15 de julho de 2018

Vícios de linguagem

Ao contrário das figuras de linguagem, que dão realce e beleza às frases, os vícios de linguagem deturpam, desvirtuam ou dificultam o entendimento da mesma.

São eles:

A) Ambiguidade ou anfibologia - Falta de clareza que acarreta sentido duvidoso.

Exemplos:

Luciana e Carlos foram à festa e levaram sua irmã. (irmã de Luciana, de Carlos ou da pessoa com quem se fala?)

O pai repreendeu a filha porque ela bateu o seu carro. (o carro do pai, da filha ou da pessoa com quem se fala?)

Venceu o Atlético o São Paulo. (quem venceu realmente, o Atlético ou o São Paulo?)

B) Cacofonia ou cacófato - União de duas ou mais palavras, formando uma terceira de sentido inconveniente.

Exemplos:

A irmã de Virgínia não era como ela.
Custa um real por cada CD.
Mande-me já a procuração assinada.
A boca dela se abriu em um grito angustiante.

C) Barbarismo - Grafia, pronúncia, flexão ou acentuação incorreta de uma palavra ou expressão.

Exemplos:

''interviu'' - em vez de interveio
''reaveram'' - em vez de reouveram
''deteram'' - em vez de detiveram
''cincoenta'' - em vez de cinquenta
''reteram'' - em vez de retiveram
''exporam'' - em vez de expuseram
''proporam'' - em vez de propuseram
''deporam'' - em vez de depuseram

''adevogado'' - em vez de advogado
''advinhar'' - em vez de adivinhar
''rúbrica'' - em vez de rubrica
''récorde'' - em vez de recorde
''íbero'' - em vez de ibero
''áustero'' - em vez de austero

''impecilho'' - em vez de empecilho
''beneficiente'' - em vez de beneficente
''progama'' - em vez de programa
''reintero'' - em vez de reitero
''excessão'' ou ''esseção'' - em vez de exceção
''exceço'' ou ''ecesso'' - em vez de excesso
''estripolia'' - em vez de estripulia
''digladiar'' - em vez de degladiar
''reinvidicar'' - em vez de reivindicar
''prazeirosamente'' - em vez de prazerosamente
''dezanove'' - em vez de dezenove
''douze'' - em vez de doze
''desinteria'' - em vez de desinteria

''retrógado'' - em vez de retrógrado
''pertubar'' - em vez de perturbar
''frustar'' - em vez de frustrar
''salchicha'' - em vez de salsicha

São também considerados os desvios semânticos (uso inadequado de homônimos e parônimos)

Ele infligiu as leis de trânsito. (infringiu = violou, desrespeitou; infligir significa aplicar pena ou castigo)

D) Estrangeirismo - Palavra ou expressão estrangeira usada para substituir uma versão de língua portuguesa, fora da linguagem da informática.

Exemplos:

Ele não conhece o métier. = ofício, função, trabalho
Essa loja é muito fashion. = moderna, elegante, ''da moda''

Muitos estrangeirismos já foram aportuguesados e incorporados à nossa língua: chofer (motorista), drink (bebida), show (espetáculo), stress (estresse), coquetel (bebida ou pequena reunião), buquê (ramalhete), shopping (centro comercial), backup (cópia de segurança), copyright (direito autoral), know-how (conhecimento), slogan (lema, divisa), lanche (merenda).

E) Pleonasmo vicioso - Repetição desnecessária de palavras diferentes com mesmo significado.

Exemplos:

prefeitura municipal, elo de ligação, acabamento final, quantia exata, sintomas indicativos, duas metades iguais, vereador da cidade, detalhes minuciosos, limite extremo, escolha opcional, surpresa inesperada, empréstimo temporário, modelo de referência, evidência concreta, consenso geral, consultoria especializada, última versão definitiva, hermeticamente fechado, si mesmo / si próprio, goteira no teto, labareda de fogo, propriedade característica, critério pessoal, resultado do laudo, deferir favoravelmente, autocontrolar-se, demasiadamente excessivo, encarar de frente, juntamente com, 24 horas por dia, feminismo libertário, climatologia geográfica, demente mental, decapitar a cabeça, infiltrar-se para dentro, hemorragia de sangue, protagonista principal, almirante da Marinha, general do Exército, brigadeiro da Aeronáutica, pessoa humana, fato real, manter o mesmo, como por exemplo, adiar para depois, antecipar para antes

F) Arcaísmo - Palavra ou expressão já ultrapassada.

Exemplos:

porta-seios = sutiã
carro de praça = táxi
boticário = farmacêutico, hoje Boticário é o nome de uma loja de perfumes e cosméticos

G) Colisão - Efeito sonoro desagradável criado pela sequência de consoantes idênticas e repetidas.

Exemplos:

Sua saia ficou suja.
Pede ao Papa paz ao povo.

H) Solecismo - Erro de sintaxe, seja de concordância verbal ou nominal, regência verbal ou nominal ou colocação pronominal.

Exemplos:

Vossa Excelência conheceis vosso problema. = errado, pronome de tratamento concorda sempre na terceira pessoa, o correto é: Vossa Excelência conhece seu problema.

Elas mesmo resolveram o caso. = errado, o pronome demonstrativo 'mesmo' concorda com o substantivo em gênero e número, o correto é: Elas mesmas resolveram o caso.

A família tem liderança nos irmãos. = errado, o substantivo 'liderança' exige a preposição 'sobre' e não a preposição 'em', o correto é: A família tem liderança sobre os irmãos.

Ele custou para chegar. = errado, o verbo custar no sentido de 'ser custoso, ser difícil' não admite a pessoa como sujeito, somente coisa, o correto é: Custou-lhe chegar.

Convidarão-me para a sessão de cinema. = errado, com o verbo no futuro do presente ou futuro do pretérito, usa-se a mesóclise - pronome no meio do verbo, o correto é: Convidar-me-ão para a sessão de cinema.

I) Eco - Efeito sonoro desagradável criado pela sequência repetida de palavras com a mesma terminação.

