25 de agosto de 2019

Intertextualidade, paráfrase & paródia

Vamos hoje abordar três conceitos importantes que irão ajudá-lo a compreender e interpretar melhor um texto. Ei-los abaixo. 
O prefixo inter significa posição intermediária ou relação recíproca, por exemplo: um transporte intermunicipal é um transporte entre municípios, um interlocutor é a relação de reciprocidade entre os que participam de uma conversa, um interfone é um sistema de comunicação interna que interliga unidades de um mesmo complexo, um telefonema interurbano é um telefonema entre cidades ou localidades, interdependência é a reciprocidade entre dois seres ou coisas ligados por dependência recíproca, um comércio internacional é um comércio entre nações, um campeonato interestadual é um campeonato entre estados, um intercâmbio é o relacionamento recíproco entre países, interativo é o que permite a interação com a fonte ou o emissor, uma interseção é o cruzamento entre duas linhas, uma intercessão é uma intervenção mútua. Uma das palavras mais usadas é internet, a rede mundial de computadores, que permite a comunicação virtual entre todos, com acesso a numerosas fontes de informação, envio de e-mails, serviços comerciais etc.
Intertextualidade acontece quando há uma referência explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode ocorrer com outras formas além do texto: música, pintura, filme, novela* etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra, ocorre a intertextualidade. Apresenta-se explicitamente quando o autor informa o objeto de sua citação. Num texto científico, por exemplo, o autor do texto citado é indicado; já na forma implícita, a indicação é oculta. Por isso é importante para o leitor o conhecimento de mundo, um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um diálogo entre os textos. A intertextualidade pode ocorrer afirmando ou contestando as ideias da obra citada. Há duas formas: a paráfrase e a paródia.
Novela é um gênero literário que consiste em uma narrativa breve, um gênero intermediário entre o conto e o romance. Quando é adaptada para a TV e dividida em episódios ou capítulos, passa a se chamar telenovela, podendo ser uma adaptação de romances ou novelas. 
Paráfrase
Na paráfrase, as palavras são mudadas, porém a ideia do texto é confirmada pelo novo texto. A alusão ocorre para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. Temos um exemplo citado por Affonso Romano Sant’Anna em seu livro “Paródia, paráfrase & Cia” (p. 23):
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paráfrase
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra…
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).
Esse texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito utilizado como exemplo de paráfrasee de paródia. O poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo conservando suas ideias. Não há mudança do sentido principal do texto, que é a saudade da terra natal.
Paródia
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso é objeto de interesse para os estudiosos da língua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente. Com esse processo, há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte, frequentemente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica e contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante. Com o mesmo texto utilizado anteriormente, teremos, agora, uma paródia.
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paródia
Minha terra tem palmares
onde gorjeia o mar
os passarinhos daqui
não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).
O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui a palavra palmeiras. Há um contexto histórico, social e racial nesse texto, Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi dizimado em 1695. Há uma inversão do sentido do texto primitivo, que foi substituído pela crítica à escravidão existente no Brasil.
Outro exemplo de paródia é a propaganda que faz referência à obra prima de Leonardo Da Vinci, Mona Lisa:

