30 de agosto de 2019

Hífen - Nova Gramática Online

Seu objetivo: estudar as regras gerais do uso do hífen.

Para usarmos a Regra Geral do hífen nas palavras compostas, precisamos saber, primeiramente, qual é o tipo de palavra composta.

Palavra Composta por Prefixo: É a palavra que é composta por um prefixo. Os prefixos são as partes que ficam no início das palavras, ou seja: os prefixos são usados junto com as palavras (eles não podem ficar sozinhos). Exemplos de prefixos: micro, mini, auto, anti, socio, eco, pré.

Regra Geral: nas palavras compostas por prefixos, nós usamos o hífen para separar vogais iguais (micro-ondas) ou para separar o prefixo das palavras iniciadas com a letra “h” (pré-história). Além disso, se as letras “r” e “s” vierem depois de alguma vogal elas são misteriosamente duplicadas (semirreta, minissaia).

Exceções: essa regra não funciona se usarmos os prefixos “re” seguido por “e” ou “co” seguido por “o”. Nesses casos, os prefixos apenas se juntam às palavras, repetindo as vogais (esquece a ideia de separar vogais iguais). Exemplos: reescrevercooperar. Caso o prefixo “co” se junte a uma palavra iniciada com a letra “h”, a letra “h” some misteriosamente. Exemplo: co + habitar = coabitar.

Observação: Com os prefixos intersuper e hiper (que terminam com a letra “r”), vale a mesma regra da separação de vogais iguais. Portanto, nós devemos usar hífen caso a palavra comece com “r”. Exemplo: “inter-regional”.

Palavra Composta por Palavras Independentes: é aquela que é composta por palavras autônomas ou independentes (que podem ficar sozinhas, ao contrário dos prefixos). Exemplo: beija-flor (beija + flor). Tanto “beija” quanto “flor” são palavras independentes.

Regra Geral: nas palavras compostas por outras palavras, nós devemos usar hífen caso não haja algum elemento de ligação as ligando. Exemplos: não usamos hífen em “pé de moleque” porque a preposição “de” está ligando as duas palavras (pé e moleque), assim como em dia a dia, fim de semana e ponto e vírgula. Por outro lado devemos usar vírgula em “couve-flor”, já que as duas palavras (couve e flor) estão ligadas diretamente, sem elemento de ligação.  

Exceções: água-de-colônia, cor-de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.

Exemplos das Regras Gerais (palavras compostas por prefixos)

Exemplo 1: Escrevemos “micro-ondas” para separar as vogais iguais (já que a palavra é formada pelo prefixo “micro” e pela palavra “ondas”).

Exemplo 2: Escrevemos “autoescola”, já que as vogais são diferentes (é o exemplo inverso do exemplo anterior).

Exemplo 3: Escrevemos “super-homem” com hífen para separar o prefixo (super) da palavra que começa com a letra “h”.

Exemplo 4: Escrevemos “minissaia” sem hífen e com a letra “s” repetida porque essa letra aparece depois de uma vogal (vogal “i”).

Exemplos das Regras Gerais (palavras compostas por outras palavras)

Exemplo 1: Escrevemos “guarda-roupa” com hífen porque não existe elemento de ligação unindo as duas palavras (“guarda” e “roupa”).

Exemplo 2: Escrevemos “maria vai com as outras” sem hífen porque existem elementos de ligação entre as palavras (“maria”, “vai”, “outras”).

Seu objetivo: entender as regras específicas do uso do hífen.

Na primeira parte do nosso estudo (clique aqui para rever) nós estudamos as regras gerais do hífen (as regras que são aplicadas na maior parte dos casos). Agora, nós vamos ver os casos mais específicos.

1) Com os prefixos “circum” ou “pan”, nós devemos usar hífen se a palavra começar com “m”, “n”, “h” ou vogal. Exemplo: circum-navegação.

2) Usamos hífen se depois de “mal” aparecer uma palavra iniciada com “h”, “l” ou vogal. Exemplos: mal-humorado.  

3) Usamos hífen se depois do prefixo “ad” aparecer “h”, “d” ou “r”. Exemplo: ad-rogar.

4) Devemos usar hífen com os prefixos “ab”, “ob”, “sob” e “sub” se depois aparecer “h”, “b” ou “r”.

5) Usamos hífen em adjetivos pátrios (palavras que indicam o lugar de origem, por exemplo: mato-grossense) e também nas palavras compostas que indicam espécies zoológicas (joão-de-barro) ou botânicas (flor-de-lis).

6) Algumas palavras perderam a noção de composição: paraquedas (e palavras derivadas, como paraquedista e paraquedismo), pontapé, mandachuva, parabrisa, paralama.


7) Devemos usar hífen com os prefixos bem, sem, vice, ex, pós, pré, pró, além, aquém, sota, soto

Dúvida: re-hidratar ou reidratar?
O certo é: reidratar. Explicação: Com os prefixos des, in e re, perde-se o H e não se usa o hífen.