Exemplos:

Houve aflição e tensão durante a recepção.
O ritmo alucinante e estimulante deixou o grupo excitante e emocionante.

J) Hiato - Efeito sonoro desagradável criado pela sequência repetida de vogais.

Exemplos:

Ou eu ou outra pessoa ouvirá a outra canção.
Ela iria à aula hoje, se não chovesse.

K) Preciosismo ou rebuscamento - Exagero da linguagem, em prejuízo da naturalidade e clareza da frase. É chamado popularmente de ''falar difícil, cheio de pra quê isso''.

Exemplo:

Seu gesto altruísta e empreendedor ensombrece e, decerto, oblitera a existência dos demais mortais que o configuram como a figura exponencial de nossa organização empresarial, baluarte de nossas vitórias.

Usos dos pronomes oblíquos átonos

Os pronomes oblíquos átonos são pronomes pessoais não retos. Os retos são aqueles que funcionam sintaticamente como sujeito, e os oblíquos, como complementos, havendo exceção. Os oblíquos são subdivididos em átonos, os que não são regidos de preposição, mesmo que seja exigida por um termo regente, e os tônicos, acompanhados obrigatoriamente de preposição, mesmo que ela não seja exigida por termo algum. 
Por exemplo, o verbo obedecer é termo regente da preposição a, pois "quem obedece, obedece A algo". Se o complemento de obedecer for um pronome oblíquo átono, ela desaparecerá: "Obedeço-lhe!"; "Obedeça-me". 
Porém, o verbo conhecer não exige preposição alguma, pois "quem conhece, conhece alguém". Se o complemento de conhecer for um pronome oblíquo tônico, a preposição A terá de ser usada obrigatoriamente, pois um pronome oblíquo tônico sempre é regido por uma preposição: "Conheço a ele, mas ele não conhece a mim".

Pronomes Pessoais
Retos
Oblíquos átonos
Oblíquos tônicos
Eu
me
mim, comigo
Tu
te
ti, contigo
Ele, ela
se, o, a, lhe
si, consigo
Nós
nos
nós, conosco
Vós
vos
vós, convosco
Eles, elas
se, os, as, lhes
si, consigo

 
Os pronomes oblíquos átonos podem ser usados com as seguintes funções sintáticas:
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1- Objeto Direto: Os pron. obl. át. me, te, se, o, a, nos, vos, os, as podem exercer a função sintática de objeto direto, ou seja, podem complementar o sentido de um verbo transitivo direto (VTD).
Por exemplo, o verbo esperar é transitivo direto, pois quem espera, espera algo (ou alguém). Podem-se, então, construir frases assim:
  • Ela me esperou.
  • Eu te esperei.
  • Eu o esperei.
  • Eles a esperaram.
  • Ela nos esperou.
  • Eu vos esperei.
  • Nós os esperamos.
O pronome se funcionará como objeto direto quando for reflexivo ou recíproco:
  • Ela se feriu.
  • Eles se amam.
Observe que, quando o objeto direto for de terceira pessoa, não se usa ele, ela, eles, elas, e sim o, a, os, as. É inadequado usar Eu esperei ele, apesar de ser uso corrente no Brasil. O certo é Eu esperei-o ou Eu o esperei.
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Variantes de O, A, OS, AS:
Você observou que, nos exemplos acima, os pronomes foram colocados procliticamente, ou seja, antes do verbo. Se forem colocados encliticamente, ou seja, depois do verbo, os pronomes o, a, os, as podem sofrer mudanças. Vejamo-las:
- Se o VTD terminar em vogal ou em semivogal, usam-se os pronomes o, a, os, as:
  • Eu esperei-o.
- Se o VTD terminar em som nasal: M, -ÃO ou –ÕE, os pronomes se modificam para no, na, nos, nas:
  • Eles esperaram-no.
  • Eles sempre reservam as melhores empadinhas e dão-nas aos amigos.
  • Pega os sapatos e põe-nos no armário se não quiseres ficar de castigo.
- Se o VTD terminar em R, Z ou S (as consoantes de RAZÕES), essas terminações desaparecem, e os pronomes se transformam em lo, la, los, las:
  • Não vou esperá-lo.
  • Nós esperamo-los.
  • O padre sai com as crianças todas as manhãs e condu-las até a capela (= conduz as crianças)
  • Se tu quiseres dizer a verdade a todos, di-la (= diz a verdade)
  • A verdade? Qui-la (= quis a verdade)
  • Os animais silvestres, matamo-los.
- Se o VTD terminar em –mos, e o OD for nos ou vos, o s do verbo desaparecerá:
  • Respeitamo-nos.
  • Esperamo-vos.
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2- Sujeito acusativo (sujeito de verbo no infinitivo ou no gerúndio, que com ele constitui oração subordinada substantiva objetiva direta)
Os pron. obl. át. me, te, se, o, a, nos, vos, os, as podem exercer a função sintática de sujeito acusativo, que é o sujeito de um verbo no infinitivo ou no gerúndio, que, por sua vez, é o núcleo do objeto direto de um verbo causativo (fazer, mandar, deixar) ou de um verbo sensitivo (ver, sentir, ouvir, perceber). Destrincemos isso:
Haverá sujeito acusativo quando o complemento de fazer, mandar, deixar, ver, sentir, ouvir e perceber for uma oração cujo verbo esteja no infinitivo ou no gerúndio. O sujeito deste verbo é o acusativo. Por exemplo:
  • Fizeram o réu devolver o dinheiro.
O objeto direto de fazer não é o réu, como à primeira vista possa parecer, mas sim a oração o réu devolver o dinheiro. Alguém fez o quê? O réu devolver o dinheiro. A expressão o réu é o sujeito do verbo devolver, que está no infinitivo. Há, portanto, a constituição de uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
O sujeito o réu pode ser substituído por um pronome, que tem de ser oblíquo átono: Fizeram-no devolver o dinheiro.
  • Mandei-o sair da frente.
  • Deixaram-me ficar naquele lugar.
  • Viram-nos pulando o muro.
  • Senti-a puxar meus cabelos.
  • Ouvi-os cantando alegremente.
Observe que ocorrem as mesmas variantes dos pronomes o, a, os, as.
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3- Objeto Indireto: Os pron. obl. át. me, te, se, lhe, nos, vos, lhes podem exercer a função sintática de objeto indireto encabeçado pela preposição a, ou seja, podem complementar o sentido de um verbo transitivo indireto (VTI) que exija a prep. a. Esta, porém, desaparece quando o objeto indireto for um pronome oblíquo átono.
Por exemplo, o verbo obedecer é transitivo indireto e exige a prep. a, pois quem obedece, obedece a algo (ou a alguém). Podem-se, então, construir frases assim:
  • Ela me obedeceu.
  • Eu te obedeci.
  • Eu lhe obedeci.
  • Elas nos obedeceram.
  • Eu vos obedeci.
  • Nós lhes obedecemos.
Apesar de ser raro o uso, o pronome se funcionará como objeto indireto quando for reflexivo ou recíproco:
  • Ela se arroga o direito de reclamar sempre.
  • Elas se obedecem.
  • Deram-se as mãos.
- Se o VTI terminar em –mos, e o OI for nos ou vos, o s do verbo desaparecerá:
  • Perdoamo-nos.
  • Obedecemo-vos.
- Se, porém, o OI for lhe ou lhes, nenhuma terminação do VTI desaparecerá:
  • A vocês, meninas, perdoamos-lhes.
  • Às leis de trânsito, obedecemos-lhes.
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4- Adjunto adnominal (aa): Os pron. obl. át. me, te, lhe, nos, vos, lhes podem exercer a função sintática de adjunto adnominal. Isso acontecerá quando houver indicação de posse: algo de alguém. A construção sintática ocorrerá da seguinte maneira:
verbo + pronome oblíquo átono + substantivo.
  • Cortaram-me os cabelos = cortaram os meus cabelos.
  • Ainda te apaziguo os ânimos = ainda apaziguo os teus ânimos.
  • Se quiser, beijo-lhe os pés = beijo os seus pés.
  • Multou-nos os carros = multou os nossos carros.
  • Pego-vos o material e não o devolvo = pego o vosso material.
  • Roubaram-lhes os documentos = roubaram os documentos deles.
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5- Complemento nominal (CN): Os pron. obl. át. me, te, lhe, nos, vos, lhes podem exercer a função sintática de complemento nominal. Isso acontecerá quando houver a expressão algo a alguém complementando um verbo, sendo que o algo é um substantivo abstrato, um adjetivo ou um advérbio e que a prep. a provém dele (do algo). Por exemplo:
Eu sou fiel. O adjetivo fiel exige a preposição a, pois quem é fiel, é fiel a algo (ou a alguém), portanto eu sou algo (fiel) a alguém.
A preposição a, portanto, encabeça um complemento nominal (complemento de um elemento que não é verbo). Pode-se, então, usar um pronome oblíquo átono como complemento desse adjetivo:
  • ― Tu me és fiel? ― Sim. Sou-te fiel.
Tenho-lhe muito mais respeito do que tem por mim. (Tenho respeito a alguém. A prep. a não provém do verbo ter, e sim do subst. abstrato respeito)

