25 de agosto de 2019

O café é espresso ou expresso?

E aí?
Parou um pouquinho seus estudos?
Então está na hora de tomar um cafezinho, espairecer um pouco! Você merece!
Vai um café expresso ou café espresso?!
café expresso ou café espresso

Caramba, a gente fica na dúvida, porque muitas vezes as duas grafias estão nas melhores casas e melhores marcas:
café expresso ou café espresso 
As duas grafias são possíveis, mas nós, que estamos focados em provas de concurso público, devemos dar preferência para a primeira, pois o VOLP (Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa) não apresenta a palavra "espresso".
Dentre os vários sentidos do adjetivo "expresso", o que se relaciona com o café é o seguinte: realizado sem delongas, rapidamente.
Por isso, as empresas que têm relação com agilidade, rapidez, como as de viagem, de entregas, gostam muito de empregar esse adjetivo nas suas campanhas publicitárias.
O café expresso é aquele feito na máquina, por isso rapidamente fica pronto!

E o café espresso? De onde vem essa grafia?
Vem da Itália! Pedir um café expresso na Itália e em alguns países da Europa é pedir um "espresso".
E nós, brasileiros, admitimos a grafia simplesmente pelo bom acolhimento que damos em nossa língua a palavras estrangeiras, como o inglês "show" (quem diz espetáculo?), "shampoo" (quem compra um xampu?), "short" (calça curta), "views" (nos vídeos das redes sociais), "likes" (nas postagens das redes sociais), shopping (quem diz centro comercial?), delivery (quem faz entrega em domicílio?), drink (quem compra uma bebida?) e tantas outras que fazem a nossa língua ainda mais rica, ainda mais dinâmica, ainda mais bela!
Porém, numa prova de concurso, fatalmente as bancas determinariam a grafia "expresso", haja vista que o registro no VOLP é único: "expresso". Assim, numa prova, aconselho a verificar as alternativas com cautela, excluir as erradas até chegar à única correta. Assim, havendo a grafia "expresso" ou "espresso" nas alternativas, você escolhe "expresso". Combinado?
É isso aí!
Vai tomar um café? Pode ser expresso (norma culta) ou espresso (admissão de palavra estrangeira)!

Embora comumente encontrada em diversos textos e panfletos promocionais, a palavra "espresso" grafada com "s" não existe na língua portuguesa — ela nada mais é que o italiano para expresso. A palavra "expresso", por sua vez, é originária do latim expressus, particípio passado de exprimere, que significa entre outras coisas "apertar com força, comprimir, espremer, tirar de, arrancar". Em português, esse verbo latino originou exprimir, espremer e, por extensão de sua forma nominal, expressar.

Pedir um café na Itália (un caffè), assim como em vários países da Europa, é entendido como pedir um espresso.

Em Portugal, quando se pede um café é-se servido com um café espresso, termo que não é usado correntemente. Em Lisboa, o termo tradicional para designar o espresso é bica, um acrônimo que significa "Beber Isto Com Açúcar". O café espresso quando começou a ser comercializado em Lisboa, no café "A Brasileira", não agradou aos lisboetas, pelo que foi criado o slogan. O termo teve tanto sucesso que acabou por ficar até aos nosso dias. Por outro lado, no Porto é costume pedir um cimbalino, como referência a La Cimbali, uma popular marca de máquinas de fazer espresso.

Expresso

Veio do latim expressu, espremido, comprimido. Já o café expresso veio do italiano caffè espresso. Tem esse nome não por ser feito rapidamente, mas sim porque resulta da compressão de vapor ou água fervente através de minúsculos grãos de café. A palavra expresso aplicada a meios de transporte (trens, ônibus...), rápidos e diretos, que circulam de uma localidade a outra, sem parar em estações intermediárias, se originou do inglês express. Do mesmo étimo latino, a palavra expresso também se aplica àquilo que é taxativo, indiscutível, categórico, conclusivo, definitivo, imperativo, evidente, conhecido, formal, claro, ostensivo, positivo, explícito, patente, transparente, acelerado, célere, ligeiro, veloz, apresentado, declarado, enunciado, manifesto ou referido.

À parte ou aparte

Será que a frase a seguir está gramaticalmente correta?
O patrão chamou-o para uma conversa aparte.”
        Neste caso, a palavra “aparte” foi incorretamente utilizada.

        Primeiro, vejamos o emprego do substantivo masculino “aparte”.
        Ele designa um comentário, uma interrupção ou observação. Exemplo:
Os apartes dele são sempre muito inconvenientes.”
Ele fez um aparte sobre a política externa do Brasil.”
        Também pode referir-se, em teatro, a uma fala de um ator que diz em cena como se fosse unicamente para si, ou um comentário crítico ou esclarecedor, dirigido aos espectadores por uma ou mais personagens, no decorrer da ação da peça.
O narrador fez breve aparte situando os expectadores antes da cena final.”

