Conhecer acerca dos aspectos que se fazem presentes no estudo da nossa querida língua portuguesa parece resumir todas as intenções dos muitos encontros que já tivemos, não é verdade? Assim, pode até parecer que em alguns momentos você se sinta cansado(a) de estudá-los, pois, na verdade, são tantas regrinhas, já não falando em algumas exceções, que também temos de estar cientes. Contudo, não pense assim, haja vista que mesmo havendo essas tantas colocações, torna-se necessário apreendê-las para que possamos fazer bom uso delas, sobretudo, como você sabe, nas situações específicas de interlocução, e a escrita, obviamente, é uma delas.
Então, o assunto que nos leva a estabelecer essa conversinha de agora se define pelo uso facultativo da crase, tendo em vista que no texto “Quando devemos ou não utilizar a crase?” você pôde se certificar de algumas informações importantíssimas acerca das situações em que deve fazer uso desse acento e em quais delas ele não é recomendável. A partir desse momento, iremos voltar o nosso precioso olhar para os casos em que você faz a opção de usá-lo ou não, por isso, a palavrinha “facultativo”, tudo bem? Não é aquele que faz faculdade, mas tem outro significado, ou seja, é opcional, em resumo, não é obrigatório, dependendo da vontade.
Tudo está perfeitamente correto em se tratando do que nos diz a gramática, portanto, é só prestar atenção nas informações abaixo e ficar tranquilo, ok? Vamos a elas:
Tudo está perfeitamente correto em se tratando do que nos diz a gramática, portanto, é só prestar atenção nas informações abaixo e ficar tranquilo, ok? Vamos a elas:

Em alguns casos, podemos ou não fazer uso da crase
# Antes de nomes próprios femininos referentes a pessoas:
Enviei a mensagem a (à) Beatriz.
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* Caso o nome próprio aparecer adjetivado, qualificado, determinado, especificado, a crase, obrigatoriamente, terá de existir. Observe:
Enviei a mensagem à querida Beatriz.
* No caso de a preposição “a” anteceder nomes de pessoas com quem não se tem intimidade, a crase não se faz presente, haja vista que esses nomes não admitem artigo:
Durante a palestra, o professor fez homenagem a Irmã Dulce.
* Se, porventura, o nome estiver acompanhado de adjunto adnominal, o uso da crase será obrigatório:
Durante a palestra, o professor fez homenagem à religiosa Irmã Dulce.
# Antes de pronomes possessivos femininos no singular, desde que esses acompanhem um substantivo, na condição de pronome adjetivo:
Obedeço a (à) nossa coordenadora.
Temos aversão a (à) sua ignorância.
# Se o pronome estiver no plural, não haverá mais um caso de crase facultativa, visto que não se trata de uma escolha entre as/às, mas sim de uma simples preposição (a) ou sua combinação com o artigo no plural (às). Portanto, só serão possíveis duas opções:
Devo obediência a suas regras. (não haverá crase - preposição a e sem o artigo as)
Devo obediência às suas regras. (haverá crase - preposição a e com o artigo as)
Devo obediência às suas regras. (haverá crase - preposição a e com o artigo as)
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Caso o pronome possessivo for empregado para substituir o substantivo, na condição de pronome substantivo, a crase será obrigatória:
Minhas razões são idênticas às suas.
# Depois da preposição até, tendo em vista (sempre) que o termo regente exige a preposição “a”.
Vou até a (à) igreja rezar por vocês.
# Caso o ''até'' seja usado na condição de palavra denotativa de inclusão, não possui a variante até a.
Conheço até os cinemas europeus. = inclusive, mesmo, também
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