Seu objetivo: entender o significado da crase.
Crase: é a fusão da preposição “a” com o artigo “a” ou também com os pronomes demonstrativos e relativos iniciados com a letra “a” (àquele, àquela, à qual, às quais, etc).
Explicação
Quando uma preposição “a” (exigida por algum verbo) se encontra com o artigo “a” (que está diante de um nome feminino), a união da preposição com o artigo forma a crase (à). Portanto, para sabermos se nós devemos usar a crase ou não, nós precisamos analisar se ocorre essa união ou não.
O acento é grave, é o contrário do acento agudo, crasear significa contrair, fundir os dois AA, juntar, e não acentuar com crase. O acento não se chama crase.
O povo, no entanto, pensa: ''tem crase ou não'', ''bota crase ou não'', como se crase fosse ovo, mas quem bota é galinha. Ou ''quando vou usar a crase'', você vai usar roupa, ou qualquer outra coisa, mas usar crase não.
O que eu vou perguntar: ''quando ocorre ou existe crase?'', ''houve crase, existiu ou ocorreu a crase?''
Veja os exemplos:
Exemplo 1: “Eu vou a + o teatro = Eu vou ao teatro”. Nesse caso, a preposição “a” (exigida pelo verbo “ir”) se junta com o artigo “o” (da palavra “teatro”), formando “ao”.
Exemplo 2: “Eu vou a + a praia = eu vou à praia”. Nesse caso, a preposição “a” (exigida pelo verbo “ir”) se encontra com o artigo “a” (da palavra “praia”). Como não existe “aa”, usamos a crase (à) para indicar o encontro dessas duas letras iguais. Em outras palavras, é como se a crase fosse a versão feminina do “ao”, ou seja: é o “ao” usado em palavras femininas (“o” vira “a”, formando a crase).
Exemplo 3: “Dei a notícia a + a mulher = dei a notícia à mulher”. Nesse caso, a preposição “a” (exigida pelo verbo “dar”) se junta com o artigo “a” (da palavra “mulher”), formando, assim, a crase.
Exemplo 4: “Dei a notícia a + ele = dei a notícia a ele”. Nesse caso, só existe a preposição “a”: não existe artigo (“ele” está sozinho). Logo, a preposição fica sozinha, sem se juntar com ninguém. Portanto, não há crase.
Exemplo 5: “Dei a notícia a + você = dei a notícia a você”. Esse é o mesmo caso do exemplo anterior.
Por exemplo, imaginamos que estamos lendo uma narrativa, ou poema na literatura infantil: ''o elefante elegante'', juntamos o E final com o E inicial. Isso é crase, existe crase de E com E, de I com I, de O com O e de U com U.
Quando se pensa em crase de A com A, saímos do narrativo e do literário e retornamos ao contexto gramatical.
Existem algumas regras que nos ajudam a usar a crase e nós veremos essas regras no próximo post. Clique no link abaixo para continuar o seu estudo.
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