Já a locução “à parte” é sinônima de “isoladamente”, “particularmente”, “separadamente” ou “particular”, “em particular”, “em separado”:
“Chamou-o à parte para explicar o negócio.” (em particular)
“O caso merece um tratamento à parte.” (particular)

        Também pode transmitir os sentidos de “sem contar com”, “além de”, “fora”, “afora”, “exceto”:
À parte os filhos, criava os sobrinhos órfãos.” (além dos filhos)
 “As férias foram muito boas, à parte um pequeno problema no aeroporto.” (exceto)

        Assim, devemos corrigir a primeira frase da seguinte forma:
O patrão chamou-o para uma conversa à parte.” (em particular)

Ter de ou ter que

Hoje vamos comentar sobre uma dúvida que pega todo mundo: eu tenho que ou eu tenho de?🤔
Certamente você já se pegou pensando nisso, não é mesmo?
Então vamos à explicação…
Primeiramente é importante falarmos um pouco sobre locuções verbais.
Segundo Bechara (1999), a locução verbal é a combinação de um verbo auxiliar com as formas nominais infinitivo, gerúndio ou particípio, os quais são chamados de verbo principal.
hei deestudarestouestudandotenhoestudado
verbo auxiliarverbo principalverbo auxiliarverbo principalverbo auxiliarverbo principal
(infinitivo)(gerúndio)(particípio)
locução verbal
locução verbal
locução verbal
Entre o auxiliar e o verbo principal no infinitivo, pode aparecer ou não uma preposição (de, em, por, a, para). Muitas vezes o verbo auxiliar traduz um valor semântico ao verbo principal dando origem aos chamados aspectos verbais.
Na locução verbal é somente o auxiliar que recebe as flexões de pessoa, número, tempo e modo:
haveremos de fazer                         estavam trabalhando                    tinhas visto.
Também pode ocorrer, em vários casos, a alternância da preposição (começar a/de fazer).
Mas onde entra o ter que de?
Bem, existem locuções verbais em que os verbos auxiliares são chamados de modais, isto é, o verbo auxiliar se combina com o infinitivo ou gerúndio do verbo principal para determinar com mais rigor o modo como se realiza ou se deixa de realizar a ação verbal. Observe os exemplos dos valores semânticos dos auxiliares modais abaixo:
Necessidade, obrigação, dever: haver de escrever, ter de(que)escrever, dever escrever, precisar (de) escrever, etc.
Você notou que apareceu a forma pela qual esperávamos? Pois bem, observe que, em vez de ter ou haver de + infinitivo, usa-se ainda, mais modernamente, ter ou haver que + infinitivo: tenho que estudar. Neste caso, que funciona como verdadeira preposição. Mas atenção! Não confunda este que preposição com o que pronome relativo em construções do tipo: nada tinha que dizertenho muito que fazer. (Bechara – 1999)
Portanto, as duas formas são aceitas! 😃
Veja agora os outros exemplos de auxiliares modais:
Possibilidade ou capacidade: poder escrever, etc.
Vontade ou desejo (volitivo): querer escrever, desejar escrever, odiar escrever, abominar escrever, etc.
Tentativa ou esforço: buscar escrever, pretender escrever,  tentar  escrever, ousar escrever, atrever-se a escrever, etc.
Consecução: conseguir escrever, lograr escrever, etc.
Aparência, dúvida: parecer escrever, etc.
Intento futuro: ir escrever (vou escrever), etc.
Resultado: vir a escrever, chegar a escrever, etc.

Usa-se vírgula em orações adjetivas restritivas?

