30 de agosto de 2019

Orações Coordenadas - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender o conceito de oração coordenada e sua classificação.

Oração Coordenada: é a oração que não depende de outra para poder ser entendida. Ou seja: é uma oração independente.

Exemplo 1: “Acordei cedo hoje”. Essa é uma oração coordenada porque não depende de outra para ser entendida. Não precisamos de outra oração para entender que o sujeito acordou cedo.

Exemplo 2: “Acordei cedo, arrumei a cama, tomei café”. Esse é um período composto por três orações coordenadas. A primeira oração é “acordei cedo”, a segunda oração é “arrumei a cama” e a terceira oração é “tomei café”. Uma independe da outra para ser entendida. Por exemplo: ao ler “tomei café”, não precisamos saber que o sujeito acordou cedo e arrumou a cama para entendermos que ele tomou café.

Agora, vamos ver os tipos de orações coordenadas. Primeiramente, as orações coordenadas podem ser divididas em dois grupos: orações coordenadas assindéticas e orações coordenadas sindéticas.

Oração Coordenada Assindética (OCA): é aquela que não usa síndeto, ou seja, elemento de conexão para se ligar a outra oração coordenada.

Exemplo: “Roberto chegou ao apartamento, ligou a televisão, trocou de canal, adormeceu”. Veja que esse período é composto por orações coordenadas assindéticas porque elas não são ligadas por nenhum elemento conector. Elas estão separadas pelas vírgulas.

Oração Coordenada Sindética (OCS): é aquela que se conecta a outra oração por meio de um síndeto, ou seja, elemento de conexão.

Exemplo: “Roberto chegou ao apartamento e ligou a televisão”.  Observe que esse período é composto por duas orações coordenadas que estão ligadas pela conjunção “e”, que é um elemento de conexão entre as duas orações.

As orações coordenadas sindéticas são classificadas conforme a característica do elemento de conexão que as conectam. Na próxima postagem, nós vamos falar a respeito da classificação das orações coordenadas sindéticas.

Predicado - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender o que é predicado, bem como a sua classificação.

Predicado: é tudo o que é falado do sujeito. Portanto, é o que sobra na oração se tirando o sujeito (para sobrar o que se fala sobre o sujeito) e o vocativo (porque o vocativo não faz parte do predicado).

Exemplo 1: “Eu comprei dois livros”. Tirando-se o sujeito (eu), sobra o predicado: “comprei dois livros”.

Exemplo 2: “Roberto, eu comprei dois livros”. Tirando-se o sujeito (eu) e o vocativo (Roberto), sobra o predicado: “comprei dois livros para você”.

Antes que você perguntepredicado é diferente de predicativo. Apesar de as duas palavras serem parecidas, os conceitos são bem diferentes. Se você não lembra o que é predicativo, então dê uma relembrada clicando aqui. Você precisa saber o que é predicativo para entender melhor o predicado.

Existem três tipos de predicado: predicado verbalpredicado nominal e predicado verbo-nominal.

Predicado Verbal: é aquele que expressa somente ação. Isso significa que o verbo do predicado precisa ser transitivo (não pode ser verbo de ligação). Logo, a oração não tem nenhum tipo de predicativo (porque o predicativo não expressa ação, mas sim estado ou característica).

ExemploJoão viajou para Paris. O predicado é: “viajou para Paris”. Como o verbo é transitivo (viajou) e a oração apenas expressa ação, o predicado é verbal.

Predicado Nominal: é aquele que não expressa ação, mas sim somente estado ou característica. Isso significa que o verbo do predicado precisa ser um verbo de ligação (indica estado). Então, isso significa que o predicado nominal ocorre sempre quando a oração possuir predicativo do sujeito. Como o verbo não pode ser transitivo, a oração não terá objeto e, por isso, também não pode ter predicativo do objeto. Resumindo: o predicado nominal ocorre quando a oração possui predicativo do sujeito.

ExemploJoão está cansado. O predicado é “está cansado”. Como ele indica estado, então o predicado é nominal. Veja que o verbo (está) é um verbo de ligação e que “cansado” é o predicativo do sujeito. Ou seja: a oração só expressa estado ou característica (ela não expressa ação; “estar cansado” não é ação, mas sim um estado, uma característica).

