
A regência verbal se caracteriza pela relação que se estabelece entre os verbos e os complementos
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Regência verbal... Porventura, esse assunto lhe causa alguma estranheza? Caso sua resposta tenha sido afirmativa, não se preocupe, pois neste nosso encontro iremos abordar somente algumas noções básicas, justamente para que você possa assimilar, compreender da melhor forma possível mais um assunto relacionado à gramática. E saiba que ele é tão importante quanto tantos outros que já estudamos, combinado?
Regência tem vários significados, na Música, na História..., mas a acepção que nos interessa é na Gramática.
Na sintaxe, existem cinco tipos de relações:
as relações entre as orações e seus termos (essenciais, integrantes, acessórios e vocativo) - análise sintática interna
as relações entre as orações (coordenadas (assindéticas e sindéticas), subordinadas (substantivas, adjetivas e adverbiais), reduzidas, justapostas, intercaladas e período misto) - análise sintática externa
as relações de dependência das palavras, sob o aspecto da subordinação - sintaxe de regência
as relações de dependência das palavras, sob o ângulo da flexão - sintaxe de concordância
as relações da ordem e disposição das palavras da frase - sintaxe de colocação
Regência tem vários significados, na Música, na História..., mas a acepção que nos interessa é na Gramática.
Na sintaxe, existem cinco tipos de relações:
as relações entre as orações e seus termos (essenciais, integrantes, acessórios e vocativo) - análise sintática interna
as relações entre as orações (coordenadas (assindéticas e sindéticas), subordinadas (substantivas, adjetivas e adverbiais), reduzidas, justapostas, intercaladas e período misto) - análise sintática externa
as relações de dependência das palavras, sob o aspecto da subordinação - sintaxe de regência
as relações de dependência das palavras, sob o ângulo da flexão - sintaxe de concordância
as relações da ordem e disposição das palavras da frase - sintaxe de colocação
Pois bem, gostaríamos que você primeiramente entendesse que regência verbal se caracteriza pela relação que se estabelece entre os VERBOS e os complementos que o acompanham, certo?
Reger tem vários sentidos: 1 - administrar, dirigir, governar; 2 - conduzir, guiar; 3 - ensinar, lecionar; 4 - subordinar
Reger tem vários sentidos: 1 - administrar, dirigir, governar; 2 - conduzir, guiar; 3 - ensinar, lecionar; 4 - subordinar
Os complementos podem ser representados pelo objeto direto (sem preposição) e pelo objeto indireto (com preposição). Dessa forma, entenda que um mesmo verbo pode aparecer acompanhado dela (da preposição), como pode ser descrito sem a presença da nossa querida, que pertence a uma das classes gramaticais, lembra-se?
E dos pronomes oblíquos, você se lembra?
Caso não, recorde que alguns deles, tais como “o, a, os, as” podem funcionar como objeto direto.
E como objeto indireto? Quem assume esse lugar? Obviamente que é o pronome oblíquo “lhe”, não é verdade?
Vejamos, pois dois exemplos:

Eu o vi passeando pelo parque. Vi quem: “ELE”, portanto, objeto direto.
Entreguei-lhe o livro. Entreguei o livro a quem? A ELE, logo, objeto indireto.
Por meio de tudo que falamos você agora possui condições de aprender um pouco mais sobre a regência verbal, uma vez que algumas noções básicas foram recordadas, concorda?
Então saiba que nossos estudos não param por aqui, pois veremos a respeito do uso das preposições em se tratando desse importante estudo: regência verbal, por meio do texto “Uso das preposições na regência verbal”.

Em se tratando da regência verbal, o uso das preposições é muito importante
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Por meio do texto “Regência verbal” você pôde compreender um pouquinho mais sobre as características relacionadas à regência verbal. A partir de agora irá ampliar ainda mais seus conhecimentos sobre o uso das preposições em se tratando desse assunto (regência verbal).