Dúvida: super-mercado ou supermercado?
O certo é: supermercado. Explicação: Com os prefixos hiper, inter e super, só se usa o hífen quando a próxima palavra começar por H ou R, não por consoante diferente ou vogal.

Dúvida: contrargumento ou contra-argumento?
O certo é: contra-argumento. Explicação: Usa-se hífen quando o primeiro elemento termina em vogal (contra) e o segundo elemento começa com vogal igual (argumento).

Dúvida: micro-informática ou microinformática?
O certo é: microinformática. Explicação: Não se usa hífen quando o primeiro elemento termina em vogal (micro) e o segundo elemento começa com vogal diferente (informática).

Dúvida: neorrealismo ou neo-realismo?
O certo é: neorrealismo. Explicação: Se o primeiro elemento terminar em vogal (neo), e o segundo elemento começar com R ou S (realismo), deve-se dobrar as consoantes.

Dúvida: extra-conjugal ou extraconjugal?
O certo é: extraconjugal. Explicação: Não se usa hífen quando o prefixo termina em vogal (extra) e o segundo elemento começa por consoante diferente de H (conjugal).

Dúvida: co-ordenação ou coordenação?
O certo é: coordenação. Explicação: Nas formações com o prefixo co, este perde o hífen e se aglutina com o segundo elemento.

Dúvida: cor-de-vinho ou cor de vinho?
O certo é: cor de vinho. Explicação: Não se usa hífen em locuções substantivas, adjetivas, adverbiais, pronominais, prepositivas ou conjuntivas.

Dúvida: panamericano ou pan-americano?
O certo é: pan-americano. Explicação: Com os prefixos circum e pan, usa-se hífen quando o segundo elemento começar por H, M, N ou vogal.

Dúvida: sub-divisão ou subdivisão? sub-grupo ou subgrupo?
O certo é: subdivisão e subgrupo. Explicação: Com o prefixo sub, só se usa o hífen quando o segundo elemento começar por H, B ou R.

Dúvida: Grão Pará ou Grão-Pará?
O certo é: Grão-Pará. Explicação: Usa-se hífen nos topônimos compostos por grã, grão, ou ligados por artigo. Os demais, com exceção de Guiné Bissau, não são separados por hífen.

Dúvida: tamanduá bandeira ou tamanduá-bandeira?
O certo é: tamanduá-bandeira. Explicação: Usa-se hífen nos compostos que designam vegetais ou animais.

Dúvida: tupi-guarani ou tupi guarani?
O certo é: tupi-guarani. Explicação: Usa-se hífen nos sufixos de origem tupi, como açu, mirim, guaçu e mor.

Dúvida: ofereceramnos ou ofereceram-nos? oferecernosão ou oferecer-nos-ão?
O certo é: oferecer-nos-ão e ofereceram-nos. Explicação: Usa-se hífen com os pronomes enclíticos e mesoclíticos.

Dúvida: porto-alegrense ou porto alegrense?
O certo é: porto-alegrense. Explicação: Usa-se hífen nos compostos que designam povo ou nação.

Crase Obrigatória, Proibida e Facultativa - Nova Gramática Online

Seu objetivo: aprender os casos onde a crase é obrigatória, é proibida e é facultativa.  

Casos onde a crase é obrigatória

1) Devemos usar crase para expressar o horário. Exemplo: “A reunião será às cinco horas”.

Observações: Para tempo passado, devemos usar o verbo “haver”. Exemplo: “a reunião foi há cinco horas”. Para tempo futuro, não usamos crase (apenas a preposição “a”). Exemplo: “a reunião será daqui a cinco horas”.

2) Devemos usar crase nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas formadas por palavras femininas. Exemplos: às vezes, às pressas, à força, à toa, à procura, às custas de, à vontade, à solta, às segundas (às terças, às quartas, às quintas, às sextas, mas não aos sábados nem aos domingos), à toa, à la carte, à beça, à chave, à beira de, à custa de, à espera de, à procura de, à exceção de, à semelhança de, à imitação de, à força de, à sombra de, às escondidas, à medida que, à proporção que, etc.

Antes que você pergunte: as locuções adverbiais são expressões formadas por duas ou mais palavras que funcionam como advérbios, enquanto que locuções prepositivas são expressões que funcionam como preposições e as locuções conjuntivas são aquelas que funcionam como conjunções.

Observação: alguns autores dizem que não devemos usar crase em adjuntos adverbiais que expressam instrumento, a menos que cause ambiguidade. Exemplo: “matou a facada” (e não “à facada”), “escreveu a caneta” (e não “à caneta”). Porém, alguns gramáticos dizem que, nesses casos, pode-se usar o acento grave em qualquer circunstância, mesmo não ocorrendo ambiguidade.