Predicado Verbo-Nominal: é aquele que expressa ação e estado ao mesmo tempo. Logo, a oração precisa ter um verbo transitivo (para indicar ação) e também algum predicativo (para expressar estado), que pode ser predicativo do sujeito ou do objeto, com um verbo de ligação subentendido. 

Exemplo 1: “João chegou cansado”. Essa oração expressa ação (“João chegou”) e expressa estado (“João estava cansado”). Logo, o predicado “chegou cansado” é um predicado verbo-nominal. Observe que “cansado” é o predicativo do sujeito (expressa o estado). Ocorreu a fusão dos dois predicados, o verbo de ligação ficou oculto, implícito.

Exemplo 2: “Eu considero este livro interessante”. Essa oração expressa ação (eu considero) e expressa estado ou característica (o livro é interessante). Logo, o predicado “considero esse livro interessante” é um predicado verbo-nominal (indica a ação de “considerar” e a característica de o livro ser interessante). Os dois predicados se fundiram, e o verbo de ligação se subentende.

Aposto e Vocativo - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender o que é aposto (e seus tipos) e entender o que é vocativo.

Aposto: é uma expressão que esclarece o sentido de algum termo que apareceu anteriormente, ou então retoma os termos anteriores resumindo-os numa única expressão. O aposto geralmente aparece entre vírgulas, travessões, parênteses ou depois de dois-pontos.

Exemplo 1: “Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, fica às margens do rio Guaíba”. A expressão que está entre vírgulas esclarece o termo anterior (Porto Alegre), dando um detalhe a mais, acrescentando uma nova informação que tem o caráter explicativo (é um aposto explicativo).

Exemplo 2: “Ele só queria saber de uma coisa: férias”. A palavra “férias”, que aparece depois dos dois-pontos, tem o sentido explicativo, ou seja: é um termo que explica o sentido do que foi dito anteriormente. Logo, é um aposto explicativo.

Exemplo 3: “Ele foi à papelaria e comprou: lápis, borracha, papel, apontador e caneta”. Tudo o que aparece depois dos dois-pontos tem o objetivo de explicar o que foi dito anteriormente. Porém, essa explicação é na forma de enumeração de termos. Então, é um aposto enumerativo.

Exemplo 4: “Chocolate, bombom, doces, salgadinhos, enfim, tudo isso engorda”. A expressão “tudo isso” resume tudo o que foi dito anteriormente, resumindo todos os termos anteriores numa expressão só. Logo, é um aposto resumitivo.

Aposto Especificativo: também chamado de “designativo” ou “denominativo”, é o tipo de aposto que não aparece entre vírgulas e é muito parecido com o adjunto adnominal. A diferença é que o aposto especificativo especifica um nome próprio, pessoa ou lugar.

Exemplo 1: “A cidade do Rio de Janeiro é boa”. Nesse caso, a expressão “do Rio de Janeiro” está indicando o nome da cidade. Logo, é um aposto especificativo.

Exemplo 2: “O clima do Rio de Janeiro é bom”. Nesse caso, a expressão “do Rio de Janeiro” não é o nome do “clima”. Portanto, “do Rio de Janeiro” não é aposto, mas sim é um adjunto adnominal. 

O aposto não deve ser confundido com o predicativo, pois o aposto é sempre um termo de função substantiva, e o predicativo, de função adjetiva.
Exemplos: Patrícia, linda e bela, fez uma viagem inesquecível. (Linda e bela não podem ser considerados apostos, pois são adjetivos)
Patrícia, irmã linda e bela, fez uma viagem inesquecível. (Irmã é substantivo, portanto pode ser aposto)

Vocativo: é o termo que indica um “chamamento, invocação ou interpelação”, ou seja, se refere à pessoa com quem se fala, é o termo ao qual o emissor dirige a mensagem e sempre aparece com vírgula.

Exemplo 1: “João, sente-se aqui”. Alguém está se dirigindo ao João. Logo, João é o vocativo (observe que usamos vírgula).

Exemplo 2: “É você que está aí, Ronaldo?” Alguém está se dirigindo ao Ronaldo, fazendo uma pergunta a ele. Logo, Ronaldo é o vocativo (veja que ele aparece depois da vírgula). 