Hífen na prefixação

Você já deve ter sentido dificuldade de escrever certas palavras por causa da seguinte dúvida cruel: “É com hífen ou sem hífen?”. Se isso for verdade, não se preocupe. Você não foi o único!
Desde que o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrou em vigor (2009), o emprego do hífen sofreu alterações. Houve um período de adaptação a essas mudanças que, inicialmente, foi até 2012; porém foi estendido até 2015. A partir de então, estão valendo apenas as novas regras.
Neste artigo, eu quero apresentar a você – de forma resumida, prática, objetiva e simples – algumas dicas importantes sobre o uso desse sinal gráfico em palavras formadas por prefixação.
PrefixosUsa-se hífenNão se usa hífen
Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, intra, macro, mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, supra, tele, ultra…Quando a palavra seguinte começa com h ou com vogal igual à última do prefixo:autohipnose, autoobservação, anti-herói, antiimperialista, contraharmônico, contraargumento, microônibus, minihotel, eletroótica, anteestreia, antehipófise.a) Em todos os demais casos: autorretrato, autossustentável, autoanálise, autocontrole, antirracista, antissocial, antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma, ultrassom…(perceba que as letras R e S são duplicadas para manter a pronúncia forte).
b) Quando se usam os prefixos des- e in-, o some e o hífen não é empregado: desumano, inabitável, desonra, inábil.
c) Também com os prefixos co- e re-, some o h e o hífen não é empregado, mesmo com letras idênticas: coordenação, coordenador, coerdeiro, coabitar, reabilitar, reidratar, reeditar, reenviar, reeleição.
Cuidado! Restabelecer não tem duplo e, a forma reestabelecer surgiu pela generalização da forma ree- inicial de várias palavras
Hiper, inter, superQuando a palavra seguinte começa com h ou com rsuperhomem, interregional.Em todos os demais casos: hiperinflação, supersônico.
Sub, sob, ob, abQuando a palavra seguinte começa com b, h ou rsubbase, subreino, subhumano (ousubumano)Em todos os demais casos: subsecretário, subeditor.
Vice, ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, próSemprevice-rei, vice-presidente, além-mar,além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor,ex-hospedeiro, ex-prefeito, ex-presidente,pós-graduação, pré-história, pré-vestibular,pró-europeu, recém-casado, recém-nascido,sem-terra.
Pan, circum, malQuando a palavra seguinte começa com h, m, n ou vogaispan-americano, circum-hospitalar.Em todos os demais casos: pansexual, circuncisão.
Quero enfatizar o seguinte:
I – Com prefixos, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.
Exemplos: anti-higiênico, anti-histórico, macro-história, mini-hotel,proto-história, sobre-humano, super-homem, ultra-humano.
II– Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento.
Exemplos: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual, semiaberto, semianalfabeto, semiautomático, semiesférico, semiopaco, supraocular, ultraelevado.
III. – Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.
Exemplos: hiperrequintado, interracial, interregional, subbibliotecário, superracista, superreacionário, superresistente, superromântico.
IV– Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal.
Exemplos: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo.

