25 de agosto de 2019

Detalhes da língua portuguesa

A nossa língua traz vários detalhes. E precisamos estar atentos a cada um deles. Há alguns erros bem comuns em redações e provas de concurso. Já ciente disso, vou esboçar brevemente sobre alguns tópicos. Fique atento! Faça revisão com frequência.
Você os comete? Vamos, então, aprender a regra e evitar deslizes. Hehehehehe….
 Ao encontro de x de encontro a
Bem simples! As expressões ao encontro de de encontro a expressam sentidos diferenciados.
Vamos memorizar o valor semântico de cada uma.
Ao encontro de significa: estar de acordo com, favorável, em direção a. E de encontro a tem outra significação: em oposição a, contra.
Associe com A de acordo e D de desacordo
Veja como esse conteúdo foi cobrado pela banca IBFC no concurso do EBSERH para o cargo de advogado.
ü  Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas.
Há um conflito, pois as ideias dele vão __________ minhas. 
Observe que a ideia é de posição contrária. Então, devemos empregar: de encontro às.
Ficou fácil, não é mesmo?!
Continuemos….
A par x ao par
Em nossa língua, as duas expressões existem e possuem significados diferentes.
Putz! Só para complicar nossa vida, né, professora?!
É nada! Kkkkkkkkkk
Vamos matar todas as questões com este conteúdo.
A par significa estar informado, ciente sobre algo. E ao par, para equivalência monetária ou igualdade cambial, usado em linguagem financeira, quando dois valores se negociam reciprocamente.
À par é uma expressão inexistente, pois par é uma palavra masculina. Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: estilo à (moda de) Drummond.
Este conteúdo foi abordado pela banca IBFC ( EBSERH/). Repare!
 ü  Assinale a alternativa que completa, corretamente, a lacunas.
O doutor não estava ___________ do caso.
No caso, o doutor não estava informado do caso. Ou seja, a par do caso.
Outros dois conteúdos que merecem atenção é quando empregar esquecer ouesquecer-se de e faz/fazem.
Este conteúdo despeeeeeeca em provas! Estejamos atentos!
O verbo esquecer, quando empregado sem pronome, é verbo transitivo direto e não exige preposição. Agora, esquecer-se exige preposição “de”.

O Cespe cobrou este conteúdo na prova para analista de seguro social (serviço social) do INSS ano passado. Veja como:

”Mas lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara que, apesar de ficar em frene ao do Mário, havia uma diferença na numeração.”
A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados, caso se substituísse o trecho “lembrei-me de que” por lembrei que.
Podemos afirmar que o item está correto, não é mesmo?! Neste caso, temos duas construções possíveis: Mas lembrei-me de que… ou Mas lembrei que

E, para completar nossa revisão, vamos rever o emprego do verbo fazer.

Precisamos ter em mente que o verbo fazer, quando expressar tempo decorrido, é impessoal. Isso quer dizer que ficará flexionado no singular.

A banca Cespe cobrou com propriedade o emprego deste verbo (Analista Legislativo/Consultor de Orçamento e Fiscalização Financeira – Câmara dos Deputados). Repare!

O trecho “O aumento da frequência (…) afirmam há anos”  poderia ser corretamente reescrito da seguinte maneira: Faz anos que os cientistas vêm afirmando que o aumento da frequência dos eventos extremos é o principal sintoma das mudanças climáticas — que vão muito além do calor.
Tanto o verbo haver quanto fazer foram empregados no contexto com sentido de tempo decorrido. Neste caso, a oração é sem sujeito, e o verbo fica sempre na terceira pessoa do singular.

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