Exemplo 3: “Veja, minha linda, como a lua está bonita!”. Alguém está falando com a “minha linda”. Logo, “minha linda” (entre vírgulas) é um vocativo. Cuidado para não confundir com o aposto (que também aparece entre vírgulas). 

Predicativo do Objeto x Adjunto Adnominal x Complemento Nominal - Nova Gramática Online

Seu objetivo: saber diferenciar o predicativo do objeto do adjunto adnominal e do complemento nominal.

Você já viu a diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal em outra postagem. Você viu que para diferenciar os dois você precisa analisar três fatores: termo acessório x complementoconcreto x abstrato e passivo x ativo
Agora, vamos diferenciar cada um deles do predicativo do objeto.

Predicativo do Objeto x Adjunto Adnominal

adjunto adnominal é um termo acessório, desnecessário, secundário, dispensável, adicional ou extra, ou seja: que “enfeita” a oração dando uma característica a mais (relembre a postagem sobre adjunto adnominal clicando aqui). Logo, o adjunto adnominal (assim como o adjunto adverbial) pode ser retirado da oração sem prejudicar o sentido original. Já o predicativo do objeto não é um termo acessório, é um termo necessário, indispensável, fundamental: ele não pode ser retirado da oração porque ela precisa dele para ter sentido.

Exemplo 1: “Eu considero o curso excelente”. O sujeito é o pronome “eu”, o verbo “considerar” é transitivo direto e o termo “o curso” é o seu objeto direto. Se eu tirar “excelente” da oração, então ela ficará incompleta: “eu considero o curso...”. Logo, “excelente” não pode ser adjunto, porque a oração precisa desse termo para poder ter sentido. Portanto, “excelente” só pode ser predicativo do objeto, pois a oração precisa de “excelente” para poder ter sentido e “excelente” dá um característica ao objeto “o curso” (o curso é excelente).

Exemplo 2: “Eu considero o curso de inglês excelente”. Esse exemplo é igual ao anterior, sendo que nós acrescentamos o termo “de inglês”. Se tirarmos o termo “de inglês”, ficamos com: “eu considero o curso excelente”. Ou seja: a oração continua fazendo sentido; o sentido original não foi afetado. Logo, o termo “de inglês” é um termo acessório, que pode ser retirado da oração sem causar prejuízo. Portanto, “de inglês” é um adjunto adnominal.

Predicativo do Objeto x Complemento Nominal

A diferença entre os dois é que o predicativo do objeto dá uma característica ao objeto, do tipo “o objeto é + predicativo do objeto”. O complemento nominal completa o sentido do objeto.  

Exemplo 1: “Eu considero o curso excelente”. O sujeito é o pronome “eu”, o verbo “considero” é transitivo direto e “o curso” é o objeto. O termo “excelente” caracteriza o objeto “o curso” (o curso é excelente). Logo, “excelente” é o predicativo do objeto.


Exemplo 2: “Nós temos necessidade de água”. O sujeito é o pronome “nós”, o verbo “temos” é transitivo direto e “necessidade” é o objeto. O termo “de água” completa o sentido do objeto, respondendo a pergunta “necessidade de quê?”. 

Predicativo - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender o que é um predicativo e também os seus tipos.

Antes de entender o que é predicativo, você precisa entender o que é um verbo de ligação.

Verbo de Ligação: é o verbo que não expressa ação, mas sim um estado (uma característica) ou então uma mudança de estado. Exemplos: ser, estar, parecer, ficar, permanecer, continuar, andar, virar, tornar-se, achar, acabar, persistir.

Exemplo1 : “Eu sou bonito”. “Ser bonito” não é ação, mas sim é um estado. Ninguém pratica a ação de “ser bonito”. Portanto, o verbo “ser” é um verbo de ligação

Exemplo 2: “Sandra continua cansada”. A palavra “continua” também está expressando um estado: o estado de “cansaço”. Veja que os verbos de ligação geralmente podem ser substituídos pelos verbos “ser” ou “estar” sem deixar a oração estranha. Veja: “Sandra está cansada”, “Sandra é cansada”.  

Predicativo: é o complemento que aparece depois do verbo de ligação e, por conta disso, atribui um estado, uma característica ou uma qualidade ao sujeito ou ao objeto.

