25 de outubro de 2019

História - Três Poderes

O território brasileiro está divido em estados, e estes estão divididos em municípios. Como eles são governados? Quem governa o município, o estado e o país?
O Brasil, seus estados e municípios têm um governo. Esse governo é responsável  pela elaboração de leis, cobrança dos impostos e prestação de serviços à população. Quem cuida da iluminação pública e da coleta de lixo, por exemplo, é a Prefeitura (o governo municipal). Já a segurança pública é de responsabilidade do governo estadual. E,  todas as questões ligadas à defesa do país (Exército) cabem à União (o governo federal).
Os municípios são governados são pelos prefeitos e vice-prefeitos. Os estados, pelos governadores e vice-governadores e o país é governado pelo presidente e pelo vice-presidente. Todos eles são eleitos pela população, ou seja, são escolhidos por meio do voto da maioria das pessoas, para que assim possam exercer o poder em nome delas. Ocupam cargos públicos que podem ser preenchidos tanto por homens quanto por mulheres.
O poder exercido pelos prefeitos, governadores e presidente recebe o nome de poder Executivo. Recebe este nome porque cabe a seus representantes colocar as leis em prática, ou seja, executá-las e administrar os negócios públicos, como cobrar impostos, decidir onde o dinheiro recolhido será aplicado, quantas escolas ou hospitais públicos serão construídos em um ano, quantas e quais as ruas receberão calçamento, etc. O poder executivo é auxiliado, em sua tarefa de governar, pelo poder Legislativo e pelo poder Judiciário.
poder Legislativo é responsável pela elaboração e aprovação das leis. Para compor o poder Legislativo, também são eleitos através do voto, os vereadores, os deputados (estaduais, federais e distritais) e os senadores.
poder Judiciário é o fiscalizador. Ele cuida para que essas leis sejam cumpridas e zela pelos direitos dos indivíduos. Do poder Judiciário fazem parte os juízes e os promotores de justiça.

Esfera / poder: Executivo
Federal: Presidente da República, vice-presidente e ministros
Estadual: Governador, vice-governador e secretários
Municipal: Prefeito, vice-prefeito e secretariado

Esfera / poder: Legislativo
Federal: Congresso Nacional e Câmara dos Deputados - deputados federais e senadores
Estadual: Assembleia Legislativa - deputados estaduais
Municipal: Câmara Municipal - vereadores

Esfera / poder: Judiciário
Federal: Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, tribunais e juízes federais
Estadual: Tribunais e juízes

Nesta foto, vê-se a Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), onde está a sede dos poderes Executivo (Palácio do Planalto), Legislativo (Congresso Nacional) e Judiciário (Palácio da Justiça), e a Esplanada dos Ministérios, onde trabalham os ministros que auxiliam o presidente da República.

A organização do poder na República

A palavra República significa "coisa pública, coisa de todos", indicando um sistema de governo que tem como objetivo atender aos interesses de todos os cidadãos. Em uma República, o país é governado pelo presidente, que é eleito pelo povo por meio de voto direto.
Desde 1889 até os dias atuais, o sistema de governos no Brasil é republicano. Em uma República, o governo não é hereditário, ou seja, não passa de pai para filho. Os governantes são eleitos por meio de voto para exercer o poder durante um tempo determinado (no caso do Brasil, por 4 anos), podendo ser reeleito uma única vez.

História - Cidadania

O que significa ser cidadão?

Ser cidadão significa ter direitos e deveres. Isso vale para todas as pessoas que vivem num país: homens, mulheres, idosos, crianças e adolescentes. É participar da vida política e social do país, lutando por seus direitos, cumprindo seus deveres e procurando construir uma sociedade mais justa e igualitária, ou seja, que busca a igualdade de todos os seres humanos.
Para entender o significado do termo cidadania, é preciso conhecer esses direitos e deveres. Eles estão escritos na Constituição.

A Constituição e os direitos e deveres do cidadão

A Constituição é a lei fundamental do país. Ela garante a todos nós, brasileiros, direitos que devem ser cumpridos pelo governo e pela sociedade.
Como cidadãos brasileiros, temos direitos políticos, ou seja, podemos escolher, por meio de voto, nossos governantes e representantes, e sermos eleitos para esses mesmos cargos. Nem sempre o candidato que escolhemos vence as eleições, mas certamente é a vontade da maioria que prevalece. Para cada um dos cargos, é eleita a pessoa que receber o maior número de votos.
Mas não são apenas os direitos políticos que nos tornam cidadãos. Temos também os direitos civis, isto é, o direito à vida, à liberdade, à propriedade e à igualdade perante a lei.
Temos ainda os direitos sociais, que nos garantem o direito a uma vida digna, com trabalho, salário justo, aposentadoria por tempo de serviço, educação, moradia e saúde.
No convívio com pessoas, temos o direito de ser respeitados e o dever de respeitar. Isso é assegurado pela Constituição para todos os brasileiros. Aliás, faz parte de nossos deveres lutar para que os direitos expressos na Constituição sejam atendidos.
Além dos direitos garantidos pela Constituição, temos alguns deveres: o dever de votar; pagar impostos e exigir que eles retornem à população na forma de atendimento às suas necessidades de saúde, educação, moradia, segurança, etc; participar da comunidade e buscar soluções para problemas; respeitar as diferenças culturais e intelectuais e muitos outros.
Embora assegurados pela Constituição, será que todos os brasileiros desfrutam plenamente desses direitos? O exercício da cidadania está sendo garantido? Observe as fotos e faça uma reflexão.
    
Famílias que vivem dos lixões, hospitais super lotados e moradores de rua

Os direitos na historia do Brasil

O povo brasileiro nem sempre teve os direitos que hoje são garantidos na Constituição.
Ao longo da história do Brasil, os povos indígenas foram quase exterminados pelos conquistadores: muitas de suas nações foram massacradas; algumas se isolaram para conseguir sobreviver aos ataques e outras tiveram que se submeter ao homem branco.

Pintura do início do século XIX. Nela, o artista retrata um dos frequentes confrontos entre soldados e indígenas, considerados selvagens e perigosos pelos europeus.