1 de julho de 2018

Uso facultativo da crase

Conhecer acerca dos aspectos que se fazem presentes no estudo da nossa querida língua portuguesa parece resumir todas as intenções dos muitos encontros que já tivemos, não é verdade? Assim, pode até parecer que em alguns momentos você se sinta cansado(a) de estudá-los, pois, na verdade, são tantas regrinhas, já não falando em algumas exceções, que também temos de estar cientes. Contudo, não pense assim, haja vista que mesmo havendo essas tantas colocações, torna-se necessário apreendê-las para que possamos fazer bom uso delas, sobretudo, como você sabe, nas situações específicas de interlocução, e a escrita, obviamente, é uma delas.
Então, o assunto que nos leva a estabelecer essa conversinha de agora se define pelo uso facultativo da crase, tendo em vista que no texto “Quando devemos ou não utilizar a crase?” você pôde se certificar de algumas informações importantíssimas acerca das situações em que deve fazer uso desse acento e em quais delas ele não é recomendável. A partir desse momento, iremos voltar o nosso precioso olhar para os casos em que você faz a opção de usá-lo ou não, por isso, a palavrinha “facultativo”, tudo bem? Não é aquele que faz faculdade, mas tem outro significado, ou seja, é opcional, em resumo, não é obrigatório, dependendo da vontade.
Tudo está perfeitamente correto em se tratando do que nos diz a gramática, portanto, é só prestar atenção nas informações abaixo e ficar tranquilo, ok? Vamos a elas:

Em alguns casos, podemos ou não fazer uso da crase
Em alguns casos, podemos ou não fazer uso da crase

# Antes de nomes próprios femininos referentes a pessoas:
Enviei a mensagem a (à) Beatriz.


* Caso o nome próprio aparecer adjetivado, qualificado, determinado, especificado, a crase, obrigatoriamente, terá de existir. Observe:
Enviei a mensagem à querida Beatriz.

* No caso de a preposição “a” anteceder nomes de pessoas com quem não se tem intimidade, a crase não se faz presente, haja vista que esses nomes não admitem artigo:
Durante a palestra, o professor fez homenagem a Irmã Dulce.
* Se, porventura, o nome estiver acompanhado de adjunto adnominal, o uso da crase será obrigatório:
Durante a palestra, o professor fez homenagem à religiosa Irmã Dulce.
Antes de pronomes possessivos femininos no singular, desde que esses acompanhem um substantivo, na condição de pronome adjetivo:
Obedeço a (à) nossa coordenadora.
Temos aversão a (à) sua ignorância.