Exemplo 1: “Eu sou bonito”. A palavra “bonito” não é objeto direto, mas sim é um predicativo, porque ele está aparecendo depois do verbo “ser”, que é um verbo de ligação. Portanto, “bonito” está atribuindo uma característica ao sujeito (eu).

Observação: Se depois do sujeito viesse um verbo que não fosse de ligação, então o complemento seria um objeto. Exemplo: “Eu comprei um sapato”. O termo “um sapato” é objeto e o verbo “comprar” é transitivo direto.

Exemplo 2: “Sandra continua cansada”. A palavra “cansada” está atribuindo um estado ou uma característica ao sujeito (Sandra) por intermédio do verbo de ligação (continua). Logo, “cansada” é um predicativo.

Perceba que em cada um desses exemplos anteriores o predicativo, por intermédio de um verbo de ligação, atribuiu uma característica ao sujeito da oração (“eu” no primeiro exemplo e “Sandra” no segundo exemplo). Então, esse tipo de predicativo é chamado de predicativo do sujeito.

Predicativo do Sujeito: é o predicativo que atribui ao sujeito um estado ou uma característica por intermédio do verbo de ligação (veja os exemplos anteriores).

Predicativo do Sujeito x Objeto: Como você já viu, o predicativo do sujeito aparece depois de um verbo de ligação, enquanto que o objeto aparece depois de um verbo transitivo (objeto direto para o verbo transitivo direto e objeto indireto para o verbo transitivo indireto). O verbo de ligação expressa uma qualidade ou um estado. Já o verbo transitivo expressa uma ação.

Agora, o predicativo também pode atribuir um estado ou uma característica aos objetos. Porém, quando isso acontece, o verbo de ligação fica implícito (não aparece). O verbo que aparece na oração é o verbo transitivo do objeto.

Exemplo 1: “Fábio xingou José de chato”. O sujeito é “Fábio”, o verbo “xingar” é transitivo direto e “ José” é objeto direto. O termo “de chato” é um termo que dá ao objeto (José) uma característica, uma qualidade, como se estivéssemos dizendo que “José é chato”. Ou seja: o verbo de ligação “é” fica implícito, não aparece na oração original. Fábio xingou José de chato (José é chato).

Exemplo 2: “Eu o considero uma pessoa sábia”. O sujeito é o pronome “eu”, o verbo é “considero” (transitivo direto) e o objeto direto é “o”. O termo “uma pessoa sábia” está atribuindo uma característica (sábia) ao objeto direto. Então, “uma pessoa sábia” é o predicativo do objeto. É como dizer “eu considero ele uma pessoa sábia”. Implicitamente, temos a ideia de que “ele é uma pessoa sábia” (só que “ele” é representado pelo “o”).


Predicativo do Objeto: é o termo que atribui uma característica ou uma qualidade ao objeto da oração sem o verbo de ligação aparecer. O verbo de ligação, nesse caso, fica implícito (veja os exemplos anteriores). 

Pode haver predicativo do objeto indireto? Sim, mas somente com o verbo chamar no sentido de apelidar: ''Chamei-lhe de tolo''.

Adjunto Adnominal x Complemento Nominal - Nova Gramática Online

Seu objetivo: aprender a diferenciar o Adjunto Adnominal do Complemento Nominal.

É comum termos confusão com Adjunto Adnominal e Complemento Nominal. Vamos, primeiramente, relembrar as definições de cada um:

Complemento Nominal: é o termo que completa o sentido dos substantivos abstratos, dos adjetivos e dos advérbios.

Adjunto Adnominal: é o termo acessório que está ligado a um substantivo.

1ª Diferença: termo acessório x complemento

Observe que o adjunto adnominal é um termo acessório, desnecessário ou dispensável (que enfeita a oração) que se liga a um substantivo (concreto ou abstrato), enquanto que o complemento nominal é um termo necessário, indispensável que completa o sentido do substantivo abstrato. Portanto, o adjunto adnominal apenas “enfeita” a oração e pode ser omitido sem dar problema de sentido, enquanto que o complemento nominal é fundamental para a oração (a oração não pode ficar sem o complemento nominal, já que ele completa o seu sentido).

Exemplo 1: “Vendemos cadeiras de madeira”. A expressão “de madeira” é um termo que está ligado à palavra “cadeiras”, um substantivo concreto. Porém, nós podemos ignorar “de madeira” sem interferir no sentido da oração e ficamos com: “vendemos cadeiras”. Portanto, “de madeira” é um termo acessório (pode ser excluído da oração) e, por isso, é um adjunto adnominal.