Na sociedade da colônia e do império, os negros não eram livres, eles eram propriedade de outra pessoa, eram escravos. Embora fossem a principal força de trabalho, realizando todo o tipo de atividade, não tinham nenhum direito: sofriam castigos físicos, não podiam frequentar a escola, em geral não recebiam cuidados médicos e viviam em habitações coletivas e pouco saudáveis.
No decorrer da história do Brasil houve muitas mudanças políticas que nem sempre representaram avanços sociais.
No período do Império, as condições sociais da maioria da população brasileira quase não mudaram. Os negros, por exemplo,  que correspondiam a cerca da metade da população do país, continuaram trabalhando como escravos. Eles só conquistaram a liberdade e se tornaram homens livres no final do Império, em 1888, quando a escravidão foi abolida.  As mulheres, assim como antes, só podiam participar da vida doméstica.
Apenas os homens livres e que possuíam renda elevada conquistaram direitos políticos - podiam votar e ser leitos. Mas eles representavam uma parcela muito pequena da população.
Nos primeiros tempos da República brasileira, a participação política da população praticamente não se alterou. O voto, por exemplo, era um direito somente de homens alfabetizados e maiores de 21 anos. As mulheres continuaram, excluídas, isto é, não podiam votar. Como a maioria da população era analfabeta, não podia participar  efetivamente da escolha dos governantes.
Mesmo quem podia votar, enfrentava problemas. No início do período Republicano, o voto era aberto, ou seja, o eleitor tinha que declarar em quem estava votando. Assim, os fazendeiros ricos, conhecidos como coronéis, praticamente obrigavam os eleitores a votar em seus candidatos.
Foi somente com a Constituição de 1934 que todos os homens e mulheres com mais de 18 anos tiveram o direito de votar. A partir dessa data, o voto se tornou secreto e obrigatório.
Durante o período de 1937 e 1945, o presidente Getúlio Vargas impôs ao povo brasileiro uma Constituição que, entre outras coisas, impedia que as pessoas expressassem livremente suas opiniões, sobretudo se fossem contrárias ao governo, e proibia manifestações públicas. Essa Constituição também suspendia os direitos políticos, ou seja, o direito de escolher os governantes por meio do voto.

Getúlio Vargas no Palácio do Catete, em 31 de outubro.
No período de 1964 a 1985, o Brasil teve governos autoritários comandados por militares. Mais uma vez o povo brasileiro perdeu seus direitos políticos: não podiam escolher seus governantes – prefeitos, governadores e presidentes – por meio do voto direto; não podiam manifestar-se contra o governo, e aqueles que apresentassem críticas sofreriam perseguição.

Cidadania e os direitos da criança e do adolescente

 
Para garantir maior qualidade de vida a crianças e aos adolescentes e assegurar seus direitos de cidadãos, em 1990, entrou em vigor o Estatuto da Criança e do Adolescente. Na sua elaboração, partiu-se da idéia de que as crianças e jovens estão em processo de desenvolvimento e que, por essa razão, têm necessidades específicas que devemos conhecer e respeitar.
Com isso, pela primeira vez na história de nosso país, crianças e adolescentes passaram  a ter proteção integral reconhecida como um direito. Isso significa que meninos e meninas até 12 anos - criança - e entre 12 e 18 anos – adolescentes – não podem sofrer violência, negligência – falta de cuidado – crueldade, discriminação – preconceito – ou exploração, e que cabe aos adultos fazer cumprir essas regras.
           
O Estatuto define, entre outros, os seguintes direitos:
  • direito à vida
  • direito ao lazer
  • direito à alimentação
  • direito à liberdade
  • direito à dignidade
  • direito à educação
  • direito à profissionalização
  • direito ao respeito
  • direito à cultura
  • direito ao convívio familiar e comunitário.
    


História - Organizações populacionais

Espaços de convivência

Na sua rua e no seu bairro mora e circula muita gente. Todo dia você se relaciona com seus vizinhos e com pessoas que trabalham no bairro, como feirantes, vendedores de lojas, carteiros, entregadores, etc. Você e essas pessoas formam uma comunidade.
Para viver em comunidade, é preciso seguir certas normas, que devem ser respeitadas  para garantir uma boa convivência social, como por exemplo, não jogar o lixo no chão,  atravessar a rua na faixa de pedestres, respeitar os semáforos, não soltar balões, ser atencioso com as pessoas que se dirigem a você, ser prestativo com as pessoas que necessitarem de ajuda, dirigir-se aos outros com educação, entre tantas outras.

Ruas: O que são e como são utilizadas

Ruas são vias onde há circulação de pessoas e veículos (carros, ônibus, motocicletas, bicicletas e outros meios de transporte). Se você passar, ou caminhar, por alguma rua, perceberá terrenos, jardins, casas, prédios, lojas e outras construções à beira de suas margens.
As ruas podem ser cobertas de asfalto ou blocos de concreto. O revestimento que recobre as ruas recebe o nome de calçamento e sua principal função é facilitar o trânsito de veículos, uma vez que deixa as ruas mais planas e livres de buracos.
Os pedestres, ou seja, as pessoas que andam a pé caminham nas calçadas, mais elevadas e situadas nas laterais das ruas.
 
Um cuidado sempre necessário que devemos ter, quando andamos na rua, é com relação ao trânsito. Quanto maior o trânsito de veículos nas ruas, mais cuidado será necessário para atravessar a rua, de preferência acompanhado de adultos e na faixa de segurança.
Algumas festas populares também têm lugar nas ruas. Toda cidade comemora festas tradicionais ao ar livre, que reúnem muitas pessoas em certas épocas do ano. Essas festas podem ser religiosas ou comemorativas, como o carnaval ou bumba-meu-boi, entre outras.
  



Ruas de ontem e ruas de hoje

Os espaços que os seres humanos constroem também contam histórias.  Quem nasceu e viveu toda a vida na mesma rua pode notar as mudanças ocorridas nesse intervalo de tempo. Também pode perceber se alguns prédios, a iluminação ou o calçamento da rua foram modificados. O mesmo pode acontecer em ruas, praças ou avenidas por onde você passa com frequência.
Até cerca de 100 anos atrás, as ruas não eram asfaltadas, e somente aquelas consideradas mais importantes tinham calçamento.
Em alguns lugares, as ruas eram revestidas de pedra. Em outros, era comum o uso de seixos rolados (pedras arredondadas). A escolha do calçamento depende do material disponível nas proximidades.

