais do que pedi.

20. Concordância do verbo PARECER
O verbo PARECER antes de infinitivos admite duas concordâncias, a primeira considerada corrente e a segunda, literária:
  • O verbo PARECER se flexiona e o infinitivo não varia, formando locução verbal.
Exemplo: As paredes do prédio pareciam estremecer.
  • Não varia o verbo PARECER e o infinitivo é flexionado, como uma falsa locução verbal, ou seja, dois verbos autônomos, cujo infinitivo pode ser transformado em uma oração desenvolvida, iniciada por conectivo.
Exemplo: Os alunos parecia concordarem com o diretor da escola.
  • O verbo PARECER concordará no singular, usando-se oração desenvolvida.
Exemplo: As paredes parece que estão estremecidas.

  • Se ao verbo PARECER seguir-se um infinitivo pronominal, há somente o período composto.
Exemplo: Os clientes parece queixarem-se do produto defeituoso.

20 de junho de 2019

Estudo dos pronomes

Observe as ilustrações a seguir e atente para as frases que as acompanham:







Agora, observe atentamente os termos destacados nas frases seguintes:

Quando ele mostrou as pesquisas, eu caí do cavalo.

A não compreensão do público me assustou.

A meta é atingir aquele patamar.

O sucesso justifica qualquer coisa.

Nos dois primeiros exemplos, a função desses termos é substituir o nome (substantivo); já nos dois últimos, sua função é acompanhar o substantivo, determinando a extensão de seu significado. Tais palavras são denominadas pronomes.

Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa que representa, retoma ou acompanha o substantivo, indicando sua posição em relação às pessoas do discurso ou situando-o no espaço, no tempo ou no discurso.

Quando o pronome representa ou retoma o substantivo, dizemos tratar-se de pronome substantivo:

Ele não veio.

Convidei-o para a festa.

Quando o pronome acompanha o substantivo, dizemos tratar-se de pronome adjetivo:

Esta casa é antiga.

Meu livro está rabiscado.

Muitos livros são interessantes.

Isoladamente, o pronome não tem significado, pois não temos condições de identificar o ser a que ele se refere. Portanto, o pronome expressa um ser apenas quando inserido num contexto.

Paulo é uma pessoa divertida. Convidei-o para a festa, mas ele não veio.

Há em português, seis espécies de pronomes: pessoais; interrogativos; demonstrativos; relativos; indefinidos; interrogativos. Um tipo secundário dos pronomes pessoais são os pronomes reflexivos e recíprocos.

As pessoas do discurso

Como o pronome, via de regra, está relacionado às pessoas do discurso (ou seja, às pessoas que participam de uma fala, de uma conversação), é fundamental identificá-las.

São três as pessoas do discurso:

primeira pessoa – aquela que fala.
segunda pessoa – aquela com quem se fala.
terceira pessoa – aquela de quem (ou de que) se fala.

Imaginemos um fragmento de conversa em que José (primeira pessoa) fala com Juliana (segunda pessoa) sobre Tiago (terceira pessoa):

-Eu já te disse: não quero falar sobre ele!

Eu é um pronome que indica a primeira pessoa, a pessoa que fala (José); te é um pronome que indica a segunda pessoa, no caso, Juliana, com quem José fala; ele é um pronome que indica a terceira pessoa, de quem se fala, ou seja, Tiago.

1) Pronomes pessoais

Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do discurso. Além das flexões de pessoa (primeira, segunda e terceira), gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural), o pronome pessoal apresenta variação de forma (reto ou oblíquo), dependendo da função que desempenhar na oração.
O pronome pessoal será reto quando desempenhar a função de sujeitopredicativo do sujeito ou vocativo* da oração e será oblíquo quando desempenhar a função de complemento verbal (objeto direto ou indireto), complemento nominal, agente da passiva, adjunto adnominal, adjunto adverbial ou sujeito de uma oração reduzida (antigamente chamado de sujeito acusativo).

Os pronomes pessoais são os seguintes:


As formas sintéticas comigocontigoconoscoconvosco, e consigo resultam da combinação da preposição com + os pronomes oblíquos correspondentes.

Pronomes de tratamento

Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tratamento. Eles se referem à pessoa com quem se fala (portanto, segunda pessoa), mas a concordância gramatical deve ser feita na terceira pessoa. Convém notar que, com exceção de você, esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso.

Veja alguns deles:


São também pronomes de tratamento: senhor, senhora, senhorita, dom, dona, madamevocê.

Emprego dos pronomes pessoais:

1. Os pronomes oblíquos conosco e convosco são utilizados normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica:

Queriam falar conosco.
Queriam falar com nós dois.

2. Os pronomes oblíquos oaosas, quando precedidos de verbos que terminam em –r-s, - z, assumem a forma lolalos, las, e os verbos perdem aquelas terminações.

Vou amá-lo por toda a minha vida. (amar + o)
As nossas crianças, amemo-las com intensidade. (amemos + as)
O jogo, fi-lo sozinho. (fiz + o)

3. Os pronomes oblíquos oaosas, quando precedidos de verbos que terminam em –m- ão-õe, assumem a forma nonanos, nas.

Entregaram-no ao professor.
O assunto, dão-no por encerrado.
Abençõem-nos para que partam tranqüilos.

4. Na primeira pessoa do plural (nós), a forma verbal perde o s final quando seguida do pronome oblíquo nos.

queixamos + nos = queixamo-nos
referimos + nos = referimo-nos

5. As formas plurais nós e vós podem ser empregadas para representar uma única pessoa(singular), adquirindo valor cerimonioso ou de modéstia.

Nós – disse o prefeito – procuramos resolver o problema das enchentes. (plural de modéstia)
Vós sois minha salvação, meu Deus! (plural de majestático)

6. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de vossa, quando nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por sua, quando nos referimos a essa pessoa.

Vossa Excelência já aprovou os projetos? – perguntou o assessor.
Sua Excelência, o governador, deverá estar presente à inauguração – relatou o repórter.