Crase e generalização ou individualização

Estava eu a ler o jornal O Globo quando me deparei com a seguinte manchete: “Proibição a condução coercitiva é ‘manifestação contra investigações’, diz Barroso” (https://oglobo.globo.com/. Acesso em 18/06/2018). Imediatamente me veio à cabeça a possibilidade de discorrer sobre o assunto também. Mas calma aí! Antes que você me compreenda mal, permita-me esclarecer melhor minha intenção. Não pretendo aqui julgar o mérito da questão envolvendo o STF, o MPU, a PF e tantos outros personagens que vêm protagonizando essa longa história de corrupção que assola nosso país. Quero simplesmente esclarecer a você, prezado leitor, o porquê da ausência do emprego do acento grave indicativo de crase na transcrição da fala do ministro Barroso – que, aliás, causou muita polêmica e deixou algumas suspeitas no ar. Epa! Continuo me referindo aos aspectos gramaticais tão somente. Peço vênia se isso ainda não ficou claro.
O foco da questão tem a ver com o nome “proibição” (termo regente) e seu complemento: “a condução coercitiva” (termo regido). Algum defensor da crase poderia sustentar veementemente o emprego do acento grave alegando que, na tal estrutura, a preposição “a” exigida pelo termo regente se articula com o artigo definido “a” que acompanha o substantivo feminino “condução” (a + a = à). Os concurseiros de plantão diriam, de forma mais direta e “maceteada”, que bastaria substituir a palavra “condução” por qualquer uma de gênero masculino para ficar evidente a existência tanto da preposição quanto do artigo: “Proibição ao professor…”. Possivelmente, eles diriam ainda: “Se usamos ao(s) diante do masculino, devemos usar à(s) diante do feminino”.
Acontece que é interessante conhecer a fundo os “autos do processo” antes de emitir um julgamento acerca da matéria. O eminente gramático Domingos Paschal Cegalla, por exemplo, nos ensina que, “Se não houver a presença da preposição ou do artigo, não haverá crase e, consequentemente, não se acentuará o a ou as” (Novíssima gramática da língua portuguesa, pág. 276). Um pouco mais adiante, o autor reforça essa lição e diz: “O acento indicador de crase só tem cabimento diante de palavras femininas determinadas pelo artigo definido aou as e subordinadas a termos que exigem a preposição a” (pág. 276; destaques nossos). E, dando o caso por transitado em julgado, Cegalla fornece-nos, nas páginas 277 e 278 da sua obra, exemplos de casos em que substantivos femininos foram usados em sentido geral e indeterminado, portanto repelindo o emprego do artigo definido a(s) e, consequentemente, afastando a possibilidade de ocorrência da crase. Aqui, eu transcrevo apenas um deles: “‘Depois comprara um cone de papel com pipocas recendentes a gordura vegetal.’ (Érico Veríssimo)”.
Voltando, então, para a manchete do jornal, nota-se que o ministro Barroso empregou o termo “condução coercitiva” em sentido geral, indeterminado. Ou seja, ele não se referiu a uma condução coercitiva específica ou determinada, mas sim a uma condução coercitiva qualquer. Portanto tem razão o jornalista ao transcrever a fala de Sua Excelência sem empregar o acento grave indicativo de crase.
Vejamos agora como esse assunto já foi cobrado em prova.
(CESPE/FUB/MÉDICO/2011)
[…]
16 Informação. “Tudo o que eu aprendo está sujeito à imediata erosão”, afirma. Isso provoca o que o autor chama de “liquidez
[…]
Mao Barros e Victor Guy. A Internet e a menteIn:
Época Negócios, abr./2010, p. 82 (com adaptações).
O uso do sinal indicativo de crase em ‘à imediata erosão’ (L.16-17) é obrigatório.
Comentário:
Apesar de algumas controvérsias por parte de alguns candidatos à época do concurso, o gabarito oficial foi mantido. É que o nome “sujeito” rege preposição “a”, mas o seu complemento pode ser usado sem o artigo definido “a”, ou seja, sem a outra condição para que ocorra a crase. Em outras palavras, a expressão “imediata erosão” pode ser usada em sentido genérico, como de fato o foi. Compare com os exemplos abaixo:
– Ele está sujeito a (apenas preposição) multa. (Que tipo de multa?)
– Ele está sujeito à (a + a = preposição + artigo) multa prevista no regulamento. (Está claro que se trata de uma multa específica)
Tudo está sujeito a rigorosa análise. (Que rigorosa análise? O que ela come? Onde vive? Hoje, no Globo Repórter)
Tudo está sujeito à rigorosa análise. (Trata-se de uma rigorosa análise específica)
Devo ser submetido a tomografia. (Que tipo de tomografia?)
Devo ser submetido à tomografia. (Trata-se de uma tomografia específica)
Sempre faço doação a associação. (Qual associação? Hoje, no Câmera Record)
Sempre faço doação à associação. (Trata-se de uma associação específica)
O advogado fez menção a lei municipal. (Qual lei municipal?)
O advogado fez menção à lei municipal. (Trata-se de uma lei municipal específica)
– O exército dos invasores, semelhante a serpe monstruosa… (Alexandre Herculano, citado por Cegalla, pág. 278, em seu livro já mencionado neste artigo)
Resposta – Item errado.

Regência verbal

No artigo de hoje, eu trago para você considerações importantes sobre regência verbal. Comecemos nossa conversa trazendo à memória conceitos de transitividade verbal. Você se lembra disso? Não é nenhum “bicho de sete cabeças”! Quer ver?
Verbos cujos complementos (objetos diretos ou objetos indiretos) lhes integram os sentidos são classificados como transitivos. Estão divididos em:
a) transitivos diretos: seus complementos (objetos diretos) não são introduzidos obrigatoriamente por preposição;
Em (2), a preposição “A” é empregada simplesmente por motivo de ênfase, e não pela exigência da transitividade do verbo, pois se exigisse, o verbo seria transitivo indireto, e o complemento seria objeto indireto. Nesse caso, o complemento vem preposicionado; contudo funciona como objeto direto, conhecido como objeto direto preposicionado.
b) transitivos indiretos: seus complementos (objetos indiretos) são necessariamente introduzidos por uma preposição, exceto quando empregado um pronome oblíquo átono (me, te, se, nos, vos, lhe);
Há também verbos considerados de sentidos completos, por não exigirem complementos que lhes integrem os significados. São conhecidos como intransitivos. Podem ser usados com adjuntos adverbiais de afirmação, dúvida, intensidade, lugar, modo, tempo, negação, etc.
Todos esses verbos são considerados nocionais (possuem valor semântico, denotam acontecimento, fenômeno natural, desejo, atividade mental).
Existe ainda uma categoria de verbos que precisa ser mencionada aqui. É a dos verbos de ligação, também considerados não nocionais ou copulativos. Esses verbos, de significados indefinidos (ou predicações incompletas), unem (ligam, servem de “ponte”) o sujeito da oração a seu predicativo (função esta desempenhada por adjetivos, substantivos ou pronomes).
Verbos de ligação denotam situação permanente, situação transitória, mudança de situação.
(8) João é estudioso. (situação permanente)
(9) João está cansado. (situação transitória)
(10) João ficou alegre. (mudança de situação)
Estaria tudo muito bom se as coisas fossem tão certinhas assim, não é mesmo? O fato é que a classificação de um verbo em transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto, intransitivo ou de ligação depende muitas vezes das relações semântico-sintáticas entre os termos da oração.
(11) João anda cansado.
(12) João anda depressa.
Em (11), o verbo (“anda”) denota o estado de “João” no momento da fala e liga o sujeito da oração (“João”) ao seu predicativo (“cansado”). É, pois, verbo de ligação (copulativo, não nocional). João não caminha cansado, e sim está cansado ultimamente.
Em (12), o mesmo verbo agora indica a ação exercida pelo sujeito. É, pois, verbo intransitivo (nocional). Note que o vocábulo “depressa” não integra o significado do verbo, mas indica a circunstância (de modo) em que a ação é desenvolvida. Ou seja, João caminha depressa, e não João está depressa ultimamente.