O nome das ruas

No Brasil, existem ruas, praças, avenidas, largos, túneis e pontes que têm nome de personalidades do cenário político, religioso, científico e artístico, como Getúlio Vargas, José de Anchieta, padre Feijó, Santos Dumont, Castro Alves, Elis Regina.
Há também nomes de ruas que estão ligados a datas históricas, como Sete de Setembro, Quinze de Novembro, Treze de Maio e nomes de acontecimentos ou fatos como, por exemplo, Praça da República, Rua da Abolição, Ladeira da Constituição etc.
Muitos desses nomes se repetem em várias cidades do Brasil, pois homenageiam pessoas, acontecimentos ou datas importantes para a história do país. Outros nomes, ligados a personagens e acontecimentos locais, existem apenas em alguns bairros, algumas cidades ou alguns municípios.

A história dos bairros

Bairro é cada uma das partes em que se divide a cidade. Existem bairros populosos, bairros que são chamados de periferia, bairros agitados, como o centro  e bairros calmos, onde só existem moradias.
Os bairros também têm história. Como quando se formaram, as modificações que sofreram, os fatos que ali aconteceram, as pessoas que participaram de sua construção, aquelas que vivem atualmente, tudo isso faz parte da história dos bairros.

Origem dos municípios

A história de um município pode começar em um povoado, que se formou devido à sua localização (à beira-mar, às margens de um rio, em um local protegido, perto de hospedarias) ou às atividades que se desenvolviam na região (feiras, criação de gado, agricultura).
Os povoados começavam com um pequeno grupo de pessoas. Conforme as condições de vida iam se mostrando favoráveis, mais pessoas iam viver neles, como comerciantes, artesãos e outros trabalhadores. O povoado crescia até tornar-se uma vila.
Novas modificações iam sendo feitas, em um ritmo cada vez mais rápido. Árvores iam sendo derrubadas para dar lugar a plantações, pastagens e todo o tipo de construções, como lojas, indústrias, escolas, hospitais e moradias. A vila crescia e transformava-se em cidade.
Muitas vezes, usamos a palavra cidade como sinônimo de município. Elas não significam a mesma coisa. O município compreende tanto a cidade, que é a área urbana, como o campo, ou área rural.
Na cidade há casas, prédios, ruas, avenidas, bancos e lojas. Já na área rural, encontramos matas, campos, florestas, além de sítios, chácaras, fazendas, granjas com plantações, criação de animais, entre outros.
Para conhecer a história de um município, podemos, entre outras coisas, conversar com pessoas ou pesquisar documentos, como fotografias antigas ou textos.

Municípios recentes

Alguns municípios se originam de outro que já existia. Isso ocorre quando um município se divide ou perde parte de seu território. Dizemos então que essa parte se emancipou, ou seja, adquiriu independência.
Há também cidades que são planejadas. Nesse caso, primeiro é escolhido o local onde ela será erguida. Depois, traça-se sua planta, com ruas, avenidas e bairros. Alguns exemplos de cidades planejadas são Brasília, capital do Brasil, fundada em 1960; Palmas, capital do Tocantins, fundada em 1989; Teresina, capital do Piauí, fundada em 1852; e Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, fundada em 1897.
 
Belo Horizonte - MG

A história dos municípios e suas transformações

Para conhecer a história de um município, podemos, entre outras coisas, conversar com as pessoas que nasceram e que sempre viveram no mesmo município ou ainda pesquisar documentos, como fotografias antigas ou textos.
Com base nessas descobertas, algumas pessoas escrevem livros, ou fazem filmes contando a história do município pesquisado.
As construções que existem em um município nos ajudam a compreender sua história. Em alguns municípios, muitas construções são mantidas desde a época de sua origem, sendo preservadas várias de suas características. Podemos citar, por exemplo, Olinda (PE), Lençóis Maranhenses (MA) e outras cidades históricas como Ouro Preto, Tiradentes e São João del Rey, em Minas Gerais.
Em outros municípios as mudanças ocorrem muito rapidamente, mudanças essas que muitas vezes transformam completamente a paisagem local. São Paulo, por exemplo, é uma cidade em que as mudanças aconteceram de forma muito rápida. Até cerca de 1950 ainda existiam muitas construções feitas nos séculos anteriores. Com o desenvolvimento econômico, a população de São Paulo aumentou muito: em 1920 eram cerca de 500 mil habitantes; em 1960 já eram 4 milhões  de pessoas vivendo na cidade. Com isso, muitas casas e edifícios, às vezes ruas e quarteirões inteiros, foram demolidos para dar espaço a novas ruas, avenidas e construções.

Vale do Anhangabaú (SP) em 1950

Vale do Anhangabaú (SP) em 2007
Muitos municípios brasileiros passaram por processo semelhante ao de São Paulo, sofrendo grandes transformações em um curto espaço de tempo. Já em outros, as mudanças ocorrem mais devagar, devido, por exemplo, à sua localização, normalmente em locais de difícil acesso e distantes de rodovias, ou às atividades econômicas neles desenvolvidas.

Quando andamos pelas ruas dos municípios, é comum encontrarmos alguns monumentos. Assim como as construções, as imagens, os documentos e os relatos dos moradores, os monumentos guardam lembranças e informações daquele lugar e da sociedade que ali vive.
Os monumentos são construídos para homenagear pessoas importantes daquela região ou fatos extraordinários ocorridos ao longo da história. Eles podem ser de diversos tipos:
  • Bustos – representam à cabeça, o pescoço e a parte superior do corpo de uma figura humana.
  • Estátuas – podem ser de vários tipos, mas sempre representam à pessoa homenageada de corpo inteiro, em diferentes situações (sentada, de pé, a cavalo, etc.)
  • Obeliscos – são feitos de pedra, e a sua base é mais larga que a ponta. São construídos para lembrar algum episódio considerado importante.
Os monumentos podem ser feitos de pedra, de concreto, ferro fundido, bronze, ou seja, de materiais que resistam ao tempo, para que durem e sejam vistos por um grande número de pessoas de diversas épocas e de diversas regiões.
Citamos, por exemplo, na cidade do Rio de Janeiro, um busto dedicado a Zumbi dos Palmares, líder negro que lutou pela abolição da escravatura; no município de Juazeiro do Norte (CE), há uma estátua de padre Cícero, líder político e religioso, atualmente é considerado santo pela população local, entre outros.