Casos onde a crase é proibida

1) Não usamos crase antes de verbos no infinitivo, antes de pronomes pessoais, demonstrativosde tratamento, interrogativos ou indefinidos ou antes de palavras masculinas.

ExemplosPôs-se a vender biscoitos (verbo no infinitivo), isto interessa a esta pessoa (pronome demonstrativo), dê o envelope a ele (pronome pessoal), peça o carimbo a Vossa Senhoria (pronome de tratamento), a quem você deve dinheiro? (pronome interrogativo), dê o relatório a algum diretor (pronome indefinido), vamos a pé mesmo (palavra masculina).

Observação: usamos crase antes dos seguintes pronomes de tratamento: senhorasenhoritadamamadame e dona (caso a regência exija a preposição “a”).

Observação: Mesmo antes de palavras masculinas, usamos crase quando a locução prepositiva à moda de está subentendida. ExemploOs sapatos com salto alto e fino são à Luís XV.

2) Não usamos crase antes da palavra “distância” se a distância não for relevada. Exemplo: “seguiu o rapaz a distância”. Caso a distância seja especificada, então usamos crase. Exemplo: “ficou à distância de dez metros”.

3) Não usamos crase antes da palavra “terra” quando estiver significando chão, solo. Exemplo: “Depois de cruzar o Atlântico, voltei a terra”. Se “terra” significar outra coisa, então usaremos crase. Exemplo: “Depois de cruzar a galáxia, voltei à Terra (planeta)”. Outro exemplo: “Depois de passar vários anos em outro país, eu voltei à terra natal (lugar de origem)”.

4) Não usamos crase entre palavras repetidasExemplos: “boca a boca”, “cara a cara”.

Observação: Expressões como “é preciso declarar guerra à guerra” e “é preciso dar mais vida à vida” são exceções.


Casos onde a crase é facultativa (pode usá-la ou não)

1) A crase é facultativa antes de nomes próprios femininosExemplo: “Entregue isso à Paula” ou “entregue isso a Paula”.

Observação: será obrigatória a crase antes de nomes próprios femininos qualificados Exemplo: “Entreguei os relatórios à ilustre Paula”. Se for uma pessoa com quem não se tem intimidade, a crase só ocorrerá se houver um adjunto adnominal determinando-aExemplo: “Fiz homenagem a Bruna Karla”. Mas: “Fiz homenagem à impressionante Bruna Karla”.

2) A crase é facultativa antes de pronomes possessivos adjetivos femininos no singular (minha, dela, tua, sua, nossa, vossa). Exemplo: “Escrevemos à sua mãe” ou “escrevemos a sua mãe”. Se estiver no plural, devemos escrever “a” ou “às”. Exemplo: “Escrevemos a suas mães” ou “escrevemos às suas mães”.

Observação: será obrigatória a crase antes de pronomes possessivos substantivos femininos Exemplo: “Escrevemos à sua mãe, mas não à tua”

3) A crase é facultativa depois da preposição até. Exemplo: “Caminharemos até à loja” ou “caminharemos até a loja”.

Regras Principais da Crase - Nova Gramática Online

Seu objetivo: aprender as regras principais do uso da crase.

No post anterior (clique aqui para rever), você aprendeu o que é crase. Agora, você vai aprender as regras principais do uso da crase.

Regra da Troca: como a crase é a versão feminina do “ao”, devemos usar a crase se nós usarmos o “ao” caso a palavra feminina seja trocada por uma masculina. Porém, tome cuidado para fazer a troca de modo correto (se você alterar a classe gramatical a regra pode dar errada).   

Exemplo 1: Será que devemos usar crase em “vou a praia”? Se trocarmos “praia” por uma palavra masculina (exemplo: teatro), nós usaremos “ao”. Veja: “vou ao teatro” (não podemos dizer “vou a teatro” ou “vou o teatro”). Então, como usamos “ao” com a palavra masculina, devemos usar a crase com a palavra feminina. Logo, devemos usar a crase em “vou à praia”.  A menos que nós sejamos alemães, não dizemos a teatro, e sim o teatro.

Exemplo 2: Será que devemos usar crase em “eu disse a ela”? Vamos, então, trocar “ela” por uma palavra masculina: “eu disse a ele”. Como não escrevemos “ao”, então devemos escrever “eu disse a ela” (sem crase).

Exemplo 3: Será que devemos usar crase em “eu disse a mulher”? Vamos, então, trocar “mulher” por uma palavra masculina: “eu disse ao homem”. Como usamos “ao”, então devemos usar a crase: “eu disse à mulher”.

Observação: se você fizer a troca com uma palavra de outra classe gramatical (exemplo: trocar “mulher”, um substantivo, por “ele”, um pronome), essa troca levará ao erro. Veja que os exemplos 2 e 3 são idênticos, mas as palavras femininas são de classes gramaticais diferentes (“ela” e “mulher”), fazendo um dos exemplos usar crase e outro não.