Se o pronome estiver no plural, não haverá mais um caso de crase facultativa, visto que não se trata de uma escolha entre as/às, mas sim de uma simples preposição (a) ou sua combinação com o artigo no plural (às). Portanto, só serão possíveis duas opções:
Devo obediência a suas regras. (não haverá crase - preposição a e sem o artigo as)

Devo obediência às suas regras. (haverá crase - preposição a e com o artigo as)


Caso o pronome possessivo for empregado para substituir o substantivo, na condição de pronome substantivo, a crase será obrigatória:
Minhas razões são idênticas às suas.
# Depois da preposição até, tendo em vista (sempre) que o termo regente exige a preposição “a”.
Vou até a (à) igreja rezar por vocês.
# Caso o ''até'' seja usado na condição de palavra denotativa de inclusão, não possui a variante até a. 
Conheço até os cinemas europeus. = inclusive, mesmo, também

20 de agosto de 2017

G ou J / X ou CH / S ou Z / SS ou Ç / E ou I

G ou J:
Usa-se G:

Nas terminações ágio, égio, ígio, ógio, úgio
Ex.: contágio, egrégio, vestígio, relógio, refúgio...

Nos substantivos terminados em gem
Ex.: linguagem, imagem, contagem, viagem, mensagem, massagem, origem, fuligem, vertigem, ferrugem, penugem...
Exceções: pajem, lajem (variante de laje) e lambujem

Após R ou A
Ex.: agência, agenda, agente, ágil, agir, agiota, surgir, divergir, imergir, emergir...
Exceções: gorjeta, sarjeta, interjeição

Usa-se J:

Nos verbos terminados em -jar
Ex.: arranjar, enferrujar...

Na terminação -aje e -ja
Ex.: loja, traje, laje...

X ou CH

Usa-se X:
Após ditongo
Ex.: baixo, eixo, caixa, feixe, ameixa, paixão, rebaixar, frouxo, baixela, trouxa, gueixa, queixa...
Exceções: guache, recauchutar

Após o grupo inicial EN
Ex.: enxame, enxoval, enxada, enxaqueca, enxaguar, enxergar, enxugar, enxuto, enxofre, enxárcia, enxúndia, enxamear, enxotar, enxó, enxerido, enxurrada, enxovalho, enxovalhar...
Exceções: encher, encharcar, enchumaçar e derivados

Após o grupo inicial ME ou MI
Ex.: mexer, mexerica, México, mexilhão, mexerico, mexido, mexedor, mexicano, mexinflório, mixaria...
Exceção: mecha

Em palavras de origem indígena ou africana e palavras aportuguesadas do inglês que na sua forma original possuem SH
Ex.: abacaxi, capixaba, xavante, caxambu, oxalá, orixá, xará, xampu, xerife

S ou Z

Usa-se S:

Nos adjetivos terminados em oso e osa
Ex.: honroso, saboroso, formosa, habilidosa...

Nos sufixos esa, isa, ês e ense indicadores de título, origem ou profissão
Ex.: duquesa, baronesa, marquesa, poetisa, sacerdotisa, papisa, diaconisa, polonês, chinês, maranhense, cearense...

Após ditongos
Ex.: coisa, causa, Neusa, pausa, lousa, Eusébio, ausência, náusea, aplauso, faisão, maisena, deusa...

Nas formas dos verbos pôr e querer
Ex.: quis, quisemos, pusera, pusésseis...

Nos sufixos ase, ese, ise e ose
Ex.: base, crase, frase, quase, ênfase, tese, exegese, diocese, hipótese, crise, reprise, próclise, ênclise, mesóclise, virose, lactose, glicose, metamorfose, frutose, galactose...

Após a vogal O
Ex.: hosana, Osório, Osíris, Oséias
Exceção: ozônio

Usa-se Z:

Nos sufixos ez e eza, formadores de substantivos abstratos.
Ex.: nitidez, lucidez, altivez, invalidez, insensatez, rapidez, sutileza, riqueza, beleza, esperteza, certeza, baixeza, pobreza, destreza...

No sufixo izar formador de verbos
Ex.: economia - economizar; símbolo - simbolizar; útil - utilizar; eterno - eternizar; normal - normalizar; suave - suavizar; ameno - amenizar; ridículo - ridicularizar; concreto - concretizar; cinema - cinemizar...

Exceção: Se houver S no radical da palavra primitiva, a derivada manterá o S.
Ex.: pesquisa - pesquisar, pesquisador, pesquisadora; paralisia - paralisar, paralisação; análise - analisar; revisão - revisar, revisor...

Nos numerais de 11 a 19 e 200 a 300
Ex.: onze, doze, treze, catorze / quatorze, quinze, dezesseis / dezasseis, dezessete / dezassete, dezoito, dezenove / dezanove, duzentos, trezentos

SS, S ou Ç

Usa-se S:
Nas correlações pel - puls, nd - ns, rt - rs e corr - curs.
Ex.: expelir - expulsão; impelir - impulsão; repelir - repulsão;
converter - conversão; inverter - inversão; reverter - reversão; verter - versão; perverter - perversão; subverter - subversão;
ascender - ascensão; pretender - pretensão; estender - extensão; suspender - suspensão; distender - distensão; tender - tensão; compreender - compreensão;

Usa-se SS:
Nas correlações ced - cess, gred - gress, prim - press e tir - ssão
Ex.: agredir - agressão; regredir - regressão; progredir - progressão; transgredir - transgressão;
ceder - cessão; proceder - processo; retroceder - retrocesso; conceder - concessão; exceder - excesso; interceder - intercessão; suceder - sucessão; anteceder - antecessor
imprimir - impressão; reprimir - repressão; oprimir - opressão; deprimir - depressão; suprimir - supressão; exprimir - expressão
discutir - discussão; repercutir - repercussão; emitir - emissão, emissora; omitir - omissão; demitir - demissão; admitir - admissão; permitir - permissão; transmitir - transmissão; remitir - remissão

Usa-se Ç:
Em substantivos derivados de verbos terminados em TER e TORCER
Ex.: conter - contenção; manter - manutenção; reter - retenção; deter - detenção; obter - obtenção; ater - atenção; torcer - torção; contorcer - contorção; distorcer - distorção...