Começo meu artigo com a seguinte pergunta trivial:
Usa-se vírgula em orações adjetivas restritivas?🤔
Bom, primeiramente, vamos observar a diferença entre oração adjetiva restritiva e explicativa.
A oração restritiva tem o papel de delimitar o sentido do vocábulo anterior, normalmente um substantivo.
Veja como exemplo um candidato à presidência do Brasil, afirmando o seguinte:
O país que não cuida da educação como prioridade não consegue desenvolver-se.
É natural percebermos neste contexto que não estamos falando ainda de um país específico, mas daquele que possa se enquadrar na característica de não cuidar da educação como prioridade.
Assim, dentre vários países, somente o que não cuida da educação como prioridade não consegue desenvolver-se e naturalmente o candidato poderia afirmar que o Brasil não pode estar no rol desses que não cuidam da educação como prioridade, concorda?
Dessa forma, há um valor restritivo e  a oração subordinada adjetiva “que não cuida da educação como prioridade” não é separada por vírgulas.
Agora, vamos falar das orações subordinadas adjetivas explicativas. Elas apresentam uma característica básica do ser e por isso são separadas por vírgulas.
Veja o mesmo exemplo, agora com dupla vírgula:
O país, que não cuida da educação como prioridade, não consegue desenvolver-se.
Neste novo contexto, não há mais uma delimitação do sentido. Há uma característica básica, imanente do ser.
O candidato está literalmente criticando nosso país (o Brasil), por ser conhecido como aquele que não cuida da educação como prioridade.
Assim, não estamos falando mais de qualquer país, mas de um que já é conhecido num contexto.
Percebeu a diferença?
Bom, é fácil notar que as orações adjetivas restritivas não apresentam vírgulas, e as explicativas apresentam.
Vamos a mais alguns exemplos:
O homem cujos princípios não são sólidos pode se corromper.
Neste caso, há uma delimitação de sentido, pois a oração adjetiva “cujos princípios não são sólidos” não apresenta vírgula. Assim, é restritiva. Por isso, entendemos que alguns homens têm princípios sólidos, outros não.
Agora, vamos inserir a vírgula?
O homem, cujos princípios não são sólidos, pode se corromper.
Neste caso, entendemos que o autor da afirmação tem uma postura pessimista da conduta dos homens. Para ele é característica básica dos homens não ter princípios sólidos, por isso todos podem se corromper, cada um tem seu preço. Todos são corrompíveis.
Notou novamente a diferença?
Assim, temos como princípio que as orações subordinadas adjetivas restritivas não são separadas por vírgulas e as explicativas são.

Reformulando a explicação: Alguns gramáticos mais renomados admitem a vírgula nas orações restritivas no fim da oração, de grande extensão e com verbos próximos às orações do período: O mundo que pessoas mais sensatas sempre desejaram, começa finalmente a surgir. Quem abona essas construções são Evanildo Bechara e Luiz Antônio Sacconi.

Se feiura e feiume perderam o acento, por que Guaíba e Guaíra são acentuadas?