Na primeira frase, empregou-se Vossa Excelência porque o interlocutor falava com o governador. Na Segunda, o repórter utilizou a forma Sua Excelência porque falava do governador.

7. No português moderno falado no Brasil, você deixou de ser pronome de tratamento e assumiu todas as características e funções de um pronome pessoal de segunda pessoa substituindo o tu e o vós. No entanto, continua fazendo a concordância com o verbo na terceira pessoa.

Você irá ao cinema? (você: segunda pessoa; irá: terceira pessoa)
Vocês irão ao cinema? (vocês: segunda pessoa; irão: terceira pessoa)

8. Sobre as palavras “senhor, senhora, senhorita, dom, dona, madame” (e outros termos que servem de títulos ou que são meramente respeitosos), é importante dizer que há uma polêmica muito grande a respeito do “encaixe” de tais palavras na nomenclatura formas de tratamento ou pronomes de tratamento. Alguns gramáticos dizem que são formas de tratamento, outros dizem que são pronomes de tratamento, ainda há outros que dizem que são meros títulos. A maneira que encontrei de resolver isso foi perguntando a opinião do órgão máximo relativo à língua portuguesa (a ABL) sobre a classificação de tais palavras, que é a seguinte: elas podem ser meros substantivos (Ela é dona de si.) ou formas de tratamento (e não pronomes de tratamento): Dona Carlota Joaquina era polêmica! 

9. Os verdadeiros pronomes de tratamento são os seguintes, com sua abreviatura e seu interlocutor:

Dividimos em 3 grupos:

Nobreza:

Pronome / Abreviatura singular / Abreviatura plural / Usado para se dirigir a
Vossa Alteza / V. A. / VV. AA. / Príncipes, duques e arquiduques
Vossa Majestade / V. M. / VV. MM. / Reis e imperadores

Clero:

Pronome / Abreviatura singular / Abreviatura plural / Usado para se dirigir a
Vossa Santidade / V. S. / - / Papa e Dalai Lama
Vossa Eminência / V. Ema. / V. Emas. / Cardeais
Vossa Excelência Reverendíssima / V. Exa. Revma. / V. Exas. Revmas. / Bispos e arcebispos
Vossa Paternidade / V. P. / VV. PP. / Abades, superiores dos conventos
Vossa Reverendíssima / V. Revma. / V. Revmas. / Sacerdotes e religiosos em geral

Outros casos:

Pronome / Abreviatura singular / Abreviatura plural / Usado para se dirigir a
Vossa Senhoria / V. Sa. / V. Sas. / Funcionários públicos graduados, oficiais até coronel, pessoas de cerimônia, como vereadores, advogados, chefes, secretários, diretores de autarquias, cônsules, presidentes e diretores de empresa e de escola, chefes de seção, profissionais liberais e comerciantes em geral, além de funcionários de igual categoria. Normalmente se usa em textos escritos, como correspondências comerciais, ofícios, requerimentos, etc.
Vossa Excelência / V. Exa. / V. Exas. / Altas autoridades e oficiais-generais, como presidente da República (sempre por extenso), ministros, governadores, prefeitos, embaixadores, secretários, oficiais de patente superior à de coronel, deputados, senadores, conselheiros do Tribunal de Contas da União, presidentes da Câmara dos Vereadores, juízes, desembargadores, ministros de tribunais superiores, auditores da Justiça Militar, membros e presidentes de tribunais, etc.
Vossa Magnificência / V. Maga. / V. Magas. / Reitores de universidades e outras instituições de ensino superior:

2) Pronomes possessivos

Pronomes possessivos são aqueles que se referem às pessoas do discurso, indicando idéia de posse.

Meu chapéu é vermelho
Posso ler teu jornal?

Os pronomes possessivos são os seguintes:


Concordância dos pronomes possessivos:

Os pronomes possessivos concordam em gênero e número com a coisa possuída, e em pessoa com o possuidor.

(Eu) Vendi meus discos.
(Eu) Vendi minha coleção de discos.

(Tu) Releste teus papéis?
(Tu) Releste tua prova?

(Nós) Emprestamos nossos discos.
(Nós) Emprestamos nossa casa.

Quando o pronome possessivo determina mais de um substantivo, ele deverá concordar em gênero e número com o substantivo mais próximo.

Fiquei ouvindo meus discos e fitas.

Emprego dos pronomes possessivos:

1. Em muitos casos, a utilização do possessivo de terceira pessoa (seu e flexões) pode deixar a frase ambígua, ou seja, podemos ter dúvidas quanto o possuidor:

A professora disse ao diretor que concordava com sua nomeação. (nomeação de quem? Da professora ou do diretor?)

Para evitar essa ambiguidade, deve-se, sempre que possível, substituir o pronome seu (e flexões) pela forma dele (e flexões), ou de você, do senhor, da senhora.

A professora disse ao diretor que concordava com a nomeação dela. (da professora)
A professora disse ao diretor que concordava com a nomeação dele. (do diretor)

2. Há casos em que o pronome possessivo não exprime propriamente idéia de posse. Ele pode ser utilizado pra indicar aproximaçãoafetorespeito ou ofensa.

Aquele senhor deve ter seus cinqüenta anos. (aproximação)
Meu caro aluno, procure esforçar-se mais. (afeto)
Minha senhora, permita-me um aparte. (respeito)
Pare de perturbar, seu inútil, você me incomoda! (ofensa)

3. A palavra seu que antecede nomes de pessoas não é pronome possessivo, pois não indica posse, mas alteração fonética do pronome de tratamento senhor.

Seu Humberto, o senhor poderia emprestar-me a furadeira?

4. Antes de nomes que indicam partes do corpo, peças de vestuário ou faculdades do espírito, não se usa o pronome possessivo quando se referem ao próprio sujeito, nesse caso, o uso do artigo já denota posse.
A palavra casa, quando significa lar, moradia, habitação própria, dispensa o possessivo.

