30 de agosto de 2019

Objeto e Transitividade Verbal - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender os tipos de objetos (direto e indireto) e compreender a transitividade verbal.

Já vimos que o sujeito é o responsável por realizar a ação verbal. Porém, isso geralmente não é o suficiente para construir uma oração, porque o sentido do verbo pode ficar incompleto.

Na oração “João comprou”, o sujeito é “João” e o verbo é “comprou”. Porém, a oração não está completa porque o sentido do verbo está incompleto. Para completar o sentido do verbo, nós precisamos explicar o que João comprou. 

Então nós precisamos de um complemento verbal, que poderia ser: “João comprou um tênis”. Pronto: agora a oração está com o seu sentido completo graças à expressão “um tênis”, que está completando o sentido do verbo “comprar”. Essa expressão é chamada de Objeto.

Objeto: é o termo da oração que completa o sentido do verbo e pode ser classificado em: objeto direto e objeto indireto.

Objeto Direto: ocorre quando não existe nenhuma preposição entre o verbo e o objeto. Exemplo: “Roberto vendeu o carro”, “Eles limparam o quarto”.

Você se pergunta: existe objeto direto precedido de preposição? Sim, é o que se chama de objeto direto preposicionado. Ele ocorre nos seguintes casos:
Obrigatórios - com o pronome relativo quem, com pronome oblíquo tônico, para evitar ambiguidade, com expressões de reciprocidade, com substantivo coordenado com pronome oblíquo, com infinitivo regido de preposição dos verbos ensinar e aprender, com substantivo em construções comparativas para evitar falta de clareza
Facultativos - com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas ou o nome próprio Deus, com pronome de tratamento, indefinido, interrogativo ou demonstrativo, com o numeral ambos, com objeto direto iniciando a oração, por razões de ênfase e em construções idiomáticas enfáticas

O objeto direto pode conter o mesmo radical do verbo? Pode, isso se chama de objeto direto interno, muito usado na linguagem poética, sempre contém um adjetivo, caso contrário se incorre em pleonasmo vicioso. Exemplo: ''Ele vive uma vida de rei'' / ''Dormi um sono gostoso''

O objeto direto e o indireto podem aparecer repetidos? Podem, isso se chama de objeto pleonástico. Exemplo: ''Este carro, eu o comprei'' / ''Ao ingrato, nada lhe daremos''

Objeto Indireto: ocorre quando existe uma preposição entre o verbo e o objeto. Exemplo: “Laura gosta de maçã”, “Fernando foi ao cinema”.

Pode existir complemento indireto de verbo não transitivo indireto? Pode, isso se chama de objeto indireto por extensão. Exemplos: ''A política brasileira sempre será corrupta para mim'' / ''Não me perca essas anotações''
No primeiro caso, alguns gramáticos consideram o pronome como objeto indireto de opinião, outros como dativo de opinião. No segundo caso, alguns consideram o pronome como dativo ético ou de proveito ou pronome de interesse, para outros é um mero expletivo.

Antes que você pergunte: “ao” é a união da preposição “a” com o artigo “o”. Logo, o objeto é indireto por causa da preposição "a" (que se une ao artigo "o"). A preposição “a” também pode se unir com o artigo “a”, formando a crase (à). Se eu falar que "Laura gosta da laranja", a preposição "de"se juntou com o artigo "a", formando "da". As preposições podem se combinar com outras palavras. 

Transitividade Verbal: é a análise da transitividade dos verbos. Os verbos podem ser: transitivos diretos, transitivos indiretos, transitivos diretos e indiretos ou intransitivos.

Verbo Transitivo Direto: é aquele que exige um objeto direto. Exemplo: “Compramos o livro”.

Verbo Transitivo Indireto: é aquele que exige um objeto indireto. Exemplo: “Eu gosto de filmes de ação”.

Verbo Transitivo Direto e Indireto: é aquele que exige dois objetos (um objeto direto e um objeto indireto). Exemplo: “Entreguei o relatório ao chefe”. O verbo “entregar” é transitivo direto e indireto, pois ele exige um objeto direto (o relatório) e um objeto indireto (ao chefe). Antigamente se chamava de bitransitivo.

Observação: os objetos podem ser representados por pronomes (que são as palavras que substituem outras palavras). Ao invés de falar que “eu entreguei o relatório ao chefe”, eu posso dizer “eu entreguei-lhe os relatórios”. O pronome “lhe” equivale “ao chefe”. Logo, “ao “João” (da primeira oração) e “lhe” (segunda oração) são objetos indiretos.

Verbo Intransitivo: é aquele que não precisa de nenhum objeto para fazer a oração ter sentido. Exemplo: “Arnaldo morreu”.  Pode vir seguido de um advérbio ou locução adverbial: ''Arnaldo morreu em casa / de fome / lentamente / com a esposa / hoje / sem dúvida / talvez / em hipótese alguma'', mas não de um objeto direto ou indireto.