Alguns alunos têm me perguntado por que as palavras “Guaíba” e “Guaíra” são acentuadas, se há hiato formado de ditongo mais vogal “i” ou “u”, algo que ocorre com “feiume”, “feiura”, “baiuca”, palavras que perderam o acento com a Nova Reforma Ortográfica.
Bom, para isso, vamos começar falando um pouco sobre o que é hiato e ditongo.
Hiato = É o agrupamento de duas vogaiscada uma em uma sílaba diferente. lu-a-na, a-fi-a-do, pi-a-da
Ditongo = É o agrupamento de uma vogal e uma semivogal, em uma mesma sílaba.
Quando a vogal estiver antes da semivogal, chamaremos de Ditongo Decrescente (ex.: vai-dade, lei-te, caixa); quando a vogal estiver depois da semivogal, de Ditongo Crescente. (ex.:  gló-ria, má-goa).
Agora, vamos falar da regra de acentuação do hiato
Vamos recordá-la…
Os linguistas criaram a regra de acentuação do hiato, porque, em palavras como “ai”, por exemplo, não se sabia se o emissor da mensagem se referia a um advérbio de lugar ou da expressão de dor. Hoje fica mais fácil diferenciar por conta do acento:
ai: grito de dor
: advérbio de lugar
Veja mais:
sai: presente do indicativo do verbo sair (ele sai todos os dias)
saí: pretérito perfeito do indicativo (ontem eu saí).
cai: presente do indicativo do verbo cair (ele cai todos os dias)
caí: pretérito perfeito do indicativo (ontem eu caí).
Lembre-se de que, antes da Nova Reforma Ortográfica, havia acento em hiatos com vogais dobradas (lêem, vêem, vôo, magôo). Hoje, não há mais acento, simplesmente porque vogais dobradas só podem ser hiato, por isso não havia motivo do acento. Hoje, essas palavras são grafadas assim: leemveemvoomagoo.
Isso reforça o motivo de o acento do hiato ocorrer somente na diferenciação: o “i” ou “u” podem ser vogais ou semivogais.
Assim, há a regra de hiato , da seguinte forma:
As vogais “i” ou “u” recebem acento, quando nas seguintes condições:
– sejam a segunda vogal do hiato;
– sejam tônicas;
– estejam sozinhas ou com s na mesma sílaba;
– não sofram nasalização;
– não sejam dobradas (ii, uu).
ex.: saída: sa-í-da; faísca: fa-ís-ca; balaústre: ba-la-ús-tre;  possuímos: pos-su-í-mos; possuía: pos-su-í-a.
Esta é a regra do hiato, mas há uma extensão dela, que é o hiato formado de ditongo e vogal.
É por isso que acentuamos as palavras “Piauí“, “teiú“, “tuiuiú“.
Note que esse hiato é formado de ditongos “au”, “ei”, “ui” e vogais “i” e “u”.
Assim, para evitar confusão entre “u” e “i” serem vogais ou não, há o acento na segunda vogal do hiato formado de ditongo e vogal.
Com base nesta regra, as palavras “feiura”, “feiume”, “baiuca” tinham acento antes da Reforma (: “fera”, “feme”, “baca”), porque os linguistas à época entendiam que esta seria uma forma prática de diferenciar o que era semivogal “i” e vogal “u”. Portanto, com acento, era vogal; sem acento, era semivogal.
Porém, com a Nova Reforma Ortográfica, os linguistas entenderam que neste caso não haveria mais confusão entre o “i” e “u” ser vogal ou semivogal. Isso porque, em “feiura”, por exemplo, ocorre seguramente a vogal “e” e a semivogal “i”. Assim, é prático perceber que o próximo som vocálico é de uma vogal (e não de uma semivogal): fEiUra (Destaquei a vogal em maiúscula para facilitar seu entendimento).
Como as oxítonas “Piauí“, “teiú“, “tuiuiú” têm uma vogal final mais forte, entenderam os linguistas, após a Nova Reforma Ortográfica, que se deve acentuar as oxítonas com hiato constituído de ditongo mais vogal, em que a segunda vogal do hiato é tônica. Porém, as paroxítonas deixaram de ser acentuadas, como “feiura”, “feiume”, “baiuca”.
Depois de tudo isso que aqui falamos, certamente você pode estar com a seguinte dúvida:
Se “feiura”, “baiuca”, “feiume” perderam o acento por serem paroxítonas com hiato constituído de ditongo mais vogal, por que as palavras “Guaíba” e “Guaíra”, que também são paroxítonas e apresentam  hiato constituído de ditongo mais vogal, recebem acento?
Bom, embora o acordo não diga que somente as tônicas precedidas de ditongo decrescente terão o acento gráfico eliminado, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) manteve o acento no “i” após o ditongo crescente. Isso ocorreu por um ajuste interno (no Brasil), em que aparecerem palavras, cuja falta de acento modificaria a tonicidade das mesmas. Note que “Guaíba”, sem acento, passaria a ser tônica no “a” /GuAiba/.
Assim, para evitar tal mudança de tonicidade, arbitrariamente, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa manteve o acento em palavras com hiato formado de ditongo crescente seguido de vogal tônica “i”.
Note que nas palavras do novo acordo em que foi retirado o acento (feiura, feiume, baiuca), a tonicidade da palavras continua recaindo sobre o “u” da sílaba tônica. Isso porque o “i” é semivogal, logo a vogal tônica “u” se encontra após ditongo decrescente.
Já em “Guaíba”, “Guaíra”, há ditongo crescente, e o “a” é vogal. Assim, sem acento, esta vogal “a”, junto ao “i”, teria força para ser a tônica e passar o “i” para semivogal: guAira, guAiba.
Portanto, para evitar mudança de sílaba tônica, alterou-se a regra do novo acordo, criando outra, mesmo sem estar prevista lá, que é a seguinte: “Acentua-se o “i” tônico formado do hiato com ditongo crescente: Guaíba, Guaíra.”
Entenderam? É mais simples do que parece: se a palavra for paroxítona e o hiato vier depois de ditongo decrescente, NÃO há acento (feiura, baiuca, feiume); se o hiato vier depois de ditongo crescente, há acento (Guaíra).

Fim dos pronomes de tratamento - Xô, excelência!

Decreto nº 9.758, de 11 de abril de 2019, que dispõe sobre a forma de tratamento e de endereçamento nas comunicações com agentes públicos da administração pública federal, tem gerado muitas discussões nas redes sociais e naturalmente nos concursos, pois esta é uma nova mudança (em pouco mais de 6 meses) que afeta diretamente as Correspondências Oficiais.
Então, você que já vem estudando para concursos e no edital está prevista a Redação Oficial, fique atento/a: com este decreto não há mais o vocativo Excelentíssimo, nem o tratamento Vossa Excelência nas correspondências oficiais.
A partir de então, o tratamento entre agentes públicos é “Senhor”. Veja um trecho do decreto:
Pronome de tratamento adequado
Art. 2º O único pronome de tratamento utilizado na comunicação com agentes públicos federais é “senhor“,independentemente do nível hierárquico, da natureza do cargo ou da função ou da ocasião.
Parágrafo único. O pronome de tratamento é flexionado para o feminino e para o plural.
Assim, este decreto torna sem efeito o quadro que dispõe dos pronomes de tratamento no serviço público, previsto no capítulo 4, do Manual de Redação da Presidência da República.