Uso dos pronomes pessoais

O assunto a ser tratado neste artigo é, especificamente, o emprego de pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo. Quais os motivos que nos fazem escolher um em vez do outro em determinadas frases?
Antes de esclarecer o ponto conflitante, eis uma breve exposição sobre a conceituação e a classificação dessa rica classe gramatical.
PronomePalavra que substitui o nome (pronome substantivo) ou que o acompanha (pronome adjetivo) para tornar claro o seu significado. Existem seis classes distintas:
1)   pessoalIndica diretamente as pessoas do discurso (no singular ou no plural): 1ª pessoa: quem fala; 2ª pessoa: com quem se fala; 3ª pessoa: de quem se fala. Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas(do caso reto). Me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, se, lhes, os, as(do caso oblíquo átono). Mim, comigo, ti, contigo, si, consigo, conosco, convosco(do caso oblíquo tônico).

Também são pessoais os pronomes de tratamento (de uso familiar, cortês, cerimonioso ou oficial)você (intimidade), senhor, senhora (para demonstrar respeito e distância), senhorita (para moças solteiras), Vossa Senhoria (funcionários graduados), Vossa Excelência (altas autoridades), Vossa Majestade (reis e imperadores), Vossa Santidade (papa), Vossa Alteza (príncipes e duques), etc.