Exemplo 2: “Temos certeza da vitória”. A expressão “da vitória” é um termo que está ligado à palavra “certeza”, um substantivo abstrato. Se essa expressão for ignorada da oração, ficamos com: “temos certeza”. A oração ficou incompleta (é preciso dizer o que se tem certeza). Portanto, “da vitória” é um termo que completa o sentido da palavra “certeza” e, portanto, não pode ser ignorada. Logo, “de vitória” não é adjunto, mas sim é um complemento. Portanto “de vitória” é um Complemento Nominal.

2ª Diferença: concreto x abstrato

O complemento nominal completa o sentido de substantivos abstratos. Portanto, se o substantivo for concreto, então o termo ligado a ele só poderá ser um adjunto adnominal.

ExemploComprei um relógio de prata. Como “relógio” é um substantivo concreto, então a expressão “de prata” não pode ser complemento nominal. Logo, “de prata” é um adjunto adnominal.

Se essas diferenças não ajudarem a indicar se o termo é um complemento ou um adjunto, então teste a terceira diferença:

3ª Diferença: passivo x ativo

O complemento nominal é passivo, enquanto que o adjunto adnominal é ativo. 

Exemplo 1A invenção do avião surpreendeu o mundo inteiro. Sabemos que o avião foi inventado (recebeu a ação: é passivo). O avião não inventou nada, mas sim foi inventado. Então, “do avião” é um complemento nominal (expressa passividade, recebimento de ação).

Exemplo 2A invenção de Santos Dumont surpreendeu o mundo inteiro. Santos Dumont inventou (realizou a ação). Então, “de Santos Dumont” é um adjunto adnominal (expressa ação).

Exemplo 3A organização dos relatórios é importante. Qual é o certo: “os relatórios organizam” (ativo) ou “os relatórios são organizados” (passivo)? Resposta: “os relatórios são organizados” (passivo). Portanto, “dos relatórios” é um complemento nominal.

Exemplo 4: Maria tem amor de mãe. Qual é o certo: “a mãe ama” (ativo) ou “a mãe é amada” (passivo)? Resposta: “a mãe ama” (amor “de mãe” significa que a mãe ama, não que a mãe é amada). Logo, pelo caráter ativo, “de mãe” é um adjunto adnominal.  

Adjunto Adnominal e Adverbial - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender o que é um adjunto adnominal e o que é um adjunto adverbial.

Adjunto adnominal e adjunto adverbial são pleonasmos viciosos, devido à sequência tripla de prefixos: junto junto junto do nome e junto junto junto do verbo. Seria melhor que se chamasse somente adnominal ou adverbial.

Adjunto: é um termo acessório da oração, exerce uma função secundária, ou seja, é um termo que “enfeita” a oração e se for retirado dela ele não vai fazer falta a ponto de atrapalhar o sentido da oração.

Observe a seguinte oração: O homem comprou um livro.

Com tudo o que você estudou até aqui, você sabe que o sujeito da oração é “o homem”, o verbo “comprar” é transitivo direto e “um livro” é o objeto direto.

Agora, veja: “O homem careca comprou um livro”.

Observe que eu acrescentei a palavra “careca”, que caracteriza o substantivo “homem”. A palavra “careca” não faz falta na oração (você não deixa de entender o sentido da oração se tirar “careca”). Logo, “careca” é um adjunto (é um termo acessório).  Como “careca” é uma palavra que está ligada a um substantivo (homem), então “careca” é um adjunto adnominal.

Adjunto Adnominal: é o termo acessório que está ligado a um substantivo. Pode ser representado por um artigo definido e indefinido (a, o, um, uma), adjetivo (seguro, amável, bonito), locução adjetiva (de pai, de mãe), pronome possessivo (meu, sua, nosso), demonstrativo (este, aquela, esse), indefinido (algum, nenhuma, muito), interrogativo (que, qual, quanta), relativo (cujo, cuja) e numeral (dois, cinco, onze, doze). 