Exemplo 4: Será que devemos usar a crase em “eu disse a você”? Resposta: não. Afinal, qual é o feminino de “você”? Aliás, “você” é uma palavra feminina ou masculina? Nós nunca usamos artigo antes de “você” (não existe “o você comprou livros” nem “a você comprou livros”). Se nós não usamos artigos antes de “você”, então a preposição “a” (exigida pelo verbo “dizer”) fica sozinha. Logo, não há crase.

Conclusão: a Regra da Troca é a regra clássica da crase, mas tenha cuidado ao aplicá-la. Não adianta decorar essa regra e aplicá-la às cegas, sem analisar o caso. Você precisa saber o significado da crase, que é a união de uma preposição exigida por um verbo com um artigo que define uma palavra feminina. A regra é apenas a generalização prática dessa ideia.

Regra “Vou a, volto da”: para verbos que dão ideia de deslocamento (ir de um lugar para o outro), devemos usar a crase se, ao usarmos o verbo “voltar”, nós usarmos “da”.


Exemplo 1: Será que vai crase em “Vou a Florianópolis”? Vamos usar o verbo voltar: “volto de Florianópolis”. Como não usamos “da”, então não usamos crase. Escrevemos “vou a Florianópolis”.
Em “Vou à Florianópolis dos meus sonhos”? Vamos usar o verbo voltar: “volto da Florianópolis dos meus sonhos”. Como usamos “da”, e o nome está determinado, qualificado, especificado com um adjunto adnominal, não usamos crase. Escrevemos “vou à Florianópolis dos meus sonhos”.

Exemplo 2: Será que vai crase em “Vou a Bahia”? Vamos usar o verbo “voltar”: “volto da Bahia”. Como usamos “da”, então devemos usar a crase. Escrevemos “vou à Bahia”.

Regra do Pronome Demonstrativo: usamos crase nos pronomes demonstrativos que começam com a letra “a” (aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, aqueloutro, aqueloutra, aqueloutros, aqueloutras) se aparecer a preposição “a” ao serem substituídos por outros pronomes demonstrativos (isto, este, esta, estes, estas, esse, essa, esses, essas etc).

Exemplo 1: Será que usamos crase em “Nada importa aquele jovem”? Vamos substituir o pronome demonstrativo por outro: “nada importa a esse jovem”. Apareceu a preposição “a”. Logo, devemos usar crase: “nada importa àquele jovem”.

Exemplo 2: Será que usamos crase em “comprei aqueles sapatos”? Vamos substituir o pronome demonstrativo por outro: “comprei estes sapatos”. Como a preposição “a” não apareceu, então não usamos a crase: “comprei aqueles sapatos”.

Crase - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender o significado da crase.

Crase: é a fusão da preposição “a” com o artigo “a” ou também com os pronomes demonstrativos e relativos iniciados com a letra “a” (àquele, àquela, à qual, às quais, etc).  

Explicação

Quando uma preposição “a” (exigida por algum verbo) se encontra com o artigo “a” (que está diante de um nome feminino), a união da preposição com o artigo forma a crase (à). Portanto, para sabermos se nós devemos usar a crase ou não, nós precisamos analisar se ocorre essa união ou não.

O acento é grave, é o contrário do acento agudo, crasear significa contrair, fundir os dois AA, juntar, e não acentuar com crase. O acento não se chama crase.

O povo, no entanto, pensa: ''tem crase ou não'', ''bota crase ou não'', como se crase fosse ovo, mas quem bota é galinha. Ou ''quando vou usar a crase'', você vai usar roupa, ou qualquer outra coisa, mas usar crase não.

O que eu vou perguntar: ''quando ocorre ou existe crase?'', ''houve crase, existiu ou ocorreu a crase?''

Veja os exemplos:

Exemplo 1: “Eu vou a + o teatro = Eu vou ao teatro”. Nesse caso, a preposição “a” (exigida pelo verbo “ir”) se junta com o artigo “o” (da palavra “teatro”), formando “ao”.

Exemplo 2: “Eu vou a + a praia = eu vou à praia”. Nesse caso, a preposição “a” (exigida pelo verbo “ir”) se encontra com o artigo “a” (da palavra “praia”). Como não existe “aa”, usamos a crase (à) para indicar o encontro dessas duas letras iguais. Em outras palavras, é como se a crase fosse a versão feminina do “ao”, ou seja: é o “ao” usado em palavras femininas (“o” vira “a”, formando a crase).

Exemplo 3: “Dei a notícia a + a mulher = dei a notícia à mulher”. Nesse caso, a preposição “a” (exigida pelo verbo “dar”) se junta com o artigo “a” (da palavra “mulher”), formando, assim, a crase.

Exemplo 4: “Dei a notícia a + ele = dei a notícia a ele”. Nesse caso, só existe a preposição “a”: não existe artigo (“ele” está sozinho). Logo, a preposição fica sozinha, sem se juntar com ninguém. Portanto, não há crase.