Vozes Verbais - Nova Gramática Online

Seu objetivo: aprender a trabalhar com uma oração em suas diferentes vozes.

Vozes Verbais: é a forma com que o verbo se relaciona ao seu sujeito quanto à passividade ou atividade. A oração pode estar em três vozes verbais: ativapassiva e reflexiva, sendo que a reflexiva também pode se transformar na voz recíproca.

Voz Ativa: ocorre quando o sujeito pratica ativamente a ação expressa pelo verbo.

Exemplo: “João fez o trabalho de matemática”. O sujeito (eu) realiza a ação de fazer o trabalho de matemática.

Voz Passiva: ocorre quando o sujeito recebe a ação expressa pelo verbo.

Exemplo: “O trabalho foi feito por João”. Dessa vez, o sujeito é “o trabalho” e ele recebe a ação expressa pelo verbo (“foi feito”). A expressão “por João” é chamada de “agente da passiva”, porque João se transforma no sujeito se a oração passar para a voz ativa (“João fez o trabalho”).

A voz passiva será do tipo analítica se ela usar uma locução verbal: verbo auxiliar + particípio. Exemplo: “casas estão sendo vendidas”.
A voz passiva será do tipo sintética ou pronominal se ela usar o pronome “se”. Exemplo: “vendem-se casas” ou “casas se vendem”. Nesse caso, o pronome “se” é chamado de pronome apassivador.

Observação: não confunda pronome apassivador com o índice de indeterminação do sujeito. O pronome apassivador ocorre quando o verbo está empregado na terceira pessoa do plural(vendem-se casas), enquanto que o índice de indeterminação do sujeito ocorre quando o verbo está empregado na terceira pessoa do singular (vende-se casas). No primeiro caso (vendem-se casas), o sujeito é “casas” e ele está na voz passiva (é sujeito paciente). No segundo caso (vende-se casas), o sujeito é indeterminado.
                                                                                                                                
Voz Reflexiva: ocorre quando o sujeito pratica e recebe a ação ao mesmo tempo, ou seja: o sujeito faz algo para ele mesmo.

Exemplo: Paulo se machucou com a faca. Nesse caso, Paulo é o sujeito e ele faz a ação de machucar e recebe essa ação, sendo machucado por ele mesmo.

Voz Recíproca: ocorre quando algo ou alguém realiza e recebe a ação um para o outro, de modo recíproco.


Exemplo"Paulo e Letícia se casaram". Nesse caso, Paulo se casa com Letícia e Letícia se casa com Paulo, ou seja: o casamento é algo recíproco (um se casa com o outro). 
Os noivos se casam, mas o padre casa. Casar é verbo pronominal no sentido de contrair núpcias.

Observação: Com verbos neutros do tipo nascer, morrer, viver, dormir, sonhar etc., não há voz ativa nem passiva nem reflexiva, porque o sujeito não pode ser visto como agente nem paciente nem agente-paciente.
Em ''Ele levou uma surra'' e ''Ele apanhou do pai'', tem-se um verbo de sentido passivo, mas a voz não é ativa nem passiva nem reflexiva
Com os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido cirúrgico) e vacinar-se, o pronome apassivador assume formas de primeira e segunda pessoa.

Sujeito - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender o que é sujeito e também os tipos de sujeito.

Sujeito: é o responsável pela ação descrita pelo verbo da oração.

Exemplo 1: “Eu dancei ontem”. Quem realizou a ação de dançar? Resposta: eu. Portanto, o pronome “eu” é o sujeito da oração.

Exemplo 2: “João e Maria viajaram para longe”. Quem realizou a ação de viajar para longe? Resposta: “João e Maria”. Portanto, “João e Maria” é o sujeito da oração.

Exemplo 3: “O dono do Fusca azul está pedindo ajuda”. Quem realizou a ação de pedir ajuda? Resposta: “o dono do Fusca azul”. Portanto, “o dono do Fusca azul” é o sujeito da oração.

Exemplo 4: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heroico o brado retumbante”. Quem foi que ouviu o brado retumbante de um povo heroico? Resposta: as margens do Ipiranga. Portanto, “as margens do Ipiranga” é o sujeito da oração.

Núcleo do Sujeito: é a principal palavra do sujeito (aquela que guarda todo o seu significado).

Exemplo 1: O sujeito da oração “o dono do Fusca azul está pedindo ajuda” é “o dono do Fusca azul” e o núcleo desse sujeito é “dono”. As outras palavras apenas são características do “dono” (doFusca azul). O núcleo é aquela palavra capaz de substituir o sujeito inteiro. Não podemos entender que “o Fusca está pedindo ajuda” nem que “o azul está pedindo ajuda”, mas podemos entender que “o dono está pedindo ajuda”. Portanto, “dono” é o núcleo do sujeito.