Ontem eu torci o pé. (e não o meu pé)
A menina rasgou o vestido. (e não o seu vestido)
Perdemos a confiança. (e não a nossa confiança)
Tu estás em casa? (e não na tua casa)

Porém, quando se deseja dar ênfase à expressão, empregar-se-á o possessivo.

Você não vai dormir na vossa casa.

5. Os pronomes possessivos geralmente vêm antes do substantivo; quando vêm depois deste, mudam de significado a expressão de que fazem parte.

Minhas lembranças da viagem com Beatriz são nítidas. (lembranças que eu sinto)
Beatriz enviou lembranças minhas? (lembranças que Beatriz sente)

Ela viu minha foto. (foto que me pertence)
Ela pediu umas fotos minhas. (eu estou na foto)

Minha raiva passou rapidamente. (raiva que eu sinto)
Patrícia ainda sente raiva minha? (raiva que Patrícia sente)

3) Pronomes demonstrativos

Pronomes demonstrativos são aqueles que indicam a posição de um ser em relação às pessoas do discurso, situando-o no espaço, no tempo ou no próprio texto, no discurso.
Dependendo do contexto, também podem funcionar como pronomes demonstrativos as seguintes palavras: oaosas, mesmoprópriosemelhante, tal.

Falaram tudo o que queriam.
As atletas convocadas não eram as que estavam em melhor forma.

Tal é pronome demonstrativo quando equivale a esteesseisso (e respectivas flexões):

Não havia motivos reais para tal comportamento.
Jamais consegui compreender tais decisões.

Semelhante é pronome demonstrativo quando equivale a este, essetal (e respectivas
reflexões).

Não diga semelhante asneira!

Mesmo e Próprio são demonstrativos de reforço. Estarão sempre se referindo a um substantivo ou pronome com o qual deverão concordar:

Ele mesmo preparou o jantar.
Ela própria autorizou a viagem do filho.
Fizeram as mesmas reclamações ao síndico.
Não se deve fazer justiça pelas próprias mãos.

Os pronomes demonstrativos, com exceção de mesmo, própriosemelhante e tal, podem aparecer unidos a preposições.

deste, desta, disto (= de + este, esta, isto)
nesse, nessa, nisso (= em + esse, essa, isso)
daquele, daquela, daquilo (= de + aquele, aquela, aquilo)
naquele, naquela, naquilo (= em + aquele, aquela, aquilo)
àquele, àquela, àquilo (= a + aquele, aquela, aquilo)

Emprego dos pronomes demonstrativos:

1. Os pronomes demonstrativos podem ser utilizados para indicar a posição espacial de um ser em relação às pessoas do discurso.

Os demonstrativos de primeira pessoa (este e flexões, isto) indicam que o ser está próximo à pessoa que fala:

Esta menina que está aqui ao meu lado se chama Lúcia.
Este livro que trago comigo é um romance.
Isto que eu tenho nas mãos é uma chave.

Os demonstrativos de segunda pessoa (esse e flexões, isso) indicam que o ser está próximo à
pessoa com quem se fala.

Essa menina que está aí ao teu lado se chama Lúcia.
Esse livro que tu trazes contigo é um romance.
Isso que você tem nas mãos é uma chave.

Os demonstrativos de terceira pessoa (aquele e flexões, aquilo) indicam que o ser está próximo à pessoa de quem se fala, ou distante dos interlocutores.

Aquela menina que estuda na outra sala se chama Lúcia.
Aquele livro que está lá na biblioteca é um romance.
Aquilo que está ali nas mãos de Pedro é uma chave.

2. os demonstrativos servem para indicar a posição temporal, revelando proximidade ou distanciamento no tempo, em relação à pessoa que fala.

O demonstrativo de primeira pessoa este (e flexões) revela tempo presente, ou bastante
próximo do momento em que se fala:

Hoje é feriado, por isso desejo aproveitar este dia.
Desejo viajar ainda nesta semana.

O demonstrativo de segunda pessoa esse (e flexões) revela tempo passado relativamente
próximo ao momento em que se fala, mas pode-se usar também no futuro:

Na quarta-feira passada fiz aniversário; nesse dia reuni-me com os amigos.
No mês passado completei dezoito anos; nesse mesmo mês tirei a carteira de habilitação.
Em 2040, o Brasil terá vários habitantes; nesse ano, teremos mais riquezas...

O demonstrativo de terceira pessoa aquele (e flexões) revela tempo remoto ou bastante vago:

Em 1970, a seleção brasileira de futebol era imbatível. Resultado: naquele ano o Brasil se
sagrou tricampeão mundial.
Em 1922 realizou-se a semana da Arte Moderna em São Paulo; naquela época, muitas
pessoas criticaram as propostas modernistas.

3. Os pronomes demonstrativos podem indicar o que ainda vai ser dito e aquilo que já foi dito.

Quando se redige um texto:

Devemos empregar este (e flexões) e isto quando queremos indicar catáfora, ou seja, fazer referência a alguma coisa que ainda vai ser dita:

Espero sinceramente isto: que sejam chamados os melhores.
Estas são as qualidades de um bom texto: clareza, correção, elegância e concisão.

Devemos empregar esse (e flexões) e isso quando queremos indicar anáfora, ou seja, fazer referência alguma coisa que já foi dita:

Que sejam chamados os melhores; é isso que espero.
Clareza, correção, elegância e concisãoessas são as qualidades de um bom texto.

Em um período ou parágrafo:

Emprega-se este em oposição a aquele quando se quer fazer referência a elementos já
mencionados. Este se refere ao mais próximo; aquele, ao mais distante.

Matemática e Literatura são matérias que me agradam: esta me desenvolve a sensibilidade;
aquela, o raciocínio.

Apesar de alguns concursos aceitarem o uso de ''este, esse e aquele'' para retomar o primeiro elemento, o elemento intermediário e o último elemento, não há registro em nenhum gramático. Recomenda-se o uso de numerais: o primeiro, o segundo, o terceiro.

