30 de agosto de 2019

Substantivo - Nova Gramática Online

Substantivo: é a palavra que nomeia os seres. É a palavra que dá nome para tudo o que existe ou não no mundo real.

Classificação dos Substantivos: os substantivos podem ser classificados em: próprio ou comum, abstrato ou concreto, composto ou simples, primitivo ou derivado. Além desses, o substantivo também pode ser classificado como coletivo.

Substantivo Próprio: é aquele que nomeia algo único (individual) e é escrito com letra maiúscula. Exemplo: Inglaterra, Avenida Brasil, Palácio do Planalto, Monalisa, Titanic, Primeira Guerra Mundial, Código da Vinci, João, etc.

Substantivo Comum: é aquele que nomeia algo que não é único (é geral) e é escrito com letra minúscula. Exemplos: lápis, mesa, computador, geladeira, cachorro, ônibus, cidade, livro, etc.

Substantivo Abstrato: é aquele que depende de outros seres para existir. Por exemplo, o substantivo “fome” só existe se alguém sentir fome; o substantivo “tristeza” só existe se alguém sentir tristeza.
De um modo geral, os substantivos abstratos englobam: os sentimentos (amor, ódio, tristeza), as virtudes e qualidades (justiça, paz, bondade, fé), sensações (fome, sede, calor), verbos substantivados (“o canto”, do verbo cantar; “a venda”, do verbo vender, etc).

Substantivo Concreto: é aquele que depende por si só (não depende de outros seres) e pode fazer parte do mundo real ou não (pode ser fictício). Exemplos: pedra, carro, rua, Deus, fada, gnomo, Papai Noel.

Substantivo Composto: é formado por dois ou mais radicais. Exemplos: pé de moleque, couve-flor, girassol.

Substantivo Simples: é formado por apenas um radical. Exemplo: moleque, pé, flor, sol.

Substantivo Derivado: é aquele que é criado (derivado) a partir de outra palavra. Exemplos: livraria (vem de “livro”), ferreiro (vem de “ferro”).

Substantivo Primitivo: é aquele que está em sua forma mais primitiva (sem afixos) e que pode originar novas palavras (derivadas). Exemplos: ferro (dele aparece “ferreiro”, “ferrugem”), livro (dele aparece  “livreiro”, “livraria”, “livrinho”).

Substantivo Coletivo: é o substantivo que representa um grupo, uma coletividade. Exemplo: “esquadra” é um substantivo que representa um grupo de navios. Portanto, “esquadra” é um substantivo coletivo de navios. Outros exemplos: atlas (coletivo de mapas), arquipélago (coletivo de ilhas), constelação (coletivo de estrelas).

 Observação: veja que um mesmo substantivo pode ter várias classificações ao mesmo tempo. O substantivo “livro”, por exemplo, pode ser classificado como: comum, concreto, simples e primitivo.

Flexão: é o modo que uma palavra pode se flexionar, ou seja, se transformar em outra palavra.  Os substantivos se flexionam quanto ao gênero, número e grau, mas não em pessoa, flexão exclusiva dos pronomes e dos verbos, nem em modo, tempo e voz, flexões exclusivas dos verbos.

Exemplo: o substantivo “menino” é uma palavra masculina e pode se flexionar (variar, mudar) para o feminino, se transformando no substantivo “menina”. Além disso, a palavra “menino” está no singular e pode se flexionar (variar) para o plural, virando “meninos”. A palavra “menino” também pode aumentar de grau para “meninão” ou diminuir de grau para “menininho”. Ou seja: um substantivo pode se transformar em outros substantivos. 

Seu objetivo: Entender a flexão dos substantivos quanto ao seu gênero.

Flexão de Gênero: indica se um substantivo está no masculino ou no feminino. Por exemplo, o substantivo “menino” é uma palavra do gênero masculino e esse substantivo pode se flexionar no gênero feminino se transformando em “menina”. Portanto, de modo geral, quando o substantivo termina em “o” ele é do gênero masculino e quando termina em “a” ele é do gênero feminino. Porém, alguns tipos de substantivos não seguem essa regra. Veja:

Substantivo Comum de dois Gêneros: é aquele que se escreve do mesmo modo tanto no masculino quanto no feminino. Então como descobrimos o gênero? Resposta: pelo artigo que aparece antes dele (o, a, um, uma)

Exemploo estudante (masculino), a estudante (feminino), um jovem (masculino), uma jovem(feminino). Outros exemplos: adolescentecolegaartistaintérpreteamante, cliente, agente, assistente, imigrante, lojista, mártir, repórer.