Exemplo 5: “Dei a notícia a + você = dei a notícia a você”. Esse é o mesmo caso do exemplo anterior. 

Por exemplo, imaginamos que estamos lendo uma narrativa, ou poema na literatura infantil: ''o elefante elegante'', juntamos o E final com o E inicial. Isso é crase, existe crase de E com E, de I com I, de O com O e de U com U.
Quando se pensa em crase de A com A, saímos do narrativo e do literário e retornamos ao contexto gramatical.

Existem algumas regras que nos ajudam a usar a crase e nós veremos essas regras no próximo post. Clique no link abaixo para continuar o seu estudo.

Concordância Nominal - Nova Gramática Online

Seu objetivo: estudar os principais casos de concordância nominal.

Concordância Nominal: é a concordância estabelecida entre o substantivo e as palavras ligadas a ele (artigo, numeral, pronome, adjetivo, particípio).

Regra Geral: as palavras ligadas ao substantivo concordam em gênero (masculino e feminino) e número (plural e singular) com o ele.
ExemploHomem alto, homens altos, mulher alta, mulheres altas.

Vamos ver, agora, os principais casos de Concordância Nominal.

1) Substantivos antes do adjetivo

Quando dois ou mais substantivos aparecem antes de um adjetivo, nós podemos fazer a concordância de duas maneiras: podemos concordar por proximidade (concordar o adjetivo com o substantivo mais próximo) ou então podemos concordar no plural (plural masculino se pelo menos um dos substantivos for masculino).
Exemplo 1Professora e professor dedicado (concordância por proximidade).
Exemplo 2Professor e professora dedicada (concordância por proximidade).
Exemplo 3Professora e professor dedicados (concordância no plural masculino, já que pelo menos um dos substantivos é masculino).
Exemplo 4Professora e aluna dedicadas (concordância no plural feminino, já que todos os substantivos são femininos).
Reforçando: esse tipo de concordância é válido para dois, três ou mais substantivos.

2) Substantivos depois do adjetivo

Se os substantivos (dois ou mais) aparecerem depois do adjetivo, então o adjetivo vai concordar com o substantivo mais próximo.
Exemplo 1O mendigo tinha longa barba e cabelo.
Exemplo 2Comi uma saborosa gelatina e fruta.

Observação: Se o adjetivo estiver funcionando como predicativo, então ele também poderá concordar no plural.
Exemplo: É carismático o prefeito e a sua esposa ou são carismáticos o prefeito e a sua esposa.  

Antes que você pergunte: o predicativo ocorre quando usamos verbo de ligação (ou seja: verbos que expressam estado ao invés de ação, como os verbos “ser”, “continuar”, “estar”, “permanecer”, ''parecer'', ''andar'', ''ficar'', ''acabar'', ''viver'', ''achar-se'', ''encontrar-se'', ''persistir'', ''tornar-se'', ''virar'',entre outros).

3) “Alerta” e “Menos”: são palavras invariáveis (sempre concordam com o substantivo sem se flexionarem em número ou gênero).
ExemplosEle está alerta, eles estão alerta, ele está com menos dinheiro, eles estão com menosdinheiro.

Observação: se “alerta” for uma palavra substantivada por algum artigo então ele se tornará um substantivo e, portanto, poderá ficar no plural. Exemplos: ele ouviu os alertas, ele ouviu uns alertas.

Também são invariáveis palavras como exceto, tirante e salvo, preposições, e locuções como de forma que, de modo que, de sorte que e de maneira que, locuções conjuntivas consecutivas.

4) “Anexo”, “obrigado”, “incluso”, “quite”, “mesmo”, “próprio”, “todo”: essas palavras são variáveis (concordam com a palavra a quem se referem).
Exemplos: Os relatórios estão anexos, os relatórios estão inclusos, eles estão quites, a mulher disse “muito obrigadaa mulher falou com ela mesma, a mulher falou com ela própriaelas ficaram todas encharcadas com a chuva.

Obrigado, como interjeição de agradecimento, é invariável, não concorda com o emissor, mesmo que você seja travesti e fale do jeito que se sentir melhor.

A expressão em dia, sinônima de quite, é invariável:
Minhas contas estão em dia.
Os clientes da loja estão em dia.

Mesmo como advérbio de afirmação (= realmente), como conjunção subordinativa concessiva (= embora) ou como interjeição (= Nossa!) é invariável:
Os professores foram mesmo à reunião. (realmente, de fato, com certeza, sem dúvida, na verdade)
Mesmo não querendo, eles ofenderam Lucas. (apesar de, embora, conquanto, ainda que, não obstante, independentemente de)
Vou acertar na loteria. Mesmo?! (espanto, surpresa, admiração)

Observação: a expressão “em anexo” é invariável. Exemplo: os relatórios estão em anexo.