4) Pronomes relativos

Pronomes relativos são aqueles que retomam um termo anterior (antecedente) da oração, projetando-o numa outra oração.

Não conhecemos os alunos. Os alunos saíram.
Não conhecemos os alunos que saíram.

Observe: o pronome relativo que retoma o termo antecedente (os alunos), projetando-o na
oração seguinte.

Os pronomes relativos são os seguintes:


Emprego dos pronomes relativos:

1. Os pronomes relativos virão precedidos de preposição se a regência assim determinar.

Este é o autor a cuja obra me refiro. (me refiro a)
Este é o autor de cuja obra gosto. (gosto de)
São opiniões em que penso. (penso em)

2. O pronome relativo quem é empregado com referência a pessoas e é precedido de preposição:

Não conheço a menina de quem você falou.
Este é o rapaz a quem você se referiu.

3. É comum empregar o relativo quem sem antecedente claro. Nesse caso, ele é classificado como relativo indefinido e não é antecedido de preposição:

Quem cala consente. (= Aquele que cala, consente)

4. O pronome relativo que pode ser empregado com referência a pessoas ou coisas:

Não conheço o rapaz que saiu. (pessoa)
Não li o livro que você me indicou. (coisa)

5. Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome relativo que. Com preposições de mais de uma sílaba, ou após sem e sob, usa-se o relativo o qual (e flexões).

Esta é a pessoa de que lhe falei.
Esta é a pessoa sobre a qual lhe falei.
Aquela é a ferramenta com que trabalho.
Aquele é o empreiteiro para o qual trabalho.

6. O pronome relativo que pode ter por antecedente o pronome demonstrativo (e flexões).

Cesse tudo o que a Musa antiga canta...” (Camões)
Sei o que estou dizendo.
Calou o que sentia.

Nesses casos o pronome o equivale a aquilo.

7. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo possessivo, equivalendo a do qual (e flexões). Deve concordar com a coisa possuída, não com o possuidor:

Esta é a pessoa em cuja casa me hospedei. (casa da pessoa)
Esta é a cidade cujas praias são lindas. (praias da cidade)
Feliz o pai cujos filhos são ajuizados. (filhos do pai)

8. O pronome relativo quanto (e flexões) normalmente tem por antecedentes os pronomes indefinidos tudotantos, tantas, todos, todas etc.; daí seu valor indefinido.

Falou tudo quanto queria.
Coloque tantas quantas forem necessárias.

Também pode ser empregado sem antecedente. Esse emprego é comum em certos documentos jurídicos:

Saiba quantos lerem esta escritura...

9. O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a em que, no qual.

Esta é a casa onde moro.
Não conheço o lugar onde você está

Onde é empregado com verbos que não dão idéia de movimento. Pode ser usado sem
antecedente.

Sempre morei na cidade onde nasci.
Fique onde está.

Aonde é empregado com verbos que dão idéia de movimento e equivale a para onde, sendo resultado da combinação da preposição a + onde.

Não conheço o lugar aonde você irá.
Voltei àquele lugar aonde meu pai costumava me levar quando criança.

10. Segundo a gramática normativa, onde só pode ser usado para indicar lugar (físico ou virtual). Quando não houver essa indicação, usa-se em que, no qual (e suas flexões) e nos casos da ideia de causa/efeito ou de conclusão, portanto.

O ministro divulgou a entrevista onde foi anunciado o corte de custos. (errado)
O ministro divulgou a entrevista na qual/em que foi anunciado o corte de custos. (correto)

O Brasil enfrenta muitos problemas, os impactos são muito frequentes, onde a sociedade deve se conscientizar. (errado)
O Brasil enfrenta muitos problemas, os impactos são muito frequentes, portanto/por isso a sociedade deve se conscientizar. (correto)

5) Pronomes indefinidos

Pronomes indefinidos são aqueles que se referem à terceira pessoa do discurso de modo
vago e impreciso.

Alguém me contou a verdade.
Algo me diz que não é este o caminho.

Os principais pronomes indefinidos são os seguintes:


Os pronomes indefinidos também podem aparecer sob forma de locução pronominal: cada qualquem quer quequalquer um.

Emprego dos pronomes indefinidos:

1. O indefinido algum, quando posposto ao nome, assume valor negativo, equivalendo a nenhum. Na linguagem popular, pode significar dinheiro.

Motivo algum me fará desistir do cargo.
Livro algum faz referência a este episódio.
Você tem algum para pagar a conta e comprar o que preciso?

2. O pronome indefinido cada não deve ser utilizado desacompanhado de substantivo ou numeral, pois não é pronome substantivo, mas sim pronome adjetivo:

Recebemos cem reais cada um.

3. Certo é pronome indefinido quando anteposto ao nome a que se refere. Quando posposto, será adjetivo:

Não entendi certos exercícios. (pronome indefinido)
Os exercícios certos valerão nota. (adjetivo, com sentido de “corretos, exatos”)

4. Todo, toda (singular), quando desacompanhados de artigo, significam qualquer.

Todo homem é mortal. (qualquer homem)

Quando acompanhados de artigo, passam a dar a idéia de totalidade.

Ele comeu todo o bolo. (o bolo inteiro)

No plural, todostodas sempre virão seguidos de artigo, exceto se houver pronome ou numeral não seguido de substantivo. Se o numeral substantivo se transformar em um numeral adjetivo, usar-se-á o artigo:

Todos os alunos compareceram.
Todos estes alunos compareceram.
Todos cinco compareceram. (Mas: Todos os cinco alunos compareceram.)

5. Qualquer tem por plural quaisquer.

Acabaram acolhendo quaisquer soluções.

A palavra qualquer, quando posposta ao substantivo, assume valor pejorativo:

Era um malandrinho qualquer.

6) Pronomes interrogativos

São aqueles usados para formular alguma pergunta, de forma direta ou indireta.

Que impacto a rejeição do público causou em você? (interrogativa direta)
Gostaria muito de saber quem fez isso. (interrogativa indireta)

Isso é uma indireta? Precisamente uma interrogativa indireta.

