Seu objetivo: Entender o que são conjunções e compreender os seus tipos.
Para entender as conjunções você precisa entender alguns conceitos básicos de Sintaxe.
Conjunção: é a palavra que liga orações entre si.
Exemplo: “Eu gosto de brócolis e eu também gosto de alface”. A palavra “e” liga duas orações: a primeira é “eu gosto de brócolis” e a segunda é “eu também gosto de alface”. Portanto, a palavra “e” é uma conjunção.
Conjunção Coordenativa: é aquela que liga orações coordenadas, ou seja, orações que são independentes entre si. Exemplo: “Acordei e levantei da cama”. As conjunções coordenativas podem ser: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas.
Aditiva: expressa a ideia de acréscimo, soma ou adição de eventos. Exemplos: e, nem, tampouco, mas também, mas ainda, como também, senão também (depois de não só), mais (em linguagem matemática ou como regionalismo).
Adversativa: expressa oposição, adversidade, contraste, ressalva, compensação, retificação, restrição, advertência, mudança na direção argumentativa. Exemplos: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, senão (= mas sim).
Alternativa: expressa uma ideia de alternância, escolha, exclusão, inclusão ou retificação. Exemplos: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, seja... seja, quer... quer., talvez... talvez.
Conclusiva: expressa ideia de conclusão, dedução, ilação, inferência, fechamento, finalização. Exemplos: portanto, então, logo, assim, por isso, por conseguinte, pois.
Explicativa: mostra uma explicação, justificativa. Exemplos: porque, pois, visto que, tendo em vista, dado que, uma vez que, porquanto, como, que.
Conjunção Subordinativa: é aquela que liga orações subordinadas, ou seja: uma oração (subordinada) depende da outra (principal). As conjunções subordinativas podem ser: causais, concessivas, condicionais, conformativas, temporais, consecutivas, finais, proporcionais, comparativas, integrantes.
Causal: a conjunção causal introduz a oração que explica a causa (o motivo, a razão) da ideia da oração principal.
Exemplo: “Como não havia estudado, João não foi bem na prova”. A conjunção “como” introduz a oração “não havia estudado”, que é o motivo de João não ter ido bem na prova (oração principal).
Outras conjunções causais: visto que, uma vez que, porquanto, já que, desde que, na medida em que.
Concessiva: a conjunção concessiva introduz a oração que expressa a ideia de que algum obstáculo não é capaz de impedir ou modificar a ideia da oração principal. Introduz ideia de concessão, contraste, licença, consentimento, permissão, quebra de expectativa.
Exemplo: “Embora João não tenha estudado para a prova, ele conseguiu tirar uma boa nota”. A conjunção “embora” introduz uma oração que não altera nem impede a ideia da oração principal, ou seja: o fato de João não estudar (oração introduzida pela conjunção) não impediu que ele tirasse uma boa nota (oração principal).
Outras conjunções concessivas: conquanto, ainda que, mesmo que, apesar de que, se bem que, por mais/menos que, por muito/pouco que, por melhor pior/que, nem que.
Condicional: a conjunção condicional expressa uma ideia de condição, pré-requisito, hipótese, algo supostamente esperado.
Exemplo: “Se você não estudar, você vai tirar uma nota ruim”.
Outras conjunções condicionais: caso, salvo se, a não ser que, desde que, contanto que, a menos que, exceto se, salvo se, sem que, uma vez que (com o verbo no subjuntivo).
Conformativa: expressa conformidade, regra, caminho, modelo, consonância, igualdade / semelhança, concordância.
Exemplo: “Conforme eu disse, você foi mal na prova porque não estudou”.
Outras conjunções conformativas: segundo, consoante, como, de acordo com.
Temporal: a conjunção expressa tempo, momento, época, ocasião.
Exemplo: “Eu mal cheguei ao escritório e ela veio reclamar”.
Outras conjunções temporais: assim que, logo que, desde que, apenas, quando, enquanto, depois que, todas as vezes que, sempre que, antes que, até que, mal.
Consecutiva: a conjunção consecutiva expressa uma consequência, resultado, produto, efeito.
Exemplo: “Comeu tanto que passou mal”.
Outras conjunções consecutivas: de forma que, de modo que, de sorte que, de maneira que, tal...que, tão...que, tanto...que, tamanho...que.
Final: a conjunção final expressa finalidade, objetivo, intenção, intuito.
Exemplo: “Estou estudando para me sair bem na prova”.
Outras conjunções finais: a fim de, para que, que, porque (= para que).
Proporcional: a conjunção proporcional expressa proporção, proporcionalidade, simultaneidade, concomitância.
Exemplo: “À medida que eu estudava, mais eu aprendia”.
Outras conjunções proporcionais: à proporção que, ao passo que, quanto mais...mais, quanto menos... menos, quanto menos... mais, quanto mais...menos.
Comparativa: a conjunção comparativa estabelece uma comparação, analogia, paralelo, associação (igualdade, superioridade ou inferioridade).
Exemplo: “Mandarim é mais difícil do que inglês”.
Outras conjunções comparativas: como, assim como, tal que, tanto quanto, tal qual, tanto como, que nem, tão como, tão quanto.
Integrante: a conjunção integrante introduz orações subordinadas (que completam o sentido da oração principal), introduzindo orações que equivalem a substantivos. Portanto, um macete é pensar que as conjunções integrantes introduzem orações que podem ser substituídas por pronomes: ALGO, TUDO, AQUILO, ISTO, ISSO, ESSE, ESSA, ESSES ou ESSAS.. Existem duas conjunções integrantes: SE e QUE.
Exemplo: “Espero que você viaje bem”. Podemos substituir a oração introduzida pela conjunção por ISSO. Fica assim: “Espero isso, isto, algo, tudo ou aquilo”.
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