Substantivo Sobrecomum: é aquele que se escreve do mesmo modo tanto no masculino quanto no feminino e que, além disso, só admite um tipo de artigo: masculino (o, um) ou feminino (a, uma). Então como descobrimos o gênero? Resposta: somente pelo contexto (só descobrindo onde a palavra está sendo usada).

Exemploa criançauma criança (não existe “o crianço”, “um crianço”). Como sabemos se a criança é uma menina ou um menino? Resposta: só sabendo sobre o que está se falando da criança (contexto, precisa-se interpretar). Outros exemplos: a testemunhao monstroo cônjugea vítimaa pessoa.

Substantivo Epiceno: se comporta como o substantivo sobrecomum (é escrito de uma só maneira aceita só um tipo de artigo), mas é usado especificamente no caso dos animais e precisamos usar as palavras “macho” ou “fêmea” para podermos distinguir o gênero.

Exemploo jacaré (macho ou fêmea). Outros exemplos: a borboleta, o tigre, a minhoca, a barata, o besouro.

Substantivo Heterônimo: é aquele que tem a versão masculina completamente diferente da versão feminina porque o radical da palavra se altera. Exemplos: bode / cabra; boi, touro / vaca; cão / cadela; cavalo / égua; carneiro / ovelha; zangão / abelha
Outros exemplos: cavaleiro / amazona; cavalheiro / dama; compadre / comadre; frade / freira; frei / sóror; genro / nora; homem / mulher; marido / mulher; padrasto / madrasta; padrinho / madrinha; pai / mãe

Casos que geram dúvidas: existem dois casos que costumam confundir o feminino e o masculino dos substantivos, dando muitas dúvidas. Para esses casos, não existem regras: você precisa simplesmente decorar as palavras (é por isso que confundem). Então, organizamos uma maneira de você estudá-los:

Primeiro Caso: dúvidas comuns entre feminino e masculino. Exemplo: “a alface” (e não “o alface”), “a couve-flor” (e não “o couve-flor”). 

Segundo caso: dúvidas comuns na hora de descobrir o feminino ou o masculino de certos substantivos. Exemplo: feminino de frei (é sóror), feminino de bispo (é episcopisa), feminino de judeu (é judia). 

Seu objetivo: Entender a flexão dos substantivos quanto ao seu grau.

Flexão de Grau: o substantivo pode se flexionar em relação ao seu grau (aumentativo ou diminutivo), que tem relação ao tamanho (maior ou menor). O substantivo “menino”, por exemplo, pode se flexionar no aumentativo, se transformando em “meninão”, ou então ele pode se flexionar no diminutivo, se transformando em “menininho”. Veja que a flexão do aumentativo termina em “ão” e a flexão do diminutivo termina em “inho”, mas nem sempre será assim.

Outros Exemplos: faca (faquinha e facão), mulher (mulherzinha e mulherão), gato (gatinho e gatão).

Grau Analítico: o substantivo precisa estar acompanhado de outra palavra para indicar o seu grau. Exemplo: pé grande (grau analítico aumentativo), pé pequeno (grau analítico diminutivo).

Grau Sintético: o substantivo não precisa estar acompanhado de outra palavra para indicar o seu grau. Exemplo: pezão (grau sintético aumentativo), pezinho (grau sintético diminutivo).

Grau Normal: é o substantivo sem estar no grau aumentativo ou diminutivo. Exemplo: .

Vamos ver, agora, alguns substantivos flexionados no grau aumentativo e diminutivo (analítico) que geram dúvidas.

 Flexão no Grau Aumentativo: bala (balázio), beiço (beiçorra), boca (bocarra), cabeça (cabeçorra), cão (canzarrão), copo (copázio), corpo (corpanzil), cruz (cruzeiro), fatia (fatacaz), forno (fornalha), fumo (fumaça), ladrão (ladravaz), lenço (lençalho), mão (manzorra), povo (povaréu), prato (pratarraz), ramo (ramalho), voz (vozeirão). 


Flexão no Grau Diminutivo: asa (aselha), banco (banqueta), barraca (barraquim), capa (capuz), carro (carreta), cavalo (cavalete), cela (célula), corda (cordel), corpo (corpúsculo), febre (febrícula), flauta (flautim), forma (fórmula), globo (glóbulo), homem (homúnculo), lobo (lobato), modo (módulo), moça (moçoila), nó (nódulo), núcleo (nucléolo), ovo (óvulo), palácio (palacete), parte (partícula), pele (película), questão (questiúncula), rabo (rabicho), rei (régulo), riso (risota), verão (veranico), verso (versículo), via (viela), vidro (vidrilho). 