Nesse Manual já havia a vedação do tratamento “ilustre”, “ilustríssimo”, “digno” ou “digníssimo”, “respeitável” ou “doutor”. Agora, este decreto ampliou para “Vossa Excelência”, “Vossa Senhoria”, “Excelentíssimo Senhor”. Veja:
“Art. 3º É vedado na comunicação com agentes públicos federais o uso das formas de tratamento, ainda que abreviadas:
I – Vossa Excelência ou Excelentíssimo;
II – Vossa Senhoria;
III – Vossa Magnificência;
IV – doutor;
V – ilustre ou ilustríssimo;
VI – digno ou digníssimo; e
VII – respeitável.
Interessante notar a previsão de uma possível retaliação, de que naturalmente alguns agentes públicos possam querer se valer. Tal previsão se encontra no parágrafo 1º do artigo 3º:
§ 1º O agente público federal que exigir o uso dos pronomes de tratamento de que trata o caput, mediante invocação de normas especiais referentes ao cargo ou carreira, deverá tratar o interlocutor do mesmo modo. “
Assim, se algum agente público entender que não foi abarcado por tal decreto e exigir tratamento diferenciado, deverá se dirigir ao interlocutor com o mesmo tratamento.
Portanto, caros alunos, ao estudarem o Manual de Redação da Presidência da República, desconsiderem por ora o capítulo 4, o qual se refere exatamente às formas de tratamento.
Também aconselho a não realizarem questões que dizem respeito a pronome de tratamento até que a renovação do Manual seja publicada. É claro que este decreto já entrou em vigor e torna sem efeito qualquer divergência que o Manual possa trazer, porém há necessidade de alguns ajustes no Manual e naturalmente as bancas tenderão a não colocar questões sobre este assunto até que o Manual apresente uma atualização.
Naturalmente, dessa mudança, haverá muitas consequências e eu manterei todos vocês muito bem orientados para a prova de Redação Oficial.

A regra antiga continuará valendo para autoridades do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Tribunal de Contas, da Defensoria Pública, do Ministério Público.

Pronomes de tratamento, abreviatura e interlocutores até 10 de abril de 2019:

Autoridades de Estado

  • Vossa Excelência (V. Ex.ª): Para o/a Presidente da República, senadores/as da república, ministros/as de Estado, governadores/as, deputados/as federais, estaduais e distritais, prefeitos/as, embaixadores/embaixadoras e cônsules. Somente para o Presidente da República usa-se o pronome de tratamento por extenso, nunca abreviado. Para as demais autoridades pode-se usar o pronome tanto por extenso quanto abreviado.
  • Vossa Magnificência (V. Mag.ª): Para reitores/as de Universidade.
  • Vossa Senhoria (V. S.ª): Todas as autoridades, exceto aquelas com tratamento de "Vossa Excelência".

Judiciárias

  • Vossa Excelência (V. Ex.ª): para magistrados (juízes de direito, do trabalho, federais, militares e eleitorais), membros de tribunais (de justiça, regionais federais, regionais do trabalho, regionais eleitorais), ministros de tribunais superiores (do trabalho, eleitoral, militar, superior tribunal de justiça e supremo tribunal federal), presidente do CNJ, o Defensor Público-Geral e demais membros da Defensoria Pública (Lei Complementar nº 80/94), Procurador-Geral da República, demais membros do Ministério Público[1] , Advogados habilitados (Art. 6º da Lei 8.906/1995: Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos) e Delegados de Polícia (art. 3º da Lei 12.830/13: O cargo de delegado de polícia é privativo de bacharel em Direito, devendo-lhe ser dispensado o mesmo tratamento protocolar que recebem os magistrados, os membros da Defensoria Pública e do Ministério Público e os advogados).
.
  • Meritíssimo Juízo (M. Juízo): para referência ao Juízo, dentro de processo judicial.

Executivo e Legislativo

  • Vossa Excelência (V. Ex.ª): para chefes do Executivo (Presidente da Repúblicagovernadores e prefeitos), ministros de Estado e secretários estaduais, para integrantes do Poder Legislativo (senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais, presidentes das câmaras de vereadores), ministros do Tribunal de Contas da União e para conselheiros dos tribunais de contas estaduais.

Militares

  • Vossa Excelência (V. Ex.ª): para oficiais generais - (almirantes de esquadra, generais de exército e tenentes-brigadeiros; vice-almirantes, generais de divisão e majores brigadeiros; contra-almirantes, generais de brigada e brigadeiros; coronéis chefes da Casa Militar do governador e comandantes das forças auxiliares dos estados e distrito federal (polícias militares e bombeiros militares).

Autoridades religiosas

  • Vossa Eminência Reverendíssima (V. Em.ª Revma): para cardeais
  • Vossa Beatitude: para os patriarcas das igrejas sui juris orientais e patriarcas da ortodoxia. Também é direcionada ao papa
  • Vossa Excelência Reverendíssima (V. Ex.ª Revma): para bispos em geral.
  • Vossa Paternidade: para superiores de ordens religiosas.
  • Vossa Reverendíssima (V. Revma): para sacerdotes em geral.
  • Vossa Santidade: para o papa.
  • Dom: para bispos em geral (De forma peculiar, será também concedido aos monges beneditinos).
  • Pastor (Pr.): para pastores (Em endereçamento pode ser usado Rvmo. Pr.).
  • Padre (Pe.): para padres (Em endereçamento pode ser usado Rvmo. Pe.).
  • Evangelistas (Ev.): Para Evangelistas (Em endereçamento pode ser usado Rvmo. Ev.)
  • Presbítero (Pb.): para Presbíteros
  • Diácono (Diác.): para diáconos.
  • Acólito (Ac.): Para acólitos (instituídos).