Exemplo 2: Se o sujeito for “João e Maria”, então o sujeito possui dois núcleos: “João” e “Maria”, já que ambos são centrais e decisivos para o significado do sujeito.

Exemplo 3: Na oração “os atores profissionais e algumas pessoas da plateia pediram silêncio”, o sujeito é “os atores profissionais e algumas pessoas da plateia”. Esse sujeito tem dois núcleos: atores e pessoas.  As outras palavras apenas os caracterizam.

Classificação dos Sujeitos: o sujeito pode ser classificado em: simples, composto, implícito, indeterminado, inexistente.

Sujeito Simples: é aquele que possui apenas um núcleo. Exemplos: “dono do Fusca azul está pedindo ajuda”, “João está perdido”, “plateia aplaudiu forte”.

Sujeito Composto: é aquele que possui dois ou mais núcleos. Exemplos: “Paulo e Ana estão perdidos”, “apresentador e os telespectadores estão ansiosos pela chegada do convidado”.

Sujeito Implícito: é aquele que foi omitido da oração, mas pode ser encontrado pela conjugação do verbo. Exemplo: “Comprei um par de camisas”. Quem comprou um par de camisas? Resposta: “eu”, porque o pronome “eu” é o único que conjuga o verbo “comprar” como “comprei”.

Outros nomes para o sujeito implícito: sujeito desinencialsujeito ocultosujeito elípticosujeito subentendido (é tudo a mesma coisa, não se preocupe).

Observação: se o verbo estiver conjugado na 3ª pessoa do plural (disseram, viram, falaram, dançaram, etc) e o sujeito não aparecer, então o sujeito não será classificado como implícito, mas sim como indeterminado (veremos mais adiante).

sujeito simples, o sujeito composto e o sujeito oculto são sujeitos determinados, já que eles existem e podem ser identificados.

Sujeito Indeterminado: é aquele que existe, mas não pode ser identificado. Ele ocorre em dois casos:

1) Verbos conjugados na terceira pessoa do plural. Exemplo: “Falaram mal de você”. Quem é que falou mal de você? Resposta: não sabemos. O sujeito existe, mas não pode ser identificado porque o verbo “falar” está conjugado na terceira pessoa e o sujeito que o conjuga não aparece na oração.

Antes que você pergunte: Não é pelo fato de aparecer o verbo conjugado na 3ª pessoa do plural que o sujeito será sempre indeterminado. Não esqueça que o sujeito não pode aparecer (apenas o verbo aparece). Exemplo: “Os vizinhos falaram mal de você”. O sujeito é “os vizinhos”, mesmo o verbo estando conjugado na 3ª pessoa. Para o sujeito ser indeterminado, o sujeito não pode aparecer com o verbo (somente o verbo aparece). Exemplo: “falaram mal de você” (sujeito indeterminado). 

2) Verbos transitivos indiretos, intransitivos e de ligação na terceira pessoa do singular acompanhados do “SE” (antes ou depois do verbo). Exemplos: “confia-se em teses estranhas”, “era-se mais feliz naquela casa”, “ainda se vai à missa no interior”. Em todos esses exemplos, os verbos estão conjugados na terceira pessoa do singular (ele confia, ele era, ele vai) e estão acompanhados do SE, indeterminando o sujeito das orações. Portanto, em cada uma dessas orações o sujeito é indeterminado.

Observação: nesses casos, o pronome “SE” é chamado de índice de indeterminação do sujeito.

Existem dois casos extras de sujeito indeterminado:
Verbo transitivo direto + SE + objeto direto preposicionado. Exemplo: ''Ama-se aos pais'' / ''Estima-se aos mais velhos''
Verbo no infinitivo impessoal: ''É bom caminhar todas as manhãs''

Sujeito Inexistente ou Sujeito Zero: o sujeito não existe na oração, provocando a oração sem sujeito. Isso acontece nos seguintes casos:

1) O sujeito é inexistente quando o verbo expressa fenômenos da natureza. Exemplos: “Anoiteceu ontem”, “está chovendo muito”, “nevará amanhã”, “ventou muito durante a noite”. 
Quem é o sujeito: é a neve? é a chuva? é a noite? é São Pedro? é as nuvens? É impossível identificar.

Antes que você pergunte: se esse tipo de verbo for usado em outro sentido (ao invés do sentido original), então poderemos determinar o sujeito. Exemplo: “Choveram relatórios em minha mesa”. O sentido da palavra “chover” foi alterado (não caiu água em cima da mesa, mas sim relatórios). Então, o sujeito é “relatórios” (relatórios choveram em minha mesa). Sujeito simples.

2) Verbo FAZER indicando tempo decorrido. Exemplo: “Faz duas horas que eu estou na fila”. O sujeito da primeira oração (Faz duas horas) é inexistente.