5) “Um e outro”, “nem um, nem outro”: depois dessas expressões o substantivo deve ficar no singular.
Exemplo: Um ou outro aluno se esqueceu de entregar o trabalho.

6) Verbo “ser”: os adjetivos só variam com o verbo “ser” se o sujeito estiver determinado por algum artigo, pronome ou numeral.  
ExemplosÉ proibido entrada de pessoas não autorizadas, é proibida a / esta / sua / aquela entrada / duas / três / quatro entradas de pessoas não autorizadas, maçã é boma / minha / essa / nossa maçã é boa, cinco / seis / sete maçãs são boas, sua opinião é necessárioa sua opinião é necessária, oito / nove / dez opiniões são necessárias.

7) “Bastante”, “meio”, “caro”, “barato”: se estiverem funcionando como advérbio então eles serão invariáveis.
Exemplo 1Eles estão bastante animados. Nesse caso, “bastante” está funcionando como advérbio de intensidade (eles estão muito animados) e, portanto, não varia (continua no singular).
Exemplo 2Eles compraram bastantes coisas. Nesse caso, “bastantes” não está funcionando como advérbio, mas sim está funcionando como pronome indefinido (eles compraram várias coisas) e, portanto, varia (vai para o plural, concordando com “coisas”).
Exemplo 2Eles têm razões bastantes para acreditar nisso. Nesse caso, “bastantes” não está funcionando como advérbio, mas sim está funcionando como adjetivo (eles têm razões suficientes) e, portanto, varia (vai para o plural, concordando com “razões”).
Exemplo 4Ela está meio triste. Nesse caso, “meio” está funcionando como advérbio (ela está mais ou menos triste) e, portanto, não varia (continua no masculino, não varia no feminino nem no plural, sem concordar com “ela”).
Exemplo 5Comprei meia melancia. Nesse caso, “meia” está funcionando como numeral fracionário (comprei metade da melancia). Portanto, a palavra varia (nesse caso, para concordar com “melancia”, devemos escrever “meia”).
Exemplo 6Há um meio mais fácil de resolver o problema. / Estudei sobre os meios de comunicação em massa. / Os fins não justificam os meios. Nesse caso, “meio” está funcionando como substantivo. Portanto, a palavra varia em número.
Exemplo 7Paguei caro pelos livros. Os livros não custam barato. Nesses casos, as palavras “caro” e “barato” estão funcionando como advérbios e, portanto, são invariáveis.
Exemplo 8Os livros estão caros. Os livros não são baratos. Nesses casos, as palavras “caros” e “baratos” não funcionam como advérbios (funcionam como adjetivos) e, portanto, são palavras variáveis (vão para o plural para concordarem com “livros”).

8) “Só”: essa palavra será invariável quando tiver o mesmo significado de “somente”, funcionando como palavra denotativa de exclusão.
Exemplo 1 eles jogaram o lixo na lixeira. Nesse caso, “só” tem o mesmo sentido de “somente” e, por isso, é invariável.
Exemplo 2Eles ficaram a sós. Nesse caso, “só” não tem o mesmo sentido de “somente” e, portanto, varia (para o plural para concordar com “eles”).

9) “Tal”, “qual”: “tal” concorda com o termo que aparece antes dele e “qual” concorda com o termo que aparece depois.
ExemploO filho é tal qual o pai, os filhos são tais qual o pai, os filhos são tais quais os primos.

10) “Possível”: é variável e concorda com o artigo.
ExemplosA pior situação possívelas piores situações possíveis

Concordância Verbal - Nova Gramática Online

Seu objetivo: estudar os principais casos de concordância verbal.

Concordância Verbal: é a concordância estabelecida entre o verbo e o seu sujeito ou predicativo.

1) Sujeito Composto: com o sujeito composto (aquele que tem mais de um núcleo), a concordância é feita no plural.
Exemploprofessor e os alunos estão em férias. Nesse caso, o sujeito é composto (tem dois núcleos: “professor” e “alunos”) e, portanto, a concordância é feita no plural (estão).
Observação 1: caso o sujeito composto apareça depois do verbo, a concordância, além do plural, também pode ser por aproximação (o verbo pode concordar com a palavra mais próxima). Exemplos: “fui eu e ela ao teatro”, “foi ela e eu ao teatro” ou ”fomos eu e ela ao teatro”.
Observação 2: caso o sujeito composto tenha núcleos semelhantes, sinônimos ou dispostos em gradação, a concordância poderá ser no singular. Exemplo: “alegria e a felicidade faz bem” / “uma brisa, um vento, um furacão não o inquietava”.

2) “Que”: o verbo concorda com o antecedente do pronome.
ExemploFui eu que quebrei a janela.
Observação: cuidado para não falar “foi eu que quebrei”. A conjugação correta é “eu fui” (e não “eu foi”). Portanto, devemos dizer “fui eu”.