Autoridades monárquicas ou imperiais

Ver artigo principal: Estilos reais e nobres
  • Vossa Majestade Imperial (V. M. I.): para imperadores e imperatrizes
  • Vossa Majestade (V. M.) ou Vossa Majestade Real (V. M. R.) : para reis e rainhas.
  • Vossa Alteza Real & Imperial (V. A. R. & I.): para príncipes de casas reais e imperiais.
  • Vossa Alteza Imperial (V. A. I.): para príncipes de casas imperiais.
  • Vossa Alteza Real (V. A. R.): para príncipes e infantes de casas reais.
  • Vossa Alteza Sereníssima (V. A. S.): para príncipes monarcas e Arquiduques.
  • Vossa Alteza (V. A.): para duques.
  • Vossa Excelência (V. Ex.ª): para duques com Grandeza, na Espanha.
  • Vossa Graça (V. G.): para duques e condes.
  • Vossa Alteza Ilustríssima (V. A. Ilmª.): para nobres mediatizados, como condes, na Alemanha.
  • O Mui Honorável (M. Hon.): para marqueses, na Grã-Bretanha.
  • O Honorável (Hon.): para condes (The Right Hon.), viscondes, barões e filhos de duques, marqueses e condes na Grã-Bretanha.
  • Ilustríssimo (Il.mo): para membros da nobreza brasileira.
  • Dom: para alguns membros de nobreza ibérica, italiana e brasileira (em espanhol e em italiano grafa-se Don).

Tratamentos formais

  • Senhor (Sr.): para homens em geral, quando não existe intimidade
  • Senhora (Sr.ª): para mulheres casadas ou mais velhas (no Brasil) ou mulheres em geral (em Portugal).
  • Senhorita (Srt.ª): para moças solteiras, quando não existe intimidade (no Brasil).
  • Vossa Senhoria (V. S.ª): para autoridades em geral, como secretários da prefeitura, comissários de polícia ou diretores de empresas
  • Seu/Seo: abreviação de Senhor por alteração fonética (no Brasil).
  • Doutor (Dr.): É importante ressaltar que doutor via de regra não configura forma de tratamento, mas título acadêmico. Seu uso deve-se limitar apenas a comunicações dirigidas a pessoas que alcançaram o grau acadêmico de doutoramento(português europeu) ou doutorado(português brasileiro). Por razões culturais, tal título é usado para médicos, engenheiros e advogados. Deve-se usar o tratamento "Senhor" que confere a desejada formalidade às comunicações. [1]. No Brasil, os advogados freqüentemente esperam ser chamados com tal título, pois se baseiam em uma interpretação errônea do artigo 9º, da Lei do Império de 11/08/1827.[2] Entretanto não existe nenhuma força legal que garanta a esta categoria tal título a não ser por conclusão de doutoramento.[3][4] De fato o tratamento correto ao advogado é o do de Vossa Excelência, advindo do disposto no artigo 6º da Lei 8.906/1995. Importante destacar que sequer os Juízes, membros do Ministério Público membros da Defensoria Pública poderão ostentar o título de Doutor a não ser que assim sejam considerados por completarem o Doutorado, apesar de ser tratamento usual em solenidades formais e informais.
  • Arquitecto (Arq.º(ª)): para arquitetos (em Portugal, antes do Novo Acordo Ortográfico).
  • Arquiteto (Arq.º(ª)): para arquitetos (no Brasil).
  • Bibliotecário (Bib.º(ª)): para bibliotecários.
  • Engenheiro (Eng.º(ª)): para engenheiros.
  • Comendador (Com.(ª)): para comendadores
  • Professor (Prof.(ª)): para professores.
  • Desembargador (Des.dor): para desembargadores
  • Pastor (Pr.(ª)): para pastores de igrejas protestantes.
  • Vossa Magnificência (V. Mag.ª): para reitores de universidades e outras instituições de ensino superior.