Por suas características, os pronomes interrogativos assemelham-se aos pronomes indefinidos.

17 de março de 2019

60 erros de português no trabalho

1. “São suficientes” / “É suficiente”

Erro: Cento e cinquenta dólares são suficientes para as diárias no exterior.
Forma correta: Cento e cinquenta dólares é suficiente para as diárias no exterior.
Explicação: O verbo ser é invariável quando indicar peso, medida, preço, tempo ou valor.

2. “Em vez de” / “Ao invés de”

Erro: Ao invés de mandar um e-mail, resolvi telefonar.
Forma correta: Em vez de mandar um e-mail, resolvi telefonar.
Explicação: “Em vez de” é usado como substituição, enquanto a expressão “ao invés de” é usada como oposição.


3. “A nível de” / “Em nível de”

Erro: A nível de proposta, o assunto deve ser mais discutido”
Forma correta: Em relação à proposta, o assunto deve ser mais discutido.
Explicação: A expressão “a nível de” só está correta quando significar “à mesma altura”. “Hoje, Santos acordou ao nível do mar”. Também podemos usar a expressão “em nível” sempre que houver “níveis”: “Esse problema só pode ser resolvido em nível de diretoria”.


4. “A meu ver” / “Ao meu ver”

Erro: “Ao meu ver, o evento foi um sucesso”.
Forma correta: “ A meu ver, o evento foi um sucesso”.
Explicação: Não se deve usar artigo nessas expressões, em que o substantivo ver significa “opinião, juízo”: a meu ver, a seu ver, a nosso ver. Também não se usa artigo em estar a par: Estavam todos a par (e não ao par) dos últimos acontecimentos. Ao par só se usa em linguagem comercial, quando dois valores se negociam reciprocamente: O real nunca chegará ao par do dólar.

5. “Maiores informações” / “Mais informações”

Erro: Para maiores informações, entre em contato com a Central de Atendimento.
Forma correta: Para mais informações, entre em contato com a Central de Atendimento.
Explicação: “Maior” é comparativo, portanto não se aplica a esse caso. Não existem maiores ou menores informações, e sim mais ou outras informações.

6. “A” / “há”

Erro: Trabalho nesta empresa a dez anos.
Forma correta: Trabalho nesta empresa há dez anos.
Explicação: Para indicar tempo passado, usa-se “há”. O “a”, como expressão de tempo, é usado para indicar futuro ou distância. (O shopping fica a poucos quilômetros da casa. / Viajarei daqui a três anos). O uso do advérbio atrás junto ao verbo haver é considerado um pleonasmo vicioso.


7. “Acerca de” / “a cerca de”

Erro: Na reunião, discutiu-se a cerca de corte de gastos.
Forma correta: Na reunião, discutiu-se acerca de corte de gastos.
Explicação: “Acerca de” significa a respeito de. A cerca de indica aproximação. (Ex: A empresa fica a cerca de 5 km daqui.)


8. “Meio-dia e meio” / “Meio-dia e meia”

Erro: A reunião começará ao meio-dia e meio.
Forma correta: A reunião começará ao meio-dia e meia.
Explicação: Devemos utilizar a expressão meio-dia e meia sempre que quisermos referir a décima segunda hora do dia mais trinta minutos, ou seja, o meio-dia mais meia hora.


9. “Supérfluo” / “supérfulo”

Erro: Os gastos naquele setor foram supérfulos.
Forma correta: Os gastos naquele setor foram supérfluos.
Explicação: Supérfluo significa demais, desnecessário. Embora seja uma palavra que muitas vezes ouvimos, “supérfulo” não existe.


10. “Em mãos” / “em mão”

Erro: O motorista entregou a carta em mãos.
Forma correta: O motorista entregou a carta em mão.
Explicação: A segunda opção sempre foi considerada a correta, porém, atualmente, as duas formas são aceitas por alguns dicionários.

11. “Segmento” / “Seguimento”

Erro: O seguimento de mercado mostrou-se propício a investimentos.
Forma correta: O segmento de mercado mostrou-se propício a investimentos.
Explicação: Segmento é sinônimo de seção, parte. Seguimento é o ato de seguir. (Ex: O projeto de implantação da ciclovia não teve seguimento.)


12. “Por hora” / “Por ora”

Erro: O diretor afirmou que, por hora, não poderia responder.
Forma correta: O diretor afirmou que, por ora, não poderia responder.
Explicação: A expressão “por hora” refere-se a tempo. “Por ora” expressa o sentido de “por enquanto”.

13. “Meu óculos” / “meus óculos”

Erro: Ele havia esquecido seu óculos no restaurante.
Forma correta: Ele havia esquecido seus óculos no restaurante.
Explicação: As palavras ligadas ao substantivo “óculos” devem ser flexionadas para o plural.

14. “Onde” / “Em que”

Erro: Participei da reunião onde foram tomadas várias decisões sobre os benefícios dos trabalhadores.
Forma correta: Participei da reunião em que (ou na qual) foram tomadas várias decisões sobre os benefícios dos trabalhadores.
Explicação: A palavra onde é um advérbio de lugar e, portanto, só deve ser usada referindo-se a lugar. Em outros sentidos, utilize a expressão em que ou no/a qual.

15. “É proibido” / “É proibida”

Erro: É proibido a entrada de pessoas não autorizadas.
Forma correta: É proibida a entrada de pessoas não autorizadas. ou É proibido entrada de pessoas não autorizadas.
Explicação: Deve-se fazer a concordância somente quando o substantivo estiver acompanhado, por exemplo, de artigo, pronome demonstrativo, pronome possessivo.


16. “A prazo” / “À prazo”

Erro: Os produtos podem ser comprados à vista ou à prazo.
Forma correta: Os produtos podem ser comprados à vista ou a prazo.
Explicação: Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda ou maneira: Elaborou um texto à (moda de) Jorge Amado. / Era um poeta à (maneira de) Guimarães Rosa. Portanto, deve-se escrever: a prazo, a pé, a cavalo, a bordo.