3) Verbo HAVER indicando tempo decorrido ou então indicando existência, acontecimento ou realização de fato. Exemplo 1: “Estou na fila  duas horas” (o sujeito da oração “há duas horas” é inexistente). Exemplo 2: “Havia vinte alunos na sala”. O verbo “haver” tem o mesmo sentido de “existir”. Por isso, o sujeito é inexistente (oração sem sujeito). Exemplo 3: “Houve muitos imprevistos na reunião”. O verbo “haver” tem o mesmo sentido de “ocorrer, acontecer”. Por isso, o sujeito é zero. Exemplo 4: “Haverá uma grande exposição no shopping”. O verbo “haver” tem o mesmo sentido de “realizar-se”. Por isso, o sujeito é zero.


Esses verbos são chamados de verbos impessoais (eles provocam a oração sem sujeito). 

O prefixo in significa negação, portanto, é um verbo que não tem sujeito, não tem pessoa, ou seja, não é conjugado.

Observe o verbo existir, ele é um verbo regular, tem pessoas, conjugamos: eu existo, tu existes, ele existe, nós existimos, vós existis, eles existem.

Agora, o verbo haver no sentido de existir, pode-se conjugar: quando se fala eu existo é o mesmo que eu hei? Não. Ele existe é o mesmo que ele há? Não.

O verbo haver nesse sentido não é conjugável, portanto é impessoal. A única estratégia oferecida pela língua, visto que ele é um verbo, designa alguma ação, mas não tem pessoa, precisa estar conjugado é uma pessoa. Por questão de convenção, designou-se a terceira pessoa. Os falantes pensaram que esses verbos só podem aparecer na 3ª pessoa do singular. Esses verbos não têm plural, pois não têm sujeito para concordar, por questão de adequação ao sistema linguístico.

Se dizemos sempre que o sujeito é um termo essencial, por que existem orações sem sujeito? Se o bolo é de chocolate, precisa levar chocolate.

Esses verbos exigiriam na língua um sujeito invariável, que não abrangesse nem fosse superior aos gêneros, como existe em outras línguas. Por exemplo, no inglês existem os pronomes he, she e it. O he e o she servem somente para pessoas, seres personificados ou animais sexuados. O it serve para animais sem sexo, objetos, fenômenos da natureza, e seres indeterminados que praticam a ação.

No português antigo, a forma antiga era o pronome ele, semelhante ao da língua inglesa. Até o século XVII, falava-se ''ele nevou'', ''ele trovejou'', ''ele geou'', ''ele relampejou'', usando-se o pronome ele como sujeito. Com o passar dos tempos, passou a se imaginar que aquele pronome não exercia nenhuma função. Ele nevou, quem é ele? São Pedro? não se sabe. Se não há sujeito para praticar a ação, vamos suspender o uso do pronome ele.

A lacuna ''sujeito + verbo + complemento + adjunto adverbial'' ficou vazia. Existe o espaço do sujeito, não se preenche. Em outras línguas, continua-se a preencher.

Por exemplo, no francês, o sujeito é composto pelo pronome il. O il ocupa o lugar do sujeito, embora não identifique ninguém no especial. O mesmo ocorre no inglês, no qual o it ocupa o lugar do sujeito, sem identificar o sujeito. O ele como sujeito deixou de ser usado. Desde o século XVIII temos uma fórmula de oração sem sujeito, porque nós ''usurpamos'' o lugar do pronome.

Se eu falo ''choveu frequentemente em Nova York'', o verbo é intransitivo, seguido de adjuntos adverbiais: tempo e lugar.

Se eu falo ''no Rio de Janeiro faz verões quentíssimos'', o verbo é transitivo direto seguido de objeto direto. É uma situação clima.

Se estivéssemos no século XVI, compartilhando a época de Camões quando escreveu Os Lusíadas, ele escreveria: ''em Lisboa, ele faz verões quentíssimos''.

Nós teríamos o sujeito, o verbo transitivo direto e o objeto direto.

Em ''está muito calor aqui'', o verbo é de ligação seguido de predicativo do sujeito, embora semanticamente possa parecer estranho. Preferimos classificar como predicativo neutro.

Frase, Oração e Período - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender as diferenças entre frase, oração e período.

Frase: é qualquer enunciado que transmita alguma mensagem, isto é, que tenha algum sentido. Exemplos: “Ai meu Deus”, “Comprei um carro”, “Socorro!”, “Nós vamos viajar para Brasília”, “Anoiteceu”.

De acordo com o sentido expresso, pode ser classificada em:
Declarativa - dá uma informação
Interrogativa - faz uma pergunta ao interlocutor
Imperativa - dá ordens, faz conselhos, pedidos, convites ou súplicas
Exclamativa - expressa estados emotivos
Optativa - expressa desejos, vontades
Imprecativa - roga maldições, pragas

Oração: é o nome dado à frase que possui um verbo (ou uma locução verbal). Exemplos: “Comprei um carro”, “Nós vamos viajar para Brasília”.