Também são pessoais os pronomes reflexivos: me, mim, te, ti, se, si, consigo, nos, vos, se, si, consigo e os pronomes recíprocos: nos, vos, se
2)   possessivoRefere-se às pessoas gramaticais, atribuindo-lhes a posse de algo: meu, minha, meus, minhas, nosso, nossa, nossos, nossas, teu, tua, teus, tuas, vosso, vossa, vossos, vossas, seu, sua, seus, suas. Dele, dela, deles, delas não são pronomes possessivos.
3)   demonstrativoIndica a posição dos seres em relação às pessoas do discurso, situando-os no tempo, no espaço e no próprio texto.
1ª pessoa: este, esta, estes, estas, isto.
2ª pessoa: esse, essa, esses, essas, isso.
3ª pessoa: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.
4)   relativoÉ aquele que, em uma oração, se refere a um termo constante em oração anterior, chamado antecedente. Introduz sempre uma oração subordinada adjetiva, restritiva ou explicativa, Exemplo: O avião que chegou estava danificado. São pronomes relativos: que, quem, onde, como, quando, quanto(s), quanta(s), cujo(s), cuja(s), o qual, a qual, os quais, as quais.
5)   indefinidoRefere-se à terceira pessoa do discurso num sentido vago ou exprimindo quantidade indeterminada. Exemplos: Quem espera sempre alcança. Alguns podem flexionar-se em gênero e número. São pronomes indefinidos: algum, alguma, alguns, algumas, certo, certa, certos, certas, muito, muita, muitos, muitas, nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas, outro, outra, outros, outras, todo, toda, todos, todas, pouco, pouca, pouco, poucas, bastante, bastantes, qualquer, quaisquer, tanto, tanta, tantos, tantas, quanto, quanta, quantos, quantas, vário, vária, vários, várias, algo, nada, tudo, alguém, ninguém, outrem, cada, mais, menos, demais, fulano, sicrano, beltrano.
6)   interrogativoÉ aquele usado para formular uma pergunta direta ou indireta: que, quem, qual, quanto.
Diferenças quanto ao emprego dos pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo:
a) Ele virou ela. / Meu pai, apenas ele, é o melhor pai do mundo. – Na função de sujeito, de predicativo do sujeito e de aposto, o pronome pessoal utilizado será, via de regra, do caso reto.
b) Quero falar com ele.
Sou útil a ele.
Vi-o na rua.
Serão empregados os do caso oblíquo nas demais funções sintáticas (objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adnominal, adjunto adverbial, sujeito de verbo no infinitivo, etc.).
Atente para o fato de que esses pronomes são frequentemente utilizados para promover a coesão e a coerência textual.
c) Eu contei a ti o que acontecera.
Você terá de viajar com nós dois.
Você terá de viajar conosco. (= com + nós)
Os pronomes oblíquos tônicos são precedidos de preposição. Usa-se com nós ou com vós quando tais expressões vêm acompanhadas de elementos de realcenumeralpronome, aposto explicativo ou oração adjetiva.
Cuidado! Não vá sem eu saber. / Todos saíram, exceto eu [saí].
As preposições essenciais (a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás) regem pronomes oblíquos tônicos.
As preposições acidentais (afora, como, conforme, consoante, durante, exceto, feito, fora, mediante, menos, não obstante, salvante, salvo, segundo, tirante, visto) regem pronomes retos.
Mesmo diante de preposição, o pronome pessoal do caso reto será empregado quando for sujeito de verboainda que este esteja elíptico.
d) Maria fez aniversário. Pedro deu-lhe um presente. (“deu” = VTDI; “um presente” = OD)
Maria fez aniversário. Pedro a presenteou. (“presenteou” = VTD)
Como complementos verbais, o(s) a(s) desempenham função de objeto diretolhe(s), de objeto indireto.
O pronome lhe pode equivaler a 'a ele(s), a ela(s)', caso em que completa o sentido de um nome, atuando como complemento nominal: A sentença foi-lhe favorável. / A sentença foi favorável a ele. / A sentença foi favorável a ela.
Atenção! O pronome oblíquo lhe pode equivaler-se a um possessivo, caso em que transmitirá noção de posse, caso em que atua como adjunto adnominal, e não objeto indiretoPediu-lhe os brinquedos emprestados. / Pediu os seus brinquedos emprestados / Pediu os brinquedos dele/dela emprestados.
e) Mandei-o sair da sala.
Ouvi-as bater na porta.
Em construções cujo verbo principal é causativo (mandardeixarfazer) ou sensitivos (verouvirsentir, perceber), o(s) e a(s) desempenham função de sujeito do verbo (infinitivo) da oração subordinada. É o único caso em que o pronome oblíquo átono funciona como sujeito, chamado de sujeito acusativo.

Colocação pronominal

No artigo de hoje, quero conversar com você sobre a colocação dos pronomes oblíquos átonos numa frase, de acordo com a gramática normativa da nossa língua.
Antes, porém, de apresentar a você os casos de colocação pronominal, cabe lembrar que próclise é a colocação do pronome oblíquo átono antes do verbo (Fingiu que não reconheceu.). Quando acontece o inverso, ou seja, o pronome surge após o verbo, temos um caso de ênclise, que na escrita é marcada pela presença do hífen (Dá-me sua ajuda.). mesóclise, que só ocorre com verbos no futuro do presente e no futuro do pretérito, é o emprego do pronome no meio do verbo, entre a forma infinitiva e a desinência modo-temporal (Dar-lhe-ia minha ajuda.).
Na frase a seguir, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), notamos o pronome “se” ocupando uma posição anterior ao verbo, caracterizando a próclise: “‘Não se deve acender fósforo’, diz Gilmar Mendes sobre impasse entre poderes” (https://oglobo.globo.com/, acesso em 3/10/2017, com grifo meu).
Eis abaixo as condições em que a próclise ocorre obrigatoriamente. Tentar colocar o pronome oblíquo em outra posição com tais condições é incorrer em erro gramatical:
Casos de Próclise Obrigatória
a)    com palavras de sentido negativoNada me fará desistir.
Ninguém me fará desistir.
b)    com advérbios sem pausa (separados por pontuação)
Mas, se houver pausa, ocorrerá a ênclise
Aqui se fazem chaves.
Aqui, fazem-se chaves.

