Seu objetivo: entender o que é tritongo, hiato, encontros vocálicos, encontros consonantais, dígrafos e nasalizações.
Vimos que o ditongo é o encontro de uma vogal e de uma semivogal na mesma sílaba. Hoje nós vamos falar a respeito de outros conceitos importantes e terminar a matéria.
Aprendemos que como o ditongo precisa do apoio de uma vogal para formar uma sílaba, ele é indivisível silabicamente.
Hiato: é o encontro de duas vogais em sílabas separadas. Ex: saída (sa-í-da), hiato (hi-a-to). Como no hiato só contém uma vogal, as vogais do hiato se separam e ficam em sílabas distintas.
Tritongo: é o encontro entre duas semivogais e uma vogal (a vogal fica entre as duas semivogais). Ex: Uruguai, Paraguai, saguão. Como no tritongo só contém uma vogal, ele não pode ser dividido silabicamente.
Encontros Vocálicos: são os encontros de vogais (ou de vogais com semivogais) numa palavra. Portanto, os ditongos, os tritongos e os hiatos são encontros vocálicos.
Dígrafo: ocorre quando duas letras passam a ter um único fonema. São elas: RR, SS, CH, LH, NH, GU, QU, SC, XC, SÇ. Ex: carroça, passarinho, chato, alho, foguete, nascer.
Encontros Consonantais: são os encontros entre consoantes numa mesma palavra (na mesma sílaba ou não). Ex: praia, pneu, advogado, ritmo, digno.
Os encontros consonantais perfeitos ou próprios são inseparáveis, como em Brasil, flores e claro, os imperfeitos ou impróprios são separáveis, como em magnético, objetivo e almoço, os mistos misturam os dois modos descritos, como em filtração, displicência, destruição e destreza.
Observação 1: quando a letra X tem som de “CS” (como em “táxi” ou “tórax”) ele também passa a ser um encontro consonantal fonético, ou seja, um dífono.
Observação 2: RR, SS, CH, LH, NH, SC, SÇ, XC não são encontros consonantais, mas sim são dígrafos.
Nasalizações: as letras M e N nasalizam a letra anterior, alterando, assim, os fonemas, podendo formar ditongos (encontro entre uma vogal e uma semivogal) ou dígrafos (duas letras formando um único fonema). Vamos ver, agora, esses dois casos.
Caso 1 – “AM” e “EM”, em final de palavra, formam ditongos. Ex: CANTAVAM (pois se entende “CANTAVÃU”, com o A nasalizado), BEM (pois se entende “BÊI”, com o E nasalizado).
Caso 2 – “M” e “N” formam dígrafos quando nasalizam a vogal anterior (vogal nasal). Ex: A palavra TONTO tem cinco letras, porém tem quatro fonemas, porque entendemos “TÕTO”, ou seja: o “N” nasaliza a vogal “O”. Isso quer dizer que o som de “ON” é um só. Duas letras (ON) com um som (Õ) formam um dígrafo.
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