Período: é o nome dado ao conjunto de orações, formado por uma ou mais orações até aparecer o primeiro ponto-final, ponto de interrogação, ponto de exclamação ou reticências. O período será classificado como simples se for formado apenas por uma oração (chamada de oração absoluta) e ele será classificado como composto se tiver duas ou mais orações até o ponto-final, ponto de interrogação, ponto de exclamação ou reticências. Um período nunca pode terminar por vírgula, mas eventualmente, por dois-pontos.

Exemplo 1: “Eu fui ao cinema” é um período simples (composto por apenas uma oração).


Exemplo 2: “Eu fui ao cinema, depois eu voltei para casa e fui dormir” é um período composto que tem três orações. Se cada oração possui um verbo, então basta contar o número de verbos (ou de locuções verbais) para saber o número de orações (“fui”, “voltei”, “fui dormir”).  

Nem toda frase é uma oração, pois há frases sem verbo.
Exemplo: Boa tarde! - é frase, porque tem sentido completo, mas não é oração, porque não tem verbo

Nem toda oração é uma frase, pois há orações com sentido incompleto.
Exemplo: Queremos que o Brasil melhore sempre. - as orações são apenas partes de frase, e não têm sentido, portanto, não equivalem a frases

Conjunção - Nova Gramática Online

Seu objetivo: Entender o que são conjunções e compreender os seus tipos.

Para entender as conjunções você precisa entender alguns conceitos básicos de Sintaxe.

Conjunção: é a palavra que liga orações entre si.

Exemplo: “Eu gosto de brócolis e eu também gosto de alface”. A palavra “e” liga duas orações: a primeira é “eu gosto de brócolis” e a segunda é “eu também gosto de alface”. Portanto, a palavra “e” é uma conjunção.

Conjunção Coordenativa: é aquela que liga orações coordenadas, ou seja, orações que são independentes entre si. Exemplo: “Acordei e levantei da cama”. As conjunções coordenativas podem ser: aditivasadversativasalternativasconclusivas ou explicativas.

Aditiva: expressa a ideia de acréscimo, soma ou adição de eventos. Exemplos: enem, tampouco, mas também, mas ainda, como também, senão também (depois de não só), mais (em linguagem matemática ou como regionalismo).

Adversativa: expressa oposição, adversidade, contraste, ressalva, compensação, retificação, restrição, advertência, mudança na direção argumentativa. Exemplos: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, senão (= mas sim).

Alternativa: expressa uma ideia de alternância, escolha, exclusão, inclusão ou retificação. Exemplos: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, seja... seja, quer... quer., talvez... talvez.

Conclusiva: expressa ideia de conclusão, dedução, ilação, inferência, fechamento, finalização. Exemplos: portanto, então, logo, assim, por isso, por conseguinte, pois.

Explicativa: mostra uma explicação, justificativa. Exemplos: porque, pois, visto que, tendo em vista, dado que, uma vez que, porquanto, como, que.


Conjunção Subordinativa: é aquela que liga orações subordinadas, ou seja: uma oração (subordinada) depende da outra (principal). As conjunções subordinativas podem ser: causais, concessivas, condicionais, conformativas, temporais, consecutivas, finais, proporcionais, comparativas, integrantes.

Causal: a conjunção causal introduz a oração que explica a causa (o motivo, a razão) da ideia da oração principal.
Exemplo: “Como não havia estudado, João não foi bem na prova”. A conjunção “como” introduz a oração “não havia estudado”, que é o motivo de João não ter ido bem na prova (oração principal).
Outras conjunções causaisvisto que, uma vez que, porquanto, já que, desde que, na medida em que.

Concessiva: a conjunção concessiva introduz a oração que expressa a ideia de que algum obstáculo não é capaz de impedir ou modificar a ideia da oração principal. Introduz ideia de concessão, contraste, licença, consentimento, permissão, quebra de expectativa.
Exemplo: “Embora João não tenha estudado para a prova, ele conseguiu tirar uma boa nota”. A conjunção “embora” introduz uma oração que não altera nem impede a ideia da oração principal, ou seja: o fato de João não estudar (oração introduzida pela conjunção) não impediu que ele tirasse uma boa nota (oração principal).
Outras conjunções concessivas: conquanto, ainda que, mesmo que, apesar de que, se bem que, por mais/menos que, por muito/pouco que, por melhor pior/que, nem que.

Condicional: a conjunção condicional expressa uma ideia de condição, pré-requisito, hipótese, algo supostamente esperado.
ExemploSe você não estudar, você vai tirar uma nota ruim”.
Outras conjunções condicionais: caso, salvo se, a não ser que, desde que, contanto que, a menos que, exceto se, salvo se, sem que, uma vez que (com o verbo no subjuntivo).

Conformativa: expressa conformidade, regra, caminho, modelo, consonância, igualdade / semelhança, concordância.
Exemplo: “Conforme eu disse, você foi mal na prova porque não estudou”.
Outras conjunções conformativas: segundo, consoante, como, de acordo com.