Formas de Tratamento

  • acadêmico = Acad., Acadêm.
  • administrador = Adm.
  • advogado = Adv.º, Advo.
  • almirante = Alte.
  • aluno = Al.
  • apostólico = Ap. (em algumas denominações Aps.)
  • apóstolo = Ap.
  • arcebispo = Arc.º, Arco.
  • bacharel, bacharela, bacharéis, bacharelas = B.el, Bel., B.ela, Bela., B.éis, Béis., B.elas, Belas.
  • bispo = B.po, Bpo., Bp.
  • cadete = Cad.
  • capitão = Cap.
  • cardeal = Card.
  • comandante = Com., Com.te, Comte., CMT (FAB)
  • cirurgião-dentista = CD.
  • comendador = Com., Comend., Com.or, Comor.
  • cônego = Côn.º, Côno.
  • conselheiro = Cons., Consel., Conselh., Cons.º, Conso.
  • contador = Cont.dor, Contdor., Cont.or, Contor.
  • contra-almirante = CAlte.
  • coronel = C.el, Cel.
  • deputado = Dep.
  • desembargador, desembargadora = Des., Des.ª, Desa.
  • diácono = Diác., Dc.
  • Digníssimo = DD.
  • Digno, DomDona = D.
  • Dona = D.ª, Da.
  • doutor, doutores = D.r, Dr., D.rs, Drs.
  • doutora, doutoras = D.ra, Dra. D.ras, Dras.
  • editor, editores = E., EE.
  • embaixador extraordinário e plenipotenciário = E.E.P.
  • Eminência = Em.ª, Ema.
  • Eminentíssimo = Em.mo, Emmo.
  • enfermeiro, enfermeira = Enf., Enf.ª, Enfa.
  • engenheiro, engenheira = Eng., Eng.º, Engo.
  • enviado extraordinário e ministro plenipotenciário = E.E.M.P.
  • Estado-Maior = E.M., E.-M.
  • Excelência = Ex.ª, Exa.
  • Excelentíssimo, Excelentíssima = Ex.mo, Exmo. Ex.ma, Exma.
  • general = Gen., G.al, Gal.
  • ilustríssimo, Ilustríssima = Il.mo, Ilmo., Il.ma, Ilma.
  • madame (francês = senhora) = M.me, Mme.
  • mademoiselle (francês = senhorita) = M.lle, Mlle.
  • major = maj.
  • major-brigadeiro = Maj.-Brig.
  • marechal = Mar., M.al,Mal.
  • médico = Méd.
  • Meritíssimo = MM.
  • mestre, mestra = Me, Me., Mª, Ma.
  • mister (inglês = senhor) = Mr.
  • monsenhor = Mons.
  • monsieur, messieurs (francês = senhor, senhores) = M., MM.
  • Mui(to) Digno = M.D.
  • Nossa Senhora = N.Sª, N.Sa.
  • Nosso Senhor = N.S.
  • padre = P., P.e, Pe.
  • pároco = Pár.º, paro.
  • pastor = Pr.
  • pastora = Pra., Prª.
  • Philosophiae Doctor (latim = doutor de/em filosofia) = Ph.D.
  • prefeito = Pref.
  • presbítero = Presb.º, Presbo., Pb.
  • presidente = Pres., Presid.
  • procurador = Proc.
  • professor, professores = Prof., Profs.
  • professora, professoras = Prof.ª, Profa., Prof.as, Profas.
  • promotor = Prom.
  • provedor = Prov.
  • rei = R.
  • Reverendíssimo, Reverendíssima = Rev.mo, Revmo., Rev.ma, Revma.
  • Reverendo = Rev., Rev.do, Revdo., Rev.º, Revo.
  • Reverendo Padre = R.P.
  • sacerdote = Sac.
  • Santa = S., S.ta, Sta.
  • Santíssimo = SS.
  • Santo = S., S.to, Sto.
  • Santo Padre = S.P.
  • São, Santo, Santa = S.
  • sargento = Sarg., Sgtº
  • sargento-ajudante = Sarg.-aj.te,Sarg.-ajte.
  • secretário, secretária = Sec., Secr.
  • senador = Sen.
  • senhor, senhores = S.r, Sr., S.rs, Srs.
  • senhora, senhoras = S.ra, Sra., S.ras, Sras.
  • senhorita, senhoritas = Sr.ta, Srta., Sr.tas, Srtas.
  • Sênior = S.or, Sor.
  • sóror = Sór., S.or, Sor.
  • Sua Alteza Real = S.A.R.
  • Sua Alteza Senhoril = S.A.S.
  • Sua Alteza = S.A.
  • Sua Eminência = S.Em.ª, S.Ema.
  • Sua Excelência = S..Ex.ª, S.Exa.
  • Sua Excelência Reverendíssima = S.Ex.ª Rev.ma, S. Exa. Revma.
  • Sua Majestade = S.M.
  • Sua Reverência = S. Rev.ª, S.Reva.
  • Sua Reverendíssima = S.Rev.ma, S. Revma.
  • Sua Santidade = S.S.
  • Sua Senhoria = S.Sª, S.Sa.
  • tenente = Ten., T.te, Tte.
  • tenente-coronel = Ten. -c.el, Ten.-cel., t.te - c.el, Tte. - cel.
  • tesoureiro = Tes.
  • testemunha = Test.
  • vereador = Ver.
  • veterinário = Vet.
  • vice-almirante = V. -alm.
  • vigário = Vig., Vig.º, Vigo.
  • visconde = V.de, Vde.