 Busto dedicado a Zumbi dos Palmares, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Estátua em homenagem a padre Cícero, no município de Juazeiro do Norte (CE)

Obelisco na Praça Sete de Setembro, em Belo Horizonte (MG). Localizado na região central do município, o monumento foi construído em comemoração aos 100 anos de independência do Brasil.

Monumento às bandeiras, no município de São Paulo (SP), feito por Victor Brecheret em homenagem aos bandeirantes. Os bandeirantes foram os paulistas que participaram de expedições rumo ao interior, no período em que o Brasil era colônia de Portugal.

Os monumentos também podem ser encontrados em espaços fechados, como em teatros ou museus, como exemplo, citamos o museu do Ipiranga em São Paulo (SP).

História - Quem sou eu

O ser humano é único. No mundo vivem muitas pessoas, mas nenhuma é igual à outra. Cada pessoa tem seu jeito de ser, seu gosto, seu modo de fazer as coisas.
Seu nome, suas características, seu jeito de ser e seu modo de fazer as coisas tornam você uma pessoa diferente das outras. Assim, você, como todas as outras pessoas, tem suas características e deve ser respeitado. Do mesmo modo, deve respeitar as características dos outros.

Nomes e sobrenomes

Damos nomes a tudo o que existe no mundo: animais, plantas, objetos, ruas, cidades, países. Com as pessoas não é diferente: todos nós recebemos um nome ao nascer.
Os nomes são escolhidos pelos pais, avós ou padrinhos. Para a escolha de seu nome, seus pais podem simplesmente ter gostado do seu nome ou quiseram homenagear um parente, alguém famoso ou próximo da família.
Dependendo da época e do lugar, certos nomes são mais escolhidos que outros.
A origem dos nomes está relacionada a diferentes povos, e vários deles surgiram em épocas muito distantes, como na Antiguidade, por exemplo.
Os nomes das pessoas costumam ter significado. Veja: Jaci (de origem Tupi), significa "mel da Lua" ou "Lua de mel". Carlos (origem germânica) significa "homem de muita força". Soraia (de origem Persa) significa "sete luzes".

A história de cada um

Em geral, nossa história começa no nascimento, mas às vezes, a história de uma pessoa começa a ser contada antes mesmo do seu nascimento. Muitos pais registram, por exemplo, em fotos, os diferentes momentos da gravidez, mostrando o crescimento da barriga da mamãe. Outros gravam em fitas de vídeo ou CD as imagens com os exames feitos para acompanhar o desenvolvimento do bebê.

A ultra-sonografia é um exame que utiliza vibrações sonoras para captar as imagens do bebê. Essas imagens permitem ao médico acompanhar seu desenvolvimento dentro da barriga da mãe. Na foto, o bebê está com 4 meses, visto por meio deste exame. (Professor, se julgar conveniente, explique aos alunos que, a partir da nona semana de gestação até o nascimento, o bebê é chamado de feto.)

Documentos que contam a sua história

Existem diversos documentos que ajudam a conhecer a história de cada um, como a ficha médica de registro do recém-nascido, a carteira de vacinação e a certidão de nascimento.
A certidão de nascimento, por exemplo, contém uma série de informações. Além de ser um documento de identificação, é a primeira garantia de cidadania e direitos a todos os brasileiros. Observe:
Assim como os documentos escritos, as fotografias e os vídeos também são importantes fontes históricas. Elas mostram acontecimentos e momentos da sua vida, de sua história, bem como os de sua família. Além disso, é possível observar o modo como se vestiam, se comportavam e viviam.

Cada família tem sua história

Muitas pessoas fazem parte da nossa família: avós, tios, primos etc. Para saber como nossa família se formou, podemos organizar uma árvore genealógica, um esquema em que aparecem nossos antepassados, ou seja, o nome de nossos avós, pais, irmãos e outros parentes. Além disso, podemos ver melhor a relação de parentesco entre as pessoas da família.


Hábitos e costumes

Os hábitos e os costumes  variam de uma família para outra. Às vezes essas variações se devem à origem das pessoas: ao lugar onde nasceram, à região do país de onde vieram,  o contato com outras famílias e outros costumes.
A alimentação, o modo de falar, a religião e o jeito de se vestir variam entre as famílias de origens diferentes.

Você e sua casa

A história de uma casa faz parte da história da família que nela mora. O ser humano sempre procurou um lugar para morar, onde pudesse se abrigar e viver em grupo. As cavernas foram as primeiras casas dos seres humanos.

           
Hoje em dia, existem vários tipos de moradia. Observe:

Edifícios na Cidade de São Paulo

Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro

Prédios antigos em Recife

Casa de sapé, no estado do Mato Grosso

Palafita localizada às margens do Rio Amazonas
Como podemos perceber, há diversos tipos de moradia. Elas podem ser feitas de tijolo, cimento e telhas. Também podem ser feitas de madeira, de barro, palha ou pedras, quando as condições de vida são mais difíceis ou porque são mais adequadas aos lugares.
As casas não apenas nos protegem do frio, da chuva e do sol. Elas também são lugares de convivência familiar e entre amigos. Revela as condições de vida das pessoas, o ambiente em que moram, as coisas que valorizam. É por isso que dizemos que as casas têm história.

A convivência na escola

A escola é um lugar bem interessante. Tem hora de brincar e  tem hora de estudar. Na escola, em todos os momentos convivemos com muitas pessoas. E, para a escola funcionar, é preciso organização e respeito. É para isso que existem normas que orientam a convivência entre alunos, professores e funcionários.
Existem escolas públicas e escolas particulares. As escolas públicas são mantidas pelo governo do país, dos Estados ou dos municípios. São públicas porque são mantidas pelos impostos pagos pela população. As escolas particulares pertencem a uma pessoa ou a um grupo de pessoas e os alunos pagam mensalidades para a sua manutenção.


20 de outubro de 2019

GloboNews - Espaço Aberto

Espaço Aberto é um programa de televisão brasileiro que mostra entrevistas, reportagens e debates sobre assuntos que vão dos bastidores da política até o mundo científico. O programa é exibido diariamente no canal de televisão por assinatura Globo News, a partir de 2010, cada edição passou a ser chamada somente pelo nome do apresentador ou da especialidade que trata, ignorando o termo Espaço Aberto. A partir de 2015, a edição passou a mesclar vários temas, em vez de cada dia um tema específico.