Temporal: a conjunção expressa tempo, momento, época, ocasião.
Exemplo: “Eu mal cheguei ao escritório e ela veio reclamar”.
Outras conjunções temporais: assim que, logo que, desde que, apenas, quando, enquanto, depois que, todas as vezes que, sempre que, antes que, até que, mal.

Consecutiva: a conjunção consecutiva expressa uma consequência, resultado, produto, efeito.
Exemplo: “Comeu tanto que passou mal”.
Outras conjunções consecutivas: de forma que, de modo que, de sorte que, de maneira que, tal...que, tão...que, tanto...que, tamanho...que.

Final: a conjunção final expressa finalidade, objetivo, intenção, intuito.
Exemplo: “Estou estudando para me sair bem na prova”.
Outras conjunções finaisa fim de, para que, que, porque (= para que).

Proporcional: a conjunção proporcional expressa proporção, proporcionalidade, simultaneidade, concomitância.
Exemplo: “À medida que eu estudava, mais eu aprendia”.
Outras conjunções proporcionaisà proporção que, ao passo que, quanto mais...mais, quanto menos... menos, quanto menos... mais, quanto mais...menos.

Comparativa: a conjunção comparativa estabelece uma comparação, analogia, paralelo, associação (igualdade, superioridade ou inferioridade).
Exemplo: “Mandarim é mais difícil do que inglês”.
Outras conjunções comparativas: como, assim como, tal que, tanto quanto, tal qual, tanto como, que nem, tão como, tão quanto.

Integrante: a conjunção integrante introduz orações subordinadas (que completam o sentido da oração principal), introduzindo orações que equivalem a substantivos. Portanto, um macete é pensar que as conjunções integrantes introduzem orações que podem ser substituídas por pronomes: ALGO, TUDO, AQUILO, ISTO, ISSO, ESSE, ESSA, ESSES ou ESSAS.. Existem duas conjunções integrantes: SE e QUE.

Exemplo: “Espero que você viaje bem”. Podemos substituir a oração introduzida pela conjunção por ISSO. Fica assim: “Espero isso, isto, algo, tudo ou aquilo”. 

Preposição - Nova Gramática Online

Seu objetivo: Entender o que são preposições.

Para entender preposições e conjunções você precisa entender alguns conceitos básicos de Sintaxe (sujeito, verbo, complemento).

Preposição: é a palavra que liga os termos que estão dentro de uma oração.

Conjunção: é a palavra que liga orações entre si.

Exemplo: “Eu gosto de brócolis”. A palavra “de” é uma preposição que liga o verbo “gosto” ao substantivo “brócolis”.

Preposições Essenciais: são as preposições propriamente ditas. Exemplosa, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

Preposições Acidentais: são palavras de outras classes gramaticais que podem funcionar como preposições. Exemplosconforme, consoante, mediante, durante, não obstante, salvo (ou salvante - não usual), segundo, como, senão, exceto, fora, visto, tirante (e não tirando - coloquial), afora, feito, menos.

Locuções Prepositivas: duas ou mais palavras que funcionam como uma preposição. Exemplosacerca de, acima de, em cima de, por cima de, por trás de, embaixo de, em frente a, ao lado de, a respeito de, graças a, perto de, por causa de.

Regência Verbal: alguns verbos exigem preposições para se ligarem a outras palavras. Exemplo: “Eu gosto de laranja”. O verbo “gostar” exige a preposição “de” para ligá-lo a outra palavra. Não posso falar “eu gosto laranja”.

Combinação: as preposições podem se juntar com outras classes gramaticais. A preposição “a” pode, por exemplo, se combinar com o artigo “o”, formando “ao”. Exemplo: “Vou a + o teatro = vou ao teatro”.

Contração: ocorre quando uma preposição, ao se juntar com outra palavra, acaba se alterando. Exemplo: “gosto de + a laranja = gosto da laranja”. A união da preposição “de” com o artigo “a” alterou a preposição “de” para “da” (a letra “e” sumiu, dando lugar para a letra “a”).

Antes que você pergunte: a crase é a união de uma preposição “a” com o artigo “a” e essa união é representada pelo acento grave (à). Isso também pode acontecer entre a preposição “a”, pronomes demonstrativos (àquele, àquela, àquilo) e pronomes relativos (à qual, às quais). 

Pronome - Nova Gramática Online

Seu objetivo: Entender o que é e quais são os tipos de pronomes.

Pronome: é a palavra que substitui, retoma ou acompanha outras palavras.

ExemploPaulo quebrou o pé. Ele quebrou o pé. A palavra “ele” é um pronome que substitui Paulo, um substantivo próprio. 

Tipos de Pronomes (Resumo)

Existem vários tipos de pronomes. Vamos ver a classificação completa dos pronomes e seus exemplos para, então, explicá-los com mais detalhes.