Tudo o que estiver ligado ao substantivo e atuando como termo acessório será um adjunto adnominal. Portanto, na oração “o homem careca comprou um livro”, nós temos três adjuntos adnominais: “o”, “careca” e “um”. O artigo “o” e o adjetivo “careca” estão ligados ao substantivo “homem”, enquanto que o artigo “um” está ligado ao substantivo “livro”.

Exemplo 1: Na oração “O vendedor caiu na escada velha”, os adjuntos adnominais são: “o” (ligado ao substantivo “vendedor”) e “velha” (ligada ao substantivo “escada”).

Exemplo 2: Na oração “O vendedor de galinhas caiu na escada velha e torta, os adjuntos adnominais são: “o”, “de”, “galinhas” (ligados ao “vendedor”) e “velha”, “e”, “torta” (ligados à escada).

Observação: para provar que os adjuntos são termos acessórios (ou seja: apenas enfeitam a oração), observe que se eu retirá-los da oração ela continuará tendo sentido: “Vendedor caiu na escada”. Você não sabe que a escada é velha e torta e também não sabe que o vendedor vende galinhas, mas você entende a ideia principal da oração: você entende que o vendedor caiu na escada e é isso que importa. Os adjuntos apenas “enfeitam” a oração, dando alguns detalhes. Esse mecanismo é muito comum em manchetes de jornal (para economizar palavras). Exemplos: “Homem assalta banco”, “Mulher é sequestrada”, “Criança cai no buraco”, etc (só tragédia).

Agora, veja esta oração: “O homem rapidamente comprou um livro”.

Observe, mais uma vez, que a palavra “rapidamente” é um adjunto, ou seja, é um termo acessório. Se você tirá-lo da oração, você continua entendendo a mensagem da oração (o homem comprou o livro). Porém, ao contrário do adjunto adnominal, a palavra “rapidamente” não está ligada ao “homem”, mas sim ao verbo “comprar” (“rapidamente” é um advérbio). Portanto, a palavra “rapidamente” é o adjunto adverbial da oração.

Adjunto Adverbial: é o termo acessório que se liga a um verbo, a um adjetivo, a um advérbio ou até mesmo a toda a oração.

Os adjuntos adverbiais expressam diversas circunstâncias. Veja alguns exemplos:

ModoO homem rapidamente comprou um livro.
FinalidadeO homem comprou um livro para estudar.
CompanhiaO homem comprou um livro com a mulher.
LugarO homem comprou um livro na livraria.
DúvidaO homem provavelmente comprou um livro.
AfirmaçãoO homem certamente comprou um livro.
TempoO homem comprou um livro ontem.
AssuntoO homem comprou um livro sobre política.
MeioO homem foi de carro comprar um livro.
CondiçãoSe o homem não comprar o livro, ele levará uma bronca.
ConformidadeO homem comprou o livro conforme as recomendações.
InstrumentoO homem comprou o livro com cartão de crédito

Complemento Nominal - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender o que é que é complemento nominal.

Vimos que o objeto é o termo que completa o sentido dos verbos e é, portanto, um complemento verbal. Agora, nós vamos ver outro tipo de complemento, que é o complemento nominal.

Complemento Nominal: é o termo que completa o sentido dos substantivos abstratos, dos adjetivos e dos advérbios, sempre iniciado por preposição.

Veja o seguinte exemplo: “Eu tenho interesse”. Temos aí o sujeito (“eu”), o verbo (“tenho”) e o objeto direto (“interesse”). Porém, mesmo com o objeto completando o sentido do verbo, a oração continua incompleta. Fica uma pergunta no ar: interesse em quê?

A solução é completar o sentido da palavra “interesse” com algum tipo de complemento. Como “interesse” é um substantivo abstrato, o complemento será chamado de complemento nominal. Poderíamos, então, dizer: “Eu tenho interesse em Língua Portuguesa”. A expressão “em Língua Portuguesa” completa o sentido de um substantivo abstrato (“interesse”). Portanto, “em Língua Portuguesa” é um complemento nominal.

Observação: o complemento nominal sempre será acompanhado de uma preposição. No exemplo anterior, a preposição usada foi “em”.

Exemplo 1: “Eu tenho necessidade de dinheiro”. A expressão “de dinheiro” é o complemento nominal que completa o sentido da palavra “necessidade” (substantivo abstrato), que por sua vez completa o sentido do verbo “ter” (verbo transitivo direto).