Apresentadores titulares:

Segunda-feira - Aline Midlej (Política / Música / Direito do Consumidor)
Terça-feira - Leilane Neubarth (Economia / Cinema e Teatro / Finanças Pessoais)
Quarta-feira - Christiane Pelajo (Esporte / TV, Games e Informática / Sustentabilidade / Meio Ambiente)
Quinta-feira - Erick Bang (Dicas de Gramática, Literatura, Redação e Interpretação de Textos / Redação Oficial / Direito Doméstico, Trabalhista e Previdenciário)
Sexta-feira - Raquel Novaes (Moda e Beleza / Saúde, Estilo e Comportamento / Alimentação, Receitas, Maternidade, Casamento e Sexo / Decoração, Arquitetura, Paisagismo, Reciclagem, Jardinagem / Urbanismo e Design de Interiores)
Sábado - Adriana Perroni (Concursos e Empregos / Cursos, Estágio e Trainee / Testes, Vestibular, Enem e Jovem Aprendiz / Simulados, Carreira e Profissões / Dicas de Matemática, Física, Química, Biologia, História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Inglês, Espanhol, Arte, Educação Física e Direito Administrativo)
Domingo - Isabela Leite (Veículos / Religião / Direito)

Apresentadores eventuais:

Segunda-feira - Elisabete Pacheco / Camila Bomfim
Terça-feira - Cecília Flesch / Julia Duailibi
Quarta-feira - Leila Sterenberg / Ricardo Abreu
Quinta-feira - Diego Sarza / Paula Araújo
Sexta-feira - Lilian Ribeiro / Marina Franceschini
Sábado - Marcelo Cosme
Domingo - José Roberto Burnier

14 de outubro de 2019

Informativo - Horários Especiais: Shopping Pátio Altiplano 2019

Informamos o horário para esta semana:

Domingo, 8 de dezembro - Dia da Imaculada Conceição:
Praça de Alimentação e Lazer - 12:00 às 22:00
Lojas e Serviços - 13:00 às 21:00

Terça, 24 de dezembro - Véspera de Natal: 10:00 às 18:00

Quarta, 25 de dezembro - Dia de Natal: shopping fechado

Quinta todo o shopping funciona em seu horário normal

Terça, 24 de dezembro - Réveillon: 10:00 às 19:00

Quarta, 25 de dezembro: Confraternização Universal: shopping fechado

Quinta todo o shopping funciona em seu horário normal

Sexta, 15 de novembro - Proclamação da República: 12:00 às 22:00

Sábado, 16 de novembro: 10:00 às 22:00

Domingo, 17 de novembro:
Praça de Alimentação e Lazer - 12:00 às 22:00
Lojas e Serviços - 13:00 às 21:00

Informamos o horário para esta semana:

Sexta, 1 de novembro: 10:00 às 23:00

Sábado, 2 de novembro - Dia de Finados: 12:00 às 22:00

Domingo, 3 de novembro:
Praça de Alimentação e Lazer - 12:00 às 22:00
Lojas e Serviços - 13:00 às 21:00

Informamos o horário para esta semana:

Sexta, 11 de outubro: 10:00 às 23:00

Sábado, 12 de outubro - feriado de Nossa Senhora Aparecida: 10:00 às 22:00

Domingo, 13 de outubro:
Praça de Alimentação e Lazer - 12:00 às 22:00
Lojas e Serviços - 13:00 às 21:00

Segunda, 16 de setembro - Dia do Comerciário: shopping fechado

Terça todo o shopping funciona em horário normal

Sexta, 6 de setembro: 10:00 às 00:00

Sábado, 7 de setembro - Independência do Brasil: 12:00 às 22:00

Domingo, 8 de setembro:
Praça de Alimentação e Lazer - 12:00 às 22:00
Lojas e Serviços - 13:00 às 21:00

Domingo, 4 de agosto: 12:00 às 23:00

Segunda, 5 de agosto - aniversário de João Pessoa: 12:00 às 22:00

Sábado, 22 de junho: 10:00 às 01:00

Domingo, 23 de junho: 12:00 às 18:00

Segunda, 24 de junho - dia de São João: shopping fechado

Quinta todo o shopping funciona em horário normal

Quarta, 19 de junho: 10:00 às 22:30

Quinta, 20 de junho - Corpus Christi: 10:00 às 22:00

Terça, 30 de abril: 10:00 às 05:00

Quarta, 1 de maio - Dia do Trabalhador: 12:00 às 22:00

Semana Santa 2019:

18 de abril - Quinta-feira Santa: 10:00 às 22:30

19 de abril - Sexta-feira da Paixão: shopping fechado

20 de abril - Sábado de Aleluia: 10:00 às 22:00

21 de abril - Domingo de Páscoa / Dia de Tiradentes: 12:00 às 22:00

Carnaval 2019:

Sábado, 2 de março: 10:00 às 22:00

Domingo, segunda e terça, 3, 4 e 5 de março: shopping fechado

6 de março - Quarta-feira de Cinzas: 12:00 às 22:00

30 de agosto de 2019

Regras de Ortografia - Nova Gramática Online

Quando usar S, SS, Z, X, G, J, ...

Não existe nenhuma fórmula mágica nem nenhuma regra matemática para aprender a usar corretamente o S, SS, Z, G, J etc... O que resta é a própria DECOREBA. Quanto a isso não se preocupe, pois são apenas umas 30 regrinhas para você decorar ;)

TUDO ISSO?!


USA "S"

1) O S com som de Z aparece entre duas vogais: casa, liso, lesão, asa, vaso, uso, tosa, etc...

Obs: no caso de ESA e EZA, escreveremos EZA caso a palavra derive de um adjetivo. Exemplos:

Triste - tristeza
Safado - safadeza
Nobre - nobreza
Esperto - esperteza
Duro - dureza
Rico - riqueza
Belo - beleza
Claro - clareza
Avaro - avareza
Malvado - malvadeza

2) Palavras terminadas em OSO e OSA: deliciosa, gostoso, apetitoso, carinhosa, horroroso, habilidoso, formoso, saborosa, honrosa.
exceção: gozo

3) Palavra derivada de outra grafada com S:
Análise - analisar, analisando, analisado, etc...