Pronomes Pessoais Retos: eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas.

Pronomes Pessoais Oblíquosme, mim, comigo, te, ti, contigo, se, si, consigo, ele, ela, eles, elas nos, nós, conosco, vos, vós, convosco, o, a, os, as, lhe, lhes.

Pronomes Possessivosmeu, minha, teu, tua, seu, sua, dele, dela, nosso, nossa, vosso, vossa, meus, minhas, teus, tuas, seus, suas, deles, delas, nossos, nossas, vossos, vossas.

Pronomes Demonstrativoseste, esta, esse, essa, aquele, aquela, estes, estas, esses, essas, aqueles, aquelas, isto, isso, aquilo, mesmo, mesma, próprio, própria, mesmos, mesmas, próprios, próprias, semelhante, tal, semelhantes, tais, o, a, os, as.

Pronomes Indefinidosalgum, alguma, nenhum, nenhuma, todo, toda, outro, outra, muito, muita, pouco, pouca, certo, certa, tanto, tanta, quanto, quanta, vário, vária, bastante, qualquer, alguns, algumas, nenhuns, nenhumas, todos, todas, outros, outras, muitos, muitas, poucos, poucas, certos, certas, tantos, tantas, quantos, quantas, vários, várias, bastantes, quaisquer, alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, cada, algo, quem, mais, menos, demais, fulano, sicrano, beltrano.

Pronomes Relativoscujo, cuja, o qual, que, quem, onde, como, quanto, quando.

Pronomes Interrogativosque?, quem?, quanto?, qual?

Também existem as formas pronominais de tratamento, que são formas de nos referirmos a alguém de acordo com os seus atributos ou cargo ocupado, de uso cerimonioso ou oficial: Vossa Alteza, Vossa Majestade, Senhor, etc.

Explicações

Pronomes Pessoais: para entender de verdade o que é Pronome Pessoal, você precisa entender os conceitos básicos de Sintaxe (sujeito, verbo, complemento).

Pronome Pessoal Reto: os pronomes pessoais retos são aqueles que funcionam como sujeito, predicativo do sujeito, aposto ou vocativo (apenas nos pronomes tu e vós). Exemplo: “João foi à praia”. Posso substituir o sujeito (“João”, um substantivo) por um pronome pessoal reto: “ele foi à praia”.

Pronome Pessoal Oblíquo: os pronomes pessoais oblíquos funcionam como objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adnominal, adjunto adverbial ou sujeito de verbo no infinitivo. São eles: me, mim, comigo, te, ti, contigo, se, si, consigo, nos, conosco, vos, convosco, o, a, os, as, lhe, lhes. Exemplo: “Eu entreguei o relatório a ele”. A expressão “a ele” é um complemento da oração e pode ser substituído por um pronome pessoal oblíquo: “Eu lhe entreguei o relatório”.

Pronome Reflexivo: quando o pronome pessoal oblíquo é complemento e também é sujeito, ele passa a ser chamado de pronome reflexivo, ou seja: a ação reflete no próprio sujeito. Exemplo: “Ana se vestiu” (Ana vestiu Ana), “Eu me cortei” (Eu cortei a mim mesmo).

Pronome Recíproco: quando a ação é mútua entre os sujeitos, então nós usamos o pronome recíproco. Exemplo: “Eu e Ana nos casamos” (Eu me casei com Ana e Ana se casou comigo), “Eles se cumprimentaram” (um cumprimentou o outro).

Todo pronome recíproco é um pronome reflexivo, mas nem todo pronome reflexivo é recíproco.

Pronomes Possessivos: como o nome indica, os pronomes possessivos são aqueles que expressam posse (meu, minha, etc).

Pronomes Demonstrativos: são aqueles usados para se referir a algo ou alguém no espaço, no tempo ou no próprio discurso (aquele, aquela, isto, isso, etc). Esses pronomes também podem se combinar com preposições. Exemplos: “de” + “isso” = “disso”, “em” + “aquele” = “naquele”.

Pronomes Indefinidos: são os pronomes que se referem à terceira pessoa do discurso, dando-lhe sentido vago ou expressando quantidade indeterminada. Exemplosalgum, alguns, alguma, algumas, alguém, algo, bastante, bastantes, cada, demais, mais, menos, muito, muita, muitos, muitas, nenhum, nenhuns, nenhuma, outro, outra, outros, outras, poucos, poucas, quanto, quanta, quantos, quantas, que, quem, tanto, tanta, tantos, tantas, todo, todos, toda, todas, tudo, um, uma, uns, umas, vários, várias, fulano, sicrano, beltrano. Quando duas ou mais palavras funcionam como pronome indefinido, ocorre a locução pronominal indefinida: cada qual, quem quer que, qualquer um, todo aquele que, seja qual for, seja quem for, todo o mundo.

