1 de julho de 2018

Uso facultativo da crase

Conhecer acerca dos aspectos que se fazem presentes no estudo da nossa querida língua portuguesa parece resumir todas as intenções dos muitos encontros que já tivemos, não é verdade? Assim, pode até parecer que em alguns momentos você se sinta cansado(a) de estudá-los, pois, na verdade, são tantas regrinhas, já não falando em algumas exceções, que também temos de estar cientes. Contudo, não pense assim, haja vista que mesmo havendo essas tantas colocações, torna-se necessário apreendê-las para que possamos fazer bom uso delas, sobretudo, como você sabe, nas situações específicas de interlocução, e a escrita, obviamente, é uma delas.
Então, o assunto que nos leva a estabelecer essa conversinha de agora se define pelo uso facultativo da crase, tendo em vista que no texto “Quando devemos ou não utilizar a crase?” você pôde se certificar de algumas informações importantíssimas acerca das situações em que deve fazer uso desse acento e em quais delas ele não é recomendável. A partir desse momento, iremos voltar o nosso precioso olhar para os casos em que você faz a opção de usá-lo ou não, por isso, a palavrinha “facultativo”, tudo bem? Não é aquele que faz faculdade, mas tem outro significado, ou seja, é opcional, em resumo, não é obrigatório, dependendo da vontade.
Tudo está perfeitamente correto em se tratando do que nos diz a gramática, portanto, é só prestar atenção nas informações abaixo e ficar tranquilo, ok? Vamos a elas:

Em alguns casos, podemos ou não fazer uso da crase
Em alguns casos, podemos ou não fazer uso da crase

# Antes de nomes próprios femininos referentes a pessoas:
Enviei a mensagem a (à) Beatriz.


* Caso o nome próprio aparecer adjetivado, qualificado, determinado, especificado, a crase, obrigatoriamente, terá de existir. Observe:
Enviei a mensagem à querida Beatriz.

* No caso de a preposição “a” anteceder nomes de pessoas com quem não se tem intimidade, a crase não se faz presente, haja vista que esses nomes não admitem artigo:
Durante a palestra, o professor fez homenagem a Irmã Dulce.
* Se, porventura, o nome estiver acompanhado de adjunto adnominal, o uso da crase será obrigatório:
Durante a palestra, o professor fez homenagem à religiosa Irmã Dulce.
Antes de pronomes possessivos femininos no singular, desde que esses acompanhem um substantivo, na condição de pronome adjetivo:
Obedeço a (à) nossa coordenadora.
Temos aversão a (à) sua ignorância.

Se o pronome estiver no plural, não haverá mais um caso de crase facultativa, visto que não se trata de uma escolha entre as/às, mas sim de uma simples preposição (a) ou sua combinação com o artigo no plural (às). Portanto, só serão possíveis duas opções:
Devo obediência a suas regras. (não haverá crase - preposição a e sem o artigo as)

Devo obediência às suas regras. (haverá crase - preposição a e com o artigo as)


Caso o pronome possessivo for empregado para substituir o substantivo, na condição de pronome substantivo, a crase será obrigatória:
Minhas razões são idênticas às suas.
# Depois da preposição até, tendo em vista (sempre) que o termo regente exige a preposição “a”.
Vou até a (à) igreja rezar por vocês.
# Caso o ''até'' seja usado na condição de palavra denotativa de inclusão, não possui a variante até a. 
Conheço até os cinemas europeus. = inclusive, mesmo, também

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