17. “Vem” / “veem”

Erro: Os gerentes vem ao setor todos os dias e vêem o desempenho dos colaboradores.
Forma correta: Os gerentes vêm ao setor todos os dias e veem o desempenho dos colaboradores.
Explicação: Vem corresponde ao verbo VIR e recebe acento na 3ª pessoa do plural do presente do Indicativo. Veem corresponde ao verbo VER e, segundo o Novo Acordo Ortográfico, não recebe mais acento na 3ª pessoa do plural do presente do Indicativo.


18. “Anexo” / “Anexa” / “Em anexo”

Erro: Encaminho anexo os documentos solicitados.
Forma correta: Encaminho anexos os documentos solicitados.
Explicação: Anexo é adjetivo e deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere. Ex: Segue anexa a carta de apresentação. Em anexo é locução adverbial, portanto, fica invariável.

19. “Eminente” / “Iminente”

Erro: Pedro é uma figura iminente na empresa.
Forma correta: Pedro é uma figura eminente na empresa.
Explicação: Eminente quer dizer notável. Associe com proeminente, aquilo que se destaca. Iminente significa prestes a acontecer.


20. “Seção” / “Sessão” / Cessão

Erro: A seção dos direitos autorais desta obra criou polêmica.
Forma correta: A cessão dos direitos autorais desta obra criou polêmica.
Explicação: Seção significa divisão de repartições públicas, parte de um todo, departamento. Sessão significa espaço de tempo de uma reunião deliberativa ou de um espetáculo. Cessão refere-se ao ato de ceder.


21. “Aspirar” / “Aspirar a”

Erro: Ele aspira o cargo de gerente nesta empresa.
Forma correta: Ele aspira ao cargo de gerente nesta empresa.
Explicação: O verbo aspirar no sentido de sorver não admite preposição em sua regência. Aspirar, no sentido de almejar, exige a preposição a.


22. “Online” ou “on-line”

Erro: Haverá um treinamento online para os colaboradores.
Forma correta: Haverá um treinamento on-line para os colaboradores.
Explicação: O “VOLP” – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – registra “on-line” com hífen.


23. “Curriculum” / Curriculo”

Erro: Os candidatos deverão entregar o curriculo no RH.
Forma correta: Os candidatos deverão entregar o curriculum (ou currículo) no RH.
Explicação: Curriculum vitae é uma expressão latina, mas já foi aportuguesada: currículo. Ambas formas estão corretas: curriculum vitae ou currículo (com acento).

24. “Porque” / “Por que”

Erro: Ninguém soube porque o diretor cancelou a reunião.
Forma correta: Ninguém soube por que o diretor cancelou a reunião.
Explicação: Porque é conjunção e tem a função de unir duas orações coordenadas ou subordinadas. Pode ser explicativa, quando o verbo estiver no imperativo, em sugestão, ordem ou suposição, causal, quando indicar um fato e relação de causa e consequência e final, quando indicar a finalidade, substituída por para que, uso mais literário. Por que é usado em frases interrogativas e, também, aparece nos casos em que puder ser substituído por “pelo qual” ou “por qual razão”.

25. “Este” / “Esse” / “Aquele”

Erro: Na reunião, serão discutidos esses itens a seguir:
Forma correta: Na reunião, serão discutidos estes itens a seguir:
Explicação: Observe a regra do uso dos pronomes demonstrativos em coesão referencial: “Estes itens.” (Você ainda irá citar - catáfora ou elemento catafórico); “Esses itens.” (Você já citou - anáfora ou elemento anafórico).

26. “Exceção” / “Excessão”

Erro: Para toda regra, há uma excessão.
Forma correta: Para toda regra, há uma exceção.
Explicação: O correto é exceção. Não use a frase: O que sucede é sucessão, o que excede é excessão. O que excede é excesso, e não exceção. Exceção é uma exclusão, ato de excluir, desvio dos padrões convencionais ou de uma regra, condição privilegiada, privilégio ou vantagem. Excesso é o que excede o normal, excedente, restante, exagero ou descomedimento, imoderação, demasia, abuso ou violência.

27. “10 a 20 de março” / “10 à 20 de março”

Erro: O curso será de 10 à 20 de março.
Forma correta: O curso será de 10 a 20 de março.
Explicação: Não se usa crase antes de datas.


28. Crase na indicação de páginas

Erro: Os advogados fizeram a leitura da página 5 a 15 do acordo trabalhista.
Forma correta: Os advogados fizeram a leitura da página 5 à 15 do acordo trabalhista.
Explicação: A palavra “página” está implícita após o “à”, o que justifica o acento grave, que indica que há crase (fusão de “a” preposição + “a” artigo feminino.

29. “1,5 milhão” / “1,5 milhões”

Erro: Em 2016, foram gastos no país 1,5 milhões de cartuchos de impressora.
Forma correta: Em 2016, foram gastos no país 1,5 milhão de cartuchos de impressora.
Explicação: A unidade “milhão” só é flexionada para o plural a partir do segundo milhão, ou seja, 2 milhões. Portanto, deve-se observar o número que antecede a vírgula e lembrar que numerais como “milhão”, “bilhão” e “trilhão” devem concordar com esse número.


30. “A todos” / “À todos”

Erro: Bom dia à todos.
Forma correta: Bom dia a todos.
Explicação: Não há crase antes de pronomes indefinidos (muitos, poucos, nenhuma, todos, pouca, alguma), com exceção de outra (Emprestei o dinheiro à outra amiga), e também de pronomes interrogativos (que, quem, qual, quanto)

31. “A partir” / “À partir”

Erro: À partir da próxima semana, não será permitida a entrada sem o crachá de identificação.
Forma correta: A partir da próxima semana, não será permitida a entrada sem o crachá de identificação.
Explicação: Não há crase antes de verbo no infinitivo.