Observação:
remeter - remessa; prometer - promessa; comprometer - compromisso
São verbos terminados em meter, e não em ter.

Em palavras derivadas de vocábulos terminados em TO, TOR e TIVO, além de substantivos derivados de verbos que perderam o R
intento - intenção; exceto - exceção; erudito - erudição; junto - junção; correto - correção; seleto - seleção; conjunto - conjunção; discreto - discrição; aflito - aflição
diretor - direção; redator - redação; eleitor - eleição; condutor - condução; instrutor - instrução; infrator - infração; trator - tração; setor - seção; ator - ação; cantor - canção
ativo - ação; relativo - relação; intuitivo - intuição; atrativo - atração; comparativo - comparação; objetivo - objeção; reativo - reação; recreativo - recreação; proibitivo - proibição; federativo - federação
preparar - preparação; combinar - combinação; obrigar - obrigação; investigar - investigação; marcar - marcação; manipular - manipulação; indicar - indicação; exportar - exportação; exclamar - exclamação

Em substantivos derivados de verbos de ação terminados em AR
nadar - natação; ativar - ação; atentar - atenção; adicionar - adição; dançar - dança; intentar - intenção; excetuar - exceção; relacionar - relação; introspectar - introspecção

E ou I
Usa-se E:
No prefixo ante (anterior, antes)
Ex.: antebraço, antecâmara, antegozar, antemão, anteontem, antevisão...

Nos verbos terminados em oar e uar
Ex.: acentuar - acentue; efetuar - efetue; atenuar - atenue; continuar - continue; habituar - habitue; entoar - entoe...

Usa-se I:
No prefixo anti (contrário):
Ex.: antioxidante, antitetânico, antivírus, anti-horário...

Nos verbos terminados em air, oer e uir
Ex.: atrair - atrai; distrair - distrai; extrair - extrai; contrair - contrai; recair - recai; subtrair - subtrai; corroer - corrói; doer - dói; moer - mói; roer - rói; retribuir - retribui; concluir - conclui; evoluir - evolui; instruir - instrui; atribuir - atribui; possuir - possui; contribuir - contribui; constituir - constitui...

23 de julho de 2017

Lista de prefixos


Prefixos de origem latina
prefixo e significado
exemplos
a-, ab-, abs- (separação, afastamento, privação)
abdicar, abjurar, abster, abstrair, ab-rogar, absolver, absorver, abuso, abusar, amovível, abster, aversão.
a-, ad- (aproximação, direção, aumento, transformação)
abeirar, achegar, abraçar, aproveitar, amadurecer, adiantar, avivar, adjunto, administrar, admirar, admitir, admissão, advérbio, adjetivo, advogado, adversário, advertência, adventício, assimilar.
além- (para o lado de lá, do lado de lá)
além-túmulo, além-mar, além-mundo.
ante- (anterioridade no espaço ou no tempo)
antebraço, antemuro, antepasto, antessala, antevéspera, antedata, antegozar, antepor, anteontem, antevisão, anteprojeto, antevéspera, antepenúltimo.
aquém- (para o lado de cá, do lado de cá)
aquém-mar, aquém-fronteiras.
bem-, bem- (de forma agradável, positiva ou intensa)
bem-aventurado, bem-vindo, benquisto, benfazejo, benfeitor, bem-acabado, bem-apanhado, bem-apessoado, bem-nascido, bem-querer, bem-visto, bendito, benefício, bem-sucedido, bem-criado.
circum-, circum- (ao redor de, em torno de)
circuncentro, circunscrever, circunvizinhança, circunvalar, circunvagar.
cis- (posição aquém, do lado de cá)
cisandino, cisplatino, cisalpino, cislunar, cispadano, cisatlântico.
co-, com- (contiguidade, companhia, agrupamento)
Coabitar, coadjuvante, coadministração, coadquirir, coaluno, condiscípulo, coarrendamento, combater, correligionário, colégio, cooperativa, condutor, conjurar, consoante, confluência, compor, cooperar, corrobar, conviver, co-irmão, co-herdeiro.
contra- (oposição, ação conjunta, proximidade)
Contra-atacar, contra-argumento, contradizer, contrapor, contraprova, contrabalancar, contra-cheque, contracultura, contra-exemplo, contracapa, contracanto, contramestre.
de- (movimento de cima para baixo)
decrescer, decompor, depor, depender, decapitar, deliberar, decair.
des- (separação, ação contrária, negação, privação)
despedaçar, desfazer, desleixar, desumano, desamor, desventura, desintegrar, desigual, desconforme, desobedecer, desmatar, desenganar, desunião, descaroçar, desfolhar.
Às vezes, serve apenas para reforço: desafastar, desinfeliz, desinqueto.
dis-, di- (separação, movimento para diversos lados, negação)
difícil, dissidente, dilacerar, dirimir, disseminar, distender, disforme, dissabor, divagar, difundir.
e-, es-, ex- (movimento para fora, separação, transformação)
emigrar, evadir, expor, exportar, exprimir, expatriar, extrair, esquentar, esfriar, esburacar; ex-tuberculoso, ex-presidente, ex-ministro, ex-namorado, ex-marido, ex-esposa, ex-funcionário
en-, em-, i-, in-, im- (posição interior, movimento para dentro)
enraizar, enterrar, embarcar, embeber, imigrar, irromper, importar, importação, ingerir, inocular.
entre-, inter- (posição intermediária, reciprocidade)
entreabrir, entre choque, entrelaçar, entrevista, entretela, entrever, interação, intercâmbio, interativo, internacional, interestadual, intermunicipal, interface, interdisciplinar, interlinguístico, intercontinental, intercessão, interlocutor, interfone, interurbano, intertextualidade, interplanetário, interescolar, interlinguístico, intervocálico, interseção, inter-helênico, inter-humano, inter-racial, inter-regional, inter-relação, intervir, interromper, intercalar, internet.
extra- (posição exterior, fora de)
extraconjugal, extrajudicial, extraoficial, extraordinário, extranumerário, extraterrestre, extravasar, extraviar, extracurricular, extragalático, extranormal
i-, in- (negação, privação)
imoderado, inalterado, ilegal, ilegítimo, irresoluto, irrestrito, incômodo, inútil, incapaz, impuro, impróprio, impossível, infeliz, injusto, informal, inseguro, improfícuo, irrestrito, irregular, incoerente, incalculável, irreparável, indiscreto, irremediável, irrestaurável, irretorquível, irreversível, independência.
intra- (posição interior)
intrapulmonar, intravenoso, intraocular, intramuscular, intranet, intrauterino.
intro- (movimento para dentro)
introduzir, intrometer, intrometido, intrometimento, intromissão, introverter, introvertido, introjeção, introspecção, introspectivo .
justa- (posição ao lado)
justapor, justaposição, justalinear, justamarítimo, justaposto.
mal- (de forma irregular, desagradável ou escassa)
mal-humorado, mal-educado, mal-arrumado, mal-assombrado, malfeito, mal-assado, mal-aventurança, malcriado.
ob-, o- (posição em frente, diante, oposição)
objeto, obstar, obstáculo, obstruir, obstrução, opor, oposição.
per- (movimento através)
perpassar, percorrer, percurso, perfurar, perseguir, perdurar.
pos-, pós- (posterioridade, posição posterior)
posfácio, pospor, posposição, posponto, pós-escrito, pós-diluviano, pós-graduação, pós-eleitoral, pós-simbolismo, pós-verbal, pós-parto, pós-guerra.
pre-, pré- (anterioridade, antecedência)
premeditar, preestabelecer, predizer, predispor, predisposição, prever, previsão, previdente, pré-história, pré-carnavalesco, pré-adolescente, pré-amplificador, pré-ajustar, pré-natal, pré-pago, pré-fabricado.
pro-, pró- (movimento para a frente, a favor de)
promover, propelir, progredir, progresso, proeminente, proclamar, prosseguir, pronome, pró-governo, pró-americano, pró-socialista, pró-britânico, pró-anistia, pró-reitor.
re- (movimento para trás, repetição)
refluir, reagir, repugnar, rebater, reduzir, reassumir, reatar, reaver, reeditar, recomeçar, reedificar, reorganizar, reorganização, reviver, renascer, reanimar, reeducar, reedição, reeditar, reenviar, reescrita, reeleito, reerguer, reelaborar, renomear, rebatizar, reutilizar, reiniciar, reorganizar, reaproveitar
retro- (movimento para trás)
retroação, retrocesso, retroceder, retrogradar, retroativo, retropropulsão, retrógrado, retrospectivo, retrovisor.
semi- (metade de, quase, que faz o papel de)
semicírculo, semibreve, semicerrado, semicondutor, semiconsciência, semi-interno, semi-internato, semiescravidão, semianalfabeto, semiautomático, semiúmido, semiárido, semivogal, semimorto.
soto-, sota- (debaixo, posição inferior)
sotopor, sotavento, sota-piloto, soto-mestre.
sub-, su-, sob-, so- (movimento de baixo para cima, inferioridade, quase)
Sobraçar, soerguer, soterrar, sujeitar, subjugar, submeter, subalimentado, sudesenvolvimento, subliteratura, subumano, submarino, subverter, subdelegado, suspender, suster.
sobre-, super-, supra- (posição acima ou em cima, excesso, superioridade)
sobrepor, superpor, sobrescrito, sobrescrever, sobrevir, supranumerário, supracitado, supramencionado, supraciliar, supranormal, supralunar, sobredito, supradito, supersensível, super-homem, supermercado, superdotado, supercivilização.
tras-, tra-, tres-, trans- (posição para além; movimento através de)
traspassar ou transpassar, trasbordar ou transbordar, tresandar, tresvariar, transatlântico, transalpino, transandino, transcoar, transplantar, transiberiana, tresnoitar, tradição.
ultra- (posição além de; em excesso)
ultrapassar, ultramar, ultravioleta, ultramicroscópico, ultraconservador, ultra-romãntico, ultra-som, ultra-sofisticado.
vice- (em lugar de, em posição imediatamente inferior)
vice-presidente, vice-diretor, vice-cônsul, vice-almirante, vice-rei, vice-campeão, vice-artilheiro.

Na lista, encontramos prefixos cuja frequência de uso é bastante variada. Alguns têm sido pouco usados na língua atual, enquanto outros são extremamente produtivos.
Também são usados prefixos de origem grega em nossa língua, principalmente para a formação de palavras eruditas, que são muito úteis na nomenclatura científica. Observe esses prefixos na relação a seguir:


Prefixos gregos
prefixo e significado
exemplos
an-, a- (privação, negação)
anarquia, anônimo, ateu, acéfalo, amoral, anestesia, afônico, anemia.
an(a)- (movimento de baixo para cima, movimento inverso, repetição, afastamento, intensidade)
anacronismo, anagrama, análise, anabatista, anáfora, analogia, anatomia.
anf(i)- de um e de outro lado, ao redor)
anfiteatro, anfíbio, anfípode, anfibologia.
ant(i)- (ação contrária, oposição)
antagonista, antítese, antiaéreo, antípoda, antídoto, antipatia, anticonstitucional, anticorpo, antifebril, antimonárquico, antissocial, antivírus
ap(o)- (afastamento, separação)
apóstata, apogeu, apóstolo.
arc(a)-, arce-, arque-, arqui- (superioridade hierárquica, primazia, excesso)
arcanjo, arquiduque, arquétipo, arcebispo, arquimilionário.
cata- (movimento de cima para baixo, oposição, em regressão)
cataclismo, catacumba, catarro, catástrofe, catadupa, catacrese, catálise, catarata.
di(a)- (através, por meio de, separação)
diagnóstico, diálogo, dialeto, diâmetro, diáfano, diagonal, diafragma, diagrama, diacinese
dis- (mau estado, dificuldade)
dispneia, disenteria, dislexia, dislalia, dispepsia.
ec-, ex- (movimento para fora)
eclipse, exantema, êxodo.
en-, e-, em- (posição interior, dentro)
encéfalo, emplasto, elipse, embrião
end(o)- (movimento para dentro, posição interior)
endocarpo, endotérmico, endoscópio.
ep(i)- (posição superior, sobre, movimento para, posterioridade)
epiderme, epígrafe, epílogo, epicarpo, epidemia.
eu-, ev- (bem, bom)
eufonia, eugenia, eufemismo, euforia, eutanásia, evangelho, evônimo.
hiper- (posição superior, excesso, além)
hipérbole, hipertensão, hipercrítico, hiperdesenvolvimento, hiperestesia, hipermercado, hipermetropia, hipertrofia, hipersônico.
hip(o)- (posição inferior, escassez)
hipoderme, hipotenusa, hipocrisia, hipótese, hipocalórico, hipogeu, hipoglicemia, hipotensão, hipoteca.
met(a)- (mudança, sucessão, posterioridade, além)
metáfora, metamorfose, metafísica, metonímia, metacarpo, metátese, metempsicose.
par(a)- (proximidade, semelhança, elemento acessório)
paradoxo, paralelo, parágrafo, paramilitar, parábola, parâmetro.
peri- (movimento para diante, posição em frente ou anterior)
perímetro, perífrase, periferia, período, perianto, pericarpo.
pro- (movimento para diante, posição em frente ou anterior)
programa, prólogo, prognóstico, pródromo, próclise.
sin-, sim- (ação conjunta, companhia, reunião, simultaneidade)
sinestesia, sincronia, síntese, sinônimo, sinfonia, simpatia, silepse, sílaba, sintaxe, sistema.
tele- (distância, afastamento)
telefone, telescópio, telepatia, telégrafo, televisão, telegrama, telemetria, telêmetro, telecomunicação, teleobjetiva
Também pode indicar televisão
teleator, telealuno, telecurso, telecine, telessérie, telefilme, teleatriz, telenovela, telespectador, televizinho
Também pode indicar telefone
telebanco, telecentro, teledespertador, teletáxi, televendas, telepizza

22 de julho de 2017

NVT TV - Parte 1

Nova emissora, NVT TV

Estreia em 12 de outubro de 2000.

A programação de estreia, no feriado de dia das crianças, contou com os seguintes programas:
Às 20:00, a festa de abertura, 20:30, uma atração musical, 21:00, um programa de auditório, 21:45 um noticiário, às 22:00, um filme, às 23:45 um game show e encerrando a programação às 01:15.

Em novembro, estreia o programa Almanaque, um programa de variedades apresentado por César Filho (de segunda a sábado) e Tânia Rodrigues (aos domingos, ou como apresentadora eventual). Em março de 2001, estrearam os programas Raio Laser, programa musical, Momento de Luz, religioso, Saldo Extra, sobre economia e Pátria e Defesa, sobre política. De terça a sexta, às 22:00. Aos domingos à tarde, estreou o programa Domingo Milionário, apresentado por Lúcia Guimarães e Marcelo Augusto. Em agosto, aos sábados à tarde, estreou o programa Mulher de Hoje, apresentado por Patrícia Luchesi, que mesclava, entre os assuntos, dicas de beleza, saúde, moda, comportamento, família, relacionamentos, sexo, culinária, eventos de moda, economia, educação financeira, alimentação, qualidade de vida e compulsão por objetos ou comportamentos estranhos.
Em fevereiro de 2002, estreou aos domingos à noite, o programa Uma História de Sucesso, com a vida e experiência pessoal de vários cantores. Em março, estreou o programa Showbiz, sobre empresários e empreendedores e suas experiências. Toda sexta, meia-noite.
Em maio do mesmo ano, o humorista Tiririca, estreou o programa infantil Vila do Tiririca, de segunda a sábado, das 15:00 às 16:30. Durou poucos meses no ar e em setembro, saiu do ar e mudou para a TC7.
Em abril de 2003, o ex-técnico da seleção brasileira Zagallo, estreou o programa Bate Bola com Zagallo, toda quarta das 22:45 às 23:15 com reprise nas quintas-feiras às 21:30. Em julho saiu do ar, devido à rescisão do contrato. Em outubro, estreou o programa Virou Notícia, com o resumo das notícias do dia e da noite, toda quinta, 23:00 às 23:30. Em junho de 2004, estreou o programa musical, Sábado Especial, no ar todo sábado de 01:00 às 02:15. Estreou o programa 25ª Hora, religioso apresentado por Nilson Nunes, de segunda a sexta, das 08:30 às 09:05, com 35 minutos e o programa Lance Final, esportivo apresentado por Cristiane Dias e Luciana Ávila, com o resumo dos gols da rodada, todo domingo, às 23:45, com 5 minutos de duração. Em novembro, o programa mudou de horário para sábado, das 23:30 às 00:15, com 45 minutos. Em janeiro de 2005, saiu do ar devido à rescisão do contrato.
Esteve em uma crise financeira em março de 2005 e reiniciou as operações em julho. Em agosto, estreou o programa Papo Sério, programa de variedades apresentado por Lolita Rodrigues, de segunda a sexta, das 16:00 às 17:45. Em novembro, estreou o programa NVT Verdade, programa de casos verídicos apresentado por Sônia Abrão e Amanda Klein. Ficou poucos meses no ar e saiu em maio de 2006. Em junho, estreou o programa Domingo Total, apresentado por Otávio Mesquita e Virgínia Novick, todo domingo, das 12:00 às 18:00. Durou até março de 2007. Em agosto de 2007, estreou o programa SOS Português, apresentado pela professora Isabel Vega, com dicas sobre gramática, literatura, interpretação de textos, redação oficial e figuras de linguagem, toda terça às 21:00. Em setembro, estreou o programa Sexo a Três, apresentado por Dr. Rey, um famoso médico e cirurgião plástico. Em outubro, estreou o programa Feira do Riso, humorístico apresentado por Batoré. Em novembro, estreou o Placar da Rodada, às quartas - após os jogos de futebol, com o resumo dos gols da rodada. Em dezembro, estreou o programa Tema Quente, com reportagens especiais e de investigação. Em fevereiro de 2008, estreou o programa First Class, com apresentação de Marília Gabriela, Lillian Witte Fibe e José Luiz Datena, com entrevistas políticas, esportivas e econômicas. Em julho, estreou o programa Decora, com dicas sobre casa, decoração e móveis. Em janeiro de 2008, estreou o programa Chegadas e Partidas, sobre turismo e viagens. Em março, estreou o programa Mãe & Cia, com dicas sobre família e vida familiar. Em abril, estreou o programa Segundas Intenções, com dicas de sexo e relacionamentos. Em julho, estreou o programa Puro Êxtase, do gênero erótico. Em agosto, estreou o programa Voz Ativa, noticiário comunitário. Em setembro, estrearam os programas NVT Imóveis, NVT Motors e NVT Shopping, com infomerciais e ofertas de imóveis e automóveis. Em fevereiro de 2009, estrearam os programas Se Liga Católico, apresentado por Ingrid Nunes e Lorrara Borges, com tudo sobre temas relacionados à Igreja Católica. Em maio, estreou o programa TecnoTV, com tudo sobre música, cinema, teatro, TV, games e informática, em resumo, tecnologia. Em junho de 2009, estreou o programa Descomplica, com dicas sobre matemática, biologia, física, química, história, geografia, sociologia, filosofia, inglês e espanhol. Em setembro de 2009, estreou o programa Edital - Concursos & Empregos, com dicas de carreira, profissões, cursos, estágio, trainee, Jovem Aprendiz, concursos, vestibulares, Enem, simulados e vagas de emprego. Em novembro, estreou o programa Conversando Direito, com dicas sobre áreas jurídicas. Em fevereiro de 2010, estreou o programa Preservação Ambiental, sobre sustentabilidade e meio ambiente. Em abril de 2010, exatamente no dia 3, estreou o programa Chef em Casa, sobre culinária. Em julho, estreou o programa Vida na Água, dedicado à pesca esportiva. Em outubro, estrearam os boletins Agenda - Cultural, Agenda - Leitura, Agenda - Ciência e Tecnologia, Agenda - Infantil e Agenda - França / Brasil, com o calendário dos eventos semanais e diários, sempre nos intervalos da programação. Em dezembro, estreou o boletim Tempo e Temperatura, com a previsão do tempo, nos intervalos da programação. Em março de 2011, estreou o programa Home & Garden, com tema imobiliário e sobre melhoria de casas e imóveis. Em agosto de 2011, estrearam os programas Em Alta Velocidade e Hora D, com dicas sobre automobilismo. Em novembro, estreou o programa Empreendedorismo Certo, sobre desafios para montar empresas, oportunidades e dicas para sucessos de negócios. Em abril de 2012, estreou o programa Investindo em Sonhos, sobre investimentos, mercados, criptomoedas, finanças pessoais, bolsa de valores, loterias, administração e previdência. Em julho, estreou o programa Viagem Cultural, com dicas de cruzeiros, destinos nacionais e internacionais. Em outubro, estreou o programa Esporte 10, sobre futebol nacional e internacional, Fórmula 1, lutas, tênis, vôlei, basquete, vôlei de praia, surfe, natação, ciclismo, futsal, ginástica, patinação artística, beisebol, automobilismo, atletismo, artes marciais, Olimpíadas, Libertadores, Copa do Mundo Fifa e Jogos Pan-Americanos, além de eventos esportivos como Liga dos Campeões Uefa e Jogos Olímpicos de Inverno e de Verão. Em janeiro de 2013, estreou o programa infantil Diversão em Dobro, de segunda a sexta às 09:15. Em abril, estreou o boletim TV Trânsito, informando as condições do tráfego, nos intervalos da programação. Em agosto, estreou o programa Momento da Sorte, com o resultado dos sorteios das loterias da Caixa Econômica Federal. Em novembro, estrearam várias sessões de cinema: Sessão Livre (nas tardes de segunda a sexta, com filmes de aventura, animação, comédia, romance e drama), Sessão Especial (em ocasiões especiais), Super Sábado (nas madrugadas de sábado para domingo, com foco no público adulto, com filmes de ação, suspense, policial, terror, erótico, guerra, western e ficção científica), Super Tela (nas noites de sexta, com foco nos filmes de drama, romance, musical, biografia e documentário), Hits (nas madrugadas de segunda para terça, com filmes que trazem como protagonistas os grandes atores do cinema mundial e filmes de grande repercussão mundial), Cinemundi (nas madrugadas de terça para quarta e nas noites de sábado, com foco em filmes clássicos, filmes independentes, filmes temáticos, filmes de arte e filmes raros com produções europeias, asiáticas e latinas), Click (nas noites de domingo e nas madrugadas de quarta para quinta, sessão interativa, na qual os filmes são escolhidos através de votação por internet), Private (nas madrugadas de quinta para sexta e sexta para sábado, com foco em filmes eróticos softcore), Top Cine (nas tardes de sábado, com foco em filmes de temática jovem, como comédias românticas, dramas, musicais e documentários), Domingo no Cinema (nas noites de domingo, com foco em filmes de suspense e terror, filmes de ação com muita luta e nas grandes comédias). Em fevereiro de 2014, estreou a sessão Cine Brasil, nas madrugadas de domingo para segunda, dedicada ao cinema nacional. Em julho, estreou o programa Web Game, com dicas sobre jogos, filmes, cultura pop, geek e campeonatos de eSports. Em setembro, estreou o programa NVT Rural, dedicado ao agronegócio. Em novembro, estreou o programa Flash, dedicado à cobertura de celebridades, eventos, festas e curiosidades do mundo artístico. Em março de 2015, estreou o programa Super Nanny, para impor disciplina a crianças, inspirado na revista Crescer.