4) Nas conjugações de "pôr", "querer" e "usar": pus, pusera, pusemos, quisesse, quisemos, quis, usava, usará, usaria

5) Depois de ditongos: coisa, lousa, Neusa, causa, pausa, deusa, maisena, ausência, náusea

6) Palavras terminadas em ASE, ESE, ISE, ISA, OSE: frase, osmose, crise, lactose, tese, base, crase, ênfase, quase, exegese, catequese, diocese, hipóstase, catacrese, antítese, análise, trombose, hemodiálise, reprise, próclise, ênclise, mesóclise, metamorfose, virose, glicose, frutose, galactose
exceções: gaze, deslize, treze e fezes

7) Palavras derivadas de verbos terminados em ERTER, ERTIR, CORRER, PELIR, NDER, NDIR:  inversão (inverter), conversão (converter), perversão (perverter), reversão (reverter), diversão (divertir), concurso (concorrer), discurso (discorrer), recurso (recorrer), percurso (percorrer), expulsão (expelir), impulsão (impelir), repulsão (repelir), defesa (defender), ofensa (ofender), pretensão (pretender), ascensão (ascender), extensão (estender), repreensão (repreender), suspensão (suspender), distensão (distender), tensão (tender), fusão (fundir), expansão (expandir)
Atenção: partição é grafada com ç, pois vem do verbo partir, assim como fundição, que vem do verbo fundir, não são exceções. Rendição é grafada com ç, apesar de derivar do verbo render, que termina em nder.
Atenção não deriva do verbo atender, é o ato de ater-se, e não de atender. O ato de atender não é atenção, é atendimento.

8) Usa-se "s" no sufixo INHO quando a letra fizer parte do radical de origem. Caso contrário, usa-se "z": Teresinha (Teresa), casinha (casa), mulherzinha (mulher), pãozinho (pão).




USA "S" OU "Z"

1) Usa-se ISAR nos verbos cujos substantivos correspondentes sejam escritos com IS + vogal. Exemplos: analisar (análise), pesquisar (pesquisa), improvisar (improviso), revisar (revisão), paralisar (paralisia), eletrolisar (eletrólise), catalisar (catálise). Caso contrário, se o substantivo correspondente não tiver IS + vogal, então o verbo será escrito com IZAR. Exemplos: catequizar (catequese), aterrorizar (terror), economizar (economia), fiscalizar (fiscal), simbolizar (símbolo), eternizar (eterno), utilizar (útil), sintetizar (síntese), hipnotizar (hipnose), batizar (batismo), enfatizar (ênfase).


2) Sufixos ÊS e ESA  na formação de palavras que indicam, profissão, nacionalidade o títulos de nobreza: chinês, francesa, poetisa, profetisa, marquesa, marquês, baronesa, burguês, inglesa, etc...
exceção: juíza (feminino de "juiz", que se escreve com "z")

Sufixos EZ e EZA quando forem substantivos abstratos originados de adjetivos (indicarem qualidade): limpeza (limpo), sutileza (sutil), boniteza (bonito), tristeza (triste), timidez (tímido), rapidez (rápido), nitidez (nítido), lucidez (lúcido), invalidez (inválido), rispidez (ríspido).


3) Derivadas de palavras escritas com S são escritas com S: visitante (visita), casar (casamento),parasitar (parasita), paralisar (paralisia).
Derivadas de palavras escritas com Z são escritas com Z: enraizar (raiz), realizar (realização).

4) Numerais de 11 a 19, 200 e 300: onze, doze, treze, catorze, quinze, dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, duzentos, trezentos

USA "SS"

1) Derivados de verbos terminados em DIR, TIR, MIR, TER, DER: agredir (agressão), permitir (permissão), imprimir(impressão), remeter (remissão), conceder (concessão)

2) Superlativos sintéticos : lindíssimo, belíssima, felicíssimo, fortíssimo

3) Pretérito imperfeito do subjuntivo dos verbos: se eu colhesse, se tu colhesses, se ele colhesse, se nós colhêssemos, se vós colhêsseis, se eles colhessem.

4) Palavras compostas onde se dobra o "s": mini + saia = minissaia; homo + sexual = homossexual, pluri + significação = plurissignificação.

5) Derivados de verbos terminados em CEDERPRIMIR, GREDIR, METER, MITIR, CUTIR: excesso (exceder), concessão (conceder), intercessão (interceder), cessão (ceder), acesso (aceder), impressão (imprimir), depressão (deprimir), repressão (reprimir), opressão (oprimir), supressão (suprimir), expressão (exprimir), progressão (progredir), agressão (agredir), transgressão (transgredir), regressão (regredir), compromisso (comprometer), promessa (prometer), remessa (remeter), intromissão (intrometer), demissão (demitir), admissão (admitir), permissão (permitir), transmissão (transmitir), emissão (emitir), omissão (omitir), remissão (remitir), discussão (discutir), repercussão (repercutir)

USA "XS" ou "XC"

Em dígrafos que tem o mesmo som de "SS": excêntrico, excedente, exsudar, exsolver, exsicar, exsuar.

USA "SÇ"

Na conjugação de determinados verbos: nascer (nasço, nasça), descer (desço, desça), etc...

USA "Ç"

1) Palavras terminadas em ESCER ou ECER: anoiteça (anoitecer), aconteça (acontecer), desça (descer)

2) Palavras de origem árabe, indígena ou africana: paçoca, muçulmano, miçanga

3) Palavras derivadas de primitivas grafadas com "ç": embaçar, embaçado, embaçou...

4) Palavras derivadas de primitivas terminadas em TO: canção (canto), exceção (exceto), junção (junto)

5) Palavas terminadas em ÇÃO derivadas do verbo TER, terminadas em TO, em TOR ou em TIVO: intenção (intento), erudição (erudito), exceção (exceto), isenção (isento), conjunção (conjunto), redação (redator), infração (infrator), eleição (eleitor), condução (condutor), instrução (instrutor), relação (relativo), intuição (intuitivo), atração (atrativo), comparação (comparativo), objeção (objetivo), proibição (proibitivo), federação (federativo), reação (reativo), recreação (recreativo), introspecção (introspectivo)

6) Palavras derivadas de verbos dos quais se retira a desinência "R": preparação (preparar), combinação (combinar), abreviação (abreviar), predicação (predicar), obrigação (obrigar), fundação (fundar), investigação (investigar), marcação (marcar), exclamação (exclamar), significação (significar), coroação (coroar), importação (importar), indicação (indicar), manipulação (manipular),

7) Após ditongo quando tiver som de "s": eleição

8) Palavras derivadas de verbos de ação terminados em ''AR'': ação (ativar), canção (cantar), dança (dançar), adição (adicionar), atenção (atentar), intenção (intentar), exceção (excetuar), introspecção (introspectar), relação (relacionar), atuação (atuar), anulação (anular), natação (nadar), tentação (tentar), experimentação (experimentar), revelação (revelar), aceitação (aceitar).