32. “Obrigado” / “Obrigada”

Erro: Obrigado pela ajuda – disse Clara.
Forma correta: Obrigada pela ajuda – disse Clara.
Explicação: “Obrigado” é variável e concorda com a pessoa que fala. A mulher diz “obrigada”. O homem, “obrigado”.  Vários homens dizem obrigados. Várias mulheres dizem obrigadas. Se você é travesti, você fala do jeito que se sentir melhor.

33. “Pagou o engenheiro” / “Pagou ao engenheiro”

Erro: Ao término da obra, a empresa pagou o engenheiro.
Forma correta: Ao término da obra, a empresa pagou ao engenheiro.
Explicação: O verbo “pagar” exige dois complementos – um deles acompanhado de preposição (pessoa) e o outro sem preposição (coisa). Assim: Paguei (o serviço) ao engenheiro.


34. “Houve” / “houveram”

Erro: Houveram dois problemas.
Forma correta: Houve dois problemas.
Explicação: O verbo “haver” no sentido de existir, ocorrer ou realizar-se não tem sujeito, por isso fica sempre na terceira pessoa do singular. “Há dez problemas”, “houve dez problemas”. Vale a mesma regra quando os verbos “haver” e “fazer” indicam tempo: “Faz dois anos que nos encontramos”.


35. “Deve haver” / “Devem haver”

Erro: Devem haver muitas pessoas naquele auditório.
Forma correta: Deve haver muitas pessoas naquele auditório.
Explicação: O verbo haver, no sentido de existir, é impessoal, ou seja, só é usado no singular. Quando acompanhado de um verbo auxiliar, no caso, “deve”, este também se torna impessoal. Já o verbo existir é pessoal, ou seja, tem sujeito e concorda com ele. Quando acompanhado de um verbo auxiliar, também varia: Devem existir muitas pessoas naquele auditório.


36. “Em baixo” / “Embaixo”

Erro: O documento caiu em baixo do móvel.
Forma correta: O documento caiu embaixo do móvel.
Explicação: Embaixo é advérbio de lugar. Em baixo é adjetivo. (Ex: Falavam em baixo tom.)


37. “Voo” / “Vôo”

Erro: Aquelas pessoas quase perderam o vôo.
Forma correta: Aquelas pessoas quase perderam o voo.
Explicação: O Acordo Ortográfico eliminou o acento circunflexo no primeiro “o” do hiato final “oo”. Assim: voo, zoo, perdoo, abençoo etc.


38. “Estender” / “Extender”

Erro: A reunião se extendeu além do tempo previsto.
Forma correta: A reunião se estendeu além do tempo previsto.
Explicação: O correto é estender, que significa prolongar, alongar, alargar. Extender não existe. As palavras cognatas de estender escrevem-se com x, como extenso, extensão, extensor e extensivo.


39. “Há dois anos” / “Há dois anos atrás”

Erro: Há dois anos atrás, o contrato foi assinado.
Forma correta: Há dois anos, o contrato foi assinado.
Explicação: É redundante dizer “Há dois anos atrás”, pois o “Há” já dá ideia de tempo decorrido.


40. “Bastante” / “Bastantes”

Erro: Há bastante motivos para a demissão daquele colaborador.
Forma correta: Há bastantes motivos para a demissão daquele colaborador.
Explicação: Bastante/Bastantes é pronome indefinido e deve concordar com o substantivo a que se refere. Na dúvida, faça a substituição por “muito/muitos”. Também pode ser advérbio de intensidade, mas, nesse caso, permanecerá invariável. Pode ser adjetivo, sinônimo de suficiente ou um substantivo, como sinônimo de aquilo que basta.


41. “Zero hora” / “Zero horas”

Erro: A decisão entra em vigor a partir das zero horas de amanhã.
Forma correta: A decisão entra em vigor a partir da zero hora de amanhã.
Explicação: O substantivo “hora” concorda com o numeral “zero”. Zero é singular, portanto, o correto é zero hora, zero real, zero quilômetro.

42. “Horas extra” / “Horas extras”

Erro: O colaborador precisou fazer muitas horas extra.
Forma correta: O colaborador precisou fazer muitas horas extras.
Explicação: “Extra” é um adjetivo, portanto deve concordar com o substantivo a que se refere: como adjetivo, o plural de edição extra é edições extras, de plantão extra é plantões extras. Quando usado como prefixo (= posição exterior, excesso), extra não concorda com o substantivo e é invariável: o plural de extraconjugal é extraconjugais, de extracurricular é extracurriculares, de extrajudicial é extrajudiciais.

43. “Vir” / “Ver”

Erro: Quando você ver seu extrato, identificará o estorno do valor.
Forma correta: Quando você vir seu extrato, identificará o estorno do valor.
Explicação: Vir é a flexão do verbo VER na 3ª pessoa do singular do Futuro do Subjuntivo.


44. “Interviu” / “Interveio”

Erro: A diretora interviu na decisão.
Forma correta: A diretora interveio na decisão.
Explicação: Interveio é a flexão do verbo intervir na 3ª pessoa do singular do Pretérito Perfeito do Indicativo. Significa interferir, participar, interceder.

45. “Através” / “por meio”

Erro: O cliente soube da alteração através do e-mail.
Forma correta: O cliente soube da alteração por meio do e-mail.
Explicação: Por meio significa “por intermédio”. A locução através de expressa a ideia de atravessar. (Ex: Olhou através da janela.)

46. “Clipe” / “clipes”

Erro: Ele fixou os papéis com um clips.
Forma correta: Ele fixou os papéis com um clipe.
Explicação: Clipe é aquela peça de metal usada para prender folhas. Patenteado na Alemanha, é conhecido como clip (pl. clips) nos países de língua inglesa. No Brasil, deve ser chamado de clipe (pl. clipes).