Exemplo 2: “Sou contrário ao regulamento”. A expressão “ao regulamento” é o complemento nominal que completa o sentido da palavra “contrário” (adjetivo), que por sua vez completa o sentido do verbo “ser”.

Exemplo 3: “Moramos perto da empresa”. A expressão “da empresa” é o complemento nominal que completa o sentido da palavra “perto” (advérbio), que por sua vez completa o sentido do verbo “morar”. 

Objeto e Transitividade Verbal - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender os tipos de objetos (direto e indireto) e compreender a transitividade verbal.

Já vimos que o sujeito é o responsável por realizar a ação verbal. Porém, isso geralmente não é o suficiente para construir uma oração, porque o sentido do verbo pode ficar incompleto.

Na oração “João comprou”, o sujeito é “João” e o verbo é “comprou”. Porém, a oração não está completa porque o sentido do verbo está incompleto. Para completar o sentido do verbo, nós precisamos explicar o que João comprou. 

Então nós precisamos de um complemento verbal, que poderia ser: “João comprou um tênis”. Pronto: agora a oração está com o seu sentido completo graças à expressão “um tênis”, que está completando o sentido do verbo “comprar”. Essa expressão é chamada de Objeto.

Objeto: é o termo da oração que completa o sentido do verbo e pode ser classificado em: objeto direto e objeto indireto.

Objeto Direto: ocorre quando não existe nenhuma preposição entre o verbo e o objeto. Exemplo: “Roberto vendeu o carro”, “Eles limparam o quarto”.

Você se pergunta: existe objeto direto precedido de preposição? Sim, é o que se chama de objeto direto preposicionado. Ele ocorre nos seguintes casos:
Obrigatórios - com o pronome relativo quem, com pronome oblíquo tônico, para evitar ambiguidade, com expressões de reciprocidade, com substantivo coordenado com pronome oblíquo, com infinitivo regido de preposição dos verbos ensinar e aprender, com substantivo em construções comparativas para evitar falta de clareza
Facultativos - com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas ou o nome próprio Deus, com pronome de tratamento, indefinido, interrogativo ou demonstrativo, com o numeral ambos, com objeto direto iniciando a oração, por razões de ênfase e em construções idiomáticas enfáticas

O objeto direto pode conter o mesmo radical do verbo? Pode, isso se chama de objeto direto interno, muito usado na linguagem poética, sempre contém um adjetivo, caso contrário se incorre em pleonasmo vicioso. Exemplo: ''Ele vive uma vida de rei'' / ''Dormi um sono gostoso''

O objeto direto e o indireto podem aparecer repetidos? Podem, isso se chama de objeto pleonástico. Exemplo: ''Este carro, eu o comprei'' / ''Ao ingrato, nada lhe daremos''

Objeto Indireto: ocorre quando existe uma preposição entre o verbo e o objeto. Exemplo: “Laura gosta de maçã”, “Fernando foi ao cinema”.

Pode existir complemento indireto de verbo não transitivo indireto? Pode, isso se chama de objeto indireto por extensão. Exemplos: ''A política brasileira sempre será corrupta para mim'' / ''Não me perca essas anotações''
No primeiro caso, alguns gramáticos consideram o pronome como objeto indireto de opinião, outros como dativo de opinião. No segundo caso, alguns consideram o pronome como dativo ético ou de proveito ou pronome de interesse, para outros é um mero expletivo.

Antes que você pergunte: “ao” é a união da preposição “a” com o artigo “o”. Logo, o objeto é indireto por causa da preposição "a" (que se une ao artigo "o"). A preposição “a” também pode se unir com o artigo “a”, formando a crase (à). Se eu falar que "Laura gosta da laranja", a preposição "de"se juntou com o artigo "a", formando "da". As preposições podem se combinar com outras palavras. 

Transitividade Verbal: é a análise da transitividade dos verbos. Os verbos podem ser: transitivos diretos, transitivos indiretos, transitivos diretos e indiretos ou intransitivos.

Verbo Transitivo Direto: é aquele que exige um objeto direto. Exemplo: “Compramos o livro”.

Verbo Transitivo Indireto: é aquele que exige um objeto indireto. Exemplo: “Eu gosto de filmes de ação”.