Na linguagem informal, coloquial, sempre se ''come'' a preposição antes do pronome relativo. Mas, na linguagem formal, culta, a preposição deve ser colocada antes do pronome relativo, se existir, em uma oração adjetiva, restritiva ou explicativa, desde que não seja reduzida. É o que a gramática normativa, a norma culta, a tia Norminha determina.
Na linguagem informal, coloquial, sempre se ''come'' a preposição antes do pronome relativo. Mas, na linguagem formal, culta, a preposição deve ser colocada antes do pronome relativo, se existir, em uma oração adjetiva, restritiva ou explicativa, desde que não seja reduzida. É o que a gramática normativa, a norma culta, a tia Norminha determina.
Você se lembra de que falamos do objeto indireto? Claro que sim, pois alguns verbos precisam ser complementados, porém com o uso da preposição, certo?
Dessa forma, para que a importância do uso dela na regência verbal fique bem clara, observe o exemplo abaixo, retirado de um comercial da Mercedes-Benz:
Essa é a marca que o mundo confia.
Agora eu perdi a confiança. Se quando confiamos, confiamos em alguém?
Por isso, preste bastante atenção: o que falta nesta oração para que ele se torne correta, adequada? Obviamente que você já descobriu: a preposição. Assim, reformulando, temos:
Essa é a marca na qual o mundo confia.
Vamos a outro exemplo?
Era esse o livro que precisava.
Analise se você concorda: Quem precisa, precisa de algo, não é verdade? Então, perceba:
Era esse o livro do qual eu precisava.
Aquele era o assunto que eu me referi na aula anterior.
Da mesma forma, perguntamos a você: quando fazemos referência, fazemos a algo, não é verdade? Assim, observe a mudança:
Aquele era o assunto ao qual eu me referi na aula anterior.

Há determinados verbos que apresentam mais de uma regência
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Aqui, juntinhos novamente, estamos nós a conhecer um pouco mais acerca do que a nossa língua nos reserva, haja vista que a importância destes tantos encontros que temos é justamente para deixá-lo(a) hábil para falar e escrever (sobretudo este procedimento) nas situaçõs que assim exigirem, não é verdade?
Pois bem, a partir de agora passaremos a estabelecer um pouco mais de familiaridade com um assunto que provavelmente não representa assim muita novidade: a regência verbal. Esse fenômeno linguístico, por sua vez, caracteriza-se pela relação que se estabelece entre os nossos amiguinhos verbos, uma vez que o complemento que a eles podemos atribuir pode estar ou não acompanhado de preposição.
Sim, aspectos relembrados, partamos agora para reconhecer o porquê de alguns verbos possuírem mais de uma regência, justamente porque dependendo da situação de comunicação a que pertencer, ora podem adquirir um sentido, ora outro. Assim, com base justamente nesse sentido que apresentam é que o uso da preposição se encontra atrelado, relacionado. Que tal conhecermos alguns exemplos?

Distintos são os verbos que apresentam mais de uma regência
Lembrando sempre que esse fato de um mesmo verbo apresentar mais de uma regência se encontra relacionado ao contexto, ou seja, à situação comunicativa. Quem determina esses usos é a tia Norminha, tam-bém, 'que nem' a Sônia Abrão.
Um único verbo, dependendo da acepção, pode ter várias transitividades. Conheceremos os verbos aspirar, assistir, querer, custar, informar, chamar, suceder e proceder, os que dão 'dor de cabeça' nos candidatos a concursos e vestibulares, além do Enem. Mas vejamos alguns exemplos:
Márcia aspira o perfume das flores.
Notamos que o verbo aqui possui o sentido de sorver, cheirar. Nesse sentido, ele não aparece acompanhado do uso da preposição, somente do artigo, portanto, classifica-se como transitivo direto.
Márcia aspira a um cargo melhor na empresa.
Nesse contexto, já podemos dizer que se trata de um verbo transitivo indireto, pois o sentido se refere a desejar, pretender, almejar. Como seu objeto indireto não é pessoa, mas sim coisa, não se usam as formas pronominais átonas lhe e lhes como complemento, mas sim as formas tônicas a ele(s), a ela(s): aspira a ele, e não aspira-lhe.
