Seu Objetivo: entender o que é um adjetivo e compreender as suas flexões.
Adjetivo: é a palavra que caracteriza os seres.
Exemplo: “cachorro feio”. A palavra “feio” caracteriza substantivo “cachorro”. Portanto, “feio” é um adjetivo.
Locução Adjetiva: duas ou mais palavras que, juntas, passam a funcionar como um adjetivo.
Exemplo: “cachorro de coragem”, a expressão “de coragem” equivale ao adjetivo “corajoso”. Portanto, “de coragem” é uma locução adjetiva.
Adjetivo Pátrio: é aquele que indica a nacionalidade ou o local de origem de alguém, não é um adjetivo gentílico, este se refere apenas a uma raça ou a um povo.
Exemplos: norte-americano (dos Estados Unidos), amazonense (do Amazonas), curitibano (de Curitiba).
Você se pergunta, e os adjetivos explicativos e restritivos, ainda existem? Adjetivo explicativo é aquele que indica uma característica essencial do ser, e o adjetivo restritivo indica uma característica acidental. A NGB eliminou essa classificação dos adjetivos, mas manteve a denominação oração adjetiva explicativa e oração adjetiva restritiva, conforme será estudado mais adiante.
Você se pergunta novamente: o que são adjetivos de relação? São adjetivos derivados de substantivos e que não possuem antônimos, o aspecto é sempre objetivo, não há subjetividade, aparecem sempre depois do substantivo, e não admitem flexão de grau, raramente ocorrem em função predicativa, normalmente aparecem como adjunto adnominal. Exemplos: nota mensal, movimento estudantil, casa paterna, vinho português.
Construções erradas: ''nota muito mensal / nota mensalíssima / a nota foi mensal'' / ''movimento estudantilíssimo / movimento muito estudantil / o movimento foi estudantil'' / ''casa paterníssima / casa muito paterna / a casa é paterna'' / ''vinho muito português / vinho portuguesíssimo / o vinho é português''
Flexão dos Adjetivos: os adjetivos, assim como os substantivos, podem se flexionar quanto ao gênero, número e grau.
Flexão de Gênero: um adjetivo pode ser flexionado no feminino ou no masculino.
Exemplo 1: “casa pequena” – o adjetivo “pequena” está flexionado no feminino.
Exemplo 2: “livro pequeno” – o adjetivo “pequeno” está flexionado no masculino.
Porém, existem adjetivos que não se flexionam quanto ao gênero. Exemplo: podemos dizer “a casa é grande” e “o livro é grande”. O adjetivo “grande” é usado tanto com palavras femininas quanto com palavras masculinas, sem sofrer flexões de gênero, não existe grando nem granda.
Flexão de Número: os adjetivos também podem se flexionar quanto ao número (singular ou plural).
Exemplo 1: “casa pequena” – o adjetivo “pequena” está flexionado no singular.
Exemplo 2: “casas pequenas” – o adjetivo “pequenas” está flexionado no plural.
Flexão de Grau: os adjetivos podem ser flexionados no grau comparativo ou superlativo.
Grau Comparativo: ocorre quando comparamos uma característica (o adjetivo) de dois seres específicos.
Grau Comparativo de Superioridade: ocorre quando algo ou alguém é superior ao outro em relação a um mesmo adjetivo. Geralmente, usamos “mais do que”.
Exemplo: Pedro é mais alto do que Chico ou Pedro é maior do que Chico.
Observação: ao falar “mais alto” nós estamos usando duas palavras (o adjetivo, então, está flexionado no modo analítico). Ao dizer “maior” nós estamos usando apenas uma palavra (o adjetivo, então, está flexionado no modo sintético). Ou seja: no modo analítico nós precisamos usar duas palavras (mais alto, mais baixo, etc) e no modo sintético nós só usamos uma única palavra (maior, menor, etc).
Grau Comparativo de Inferioridade: ocorre quando algo ou alguém é inferior ao outro em relação a um mesmo adjetivo. Geralmente usamos “menos do que”.
Exemplo: Chico é menos alto do que Pedro ou Chico é menor do que Pedro.
Observação: note que “menos alto” está no modo analítico e “menor” está no modo sintético.
Grau Comparativo de Igualdade: ocorre quando comparamos algo ou alguém que equivale ao outro (sem ser maior ou menor). Geralmente usamos “tão... quanto”.
Exemplo: Raul é tão alto quanto Pedro (os dois têm a mesma altura).
Grau Superlativo: pode ser relativo ou absoluto.
Grau Superlativo Relativo: ocorre quando se compara algo ou alguém com o todo (o conjunto inteiro). Pode ser de dois tipos: de superioridade ou de inferioridade.
Grau Superlativo Relativo de Superioridade: ocorre quando algo ou alguém possui uma característica superior ao grupo inteiro. Exemplo: Mário é o mais alto da sua turma ou Mário é o maior da sua turma.
Grau Superlativo Relativo de Inferioridade: ocorre quando algo ou alguém possui uma característica inferior ao grupo inteiro. Exemplo: José é o menos alto da sua turma ou José é o menor de sua turma.
Grau Superlativo Absoluto: ocorre quando queremos indicar uma característica exagerada de algo ou de alguém (ou seja: não estamos fazendo nenhum tipo de comparação). Exemplo: Jonas é muito alto (modo analítico) ou Jonas é altíssimo (modo sintético).
Observação: Veja mais uma vez que o modo sintético ocorre quando usamos uma única palavra (altíssimo, belíssimo, inteligentíssimo), enquanto que o modo analítico ocorre quando usamos mais de uma palavra (muito alto, alto pra caramba, alto à beça).
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