  • viscondessa = V.dessa, Vdessa.
  • você = V.
  • Vossa Alteza = V. A.
  • Vossa Eminência, Vossas Eminências = V.Em.ª, V.Ema., V.Em.as, V.Emas.
  • Vossa Excelência Reverendíssima, Vossas Excelências Reverendíssimas = V.Ex.ª Rev.ma, V. Exa. Revma., V.Ex.as Rev.mas, V. Exas. Revmas.
  • Vossa Excelência, Vossas Excelências = V.Ex.ª, V.Exa., V.Ex.as, V.Exas.
  • Vossa Magnificência, Vossas Magnificências = V. Mag.ª, V.Maga., V.Mag.as, V.Magas.
  • Vossa Majestade = V.M.
  • Vossa Reverendíssima, Vossas Reverendíssimas = V. Rev.ma, V. Revma., V.Rev.mas, V. Revmas.
  • Vossa Reverência, Vossas Reverências = V.Rev.ª, V.Reva., V. Rev.as, V.Revas.
  • Vossa Senhoria, Vossas Senhorias = V.S.ª, V.Sa., V.S.as, V.Sas.
É excelência pra cá. Magnificência pra lá. Eminência pracolá. Eta coisa velha! O mofo centenário incomodou o senador Roberto Requião. Como o que fica parado é poste, Sua Excelência apresentou projeto de lei pra lá de bem-vindo. Propõe acabar com o tratamento cerimonioso a autoridades. Excelências & cias. entram na vala comum. Viram senhor e senhora. Como diz a Constituição, todos são iguais perante a lei. A proposta passará? Cruzemos os dedos.
Do baú real
Dizem que tudo começou no século 12. Exatamente em 1143, quando Portugal se tornou reino independente. Afonso Henriques, o primeiro rei, deu início à história. Sentia-se tão poderoso que dizia “Deus sou eu. Era proibido dirigir-se a ele. Quem ousasse perdia a cabeça. Daí, bem antes da guilhotina, surgiu o verbo decapitar, que significa cortar a cabeça. Que medão!
Como fazer? Se, no auge da paixão, a amada dissesse ao monarca “te amo”, a cabeça dela rolava. Se o médico perguntasse ao soberano o que estava sentindo, não recebia resposta. A degola vinha antes. O que fazer? O Conselho de Sábios se reuniu. Nasceu aí o jeitinho brasileiro. A mágica era esta: ninguém falaria ao rei, mas à majestade do rei. Chamá-lo-iam de Vossa Majestade. As pessoas se dirigiam ao rei sem se dirigir a ele.
O coroado ficou feliz. Os bajuladores, que existiam desde então, começaram a inventar pronomes. Dirigiam-se à excelência do rei, à magnificência do rei, à senhoria do rei. E por aí vai. Os nobres, invejosos, reivindicaram privilégios semelhantes. O clero também. Generoso, o rei se satisfez com a majestade. Os outros que se entendessem com a partilha dos demais.
Partilha
Oba! Se reis ficaram com majestade, príncipes ficaram com alteza. Reitores, com magnificência. Cardeais, com eminência. Sacerdotes em geral, com reverendíssima. Altas autoridades do Estado, com excelência. Funcionários públicos, com senhoria. E o papa? O pontífice contentou-se com santidade.
Concordância
Vossa Majestade é divino. Sou sua devota”, dizia a futura rainha. Reparou? A namorada sabida fazia a concordância como manda a gramática. Ela se dirigia à majestade do amado. Por isso o verbo (é) e o pronome (sua) estão na 3ª pessoa. Vossa Excelência, Vossa Senhoria & cia. exibida jogam no mesmo time.
Pessoa
Vossa Excelência ou Sua excelência? Depende. Vossa Excelência é o ser com quem se fala. Sua Excelência, de quem se fala: Cumprimento Vossa Excelência pelobelo gesto. O advogado dirigiu-se à Sua Excelência com o respeito habitual.
Jeitinho
E o adjetivo? Não deveria concordar com majestade, substantivo feminino? Sim. Mas quem ousaria chamar o rei, tão machão, de divina? Deu-se outro jeito. Criou-se a silepse ou concordância ideológica, figura de construção ou sintática que permite a concordância não com o que está expresso, mas sim com o que se entende ou está implícito, cuja etimologia grega significa compreensão. O adjetivo concorda com o sexo da pessoa, não com o substantivo: Sua Majestade, a rainha Elizabeth, é amada pelo povo. Sua Majestade, o rei Gustavo, também é amado.