Talvez se cumprimentassem.
Talvez, cumprimentassem-se.
c)    com conjunções subordinativas e pronomes relativosQuando lhe dissemos a verdade, chorou muito.
O livro que me deste é muito interessante.
d)    com conjunções coordenativas alternativas (exceto e, nem, mas, porém, todavia, contudo, logo e portanto)Ora se atribulava, ora se aquietava.
Das duas uma: ou as faz ela, ou as faço eu.
e)    com pronomes e advérbios interrogativosQuem lhe contou a verdade?
Por que te afliges tanto?
f)     com numeral ambos ou pronomes indefinidosTudo me foi dado.
Alguém te contou a verdade?
Ambos nos estendem a mão nas horas difíceis.
g)    em frases exclamativas e optativasComo te atreves!
Deus o abençoe, meu filho!
h)    entre a preposição em verbo no gerúndioEm se tratando desse assunto, nada mudará.
Reforçando o que disse anteriormente, a mesóclise só ocorre quando o verbo se encontra conjugado nos seguintes tempos e modos:
Casos de Mesóclise
a)  no futuro do presente do indicativo, sem palavra atrativaAmar-te-ei a vida inteira. (Não te amarei a vida inteira.)
b)  no futuro do pretérito do indicativo, sem palavra atrativaDar-lhe-ia o livro. (Jamais lhe daria o livro.)
Segundo o gramático Cegalla, a mesóclise é um fenômeno estritamente literário, formal, poético, musical, litúrgico, religioso, bíblico, político, jurídico ou científico, não ocorrendo na fala espontânea.
Se você considera essas construções pedantes, use a próclise ou forme uma locução verbal, desde que o sujeito inicie a frase, oração, período, texto ou redação.
Não se inicia oração com pronome oblíquo átono, exceto sob licença poética.

A respeito dos possíveis casos de ênclise, é importante ressaltar que, se não ocorrer qualquer um dos casos mencionados acima, a tendência da norma culta da língua portuguesa é manter o pronome após o verbo, ligado a ele por intermédio do hífen:
Casos de Ênclise
a)  se não houver palavra atrativa (vírgula, dois-pontos, ponto e vírgula, exclamação, interrogação ou reticências)Levante-se e lute.
Tratando-se desse assunto, nada mudará.
Vendê-lo era o que mais importava.
Aqui, fazem-se chaves.
b)  se o verbo não estiver no futuro do presente nem no futuro do pretérito do indicativo
Alguns pontos precisam ser ressaltados neste momento:
  • O particípio não admite ênclise.
*Dada-me a resposta, calei-me. (errado)
Dada a mim a resposta, calei-me. (certo)
  • O futuro do subjuntivo não admite ênclise.
*Quando ele oferecer-lhe o presente, ficarei alegre. (errado)
Quando ele lhe oferecer o presente, ficarei alegre. (certo)
  • O numeral ambos, quando sujeito, também atrai o pronome oblíquo átono.
Ambos se casarão amanhã.
  • É licita a próclise ou a ênclise quando o infinitivo estiver precedido de preposição ou palavra negativa.
Estou aqui para te servir (ou servir-te).
Meu desejo era não o incomodar (ou incomodá-lo).
  • Quando o infinitivo vier precedido pela preposição a, a próclise não será possível se o pronome for o ou a.
Estamos a contemplá-la.
Se soubesse, não continuaria a lê-lo.
Começou a lhe ensinar português (ou ensinar-lhe).
  • Pronomes demonstrativos, pessoais e de tratamento, e núcleos substantivos ou numerais (exceto ambos) não atraem obrigatoriamente o pronome, ocorrerá a próclise ou ênclise (ou mesóclise se o verbo estiver no futuro).
Isso me irritou muito. (ou irritou-me)
Ele se distraiu no evento. (ou distraiu-se).
Vossa Senhoria se queixará do recurso (ou queixar-se-á).
Lucas se lembrou da inauguração da exposição. (ou lembrou-se)
Os quatro se conheceram na igreja. (ou conheceram-se).