3) “Quem”: o verbo poderá ficar na 3ª pessoa do singular ou com o antecedente do pronome, para fazer uma concordância enfática.
Exemplos: “fui eu quem quebrou a janela” ou “fui eu quem quebrei a janela”.

4) Verbo “Haver”: o verbo “haver” é invariável se estiver significando “tempo decorrido” ou “existência”. Nesses caso, ele também é considerado um verbo impessoal.
Exemplo 1Eu viajei para a Europa  dois anosEu viajei para a Europa  um ano. Nesse caso, o verbo “haver” expressa tempo decorrido e, portanto, permanece invariável (tanto para palavras no plural quanto para palavras no singular).
Exemplo 2 uma pessoa na sala duas pessoas na sala. Nesse caso, o verbo “haver” expressa existência (existem duas pessoas na sala) e, por isso, permanece invariável, independentemente se houver apenas uma ou mais pessoas na sala.
Observação: se o verbo “haver” for o verbo principal de uma locução verbal e estiver em um desses casos de invariabilidade (tempo decorrido ou existência), o verbo auxiliar também será invariável. Exemplo: “deve haver muitas pessoas na sala”. Nesse caso, o verbo “deve”, que acompanha o verbo “haver”, também não varia.

5) Verbo “Fazer”: o verbo “fazer” é invariável quando ele indica tempo. Nesse caso, ele é considerado um verbo impessoal.
ExemploFaz um ano que eu viajei. Faz dois anos que eu viajei. Nesses casos, o verbo “fazer” indica tempo e, por causa disso, permanece no singular (é errado dizer “fazem dois anos”).
Observação: do mesmo modo do verbo “haver”, o verbo “fazer”, se estiver numa locução, também deixa o verbo auxiliar invariável. Exemplo: “deve fazer vinte dias que eu não viajo”.

6) Verbo “Ser” (tempo ou data): o verbo “ser”, quando for usado para expressar tempo ou data, deve concordar com o numeral.
ExemplosÉ uma hora. São duas horas. Hoje são dois de janeiro.
Observação: para indicar o horário, os verbos “dar”, “bater”, “tocar” e “soar” também concordam com o numeral. Exemplos: já deram duas horas da tarde. Porém, tome cuidado: “o relógio deu duas horas” (o sujeito é “o relógio”, logo é errado dizer “o relógio deram duas horas”)

7) Verbo “Ser” (concordância com o predicativo): o verbo “ser” concorda com o predicativo se o sujeito for os pronomes interrogativos (“quem”, “que”, “qual”) ou então os pronomes “isso”, “isso”, “aquilo”, “o” ou “tudo”.
ExemplosQuem era o vendedor? Quem eram os vendedores? Tudo é difícil. Tudo são flores. Isso é errado. Isso são casos de polícia.

8) Verbo “Ser” (concordância com o sujeito): se o sujeito do verbo “ser” for um substantivo ou um  pronome pessoal, então o verbo concorda com o sujeito.
ExemplosOs professores são o segredo daquela escola.

9) Verbo “Ser” (invariável): o verbo “ser” é invariável em expressões de peso, medida, preço, tempo ou valor do tipo “é pouco”, “é muito”, “é o suficiente”, “é o bastante”, “é menos”, “é mais”, “é o preço”, etc.
ExemplosUm é pouco, dois é bom, três é demais.

10) “Se” (partícula apassivadora): o “se” é uma partícula apassivadora quando ela se liga a um verbo transitivo direto (verbo que não exige preposição), característica da oração que se encontra na voz passiva (veja mais sobre vozes verbais clicando aqui). Quando isso acontece, o verbo faz a concordância normalmente, flexionando-se no singular ou no plural.
ExemplosAlugam-se apartamentosAluga-se apartamento. Observe que o verbo “alugar” concorda normalmente com “apartamento”, concordando com ele no plural ou no singular.

11) “Se” (índice de indeterminação do sujeito): o “se” é um índice de indeterminação do sujeito quando ele se liga a um verbo que não seja transitivo direto. Nesse caso, o verbo não concorda com ninguém: ele fica invariável, sempre flexionado na terceira pessoa do singular.
ExemplosPrecisa-se de um voluntárioPrecisa-se de vários voluntários. Observe que, nesse caso, o verbo não é transitivo direto (o verbo “precisar” exige a preposição “de”). Portanto, o “se” que se liga a esse verbo é um índice de indeterminação do sujeito. Logo, o verbo “precisar” permanece na terceira pessoa do singular (“ele” precisa), independente de “voluntário” estar no singular ou no plural.

12) Fração: quando o sujeito for expresso por fração, a concordância será feita com o numerador ou com o especificador.
ExemplosUm centésimo dos políticos é honestoDois centésimos dos políticos são honestos

13) Porcentagem: a concordância com porcentagens é feita com o termo expresso pela porcentagem. Caso contrário, a concordância será feita com o número da porcentagem.
Exemplo 1Noventa por cento da turma está aprovada. Nesse caso, devemos concordar o verbo com “turma”.
Exemplo 2Noventa por cento dos alunos estão aprovados. Nesse caso, devemos concordar o verbo com “alunos”.
Exemplo 3Noventa por cento estão aprovados. Nesse caso, como não há nenhum termo definido pela porcentagem, nós devemos fazer a concordância com o número da porcentagem (noventa estão aprovados).