USA "J"

1) Derivados de verbos terminados em JAR ou JEAR ou palavras terminadas em JA: viajar (que eles viajem bem), enferrujar (espero que as portas não enferrujem), nojento (nojo), cerejeira (cereja), lojista (loja), sarjeta (sarja).

2) Palavras de origem indígena ou africana: jiló, jiboia, jirau, pajé, canjica

USA "G"

1) Em palavras terminadas em GIO: contágio, sortilégio, vestígio, relógio, refúgio.

2) Em substantivos terminados em GEM: a viagem, a ferrugem.

exceções: pajem, lajem, lambujem

USA "X"

1) Depois de ditongo: caixa, peixe, ameixa, baixo, eixo, feixe

Exceções: recauchutar (e derivados: recauchutagem, recauchutadora), guache

2) Depois da sílaba inicial EN ou ME (ou MI)enxame, enxoval, enxada, enxaqueca, enxurrada, enxugar, enxaguar, enxergar, enxugar, enxofre, mexer, mexilhão, mexerica, xico, mexinflório, mixaria

exceções: encher (de cheio), encharcar (de charco), enchumaçar (de chumaço) e seus derivados
exceções: mecha e seus derivados

3) Palavras de origem indígena ou africana: xavante, xangô

USA "CH"

1) Palavras derivadas de primitivas que tenham o CH: enchoçar (choça), enchapelar (chapéu), enchiqueirar (chiqueiro), enchouriçar (chouriço)


Palavras escritas com SC:
abscesso, abscissa, adolescente, adolescência, arborescer, ascendente, ascensão, acréscimo, condescendente, consciência, crescer, descender, descendente, descer, discente, discernir, disciplina, discípulo, fascículo, fascinar, florescer, intumescer (inchar), imprescindível, irascível, isósceles, juvenescer, miscigenação, nascer, obsceno, oscilar, piscina, plebiscito, prescindir, rejuvenescer, reminiscência, rescisão, rescindir, ressuscitar, seiscentos, suscitar, suscetível, transcender, víscera
Atenção: Em sucinto não se usa SC.

Palavras escritas com XC:
exceção, exceder, excelente, excepcional, excesso, exceto, excetuar, excipiente, excitar



E ou I
O prefixo "ante" significa "antes", "anterior": antecipar, antebraço, antepenúltimo, anteprojeto, antevisão, antevéspera, antemão, anteontem, antejulgar, antegozar, antecâmara, antessala, antediluviano
O prefixo "anti" significa "contra": antipatia, antitetânico, anticoncepcional, antigripal, antidepressivo, antioxidante, antialérgico, antiácido, antiofídico, antivírus, antítese

Figuras de Linguagens - Gramática Online

Olá povo!

Hoje nós vamos falar a respeito das figuras de linguagem. O melhor jeito de entender as figuras de linguagem é por meio dos exemplos.

1) Metáfora e Comparação 

A metáfora é uma comparação sem o conectivo comparativo. Por outro lado, a comparação possui conectivo comparativo. Ex:

O meu cachorro é um coelho (metáfora)
O meu cachorro é como um coelho (comparação)

figuras de linguagem




Retomando: veja que, ao usarmos um conectivo comparativo (no exemplo foi "como") estaremos fazendo uma comparação. Caso não usarmos um conectivo comparativo estaremos fazendo uma metáfora.

2) Metonímia

Bonifácio lê Paulo Coelho
Bonifácio está sem teto. 
Bonifácio comeu uma caixa de chocolates


Todos esses exemplos caracterizam a metonímia. Na metonímia, nós substituímos uma palavra por outra, com relação de proximidade semântica e essa palavra não pode ser lida literalmente, mas mesmo assim nós conseguimos entender o sentido da frase.  

Dizer que alguém "lê fulano de tal" significa dizer que alguém lê os seus livros. Portanto, Bonifácio não pega o Paulo Coelho em pessoa e o "lê", mas sim lê os livros que ele escreveu. 
Dizer que "Bonifácio está sem teto" não significa dizer que ele está morando num lugar "sem telhado", mas sim que não tem moradia. 
Dizer que Bonifácio comeu uma caixa de chocolates não significa dizer que ele comeu a caixa, mas sim que ele comeu os chocolates contidos na caixa. 

3) Prosopopeia ou Personificação

Trata-se de atribuir características humanas a outros tipos de seres e de objetos

O sol nasceu sorrindo 
A lua chorou
O cachorro assustou o outro, gritando: "surpresa!"




O sol não sorri. A lua não chora. Cachorro não fala. Afinal, essas ações são feitas pelos humanos. Portanto, são prosopopeias.

4) Eufemismo

É um modo de dizer mais "suave", mais light e pouco ofensivo para não ferir o outro. Por exemplo: ao invés de falarmos "Fulano morreu", nós dizemos "Fulano não está mais entre nós". Outro exemplo: "Joaquim Barbosa condenou membros PT  por desviarem verbas públicas no governo Lula". Dizer "desviarem verbas" é muito mais suave e leve do que dizer "roubarem", o que foi que, de fato, realmente aconteceu. Portanto, se trata de um eufemismo.
Fora do contexto gramatical, eufemismo é usado como sinônimo de moderação, suavização, atenuação, comedimento, abrandamento, adoçamento e mitigação.

5) Hipérbole

Trata-se de um exagero para tornar a mensagem mais expressiva. Por exemplo: "chorei rios por você", "esperei séculos por você", "já falei milhares de vezes", "fui voando para o escritório porque eu estava bem atrasado".
Fora do contexto gramatical, a hipérbole é usada na geometria.

6) Antítese

Ideias contrárias, com palavras antônimas. Exemplo: "A guerra pode gerar paz". Existe uma antítese entre "guerra" e "paz", pois esses termos são opostos.

Confunde-se com o paradoxo e com a ironia, na antítese, há apenas uma oposição, no paradoxo, há uma contradição entre as imagens associadas, na ironia, há uma oposição indireta, porque se diz o contrário do que se quer dar a entender.