Feriado de 5 de agosto altera horário de funcionamento de shoppings e serviços

O feriado de 5 de agosto, em que se celebra o aniversário de João Pessoa, a fundação da Paraíba e é dia da padroeira da capital paraibana, Nossa Senhora das Neves, causará mudanças no funcionamento de repartições públicas, bancos, shoppings e na circulação de trens. Veja abaixo as alterações nos shoppings e serviços.
Terceira cidade mais antiga do Brasil, João Pessoa hoje completa 434 anos, data especial para todos os pessoenses. A tão amada cidade completa mais um ano de vida. Por conta de João Pessoa ser a capital paraibana, e a primeira cidade do Estado, a data também marca a fundação da Paraíba. A lei estadual de 30 de agosto de 1967, praticamente 21 anos antes da inauguração do Manaíra Shopping (1989), torna o dia feriado no Estado. 
Pode-se afirmar, segundo a UFPB, que a devoção à santa, dá nome à principal festa, também aniversário da cidade que não foi vila, nem povoado, realmente por ser fundada pela Cúpula da Fazenda Real, uma Capitania da Coroa.
Não haverá expediente nas repartições públicas estaduais e municipais, mas serão mantidos os serviços essenciais, como de saúde, limpeza pública, guarda municipal, fiscalização de trânsito e terminais de integração de passageiros (Varadouro, Bessa e Valentina). Os órgãos voltam ao funcionamento normal na terça-feira (6), sem afetar os hospitais, polícias e outros serviços essenciais.
Bancos – De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências não abrem em feriados, sejam municipais, estaduais ou nacionais, inclusive as agências situadas nos shoppings. No entanto, os clientes podem utilizar canais alternativos, como caixas eletrônicos e terminais de autoatendimento, internet banking, mobile banking, banco por telefone e correspondentes, como lotéricas e agências dos Correios. Contas de água, luz, telefone, energia, TV por assinatura e internet com vencimento na segunda-feira podem ser pagas na terça-feira, sem incidência de multa. Normalmente, os tributos (federais, estaduais e municipais) estão com as datas ajustadas pelo calendário de feriados.
Justiça – O Tribunal de Justiça da Paraíba, a Justiça Federal na Paraíba, os Ministérios Públicos Federal e Estadual e as Defensorias Públicas do Estado e da União funcionarão apenas em regime de plantão, para ações e medidas de emergência. Os órgãos serão retomados normalmente na terça-feira (6).
Trens e VLT’s – Não haverá circulação de trens, segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos. Estes voltam a circular na terça-feira (6).
Comércio – O Sindicato dos Lojistas do Comércio de João Pessoa informou que cabe ao proprietário decidir abrir ou não o negócio. Caso o estabelecimento funcione, por se tratar de feriado, cada funcionário deverá receber R$ 55 e uma folga.
Shoppings – O Manaíra, o Mag e o Mangabeira Shopping seguirão os horários normais de funcionamento, nesta segunda-feira (5), das 10h às 22h, exceto bancos, lotérica, academia, cartório, faculdade, correspondente bancário, setor de serviços, consultórios e instituições de ensino. O Shopping Tambiá funcionará com horário reduzido das 12h até as 20h, no caso das lojas, a praça de alimentação permanecerá aberta até as 21h. As Lojas Americanas dos quatro shoppings abrirão uma hora mais cedo, juntamente com as lojas Marisa e Riachuelo dos três shoppings.
No Shopping Sul, a praça de alimentação abrirá às 11h e fechará às 21h, enquanto que para as lojas esse horário será das 13h às 20h. O Shopping Sebrae manterá o horário normal de funcionamento, das 10h às 20h.
Os horários dos cinemas seguem a programação de cada rede.
Manaíra Shopping - lojas: 10h às 22h; Lojas Americanas, Marisa e Riachuelo: 09h às 22h; praça de alimentação e Game Station: 10h às 22h; cinema: conforme sessões, funcionamento normal, exceto bancos, lotérica, Pag Fácil, Sintur, SOS Relógio, Mobile2You, JVS Oficina de Costura, Pet Store, Smart Fit e Casa da Cidadania.
Mangabeira Shopping - lojas: 10h às 22h; Lojas Americanas, Marisa e Riachuelo: 09h às 22h; praça de alimentação e Game Station: 10h às 22h; cinema: conforme sessões, funcionamento normal, exceto Sicredi e lotérica
Tambiá Shopping - lojas: 12h às 20h; Lojas Americanas, Marisa e Riachuelo: 11h às 20h; praça de alimentação e Play Toy: 12h às 21h; cinema: conforme sessões, funcionamento normal, exceto bancos e Casa da Cidadania
Mag Shopping - lojas: 10h às 22h; Lojas Americanas: 09h às 22h; praça de alimentação: 10h às 22h; cinema: conforme sessões, funcionamento normal, exceto lotérica, bancos e universidades
Estação Ciência e Bica – O Parque Arruda Câmara, a Bica, está fechado para reforma e, por isso, não terá atividades. A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes seguirá o funcionamento normal e não abrirá nesta segunda-feira (5), voltando ao seu horário habitual na terça-feira (6).