Verbo Transitivo Direto e Indireto: é aquele que exige dois objetos (um objeto direto e um objeto indireto). Exemplo: “Entreguei o relatório ao chefe”. O verbo “entregar” é transitivo direto e indireto, pois ele exige um objeto direto (o relatório) e um objeto indireto (ao chefe). Antigamente se chamava de bitransitivo.

Observação: os objetos podem ser representados por pronomes (que são as palavras que substituem outras palavras). Ao invés de falar que “eu entreguei o relatório ao chefe”, eu posso dizer “eu entreguei-lhe os relatórios”. O pronome “lhe” equivale “ao chefe”. Logo, “ao “João” (da primeira oração) e “lhe” (segunda oração) são objetos indiretos.

Verbo Intransitivo: é aquele que não precisa de nenhum objeto para fazer a oração ter sentido. Exemplo: “Arnaldo morreu”.  Pode vir seguido de um advérbio ou locução adverbial: ''Arnaldo morreu em casa / de fome / lentamente / com a esposa / hoje / sem dúvida / talvez / em hipótese alguma'', mas não de um objeto direto ou indireto.

Vozes Verbais - Nova Gramática Online

Seu objetivo: aprender a trabalhar com uma oração em suas diferentes vozes.

Vozes Verbais: é a forma com que o verbo se relaciona ao seu sujeito quanto à passividade ou atividade. A oração pode estar em três vozes verbais: ativapassiva e reflexiva, sendo que a reflexiva também pode se transformar na voz recíproca.

Voz Ativa: ocorre quando o sujeito pratica ativamente a ação expressa pelo verbo.

Exemplo: “João fez o trabalho de matemática”. O sujeito (eu) realiza a ação de fazer o trabalho de matemática.

Voz Passiva: ocorre quando o sujeito recebe a ação expressa pelo verbo.

Exemplo: “O trabalho foi feito por João”. Dessa vez, o sujeito é “o trabalho” e ele recebe a ação expressa pelo verbo (“foi feito”). A expressão “por João” é chamada de “agente da passiva”, porque João se transforma no sujeito se a oração passar para a voz ativa (“João fez o trabalho”).

A voz passiva será do tipo analítica se ela usar uma locução verbal: verbo auxiliar + particípio. Exemplo: “casas estão sendo vendidas”.
A voz passiva será do tipo sintética ou pronominal se ela usar o pronome “se”. Exemplo: “vendem-se casas” ou “casas se vendem”. Nesse caso, o pronome “se” é chamado de pronome apassivador.

Observação: não confunda pronome apassivador com o índice de indeterminação do sujeito. O pronome apassivador ocorre quando o verbo está empregado na terceira pessoa do plural(vendem-se casas), enquanto que o índice de indeterminação do sujeito ocorre quando o verbo está empregado na terceira pessoa do singular (vende-se casas). No primeiro caso (vendem-se casas), o sujeito é “casas” e ele está na voz passiva (é sujeito paciente). No segundo caso (vende-se casas), o sujeito é indeterminado.
                                                                                                                                
Voz Reflexiva: ocorre quando o sujeito pratica e recebe a ação ao mesmo tempo, ou seja: o sujeito faz algo para ele mesmo.

Exemplo: Paulo se machucou com a faca. Nesse caso, Paulo é o sujeito e ele faz a ação de machucar e recebe essa ação, sendo machucado por ele mesmo.

Voz Recíproca: ocorre quando algo ou alguém realiza e recebe a ação um para o outro, de modo recíproco.


Exemplo"Paulo e Letícia se casaram". Nesse caso, Paulo se casa com Letícia e Letícia se casa com Paulo, ou seja: o casamento é algo recíproco (um se casa com o outro). 
Os noivos se casam, mas o padre casa. Casar é verbo pronominal no sentido de contrair núpcias.

Observação: Com verbos neutros do tipo nascer, morrer, viver, dormir, sonhar etc., não há voz ativa nem passiva nem reflexiva, porque o sujeito não pode ser visto como agente nem paciente nem agente-paciente.
Em ''Ele levou uma surra'' e ''Ele apanhou do pai'', tem-se um verbo de sentido passivo, mas a voz não é ativa nem passiva nem reflexiva
Com os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido cirúrgico) e vacinar-se, o pronome apassivador assume formas de primeira e segunda pessoa.