47. “Responder o” / “Responde ao”

Erro: O gerente não respondeu o meu e-mail.
Forma correta: O gerente não respondeu ao meu e-mail.
Explicação: A regência do verbo responder, no sentido de dar a resposta a ou defender-se em juízo, exige a preposição “a”: Respondi ao questionário / Ele responderá a um processo. Como transitivo direto, significa ser grosseiro com, regência apontada pelo gramático Luiz Antônio Sacconi: Ele respondeu o pai e levou um tapa dele.

48. Vírgula entre sujeito e verbo

Erro: O gerente de marketing, copiou as informações.
Forma correta: O gerente de marketing copiou as informações.
Explicação: A vírgula é um sinal de pontuação que marca uma pausa de curta duração. É usada para separar termos dentro de uma oração ou orações dentro de um período, mas nunca deve ser colocada entre o sujeito e o verbo, entre o verbo e seu objeto (direto ou indireto), entre o nome e seu complemento nominal ou adjunto adnominal, entre a locução verbal de voz passiva e agente da passiva, entre a oração adjetiva restritiva e a oração principal, entre a oração subordinada substantiva e a oração principal (exceto a substantiva apositiva, que admite o uso de vírgula ou dois-pontos) e antes da oração adverbial consecutiva. Quando o sujeito é oracional, permite-se o uso de vírgula: Quem ensina, aprende.

49. “No aguardo de” / “Ao aguardo de”

Erro: Ficarei no aguardo de providências.
Forma correta: Ficarei ao aguardo de providências.
Explicação: Ficamos sempre ao aguardo ou à espera de, nunca no aguardo de ninguém ou na espera de alguma coisa.

50. “Mas” / “Mais”

Erro: Ele é dedicado, mais costuma se atrasar.
Forma correta: Ele é dedicado, mas costuma se atrasar.
Explicação: Mas é conjunção adversativa, indica oposição, contraste e significa “porém, contudo, todavia, entretanto”. Mais é advérbio de intensidade, indicando aumento de quantidade ou conjunção aditiva, indicando adição ou soma, antônimo de menos. Exemplo: Ela é a garota mais bonita da sala / Três mais três são seis.


51. “Obrigado” / “Obrigados”

Erro: Muito obrigado! – disseram os homens.
Forma correta: Muito obrigados! – disseram os homens.
Explicação: “Obrigado” deve vir no plural caso se refira a mais de uma pessoa.


52. “Imprimido” / “Impresso”

Erro: Ele havia impresso todos os documentos naquele dia.
Forma correta: Ele havia imprimido todos os documentos naquele dia.
Explicação: O verbo imprimir tem duas formas de particípio – impresso e imprimido, no sentido de ''fazer impressão'', ''publicar'', ''estampar'', ''gravar''. Com os verbos ter e haver, deve-se usar a forma “imprimido”, e com os verbos ser e estar, “impresso”. Ex: Os documentos foram impressos naquela máquina. No sentido de ''incutir'', ''infundir'', ''produzir movimento'', não é abundante, usa-se o particípio ''imprimido'' com qualquer auxiliar: O motorista tem imprimido grande velocidade ao veículo. / Foi imprimida grande velocidade ao veículo.


53. “Precisa-se” / “Precisam-se”

Erro: Precisam-se de motoristas.
Forma correta: Precisa-se de motoristas.
Explicação: Nesse caso, a partícula “se” tem a função de índice de indeterminação do sujeito, e não pronome apassivador. Quando isso ocorre, com verbos transitivos indiretos, intransitivos e de ligação, o verbo permanece no singular. Somente quando o objeto direto encontrar-se preposicionado, pode haver sujeito indeterminado.

54. “Há pouco” / “A pouco”

Erro: Os gestores chegarão daqui há pouco.
Forma correta: Os gestores chegarão daqui a pouco.
Explicação: “Há pouco” indica tempo decorrido. “A pouco” dá ideia de uma ação futura.

55. “Chego” / “Chegado”

Erro: A secretária havia chego atrasada na reunião.
Forma correta: A secretária havia chegado atrasada na reunião.
Explicação: O particípio do verbo chegar é chegado. Chego é 1ª pessoa do Presente do Indicativo.(Ex: Eu chego na hora do almoço).


56. “Entre eu e você” / “Entre mim e você”

Erro: Entre eu e você, há uma sintonia de ideias.
Forma correta: Entre mim e você, há uma sintonia de ideias.
Explicação: Eu é pronome pessoal do caso reto e só pode ser usado na função de sujeito, ou seja, antes de um verbo no infinitivo, como no caso: “Não há nada entre eu pagar e você usufruir também.”

57. “Senão” / “Se não”

Erro: É melhor ele comparecer, se não irá perder a vaga.
Forma correta: É melhor ele comparecer, senão irá perder a vaga.
Explicação: Senão significa caso contrário, a não ser ou defeito: Devemos trabalhar, senão não receberemos nosso salário. (caso contrário) / Não queria outra coisa, senão comer e dormir. (a não ser) / Não havia nenhum senão no seu trabalho. (defeito)
Se não é usado no sentido de condição. (Ex: Se não chover, poderemos sair.)


58. “Deu” / “Deram” tantas horas

Erro: Deu dez da noite e ele ainda não chegou.
Forma correta: Deram dez da noite e ele ainda não chegou.
Explicação: Os verbos dar, bater e soar concordam com as horas. Porém, se houver sujeito, deve-se fazer a concordância: “O sino bateu dez horas.”


59. “Chove” / “Chovem”

Erro: Chove reclamações quando há aumento no preço do combustível.
Forma correta: Chovem reclamações quando há aumento no preço do combustível.
Explicação: Quando indica um fenômeno natural, o verbo chover é impessoal e fica sempre no singular. No sentido figurado, é pessoal e faz-se a flexão verbal. Mas, se São Pedro mandar a chuva, ele será o sujeito.

60. “Chegar em” / “Chegar a”

Erro: Os estagiários chegaram atrasados na reunião.
Forma correta: Os estagiários chegaram atrasados à reunião.
Explicação: Verbos de movimento exigem a preposição ''a'' e não a preposição ''em''.