18 de agosto de 2019

Controle dos Pais - Sky HDTV

Como acessar?

Pressione Menu no controle remoto da Sky HDTV. Será exibida uma tela com várias opções: Sky Sugere (para o Plus), Busca / Programa, Gravações (para o Plus) ou Reservar (para o Slim e Zapper), Mais Sky e Ajustes e Ajuda.

Dentro da opção Ajustes e Ajuda existem as opções: Ajustes (de exibição, idioma, áudio, relógio, controle remoto, rede), Controle dos Pais*, Canais Favoritos*, Passo a Passo HD e Ajuda.
Os que estão marcados com um asterisco são os que serão abordados neste post.

Classificação Etária - Limite ou permita programações de acordo com a classificação indicativa do programa, de acordo com o Ministério da Justiça. Por exemplo, se for bloqueada a classificação 18 (em preto), automaticamente programas com classificação 18 (em vermelho) serão bloqueados e sua exibição só será permitida através da senha pessoal cadastrada por você.

Canais Adultos - Oculte os canais adultos do Guia de Programação, Menu Auxiliar, Mini Guia e Busca de Programas, para que fiquem invisíveis e títulos de programas adultos apareçam como Título Bloqueado, permitindo a exibição da descrição e sinopse somente com a senha.

Bloqueio Canais - Permita ou bloqueie canais específicos.

Limite PPV - Defina um valor máximo para compra de eventos Pay-Per-View, como filmes do Cine Sky, jogos de futebol, lutas ou BBB.

Por Horas - Determine o horário (dias úteis e fins de semana) em que o receptor estará bloqueado, permitindo seu acesso apenas com a senha padrão (0000) ou a senha criada pelo usuário.

Senha - Após ativar as configurações, altere a senha inicial (0000) por uma nova senha de fácil memorização, difícil o suficiente para que usuários não autorizados não a adivinhem. Após digitar sua nova senha, confirme-a. Em caso de esquecimento, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente.

Canais Favoritos:

Dentro deste item, você cria listas de canais favoritos. Em Lista 1 e Lista 2, clique em Editar Lista e adicione ou remova canais da sua lista. Após isso, clique em Nomear Lista, dê um nome personalizado à sua lista e clique em Atualizar Nome para salvar. Retorne à tela inicial e selecione Concluir. Por exemplo, lista LUIS e TEREZA.

LUIS - todos os canais do pacote assinado (filmes, séries, esportes, notícias, infantil, música, documentários, variedades)
TEREZA - apenas os canais infantis

Assim, quando crianças forem assistir TV, só terão acesso no Guia de Programação aos canais selecionados, ou seja, os infantis. Só serão exibidos os canais da lista selecionada. Para acessar os outros canais não pertencentes à lista atual, devem-se digitar os números. Criança não deve assistir série de serial killer ou programas com tragédias.

Com o receptor SD, também é possível configurar esses limites.

Acesse qualquer canal, pressione o botão Confirma do controle remoto (um círculo vazado - no controle antigo) ou Menu (no controle remoto novo). Serão exibidas 6 guias: um envelope (mensagens), um ícone de canal (programação), uma chave inglesa (configurações do usuário), um ponto de interrogação (informações), o logotipo da Sky (lista de canais) e uma antena (configurações técnicas). A terceira que está selecionada, é onde se configura tudo. Selecione Autocensura, digite a senha padrão ou a senha cadastrada por você (no item Criar Senha), selecione a censura limite e voilà!