Alguns gramáticos defendem que oxímoro, oximoro ou oximóron são termos mais corretos que paradoxo, por ser termo da gramática, enquanto paradoxo é um termo da filosofia.


dignow.org



7) Pleonasmo

É uma espécie de redundância, ou seja: repetição de termos ou de ideias desnecessárias. Por exemplo: "vi com meus próprios olhos", "sonhei um sonho", "cantei uma canção".

Essas foram as principais figuras de linguagem. Existem outras um pouco mais esquisitas:

Anacoluto: quando falta coerência entre o início e o fim da frase. Ex: "um leão e um rinoceronte estavam dirigindo um veículo e, para isso, o homem pode perceber como o tempo é curto".

Zeugma: é a supressão de uma determinada palavra que já foi usada antes sem prejudicar o entendimento da mensagem transmitida. Ex: "Eu prefiro chocolate branco; ela, preto". Veja que no trecho "chocolate branco; ela, preto" fica subentendido "chocolate branco e ela prefere o chocolate preto". Portanto, foram retiradas as palavras "prefere" e "chocolate" para evitar a repetição. Porém, mesmo com essa retirada, o leitor pode compreender perfeitamente o sentido. Observe que foi usado o ponto-e-vírgula para indicar esse zeugma.

* Elipse: é a mesma coisa que o zeugma com uma única diferença: as palavras não foram usadas antes. No exemplo do "zeugma", houve a retirada de "prefere" e de "chocolate" para evitar a repetição. Na elipse a palavra omitida não é usada, porém é facilmente identificada. Exemplo: "Na mesa, dois copos e dois pratos". Observe que podemos entender que "na mesa, havia dois copos e dois pratos".

Exemplos consagrados:
o celular (omissão de ''telefone'' celular)
o documentário (omissão de ''filme'' documentário)
o representante (omissão de ''membro'' representante)
o canino (omissão de ''dente'' canino)
o abaixo-assinado (omissão de ''documento'' abaixo-assinado)
o micro (omissão de micro ''computador'')
a circular (omissão de ''carta'' circular)
a catedral (omissão de ''igreja'' catedral)
a esferográfica (omissão de ''caneta'' esferográfica)

Hipérbato: trata-se da inversão na ordem natural da oração (sujeito + verbo + complemento). Exemplo: o trecho "caiu Juvenal da bicicleta" é um hipérbato (uma inversão) de "Juvenal caiu da bicicleta".

Silepse: trata-se de alterar a concordância das palavras, concordando com a ideia transmitida e não necessariamente com a palavra expressa. Ao invés de dizer, por exemplo, "o pessoal se desequilibrou e caiu na vala", nós podemos dizer "o pessoal se desequilibrou e caímos na vala", alterando, assim, a concordância correta, como se eu estivesse me incluindo na queda.

Lista de Homônimos & Parônimos - Gramática Online

Palavras homônimas e parônimas: exemplos

Você viu aqui o que são palavras homônimas e parônimas. Só para relembrar: os homônimos são palavras que possuem a mesma grafia ou a mesma pronúncia, enquanto que os parônimos são palavras que possuem grafia e pronúncia parecidas.

Vamos ver, agora, alguns exemplos:

Palavras Homônimas:

Com a mesma grafia, mas pronúncia diferente (homônimos homógrafos):

"O jogo é legal" (substantivo) e "eu jogo bastante" (verbo)
"O almoço foi bom" (substantivo) e "eu almoço na escola" (verbo)
"A sede da empresa fica na outra cidade" (= matriz) e "estou com sede" (= vontade de beber água)
"O Vale dos Sinos fica no Rio Grande do Sul (= forma geográfica) e "este lápis vale 2 reais" (= custa)


Com a mesma pronúncia, mas grafia diferente (homônimos homófonos):
  • acender (iluminar) e ascender (subir)
  • apreçar (colocar o preço) e apressar (agilizar) 
  • acento (sinal gráfico) e assento (lugar para se sentar)
  • acerca de (sobre isso, a respeito daquilo), cerca de (aproximadamente), e há cerca de (tempo decorrido)
  • afim (afinidade) e a fim (finalidade)
  • cassar (anular) e caçar (capturar)
  • cela (local onde ficam os prisioneiros) e sela (arreio para cavalo)
  • censo (levantamento de dados) e senso (juízo)
  • cerração (nevoeiro denso) e serração (ato de serrar)
  • cesto (utensílio para transportar objetos) e sexto (numeral ordinal)
  • chá (bebida preparada por infusão de folhas) e xá (título do soberano do Irã)
  • conserto (reparo) e concerto (sessão musical, orquestra, ópera)
  • coser (costurar) e cozer (cozinhar). 
  • cheque (ordem de pagamento) ou xeque (lance do jogo de xadrez)
  • esperto (pessoa inteligente, tipo eu) e experto (perito)
  • espiar (observar atentamente) e expiar (sofrer consequências dos atos)
  • estático (firme, imóvel) ou extático (admirado)
  • estrato (camada, filas de nuvens) e extrato (aquilo que se extraiu)
  • incipiente (iniciante, novato) e insipiente (ignorante, tolo)
  • intercessão (ato de interceder) e interseção/intersecção (ato de cortar, cruzar)
  • laço (nó) e lasso (frouxo)
  • mal (contrário de bem) e mau (contrário de bom) 
  • paço (palácio) e passo (verbo "passar"). 
  • ruço (grisalho) e russo (da Rússia)
  • tacha (pequeno prego) e taxa (tributo, imposto)
  • viagem (substantivo) e viajem (verbo)
Mesma grafia e mesma pronúncia (homônimos perfeitos):

"O cão chupa manga" (fruta) e "a manga da camisa está suja" (parte da camisa)
"Perdi a meia" (do pé) e "ele comeu meia laranja" (metade) 
"O banco quebrou quando eu me sentei" (assento) e "o banco estava fechado" (instituição financeira)

 Palavras Parônimas (palavras semelhantes):

  • Amoral (estranho, indiferente à moral) e imoral (contrário à moral)
  • Comprimento (extensão) e cumprimento (realização, saudação) 
  • Emergir (vir à tona) e imergir (mergulhar)
  • Emigrar (sair da pátria) e imigrar (entrar num país estranho para nele morar)
  • Recrear (proporcionar recreio) e recriar (criar de novo, reinventar, refazer) 
  • Tráfico (comércio ilegal, negócio ilícito) e tráfego (trânsito)