Seu objetivo: entender o que é aposto (e seus tipos) e entender o que é vocativo.
Aposto: é uma expressão que esclarece o sentido de algum termo que apareceu anteriormente, ou então retoma os termos anteriores resumindo-os numa única expressão. O aposto geralmente aparece entre vírgulas, travessões, parênteses ou depois de dois-pontos.
Exemplo 1: “Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, fica às margens do rio Guaíba”. A expressão que está entre vírgulas esclarece o termo anterior (Porto Alegre), dando um detalhe a mais, acrescentando uma nova informação que tem o caráter explicativo (é um aposto explicativo).
Exemplo 2: “Ele só queria saber de uma coisa: férias”. A palavra “férias”, que aparece depois dos dois-pontos, tem o sentido explicativo, ou seja: é um termo que explica o sentido do que foi dito anteriormente. Logo, é um aposto explicativo.
Exemplo 3: “Ele foi à papelaria e comprou: lápis, borracha, papel, apontador e caneta”. Tudo o que aparece depois dos dois-pontos tem o objetivo de explicar o que foi dito anteriormente. Porém, essa explicação é na forma de enumeração de termos. Então, é um aposto enumerativo.
Exemplo 4: “Chocolate, bombom, doces, salgadinhos, enfim, tudo isso engorda”. A expressão “tudo isso” resume tudo o que foi dito anteriormente, resumindo todos os termos anteriores numa expressão só. Logo, é um aposto resumitivo.
Aposto Especificativo: também chamado de “designativo” ou “denominativo”, é o tipo de aposto que não aparece entre vírgulas e é muito parecido com o adjunto adnominal. A diferença é que o aposto especificativo especifica um nome próprio, pessoa ou lugar.
Exemplo 1: “A cidade do Rio de Janeiro é boa”. Nesse caso, a expressão “do Rio de Janeiro” está indicando o nome da cidade. Logo, é um aposto especificativo.
Exemplo 2: “O clima do Rio de Janeiro é bom”. Nesse caso, a expressão “do Rio de Janeiro” não é o nome do “clima”. Portanto, “do Rio de Janeiro” não é aposto, mas sim é um adjunto adnominal.
O aposto não deve ser confundido com o predicativo, pois o aposto é sempre um termo de função substantiva, e o predicativo, de função adjetiva.
Exemplos: Patrícia, linda e bela, fez uma viagem inesquecível. (Linda e bela não podem ser considerados apostos, pois são adjetivos)
Patrícia, irmã linda e bela, fez uma viagem inesquecível. (Irmã é substantivo, portanto pode ser aposto)
Vocativo: é o termo que indica um “chamamento, invocação ou interpelação”, ou seja, se refere à pessoa com quem se fala, é o termo ao qual o emissor dirige a mensagem e sempre aparece com vírgula.
Exemplo 1: “João, sente-se aqui”. Alguém está se dirigindo ao João. Logo, João é o vocativo (observe que usamos vírgula).
Exemplo 2: “É você que está aí, Ronaldo?” Alguém está se dirigindo ao Ronaldo, fazendo uma pergunta a ele. Logo, Ronaldo é o vocativo (veja que ele aparece depois da vírgula).
Exemplo 3: “Veja, minha linda, como a lua está bonita!”. Alguém está falando com a “minha linda”. Logo, “minha linda” (entre vírgulas) é um vocativo. Cuidado para não confundir com o aposto (que também aparece entre vírgulas).
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