Seu objetivo: Entender as regras para a formação do plural do substantivo simples.

Flexão de Número: com ele é possível saber se um substantivo está no singular ou no plural. Por exemplo, o substantivo “menino” está no singular e pode ser flexionado para o plural, mudando para “meninos”. Observe que o que muda do singular para o plural é o acréscimo da letra “s”. Porém, nem sempre será assim. Vamos ver, agora, as regras gerais do plural dos substantivos simples.

Regras:

1) Acrescenta S – substantivos terminados em vogais (maioria dos casos) ou em EN.
Exemplos: carro (carros), lei (leis), ideia (ideias), órfão (órfãos), hífen (hifens), pólen (pólens).

Observação: geralmente o plural dos substantivos terminados em EN pode ser também terminado em ES. Exemplo: hífen (hifens ou hifenes).

2) Tira o L e acrescenta IS– substantivos terminados em ALOLUL.
Exemplos: jornal (jornais), farol (faróis), azul (azuis)

3) Tira o L e acrescenta EIS – substantivos terminados em EL.
Exemplos: anel (anéis), papel (papéis),

4) Troca IL por EIS – substantivos terminados em IL átono (sílaba fraca).
Exemplos: fóssil (fósseis). A sílaba forte é “fó”, então IL está na sílaba fraca (sil).

5) Troca L por S – substantivos terminados em IL tônico (sílaba forte)
Exemplo: fuzil – fuzis. A sílaba forte é “zil” e IL está nela.

6) Tira o M e acrescenta ENS – substantivos terminados em EM.
Exemplo: homem (homens).

7) Não faz nada – substantivos terminados em X ou em S (nesse caso, exceto os oxítonos).
Exemplos: o lápis (os lápis), o ônibus (os ônibus), o tórax (os tórax).

8) Acrescenta ES – substantivos oxítonos terminados em S ou em Z e substantivos terminados em R.
Exemplos: francês (franceses), rapaz (rapazes), caráter (caracteres).

Veja que, de modo geral, essas regras não são complicadas, já que nós as aplicamos no cotidiano desde que começamos a aprender a ler e a escrever. Agora, vamos ver os casos que geram mais dúvida.

Casos Especiais: aval (avais ou avales), cal (cales ou cais), gol (goles, gols ou gois), mal (males), cônsul (cônsules), mel (meles, méis).

Plural dos substantivos terminados em ÃO: os substantivos terminados em ÃO são os que geram mais dúvidas no momento de serem flexionados para o plural e alguns deles até aceitam mais de um plural. Vamos, então, ver os exemplos principais para nos familiarizarmos com eles:

Plural terminado em ÕES (é a maioria dos casos):
Balão (balões), botão (botões), canção (canções), confissão (confissões), coração (corações), cordão (cordões), eleição (eleições), estação (estações), fração (frações), gavão (gaviões), limão (limões), mamão (mamões), nação (nações), operação (operações), paixão (paixões), questão (questões), tubarão (tubarões), visão (visões), razão (razões).

Plural terminado em ÃES:
Alemão (alemães), cão (cães), capelão (capelães), capitão (capitães), catalão (catalães), charlatão (charlatães), escrivão (escrivães), guardião (guardiães), pão (pães), sacristão (sacristães), tabelião (tabeliães).

Plural terminado em ÃOS:
Bênção (bênçãos), cidadão (cidadãos), cristão (cristãos), irmão (irmãos), mão (mãos), órfão (órfãos), órgão (órgãos), sótão (sótãos), vão (vãos).

Mais de um plural:

Alazão (alazães, alazões), aldeão (aldeões, aldeãos, aldeães), anão (anões, anãos), ancião (anciãos, anciães, anciões), artesão (artesães, artesãos), cirurgião (cirurgiões, cirurgiães), corrimão (corrimãos, corrimões), ermitão (ermitãos, ermitães, ermitões), guardião (guardiães, guardiões), refrão (refrães, refrãos), sacristão (sacristães, sacristãos), sultão (sultões, sultãos, sultães), verão  (verões, verãos), vilão (vilãos, vilões, vilães), vulcão  (vulcãos, vulcões), zangão (zangões, zangãos).

Inaceitável seria a forma corrimães. Nem poderia ficar correndo mães por aí.

Você se pergunta: por que isso ocorre? Por razões históricas. Não há uma regra que defina o plural exato dos substantivos, até porque Gramática não é Matemática, não é uma ciência exata, mas uma ciência humana.

Nenhum comentário: