30 de agosto de 2019

Formação das Palavras - Nova Gramática Online

No módulo anterior nós estudamos a respeito da estrutura das palavras. Agora, nós vamos estudar a respeito dos processos de formação de palavras, ou seja: como as palavras são criadas.

Seu objetivo: entender todos os processos de formação de palavras.

Formação por Composição: é a formação das palavras compostas, ou seja, das palavras que possuem mais de um radical (couve-flor, passatempo, beija-flor, etc). A formação da palavra composta pode ser por justaposição ou por aglutinação.

Composição por Justaposição: a palavra é formada por dois ou mais radicais e não ocorre alterações na pronúncia. Exemplo: couve-flor (couve + flor), girassol (gira + sol), pé de moleque (pé + de + moleque), bem-me-quer (bem + me + quer). Note que, nesses exemplos, não ocorre alteração na pronúncia dos elementos “somados”.

Composição por Aglutinação: a palavra é formada por dois ou mais radicais e ocorre alterações na pronúncia. Exemplo: planalto (plano + alto). Note que a pronúncia foi alterada (o “plano” se aglutinou ao “alto”, formando “planalto”, mudando a pronúncia de “plano”). Outros exemplos: petróleo (pedra + óleo), cabisbaixo (cabeça + baixo).

Formação por Derivação: é a formação das palavras simples (que possuem apenas um radical). A Derivação pode ser de 6 tipos:

Derivação Prefixal: ocorre com o acréscimo de prefixos ao radical. Exemplo: injustiça (in + justiça), reescrever (re + escrever).

Derivação Sufixal: ocorre com o acréscimo de sufixos ao radical. Exemplo: lealdade (leal + dade), principalmente (principal + mente).

Derivação Prefixal e Sufixal: ocorre o acréscimo não simultâneo de prefixo e de sufixo ao radical (e se um dos dois for retirado então uma nova palavra será formada). Exemplo: infelizmente (in + feliz + mente). Note que, se você tirar somente o prefixo ou somente o sufixo a palavra se transformará em outra palavra (felizmenteinfeliz).
O mesmo ocorre em desigualdade, formam-se desigual e igualdade, em configuração, configurar e figuração, em desvalorização, valorização e valorizar, em injustiça, formam-se injusto e justiça, em inutilizar, formam-se inútil e utilizar, em desnivelar, formam-se desnível e nivelar, em descortesia, formam-se descortês e cortesia, em insegurança, formam-se inseguro e segurança, em desempregado, formam-se desemprego e empregado.

Derivação Parassintética: ocorre o acréscimo simultâneo de prefixo e de sufixo ao radical e a palavra só existe com os dois ao mesmo tempo.  Exemplo: empobrecer (em + pobre + cer). Se tirarmos apenas o prefixo ou apenas o sufixo a palavra deixa de ter sentido (não existe “empobre” nem “pobrecer”). Essa é a diferença entre a Derivação Parassintética e a Derivação Prefixal e Sufixal.
O mesmo ocorre em enlouquecer, não existe enlouco nem louquecer, portanto, a palavra é formada diretamente de louco. Em enriquecer, não existe enrico nem riquecer, portanto, forma-se diretamente de rico. Em envelhecer, não existe envelho nem velhecer, portanto, forma-se diretamente de velho. Em expatriar, não existe expátria nem patriar, portanto é formada diretamente de pátria. Em enraivecer, não existe enraiva nem raivecer, portanto é formada diretamente de raiva.

Derivação Regressiva: geralmente ocorre quando um verbo se transforma num substantivo. Exemplos: a compra (de comprar), a venda (de vender), a troca ou o troco (de trocar).

O que surgiu primeiro? Se o substantivo nomear alguma ação, será palavra derivada, e o verbo a palavra primitiva. Mas, se nomear algum objeto ou substância, verificar-se-á o inverso.

Escolha é derivada de escolher, assim como resgate de resgatar e tosse de tossir, porque indica uma ação.
Telefone é primitiva em relação a telefonar, assim como arquivo e arquivar, martelo e martelar e impressora e imprimir, porque indica um objeto.
Fumo é primitiva em relação a fumar, porque indica uma substância.

Derivação Imprópriade acordo com o contexto, a palavra se converte em outra classe gramatical com outro sentido, sem alterar sua forma.  Exemplo: “Hoje o dia está claro (adjetivo)”, “Fale mais claro (advérbio)”.

Outros Processos de Formação de Palavras:

Reduplicação: a palavra é composta por radicais repetidos (ou semelhantes). Exemplo: tico-tico, tique-taque, papai.

Abreviação: a palavra é reduzida a uma ou duas sílabas. Exemplo: foto (de fotografia), moto (de motocicleta), pneu (de pneumático), cinema (de cinematográfico), quilo (de quilograma), tevê (de televisão), rádio (de radiodifusão).

Sigla: a palavra é representada pelas suas iniciais. Exemplo: PSDB (Partido Social Democrata Brasileiro).

Palavra-valise: a palavra é composta por dois radicais, um perdendo a parte final e outro perdendo a parte inicial. Exemplo: infomercial (informação + comercial), informática (informação + automática)

Neologismo: a palavra é criada recentemente ou já existe, tendo seu sentido alterado. São muito comuns na linguagem da informática. Exemplo: printar (imprimir), clicar (pressionar botão do mouse), escanear (digitalizar), customizar (personalizar), internetês (linguagem da Internet), gato (ligação elétrica clandestina), pistolão (recomendação da influência), azular (fugir), laranja (intermediário em transações financeiras fraudulentas, usando seu próprio nome para ocultar a identidade de quem a contrata), resetar (reiniciar), downloadear (baixar), otimizar (melhorar, aperfeiçoar), gerenciar (administrar), otimização (melhoria, aperfeiçoamento), gerenciamento (administração), conectividade (conexão), complementaridade (complemento, complementaridade), veicular (divulgar, difundir, disseminar), visualizar (viver), vivenciar (viver), checar (verificar, confirmar, analisar, investigar, averiguar, apurar), checagem (verificação, confirmação, análise, investigação, averiguação, apuração), acessar (ter acesso), deletar (excluir, suprimir, eliminar), criminalizar (incriminar, culpar, acusar, inculpar, atribuir, delatar, denunciar, condenar, indiciar), criminalização (incriminação, culpa, acusação, inculpação, atribuição, delação, denúncia, condenação, indício), descriminalizar (descriminar, absolver, isentar), descriminalização (descriminação, absolvição, isenção)

Estrangeirismo: a palavra de outros idiomas é introduzida na língua portuguesa, e também é adaptada à pronúncia e às regras ortográficas da língua pátria. Exemplos: fast-food, lingerie, videogame, pedigree, Réveillon, shopping, show, videogame, tournée (turnê), whisky (uísque), abat-jour (abajur), baton (batom), bouquet (buquê), stress (estresse), football (futebol), picnic (piquenique)

Hibridismo: a palavra é formada por elementos de diferentes origens. Exemplo: Sociologia (latim e grego), automóvel (grego e latim), burocracia (francês e grego). 

Estrutura das Palavras - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender o que é radicalvogal temáticatema e afixos.

Observação: É importante que você leia todos os exemplos porque eles foram criados de modo a evitar confusões e dúvidas futuras.

Hoje nós vamos começar a estudar a estrutura das palavras, ou seja: vamos entender como as palavras são formadas e criadas. As palavras são formadas por letras e as letras formam sílabas. Porém, as letras também formam outras estruturas chamadas de morfemas. Vamos, então, estudar os morfemas. 

Radicaltambém chamado de lexema, semantema ou morfema lexical, é a parte da palavra que guarda o significado original da palavra. 

Exemplo 1: Nas palavras FERRO, FERREIRO e FERRUGEM, o termo FERR guarda o significado original das palavras. Portanto, FERR é o radical.

Exemplo 2: O radical de LINDA é LIND, assim como em LINDÍSSIMA e LINDO. Todas essas palavras estão associadas ao significado do radical LIND.

Exemplo 3: Na palavra PEDRA, o radical é PEDR (é o termo que guarda o significado da palavra). Outras palavras que tenham esse radical também estarão associadas a esse significado: PEDRADA, PEDREIRA. Porém, o radical pode sofrer pequenas variações de uma palavra para outra. É o caso de PETRIFICAR (o radical mudou de PEDR para PETR).

Vogal temáticaela aparece logo depois do radical desde que a palavra não seja atemática, ou seja: desde que não seja oxítona ou termine com consoante. Ela pode ser verbal ou nominal. Será verbal se a palavra for um verbo e será nominal se a palavra for um nome (ou seja: se não for verbo).

Exemplo 1Na palavra FERRO, o radical é FERR e a vogal temática é O, que aparece logo depois do radical. Como “ferro” é um nome (não é verbo), então a vogal temática é nominal.

Exemplo 2: Na palavra FERREIRO, o radical é FERR e a vogal temática é E (aparece logo depois do radical). Como “ferreiro” é um nome (não é verbo), então a vogal temática é nominal.

Exemplo 3: Na palavra CAFEZAL, o radical é CAFE e a vogal temática é A.

Exemplo 4: Na palavra CAFÉ, o radical é CAFE e como a palavra é oxítona (a última sílaba é tônica) ela não tem vogal temática (só tem radical). Portanto, como CAFÉ não tem vogal temática, CAFÉ é uma palavra atemática.
Exemplo 5: A palavra BÔNUS termina em consoante, portanto é uma palavra atemática (não tem vogal temática). Outros exemplos: lápis, fêmur.

Exemplo 6: Na palavra CANTAR, o radical é CANT e a vogal temática é A (aparece logo depois do radical). Como “cantar” é um verbo, a vogal temática é verbal.

Observação: A vogal temática verbal indica a conjugação do verbo, ou seja: se o verbo é de primeira conjugação (termina em AR e a vogal temática é o A), segunda conjugação (termina em ER e a vogal temática é o E) ou de terceira conjugação (termina em IR e a vogal temática é o I).

Exemplo: Em “eles CANTARAM”, o radical do verbo é CANT e a vogal temática é A. Essa vogal temática indica que o verbo (CANTARAM) é uma conjugação de um verbo (CANTAR) que pertence à primeira conjugação (CANTAR – termina em AR).

Agora que você entendeu o que é radical e vogal temática, vai ser muito simples entender o que é tema.

Tema: é simplesmente a união do radical com a vogal temática.

Exemplo: O tema de FERREIRO é FERRE (FERR + E = radical + vogal temática).

Afixos: são elementos que se juntam ao radical e eles podem ser de dois tipos: prefixos (aparecem antes do radical) e sufixos (aparecem depois do radical).

Exemplo 1: Na palavra BISNETO, o radical é NET e o prefixo é BIS (porque aparece antes do radical). 
Exemplo 2: Na palavra BELEZA, o radical é BEL e o sufixo é EZA. (porque aparece depois do radical).

Seu objetivo: entender o que é desinência nominal e saber diferenciá-la da vogal temática.

No artigo anterior você aprendeu o que é radicalvogal temáticatema e afixos (ver artigo anterior). Agora nós vamos continuar o nosso estudo e vamos começar a falar das desinências.

Desinências: podem ser nominais (presentes nos nomes, ou seja: nas palavras que não são verbos) ou podem ser verbais (presentes nos verbos). Hoje nós vamos falar sobre as desinências nominais.

Desinência Nominal de Gênero: é o elemento que indicam o gênero (masculino ou feminino) das palavras. Portanto, essa desinência só existe para indicar quando a palavra é feminina ou masculina. Logo, se a palavra não tiver variações de gênero (se não tiver uma versão feminina ou uma versão masculina) então essa palavra não terá desinência nominal de gênero. Tome cuidado para não confundir essa desinência com vogal temática.

Exemplo 1: Na palavra MENINA, a letra A é uma desinência nominal de gênero que indica que a palavra MENINA é feminina.

Exemplo 2: Na palavra MENINO, a letra O é uma desinência nominal de gênero que indica que a palavra MENINO é do gênero masculino.

Exemplo 3: Na palavra MESA, a letra A não é desinência nominal, já que a palavra MESA não tem a sua versão masculina (não existe “MESO”). A vogal A é apenas uma vogal que se junta ao radical MES. Portanto, a vogal A é uma vogal temática (como visto no artigo anterior).

Em cama, não existe camo, escola, não existe escolo, tribo, não existe triba, carro, não existe carra, a vogal temática, a palavra é apenas o radical.
Não confunda desinência com sufixo, os sufixos alteram o sentido dos radicais indicando sua categoria gramatical. Desinências não alteram o sentido dos radicais, apenas indicam flexões de gênero, número, modo, tempo e pessoa.

Morfemas são elementos linguísticos que, isolados, não possuem nenhum valor, servindo apenas para relacionar radicais na oração, para definir a categoria gramatical etc.

Grau é flexão ou derivação? Derivação, pois o elemento que o forma não é desinência, mas sim sufixo. Lojão e lojinha são novas palavras criadas a partir de loja. Netão, netinho, netona e netinha são novas palavras criadas a partir de neto e neta.

 Ministra, ministros e ministras, são formas de uma mesma palavra, ministro. As flexões são obrigatórias, mas os afixos não são uma obrigatoriedade, mas sim uma opção semântica ou estilística. Em ex-ministro, o uso do prefixo ex- é opcional, em reuniãozinha (e seu plural: reuniõezinhas), o uso do sufixo zinh(a)- é opcional. Reuniões é forma de uma mesma palavra, reunião.

As flexões de voz (ativa, passiva, reflexiva e recíproca) são indicadas por outros processos, e não por desinências nem por sufixos.
As flexões quanto ao aspecto (pontual / momentâneo, durativo / cursivo / progressivo, permansivo, incoativo / inceptivo, conclusivo / cessativo, iterativo / frequentativo, resultativo / consecutivo e iminencial) são indicadas por processos sintáticos, e não morfológicos.

Desinência X Vogal Temática: como visto no Exemplo 3 no tópico anterior, palavras que possuem um único gênero (isto é: só podem ser femininas ou só podem ser masculinas) não terão desinência nominal de gênero (elas podem ter vogal temática).

Exemplo 1: A palavra POEIRA não tem desinência nominal de gênero porque não existe “POEIRO”. Essa palavra possui um radical (POEIR) e uma vogal temática (A). 

Exemplo 2: A palavra PATO tem desinência nominal do gênero masculino (O) e a palavra PATA tem desinência nominal do gênero feminino (A). O radical é PAT.

Desinência Nominal de Número: é o elemento que indica o número da palavra, ou seja: indica se a palavra está no singular ou no plural.

Exemplo 1: Na palavra MENINOS, a letra S indica que a palavra está no plural. Portanto, a letra S é uma desinência nominal de número.

Exemplo 2: Na palavra MARES, a letra S é uma desinência nominal de número (que indica que a palavra está no plural). Observe que a letra E é uma vogal temática.

Observação: da mesma forma que existem palavras que não têm desinência nominal de gênero por não variarem quanto ao gênero (masculino e feminino), existem palavras que não têm desinência nominal de número por não variarem quanto ao número (só existirem no singular ou no plural). Exemplo: lápis, ônibus, vírus, pires. Nessas palavras, o “s” não está indicando o plural das palavras e, por isso, não pode ser desinência nominal de número.

Seu objetivo: saber identificar a desinência verbal e revisar os verbos.

Desinência Verbal: é o elemento que indica o número, a pessoa, o tempo e o modo da conjugação do verbo. Portanto, para entender esse assunto, você precisa saber os conceitos básicos de conjugação verbal.
A desinência verbal pode ser de dois tipos: número-pessoal (indica o número e a pessoa do verbo conjugado) e modo-temporal (indica o modo e o tempo do verbo conjugado).

Revisão de Verbos: número e pessoa (pule esse tópico se considerá-lo desnecessário)

Os verbos são conjugados de acordo com as pessoas do discurso. “Eu” é a primeira pessoa, “tu” é a segunda pessoa e “ele” é a terceira pessoa. Essas pessoas podem estar no singular (eu, tu, ele) ou então no plural (nós, vós, eles). Portanto, temos: primeira pessoa do singular (eu), primeira pessoa do plural (nós), segunda pessoa do singular (tu), segunda pessoa do plural (vós), terceira pessoa do singular (ele), terceira pessoa do plural (eles). 

Desinência Verbal Número-Pessoal: como foi dito antes, essa desinência indica somente o número (singular ou plural) e a pessoa (eu, tu ou ele) da conjugação de algum verbo. Ela não indica qual é o modo nem o tempo (pode ser futuro, presente ou pretérito).

Exemplo: A letra “o” ao final dos verbos indica que o verbo está conjugado na primeira pessoa do singular (eu): eu canto, eu parto, eu viajo, eu compro, eu vendo, etc. Portanto, essa letra “o” é uma desinência verbal número-pessoal (indica o número e a pessoa).
A letra “s” ao final dos verbos indica que o verbo está conjugado na segunda pessoa do singular (tu): tu cantas, tu partes, tu viajas, tu compras, tu vendes, etc. Nesses casos, a letra “s” é uma desinência verbal número-pessoal.
A desinência “mos” indica a conjugação na primeira pessoa do plural (nós): nós cantamos, nós partimos, nós viajamos, etc. A desinência “is” indica a conjugação na segunda pessoa do plural (vós): vós cantais, vós partis, vós viajais, etc. A desinência “m” indica a conjugação na terceira pessoa do plural (eles): eles cantam, eles vendem, etc.

Observação: a desinência número-pessoal não indica o tempo nem o modo que o verbo está conjugado.

Exemplo: vimos que a desinência “m” indica que o verbo está sendo conjugado na terceira pessoa do plural (eles cantam, eles viajam). Isso pode acontecer no tempo presente do modo indicativo (eles cantam) ou no futuro do pretérito do modo subjuntivo (eles cantariam). Ou seja: o “m” não indica o tempo nem o modo: só indica que o verbo está sendo conjugado por “eles”, indicando, assim, o número e a pessoa (terceira pessoa do plural).


Revisão de Verbos: Tempo e Modo (pule esse tópico se considerá-lo desnecessário)

Os verbos, além do número (singular ou plural) e da pessoa (eu, tu, ele), também podem variar quanto ao tempo ou quanto ao modo. O tempo pode determinar uma ação no futuro (cantarei), no presente (canto) ou no passado (cantei), sendo que o passado é chamado de “pretérito”. Já o modo indica o modo em que a ação verbal está sendo executada: pode ser uma ordem ou um pedido no modo imperativo (canta tu), pode ser uma dúvida (se eu cantar) ou então uma afirmação (eu canto).

Desinência Verbal Modo-Temporal: é a desinência verbal que indica o modo e o tempo da conjugação do verbo.

Exemplo1: o verbo CANTAVA está conjugado no pretérito imperfeito do modo indicativo e sabemos disso por causa do VA (desinência que existe nos verbos conjugados no pretérito imperfeito do modo indicativo). Portanto, o VA é uma desinência verbal que indica que o verbo CANTAR está conjugado no modo indicativo do pretérito imperfeito (CANTAVA). Entretanto, não é possível saber o número e a pessoa: “ele cantava” ou “eu cantava”?

Exemplo 2“Se eu cantar” ou “se ele chegar: o “r” não indica o número e a pessoa (“eu” ou “ele”?), mas ele indica a conjugação do verbo no futuro do subjuntivo. Portanto, é uma desinência verbal modo-temporal.

Vogais e Consoantes de Ligação: são elementos que apenas ligam os morfemas entre si, para facilitar a pronúncia da palavra. 

Exemplo: gasômetro, pontiagudo, cafezinho.

Alguns gramáticos consideram essas denominações inadequadas, pois muitas vezes há vogal e consoante juntas, como em diversificar, planificar, fortalecer, prateleira, ratazana e colheitadeira, preferindo a denominação interfixos, como Luiz Antônio Sacconi. A NGB, assim como os concursos, prefere a visão tradicional.

Os interfixos não são infixos, visto que os conceitos são diferentes. O interfixo é um elemento de ligação que se antepõe ao sufixo, e o infixo se intercala no radical.

Em hemorragia, frutífero, criminologia, voltímetro, camoniano, parisiense, a vogal elimina encontros vocálicos e consonantais desagradáveis ao ouvido, por razões eufônicas.
Em simultaneidade, instantaneidade, heterogeneidade, obrigatoriedade, hereditariedade, transitoriedade, solidariedade, seriedade, variedade e contrariedade, a vogal elimina a ligação desagradável do radical com o sufixo.

Em motorneiro, padeiro, sonolento, sabichão, paulada, cafezal, friorento, chaleira e pezinho, a consoante elimina encontros vocálicos desagradáveis ao ouvido, por eufonia.

Orações Subordinadas Reduzidas - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender como as orações subordinadas podem ser reduzidas.
Observação: para entender esse assunto, você precisa saber as formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio e particípio). Relembre aqui.

As orações subordinadas são introduzidas na oração principal por meio de um elemento conector que as ligam à oração principal. Porém, as orações subordinadas podem aparecer sem esse conector. Veja o exemplo abaixo:

Exemplo: “É fundamental que você fale a verdade”. A oração subordinada começa com o conector “que”.  Você pode tirar o “que” e reduzir o tamanho da oração escrevendo o seguinte: “é fundamental você falar a verdade”. Veja que o verbo se transformou (“fale” se transformou em “falar”, indo para a forma infinitiva). Sempre que você tirar o elemento conector, o verbo se transformará no infinitivo, no gerúndio ou no particípio (formas nominais).

Oração Subordinada Reduzida: ocorre quando retiramos o elemento conector da oração e mudamos o verbo da oração subordinada para uma das três formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio). Então, a nova oração será chamada conforme a forma nominal do novo verbo (reduzida de infinitivoreduzida de gerúndio ou reduzida de particípio).

Exemplo 1: “Os estudantes que vieram de Manaus gostaram de Porto Alegre”. A oração “que vieram de Manaus” é uma oração subordinada adjetiva restritiva. Você pode reescrevê-la da seguinte maneira: “os estudantes vindos de Manaus gostaram de Porto Alegre”. Agora, a oração subordinada se transformou numa oração subordinada adjetiva restritiva reduzida de particípio, já que o verbo (vieram) se flexionou no particípio (vindos), permitindo a saída da conjunção “que” e reduzindo, assim, o tamanho da oração. 

Exemplo 2: “Quando a aposentadoria chegar, ele vai viajar para Acapulco”. A oração subordinada é do tipo adverbial temporal. Podemos reduzi-la da seguinte maneira: “Chegando a aposentadoria, ele vai viajar para Acapulco”. Como o verbo “chegar” se transformou em “chegando” (gerúndio), então a oração “chegando a aposentadoria” é uma oração subordinada adverbial temporal reduzida de gerúndio.

Exemplo 3: “É importante que você leia este livro”. A oração subordinada substantiva subjetiva pode se reduzir do seguinte modo: “é importante ler este livro”. Como o verbo mudou de “leia” para “ler” (que está no modo infinitivo), então a nova oração será classificada como oração subordinada subjetiva reduzida de infinitivo.

As orações reduzidas de infinitivo podem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais.
As orações reduzidas de gerúndio podem ser adjetivas, adverbiais, substantivas apositivas ou coordenadas aditivas.
As orações reduzidas de particípio podem ser adjetivas ou adverbiais.

Em algumas orações reduzidas adverbiais, somente o contexto aponta para a classificação adequada:

Visitando as praças, você se encantará com o colorido das flores.
Temporal ou condicional?

Sentindo-se ameaçado, o homem se pôs a correr.
Temporal ou causal?

Orações reduzidas de infinitivo:

São sempre adverbiais e substantivas, raramente adjetivas.

Os adversários o acusaram de fazer coisas erradas. (substantiva objetiva indireta = Os adversários o acusaram de que façam coisas erradas)
João não é homem de meter os pés pelas mãos. (adjetiva restritiva = João não é homem que mete os pés pelas mãos)
Ela estuda para fazer um concurso. (adverbial final = Ela estuda a fim de que faça um concurso)

Orações reduzidas de gerúndio:

São quase sempre adverbiais, raramente adjetivas, substantivas ou coordenadas aditivas.

Mesmo não tendo condições, comprou um terno. (adverbial concessiva = Embora não tenha condições, comprou um terno)
Criança pedindo esmola dói o coração. (adjetiva restritiva = Criança que pede esmola dói o coração)
O melhor caminho para chegar ao coração é este: cantando liras. (substantiva apositiva = O melhor caminho para chegar ao coração é este: que se cantem liras)
O poeta residiu em Ilhéus, dedicando-se à literatura. (coordenada aditiva = O poeta residiu em Ilhéus, e se dedicou à literatura)

Orações reduzidas de particípio:

São sempre adverbiais ou adjetivas, nunca substantivas.

Nosso planeta, ameaçado constantemente, ainda resiste. (adjetiva explicativa = Nosso planeta, que é ameaçado constantemente, ainda resiste)
Aceitas as condições, não haveria problemas. (adverbial condicional = Caso se aceitem as condições, não haveria problemas)

Dica:

2 primeiros nomes - oração subordinada ou coordenada aditiva
2 últimos nomes - reduzida de ... (infinitivo - mais comum, gerúndio ou particípio)

Após os 4 primeiros, a denominação restante só se atribui posteriormente, após se encontrar a conjunção, locução conjuntiva ou pronome relativo. Após a localização do conectivo oculto, parte-se para a nomenclatura final.

Também chamada de oração explícita, a oração desenvolvida é iniciada por conjunções subordinativas, locuções conjuntivas ou pronomes relativos e o verbo se encontra flexionado em qualquer tempo do modo indicativo, subjuntivo ou imperativo.

Também chamada de oração implícita, a oração reduzida não é iniciada por nenhum conectivo, mas pode vir precedida de preposição ou locução prepositiva, é o verbo se encontra em uma das três formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

As orações reduzidas adverbiais são mais frequentes nos concursos.

Orações Subordinadas Adverbiais - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender os tipos de orações subordinadas adverbiais.

Orações Subordinadas Adverbiais: são aquelas que funcionam como adjunto adverbial da oração principal.

Exemplo: “Eu fui ao cinema ontem”. A palavra “ontem” é um adjunto adverbial temporal. Se no lugar de “ontem” eu puser uma oração, então essa nova oração será classificada como oração subordinada adverbial. Poderia ser: “eu fui ao cinema quando anoiteceu”.

As orações subordinadas adverbiais são classificadas conforme as circunstâncias que elas expressam: tempo, espaço, comparação, causa, consequência, etc. Elas recebem o nome de acordo com o tipo de circunstância expressa. As conjunções e locuções conjuntivas em negrito são as principais.

Temporal: expressa ideia de tempo, momento, temporalidade, relação cronológica.
Exemplo: “João comprou um iate assim que ele ficou rico”.
Conjunções típicasquando, enquanto, depois que, antes que, logo que, assim que, sempre que, até que, desde que, mal.

Causal: expressa a causa de algum fato, causalidade, motivo, razão.
Exemplo: “Como o sol está forte, você deve levar protetor”.
Conjunções típicasporque, já que, visto que, uma vez que, como, porquanto, na medida em que.

Concessiva: expressa concessão, contraste, licença, consentimento, permissão, quebra de expectativa, um fato que não altera outro fato apesar de ter potencial para alterá-lo.
Exemplo: “Mesmo que o chefe apareça no escritório, João vai continuar dormindo no trabalho”
Conjunções típicas: embora, conquanto, mesmo que, ainda que, se bem que, apesar de que, por mais/menos que, por muito/pouco que, por melhor/pior que, nem que.

Conformativa: expressa a ideia de conformidade, consonância, igualdade, semelhança, concordância, regra, caminho, modelo, de agir de acordo ou agir conforme.
Exemplo: Falei conforme me mandaram falar.
Conjunções típicasconforme, segundo, consoante, de acordo com, como.

Condicional: expressa condição, condicionalidade, pré-requisito, hipótese, algo supostamente esperado.
Exemplo: “Eu só vou embora se o chefe me mandar sair”.
Conjunções típicasse, caso, desde que, contanto que, exceto se, salvo se, a menos que, a não ser que, sem que, uma vez que (com o verbo no subjuntivo).

Consecutiva: expressa uma consequência, resultado, produto.
Exemplo: “Gritou tanto que ficou rouco.
Conjunções típicasque (precedida de tal, tão, tanto, tamanho), de forma que, de modo que, de sorte que, de maneira que, sem que, que (equivalendo a sem que).

Proporcional: expressa proporção, proporcionalidade, simultaneidade, concomitância.
Exemplo: “Quanto mais você trabalha aqui, mais você ganha dinheiro”.
Conjunções típicasà medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais...mais, quanto menos...menos.

Final: expressa finalidade, objetivo, intenção, intuito.
Exemplo: “Abriu a porta para que Antônio pudesse entrar”.
Conjunções típicas: para que, a fim de que, que, porque (= para que).

Comparativa: estabelece uma comparação, analogia, paralelo, associação, igualdade, superioridade, inferioridade.
Exemplo: “Ele é mais rico do que eu”.
Conjunções típicascomo, assim como, mais... (do) que, menos... (do) que, tão... quanto/como, tanto... quanto/como, bem como, tal qual.

Embora a NGB só registre esses nove tipos de oração adverbial, existem outros dois tipos, registrados em várias gramáticas:

Modal: expressa o modo relacionado à oração principal
Exemplo: “O funcionário saiu sem ser visto”.
Conjunção típica: sem que

Locativaexpressa ideia de lugar. Iniciada por advérbio
Exemplo: “Eu estou onde você me deixou”.
Conjunções típicas: onde

Orações Subordinadas Adjetivas - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender os tipos de orações subordinadas adjetivas.

Orações Subordinadas Adjetivas: são aquelas que funcionam como adjunto adnominal da oração principal.

Exemplo: “A manteiga sobre a mesa está vencida”. A expressão “sobre a mesa” é um adjunto adnominal, ou seja: é um termo acessório. Se você retirá-lo da oração, você continuará entendendo a mensagem principal: “a manteiga está vencida”. Agora, se eu trocar “sobre a mesa” por uma oração qualquer, então essa oração será uma oração subordinada adjetiva, já que ela passará a funcionar como adjunto adnominal. Ela poderia ser: “a manteiga que você está comendo agora está vencida”. A oração “que você está comendo agora” está funcionando como um adjunto adnominal da oração principal.  Logo, “que você está comendo agora” é uma oração subordinada adjetiva.

As orações subordinadas adjetivas podem ser classificadas como restritivas ou explicativas.

OSA Restritiva: é aquela que delimita, restringe e particulariza o sentido e, portanto, não vem separada por vírgula e por nenhum outro sinal de pontuação (ela se liga diretamente à oração principal). 

Exemplo 1: “Estudei numa escola de muros azuis”. A expressão “de muros azuis” é um adjunto adnominal. Se eu usar uma oração no lugar da expressão “de muros azuis”, então essa oração será do tipo subordinada adjetiva, como por exemplo: “estudei numa escola que tinha muros azuis”. Como a oração restringe o sentido da escola (ou seja: eu não estudei em qualquer escola, eu estudei especificamente na escola que tinha muros azuis), essa oração será subordinada adjetiva restritiva.

Exemplo 2: “O cachorro comeu o trabalho que João fez”. A expressão “que João fez” funciona como um adjunto adnominal e restringe o sentido da oração principal: o cachorro comeu especificamente o trabalho que o João fez; não foi qualquer outro trabalho. Então, a oração “que João fez” é uma oração subordinada adjetiva restritiva.

Exemplo 3: “A caneta que você me vendeu está sem tinta, seu desgraçado”. A expressão “que você me vendeu” é uma oração subordinada adjetiva restritiva (seguindo a explicação dos exemplos anteriores).

OSA Explicativa: é aquela que generaliza e universaliza o sentido e, por isso, vem separada por vírgula (ou parênteses, ou travessão).

Exemplo: “O cachorro, que é considerado o melhor amigo do homem, mordeu de novo o pé de Jarbas”. A expressão “que é considerado o melhor amigo do homem” explica o termo anterior (“cachorro”), funcionando como adjunto adnominal. Portanto, essa oração é uma oração subordinada adjetiva explicativa, já que todo cachorro, sem exceção, é considerado o melhor amigo do homem. Veja que, por isso, a oração aparece entre vírgulas.

Importante: o principal aspecto na questão da classificação das orações subordinadas adjetivas é interpretar o impacto da ausência ou da presença de pontuação no sentido da oração. Se a oração substantiva adjetiva não for pontuada, então ela será explicativa. Caso contrário, ela será restritiva.

Exemplo 1: “Os alunos que fizeram bagunça na aula foram reprovados”. A oração não está destacada por vírgulas ou por outro tipo de pontuação. Então ela é uma oração subordinada adjetiva restritiva. Isso significa dizer que ela restringe o sentido da oração principal, ou seja: estou dizendo que quem foi reprovado foram os alunos que fizeram bagunça.

Exemplo 2: “Os alunos, que fizeram bagunça na aula, foram reprovados”. Agora, com o uso da vírgula, a oração é classificada como subordinada adjetiva explicativa. Isso quer dizer que todos os alunos fizeram bagunça e que todos, sem exceção, foram reprovados.

Exemplo 3: “Os candidatos que foram aprovados serão entrevistados”. A oração substantiva adjetiva é restritiva (não usa vírgula), portanto entendemos que somente os candidatos aprovados serão entrevistados.

Exemplo 4: “Os candidatos, que foram aprovados, serão entrevistados”. A oração substantiva adjetiva é explicativa (usa vírgula), portanto entendemos que todos os candidatos foram aprovados e todos, sem exceção, serão entrevistados.

Você se pergunta: existe uma restritiva entre vírgulas no final da oração? Sim, mas quando a oração é de longa extensão e quando o verbo da oração principal está lado a lado, contíguo.

Orações Subordinadas Substantivas - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender os tipos de orações subordinadas substantivas.

Orações Subordinadas Substantivas (OSS): são aquelas que funcionam como sujeito, objeto, complemento nominal, predicativo ou aposto da oração principal. Elas recebem o nome de acordo com uma dessas funções sintáticas.

OSS Subjetiva: é aquela que funciona como sujeito da oração principal.

Exemplo: Na oração “Jarbas fará a prova de novo”, o sujeito é “Jarbas”. Se eu trocá-lo por uma oração (acrescentar mais um verbo), então a nova oração será o sujeito da primeira oração. Veja: “Quem tirou nota ruim no primeiro bimestre fará a prova de novo”. A oração “quem tirou nota ruim no primeiro bimestre” está funcionando como o sujeito da oração “fará a prova de novo” (o novo verbo é “tirou”). Então, a oração “quem tirou nota ruim no primeiro bimestre” é uma oração subordinada substantiva subjetiva.

Outro ExemploÉ necessário que você compre um presente para a sua sogra. A oração sublinhada está funcionando como o sujeito da oração principal (“isso é necessário”).

OSS Objetiva Direta: é aquela que funciona como objeto direto da oração principal.

Exemplo: “Eu estou vendo o cachorro perto do meu pé”. A expressão “o cachorro” é um objeto direto. Se no lugar dele nós tivermos uma oração, então essa oração será uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Veja: “eu estou vendo que o cachorro está mordendo o meu sapato”.

OSS Objetiva Indireta: é aquela que funciona como objeto indireto da oração principal.

Exemplo: “Eu preciso que você me ajude”. A oração “que você me ajude” está funcionando como objeto indireto da oração principal. Portanto, “que você me ajude” é uma oração subordinada substantiva objetiva indireta.  

OSS Completiva Nominal: é aquela que funciona como complemento nominal de um substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio da oração principal.

Exemplo: “Ele tem medo que a sogra descubra o seu segredo”. A expressão “que a sogra descubra o seu segredo” é um complemento nominal (completa o sentido do substantivo “medo”). Logo, é uma oração subordinada substantiva completiva nominal.

Estou esperançoso de que consiga uma vaga. = complemento do adjetivo
Torço favoravelmente a que consiga uma vaga. = complemento do advérbio

OSS Predicativa: é aquela que funciona como o predicativo do sujeito da oração principal.

Exemplo: “A regra do jogo é que você não pode me vencer”. A expressão “que você não pode me vencer” está funcionando como predicativo (observe o verbo de ligação). Então, essa oração é uma oração subordinada substantiva predicativa.

OSS Apositiva: é aquela que funciona como aposto da oração principal. Frequentemente é precedida por dois-pontos e eventualmente, pode vir entre vírgulas ou travessões.

Exemplo: “Só sei de uma coisa: que o Flamengo vai ganhar do Fluminense”.  A expressão que aparece depois dos dois-pontos está funcionando como aposto e é uma oração. Logo, a expressão “que o Flamengo vai ganhar do Fluminense”, além de ser uma grande verdade, é uma oração subordinada substantiva apositiva.

Existe oração subordinada substantiva com função de agente da passiva? Sim, mas a NGB não a reconhece, é formada pela preposição de ou por + pronome indefinido.

Orações Subordinadas - Gramática Online

Seu objetivo: entender o conceito de oração coordenada e sua classificação.

Oração Subordinada: é aquela que funciona como termo sintático de outra oração (que é chamada de principal). Sendo assim, ela é classificada de acordo com a função sintática que ela desempenha na oração principal.

Observação: você só vai conseguir entender esse assunto se você entendeu os assuntos do Módulo I. Afinal, a classificação das orações subordinadas funciona de acordo com os assuntos do Módulo I.

Exemplo 1: Na oração “eu necessito de sua ajuda”, o termo “de sua ajuda” é o objeto indireto da oração. Agora, se eu transformar esse objeto indireto numa outra oração, essa nova oração estará funcionando como o objeto indireto da primeira oração. Veja: “eu necessito que você me ajude”. Agora, com dois verbos, nós temos duas orações: “eu necessito” (o verbo é “necessito”) e “que você me ajude” (o verbo é “me ajude”, verbo pronominal). A segunda oração (que você me ajude) funciona como o objeto indireto da primeira (eu necessito). Logo, a primeira oração (eu necessito) é chamada de oração principal e a segunda oração (que você me ajude) é a oração subordinada.



Exemplo 2: Na oração “Roberto foi trabalhar pela manhã”, a expressão “pela manhã” é um adjunto adverbial temporal. Se eu trocar esse adjunto adverbial por uma oração, então essa nova oração estará subordinada à primeira oração. Veja: “Roberto foi trabalhar quando o dia nasceu”. A oração “quando o dia nasceu” está funcionando como adjunto adverbial temporal da oração “Roberto foi trabalhar”. Então a segunda oração (quando o dia nasceu) está subordinada à oração principal (Roberto foi trabalhar).

Classificação das Orações Subordinadas: as orações subordinadas se classificam de acordo com as funções que eles desempenham na oração principal.

Orações Subordinadas Substantivas: são aquelas que completam o sentido dos outros termos da função principal, funcionando como substantivos. Podem fazer o papel do sujeito, dos objetos direto e indireto, do complemento nominal, do predicativo, do aposto ou do agente da passiva de uma oração principal.

Orações Subordinadas Adjetivas: são aquelas que funcionam como adjuntos adnominais da oração principal.

Orações Subordinadas Adverbiais: são aquelas que funcionam como adjuntos adverbiais da oração principal.

Classificação das Orações Coordenadas Sindéticas - Nova Gramática Online

Seu objetivo: entender os tipos de orações coordenadas sindéticas.

No artigo anterior, você viu que a oração coordenada sindética é aquela que se conecta a outra oração por meio de um elemento de conexão. Vamos ver, agora, a sua classificação:

OCS Aditiva: o elemento de conexão expressa acréscimo. 
Exemplo: “Corrigiu as provas e foi dormir”. Nessa oração, o elemento de conexão “e” faz a segunda oração se acrescentar à primeira, do tipo “corrigir + dormir”. 
Exemplos de conectores aditivos: e, nem, tampouco, mas também, como também, mas ainda, senão também (depois de não só), além disso, ademais, outrossim, mais (em linguagem matemática ou como regionalismo).

OCS Explicativa: o elemento de conexão expressa explicação. 
Exemplo: “João caiu no chão porque ele se desequilibrou”. O conectivo “porque” faz a segunda oração explicar a primeira. 
Exemplos de conectores explicativospois, tendo em vista que, já que, visto que, pelo fato de, que, porquanto.

Antes que você pergunte: as duas orações continuam sendo coordenadas, ou seja: independentes. A primeira diz que João caiu e a segunda diz que João tropeçou. Essas duas orações podem ser entendidas separadamente.

OCS Adversativa: o elemento de conexão expressa uma oposição entre ideias. 
Exemplo: “Frederico lavou o carro, mas o carro continuou sujo”.
Exemplos de conectores adversativosporém, entretanto, no entanto, contudo, todavia, não obstante, senão (= mas sim). 

Observação: um mesmo elemento conector pode expressar mais de uma circunstância. Exemplo: “Rafaela não só escreveu o trabalho, como também organizou a apresentação”. O conector “mas”, nesse período, não está ligando ideias opostas, mas sim está fazendo um acréscimo de ações do tipo “escreveu o trabalho + organizou a apresentação”. Portanto, nesse caso, a conjunção “mas” é um conector aditivo. Sendo assim, sempre fique atento ao sentido que os conectores dão às orações.

OCS Conclusiva: o elemento de conexão expressa conclusão. 
Exemplo: “Eu estudei muito, então eu devo tirar uma boa nota na prova”.  
Exemplos de conectores conclusivoslogo, portanto, assim, por isso, por conseguinte, pois (após o verbo).

OCS Alternativa: os elementos conectores expressam alternância ou opção de escolha. 
Exemplo 1 (alternância): “Ora você grita, ora você se cala”. 
Exemplo 2 (opção de escolha): “Eu assisto ao filme, ou eu assisto ao jornal”. 
Exemplos de conectores alternativosora... oraquer... querou, ou... ou, já... já, seja... seja, talvez... talvez

Apenas a conjunção ou pode ser usada isoladamente, fazendo com que a primeira oração seja assindética, as demais são usadas aos pares, fazendo com que as duas orações sejam sindéticas.