30 de agosto de 2019

Figuras de Linguagens - Gramática Online

Olá povo!

Hoje nós vamos falar a respeito das figuras de linguagem. O melhor jeito de entender as figuras de linguagem é por meio dos exemplos.

1) Metáfora e Comparação 

A metáfora é uma comparação sem o conectivo comparativo. Por outro lado, a comparação possui conectivo comparativo. Ex:

O meu cachorro é um coelho (metáfora)
O meu cachorro é como um coelho (comparação)

figuras de linguagem




Retomando: veja que, ao usarmos um conectivo comparativo (no exemplo foi "como") estaremos fazendo uma comparação. Caso não usarmos um conectivo comparativo estaremos fazendo uma metáfora.

2) Metonímia

Bonifácio lê Paulo Coelho
Bonifácio está sem teto. 
Bonifácio comeu uma caixa de chocolates


Todos esses exemplos caracterizam a metonímia. Na metonímia, nós substituímos uma palavra por outra, com relação de proximidade semântica e essa palavra não pode ser lida literalmente, mas mesmo assim nós conseguimos entender o sentido da frase.  

Dizer que alguém "lê fulano de tal" significa dizer que alguém lê os seus livros. Portanto, Bonifácio não pega o Paulo Coelho em pessoa e o "lê", mas sim lê os livros que ele escreveu. 
Dizer que "Bonifácio está sem teto" não significa dizer que ele está morando num lugar "sem telhado", mas sim que não tem moradia. 
Dizer que Bonifácio comeu uma caixa de chocolates não significa dizer que ele comeu a caixa, mas sim que ele comeu os chocolates contidos na caixa. 

3) Prosopopeia ou Personificação

Trata-se de atribuir características humanas a outros tipos de seres e de objetos

O sol nasceu sorrindo 
A lua chorou
O cachorro assustou o outro, gritando: "surpresa!"




O sol não sorri. A lua não chora. Cachorro não fala. Afinal, essas ações são feitas pelos humanos. Portanto, são prosopopeias.

4) Eufemismo

É um modo de dizer mais "suave", mais light e pouco ofensivo para não ferir o outro. Por exemplo: ao invés de falarmos "Fulano morreu", nós dizemos "Fulano não está mais entre nós". Outro exemplo: "Joaquim Barbosa condenou membros PT  por desviarem verbas públicas no governo Lula". Dizer "desviarem verbas" é muito mais suave e leve do que dizer "roubarem", o que foi que, de fato, realmente aconteceu. Portanto, se trata de um eufemismo.
Fora do contexto gramatical, eufemismo é usado como sinônimo de moderação, suavização, atenuação, comedimento, abrandamento, adoçamento e mitigação.

5) Hipérbole

Trata-se de um exagero para tornar a mensagem mais expressiva. Por exemplo: "chorei rios por você", "esperei séculos por você", "já falei milhares de vezes", "fui voando para o escritório porque eu estava bem atrasado".
Fora do contexto gramatical, a hipérbole é usada na geometria.

6) Antítese

Ideias contrárias, com palavras antônimas. Exemplo: "A guerra pode gerar paz". Existe uma antítese entre "guerra" e "paz", pois esses termos são opostos.

Confunde-se com o paradoxo e com a ironia, na antítese, há apenas uma oposição, no paradoxo, há uma contradição entre as imagens associadas, na ironia, há uma oposição indireta, porque se diz o contrário do que se quer dar a entender.

Alguns gramáticos defendem que oxímoro, oximoro ou oximóron são termos mais corretos que paradoxo, por ser termo da gramática, enquanto paradoxo é um termo da filosofia.


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7) Pleonasmo

É uma espécie de redundância, ou seja: repetição de termos ou de ideias desnecessárias. Por exemplo: "vi com meus próprios olhos", "sonhei um sonho", "cantei uma canção".

Essas foram as principais figuras de linguagem. Existem outras um pouco mais esquisitas:

Anacoluto: quando falta coerência entre o início e o fim da frase. Ex: "um leão e um rinoceronte estavam dirigindo um veículo e, para isso, o homem pode perceber como o tempo é curto".

Zeugma: é a supressão de uma determinada palavra que já foi usada antes sem prejudicar o entendimento da mensagem transmitida. Ex: "Eu prefiro chocolate branco; ela, preto". Veja que no trecho "chocolate branco; ela, preto" fica subentendido "chocolate branco e ela prefere o chocolate preto". Portanto, foram retiradas as palavras "prefere" e "chocolate" para evitar a repetição. Porém, mesmo com essa retirada, o leitor pode compreender perfeitamente o sentido. Observe que foi usado o ponto-e-vírgula para indicar esse zeugma.

* Elipse: é a mesma coisa que o zeugma com uma única diferença: as palavras não foram usadas antes. No exemplo do "zeugma", houve a retirada de "prefere" e de "chocolate" para evitar a repetição. Na elipse a palavra omitida não é usada, porém é facilmente identificada. Exemplo: "Na mesa, dois copos e dois pratos". Observe que podemos entender que "na mesa, havia dois copos e dois pratos".

Exemplos consagrados:
o celular (omissão de ''telefone'' celular)
o documentário (omissão de ''filme'' documentário)
o representante (omissão de ''membro'' representante)
o canino (omissão de ''dente'' canino)
o abaixo-assinado (omissão de ''documento'' abaixo-assinado)
o micro (omissão de micro ''computador'')
a circular (omissão de ''carta'' circular)
a catedral (omissão de ''igreja'' catedral)
a esferográfica (omissão de ''caneta'' esferográfica)

Hipérbato: trata-se da inversão na ordem natural da oração (sujeito + verbo + complemento). Exemplo: o trecho "caiu Juvenal da bicicleta" é um hipérbato (uma inversão) de "Juvenal caiu da bicicleta".

Silepse: trata-se de alterar a concordância das palavras, concordando com a ideia transmitida e não necessariamente com a palavra expressa. Ao invés de dizer, por exemplo, "o pessoal se desequilibrou e caiu na vala", nós podemos dizer "o pessoal se desequilibrou e caímos na vala", alterando, assim, a concordância correta, como se eu estivesse me incluindo na queda.

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