31 de outubro de 2018

Função conativa - Convencendo o receptor

Função conativa









A todo momento nós usamos a linguagem para nos comunicar, certo? Até mesmo quando não falamos, estamos nos comunicando, seja através de gestos ou de expressões faciais. O ser humano sempre está envolvido nas mais diversas situações comunicacionais e em cada uma delas utilizamos um tipo de linguagem.
Adaptar a linguagem a um determinado contexto explica o porquê da existência das funções da linguagem. Elas são classificadas em seis tipos diferentes: referencial, conativa, emotiva, metalinguística, fática e poética. Hoje falaremos sobre uma linguagem muito comum no nosso dia a dia, que apresenta características bem interessantes que podem levar o interlocutor a adotar um determinado tipo de comportamento. Estamos falando da função conativa da linguagem.
Na função conativa da linguagem, também chamada de função apelativa, função diretiva ou função imperativa, a mensagem está centrada no destinatário. Como assim, centrada no destinatário? Pois bem, isso quer dizer que a mensagem tem como objetivo influenciar, seduzir, persuadir e convencer o interlocutor. Quando pensamos nesse tipo de linguagem, podemos associá-la imediatamente à linguagem empregada nos anúncios publicitários, que usa alguns artifícios para conquistar novos consumidores. Observe:

A principal característica da função conativa é o desenvolvimento de uma linguagem centrada no destinatário.
Também é usada em discursos políticos, sermões religiosos, pregações, palestras, livros de horóscopo e autoajuda. 
Com uma leitura atenta e cuidadosa, podemos perceber que a maioria dos anúncios usa o vocativo e os verbos no imperativo, pois assim incita o leitor ou interlocutor a adotar algum tipo de comportamento, já que esse modo verbal expressa sempre uma ideia de ordem, aconselhamento ou pedido. Outra característica importante é o uso da 2ª pessoa, ou seja, o anúncio está falando diretamente com você. Agora, observe um exemplo de função conativa na linguagem poética:
Poeminha sobre insuficiência
Rapazinho
Estuda depressa
Pois burro aos trinta
É burro à beça.

Millôr Fernandes
Você percebeu os elementos da função conativa no poema de Millôr Fernandes? Eles estão ali, mas também existe outra função que predomina nos textos literários, conhecida como função poética da linguagem. Mas isso é assunto para uma outra conversa! Bons estudos!

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