Pronome Indefinido X Advérbio

Não confunda pronome indefinido com advérbio. A principal diferença entre os dois é que o advérbio é uma palavra invariável (fixa, não varia, não se flexiona), enquanto que o pronome indefinido é variável (pode se flexionar, pode variar, pode ir para o plural).

Exemplo:

Nós estamos muito confiantes. A palavra “muito” é um advérbio que intensifica o verbo “estar”. Perceba que o advérbio é invariável, é fixo (não podemos falar “estamos muitos confiantes”).

Nós compramos muitos presentes. A palavra “muitos” é um pronome indefinido que tem o mesmo sentido de “vários”. É indefinido porque não sabemos, ao certo, quantos presentes foram comprados. Foram dez? Foram vinte? Foram trinta? Quantos foram?

Pronomes Relativos: são os pronomes que  retomam termos citados anteriormente, evitando sua repetição. São eles: o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cujos, cuja, cujas, que, quem, onde, como e quando.

Exemplo: Ao invés de escrever “Pedro pintou o quarto. O quarto tem carpete”, podemos empregar um pronome relativo e evitar a repetição da palavra “quarto”: “Pedro pintou o quarto que tem carpete”.

Pronomes Interrogativos: são os pronomes indefinidos quemquequal e quanto usados para fazer perguntas diretas (com ponto de interrogação) ou indiretas (com ponto-final). Exemploque você quis dizer? (pergunta direta). Diga-me o que você quis dizer (pergunta indireta).
Formas Pronominais de Tratamento: usadas no tratamento familiar, cortês ou cerimonioso, muito importantes para concursos que tratam de redação oficial
Os mais usados são:
você (familiares e amigos)
senhor, senhora (pessoas com quais se mantém distanciamento e respeito)
senhorita (moças solteiras)
Os demais são mais específicos:
Vossa Alteza (príncipes, princesas, duques, duquesas)
Vossa Eminência (cardeais)
Vossa Majestade (reis, rainhas, imperadores, imperatrizes)
Vossa Onipotência (Deus)
Vossa Santidade (papa, Dalai Lama)
Vossa Magnificência (reitores de universidades e de outras instituições de ensino superior)
Vossa Excelência (altas autoridades do Governo e oficiais-generais das Forças Armadas)
Vossa Senhoria (funcionários públicos graduados, oficiais até coronel e pessoas de cerimônia, principalmente na correspondência comercial)
Vossa Reverendíssima (sacerdotes e religiosos em geral)
Vossa Excelência Reverendíssima (bispos, arcebispos)
Vossa Paternidade (abades, superiores dos conventos)

No caso desses pronomes, usa-se vossa quando se dirige à pessoa e sua quando se refere a ela. Esses pronomes são de segunda pessoa, porém a concordância é feita com a terceira pessoa.

Deveria existir o pronome ''vossa disgracência'' ou ''vossa ilusão'' para pessoas desprezíveis.

Você x Tu


A palavra “você” é um pronome de tratamento, enquanto que “tu” é um pronome pessoal reto. Assim como as demais formas de tratamento, ao usarmos “você” nós devemos conjugar o verbo na terceira pessoa do singular (ele) e ao usarmos “vocês” nós devemos conjugar o verbo na terceira pessoa do plural (eles). Exemplo: Tu comes alfaceVocê (ele) come alface

Noções Básicas de Sintaxe - Nova Gramática Online

Antes de continuarmos o nosso roteiro de estudo sobre Classes Gramaticais, nós precisamos entender alguns conceitos básicos de Sintaxe para podermos compreender os próximos assuntos. A explicação será gradual, por etapas:

Etapa 1Frase é qualquer tipo de mensagem que tenha sentido e Oração é qualquer frase que tenha verbo. Portanto, “Ai meu Deus” é uma frase (não tem verbo), mas “eu fui ao cinema” é uma oração (é uma frase com verbo). 

Etapa 2: O sujeito de uma oração é o termo que expressa a ação do verbo. Exemplo: “João comprou um carro”. Quem fez a ação de comprar um carro? Resposta: João. Logo, João é o sujeito.

Etapa 3: Além do sujeito e do verbo, as orações geralmente precisam de um complemento. Exemplo: “Paulo vendeu”. Essa oração está incompleta, ou seja: ela precisa de um complemento. Podemos dizer: “Paulo vendeu a casa”. Pronto: o termo “a casa” é o complemento da oração.

Etapa 4: Duas orações ou mais formam um período. Exemplo: “João acordou cedo, arrumou a cama e tomou café”. Esse é um período composto por três orações porque existem três verbos (acordou, arrumou, tomou) até o ponto-final. Cada oração é composta por um verbo e é por isso que ao contarmos o número de verbos nós estamos contando o número de orações. Primeira oração: “João acordou cedo”. Segunda oração: “arrumou a cama”. Terceira oração: “ tomou café”. 

Agora, se você entendeu essas etapas, então você está pronto para continuar o roteiro de estudo Classes Gramaticais.