14) Expressões de dupla concordância: algumas expressões podem ter duas concordâncias (no singular ou no plural). São elas: a maioria, a minoria, grande parte, a maior parte (e outras expressões semelhantes a essas).
Exemplo 1A maioria dos alunos faltou ou a maioria dos alunos faltaram.
Exemplo 2A maior parte dos políticos é corrupta ou a maior parte dos políticos são corruptos. Observe que, nesse exemplo, nós devemos escrever “é corrupta” (concordando com “a maior parte”) ou “são corruptos” (concordando com “políticos”). Na verdade, o mais ideal seria escrever que os políticos são honestos, mas isso é uma mentira.

15) Expressões Aproximadas: em expressões que expressam aproximações (do tipo “cerca de”, “perto de”, “mais de”, “menos de”), os verbos concordam com o numeral.
ExemplosMais de um aluno reprovou. Mais de dois alunos reprovaram. Cerca de oitenta pessoas foram à festa.

16) Nomes Próprios no Plural: se um nome próprio aparecer no plural, o verbo concordará no plural caso esse nome apareça com um artigo no plural.
Exemplo 1Os Estados Unidos assinaram o novo decreto. Nesse caso, o verbo vai para o plural por causa do artigo “os” (que está no plural).
Exemplo 2Estados Unidos fica na América do Norte. Nesse caso, o verbo permanece no singular porque não foi usado nenhum artigo no plural antes do nome próprio.
Observação 1: o professor Evanildo Bechara considera essa regra facultativa se usarmos o verbo “ser” (podemos usar o verbo “ser” tanto no singular quanto no plural, independente de ter artigo ou não). Portanto, podemos dizer: “Estados Unidos ficam na América do Norte” ou “Estados Unidos fica na América do Norte”.
Observação 2: em se tratando do nome de alguma obra artística ou literária (livro, pintura, revista, jornal, filme, programa, etc), podemos fazer sempre a concordância no singular por causa da palavra “obra” (que fica omitida). Exemplo: (a obra) Memórias Póstumas de Brás Cubas marcou a literatura brasileira.

17) Coletivos: a concordância é feita com o coletivo.
ExemplosO grupo de alunos ficou perdido no passeio. Os grupos de alunos ficaram perdidos no passeio.

18) Pronome de Tratamento: quando usamos os pronomes de tratamento, o verbo é conjugado na terceira pessoa (ele) e não na segunda pessoa (vós).
ExemplosVossa Excelência precisa assinar o documento. O senhor pode me dar um aumento? Você anda muito estressado.  

19) Pessoas do Discurso: se as três pessoas do discurso (eu, tu, ele) se misturarem no sujeito, o verbo concordará com a pessoa mais adiantada (eu = primeira pessoa, tu = segunda pessoa, ele = terceira pessoa). A primeira pessoa (eu) é mais adiantada que a segunda (tu), que é mais adiantada que a terceira (ele). Como a concordância é estabelecida com duas ou mais pessoas, a concordância será feita no plural.
Exemplo 1: Em “ele e eu”, a pessoa mais adiantada é a primeira pessoa (“eu”), já que “ele” é terceira pessoa. Então, o verbo concordará com a primeira pessoa do plural, ou seja: “ele e eu = nós”. Portanto, devemos concordar o verbo com “nós”, como por exemplo: “ele e eu fizemos o trabalho da escola (nós fizemos)”.
Exemplo 2: Em “tu e ela”, a pessoa mais adianta entre as duas é a segunda pessoa (“tu”), já que “ela” é terceira pessoa. Então, a concordância será com a segunda pessoa do plural (“vós”), como por exemplo: “Tu e ela ireis à reunião (vós ireis)”. Observação: como o uso do “vós” é pouco usual em nossa língua, restrito a textos litúrgicos, ultraformais, literários, políticos ou jurídicos, nós podemos usar a terceira pessoa do plural (eles). Ou seja: “Tu e ela irão à reunião (eles irão)”.
Exemplo 3: Em “nós e eles”, a pessoa mais adiantada entre as duas é a segunda pessoa (“nós”), já que “eles” é terceira pessoa (do plural). Então, a concordância será com a segunda pessoa (“nós”), como por exemplo: “Nós e eles iremos à reunião (nós iremos à reunião)”.
Exemplo 4: Em “ela e eles”, o pronome “ela” é terceira pessoa e o pronome “eles” também é terceira pessoa (do plural). Então, a concordância será com a terceira pessoa, como por exemplo: “ela e eles irão à reunião (eles foram)”.