Seu objetivo: entender os tipos de orações subordinadas adverbiais.
Orações Subordinadas Adverbiais: são aquelas que funcionam como adjunto adverbial da oração principal.
Exemplo: “Eu fui ao cinema ontem”. A palavra “ontem” é um adjunto adverbial temporal. Se no lugar de “ontem” eu puser uma oração, então essa nova oração será classificada como oração subordinada adverbial. Poderia ser: “eu fui ao cinema quando anoiteceu”.
As orações subordinadas adverbiais são classificadas conforme as circunstâncias que elas expressam: tempo, espaço, comparação, causa, consequência, etc. Elas recebem o nome de acordo com o tipo de circunstância expressa. As conjunções e locuções conjuntivas em negrito são as principais.
Temporal: expressa ideia de tempo, momento, temporalidade, relação cronológica.
Exemplo: “João comprou um iate assim que ele ficou rico”.
Conjunções típicas: quando, enquanto, depois que, antes que, logo que, assim que, sempre que, até que, desde que, mal.
Causal: expressa a causa de algum fato, causalidade, motivo, razão.
Exemplo: “Como o sol está forte, você deve levar protetor”.
Conjunções típicas: porque, já que, visto que, uma vez que, como, porquanto, na medida em que.
Concessiva: expressa concessão, contraste, licença, consentimento, permissão, quebra de expectativa, um fato que não altera outro fato apesar de ter potencial para alterá-lo.
Exemplo: “Mesmo que o chefe apareça no escritório, João vai continuar dormindo no trabalho”.
Conjunções típicas: embora, conquanto, mesmo que, ainda que, se bem que, apesar de que, por mais/menos que, por muito/pouco que, por melhor/pior que, nem que.
Conformativa: expressa a ideia de conformidade, consonância, igualdade, semelhança, concordância, regra, caminho, modelo, de agir de acordo ou agir conforme.
Exemplo: Falei conforme me mandaram falar.
Conjunções típicas: conforme, segundo, consoante, de acordo com, como.
Condicional: expressa condição, condicionalidade, pré-requisito, hipótese, algo supostamente esperado.
Exemplo: “Eu só vou embora se o chefe me mandar sair”.
Conjunções típicas: se, caso, desde que, contanto que, exceto se, salvo se, a menos que, a não ser que, sem que, uma vez que (com o verbo no subjuntivo).
Consecutiva: expressa uma consequência, resultado, produto.
Exemplo: “Gritou tanto que ficou rouco”.
Conjunções típicas: que (precedida de tal, tão, tanto, tamanho), de forma que, de modo que, de sorte que, de maneira que, sem que, que (equivalendo a sem que).
Proporcional: expressa proporção, proporcionalidade, simultaneidade, concomitância.
Exemplo: “Quanto mais você trabalha aqui, mais você ganha dinheiro”.
Conjunções típicas: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais...mais, quanto menos...menos.
Final: expressa finalidade, objetivo, intenção, intuito.
Exemplo: “Abriu a porta para que Antônio pudesse entrar”.
Conjunções típicas: para que, a fim de que, que, porque (= para que).
Comparativa: estabelece uma comparação, analogia, paralelo, associação, igualdade, superioridade, inferioridade.
Exemplo: “Ele é mais rico do que eu”.
Conjunções típicas: como, assim como, mais... (do) que, menos... (do) que, tão... quanto/como, tanto... quanto/como, bem como, tal qual.
Embora a NGB só registre esses nove tipos de oração adverbial, existem outros dois tipos, registrados em várias gramáticas:
Embora a NGB só registre esses nove tipos de oração adverbial, existem outros dois tipos, registrados em várias gramáticas:
Modal: expressa o modo relacionado à oração principal
Exemplo: “O funcionário saiu sem ser visto”.
Conjunção típica: sem que
Locativa: expressa ideia de lugar. Iniciada por advérbio
Exemplo: “Eu estou onde você me deixou”.
Conjunções típicas: onde
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