O médico assistiu ao doente.
O médico ajudou o doente. Assim, pelo fato de o verbo carregar consigo esse sentido de 'ajudar, prestar assistência', ele se classifica como transitivo direto.
Alguns gramáticos admitem seu uso como transitivo indireto: ''O médico assistiu ao doente'', no sentido de vigiar, monitorar, observar, estar sob observação. Outros afirmam que é um objeto direto preposicionado, mas é um caso divergente, não há consenso entre os autores.
Alguns gramáticos admitem seu uso como transitivo indireto: ''O médico assistiu ao doente'', no sentido de vigiar, monitorar, observar, estar sob observação. Outros afirmam que é um objeto direto preposicionado, mas é um caso divergente, não há consenso entre os autores.
Pedro assistiu ao filme.
Já nesse contexto, Pedro estava presente, ou seja, ele presenciou a exibição do filme. Assim, no sentido de 'ver, presenciar' classificamos tal verbo como transitivo indireto.
Assisti em São Luís há três anos.
Nesse contexto, ele morou em São Luís (cidade do Maranhão) há três anos. No sentido de 'viver, morar, residir, habitar' ele se classifica como intransitivo, com adjunto adverbial de lugar, e não objeto indireto nem objeto direto preposicionado.
Essa acepção é pouco usada no dia a dia, está mais presente na linguagem literária, não em uma fala espontânea. Não há consenso entre os gramáticos entre a aceitação dessa acepção, mas pode ser usada no dia da prova ou na redação sem problemas.
Não lhe assiste o direito de fazer propaganda no dia da eleição.
Já nesse contexto, é um direito que pertence a ele. Assim, no sentido de 'pertencer, caber, dizer respeito a', também se classifica como transitivo indireto. Pode-se dizer que é um direito que lhe assiste, nesse caso admite a forma oblíqua lhe, mas pode ser usada na prova de redação ou nas questões sem problemas.
Os alunos queriam muito bem à professora.
O sentido aqui se refere a estimar, ter apreço por alguém. Nesse caso, certamente que você percebeu o uso da preposição – o que faz com que o verbo querer se classifique como transitivo indireto.
Os alunos queriam sair bem na avaliação.
Constatamos que aqui ele não vem acompanhado do uso da preposição, visto o sentido fazer referência a desejar, pretender. Dessa forma, ele se classifica como transitivo direto.
O relógio custou setenta reais.
O sentido aqui se refere a ter valor, preço. Nesse caso, certamente que você percebeu o uso da preposição – iniciando adjunto adverbial de preço, o que faz com que o verbo custar se classifique como intransitivo.
Custa a um eleitor exigir qualidade para o consumidor.
Constatamos que aqui ele vem acompanhado do uso da preposição, visto o sentido fazer referência a ser custoso, difícil. Dessa forma, ele se classifica como transitivo indireto.
Informei o imprevisto ao funcionário.
Informei o funcionário do imprevisto.
Informei o funcionário sobre o imprevisto.
Informei o funcionário do imprevisto.
Informei o funcionário sobre o imprevisto.
Constatamos que aqui ele vem acompanhado de um complemento com preposição e outro sem preposição, visto o verbo informar ter várias transitividades. Dessa forma, ele se classifica como transitivo direto e indireto.
Informei-o do imprevisto.
Informei-lhe o imprevisto.
Informei-lhe o imprevisto.
A regência também se altera caso se usem pronomes como complementos.
Informei-o de que ocorreu um imprevisto.
Informei-lhe que ocorreu um imprevisto.
Informei-lhe que ocorreu um imprevisto.
A regência também se altera se o complemento for oracional.
Avisei-o/notifiquei-o/certifiquei-o/cientifiquei-o/preveni-o do imprevisto.
Avisei-lhe/notifiquei-lhe/certifiquei-lhe/cientifiquei-lhe/preveni-lhe do imprevisto.
Avisei-lhe/notifiquei-lhe/certifiquei-lhe/cientifiquei-lhe/preveni-lhe do imprevisto.
A regência também se aplica aos verbos: avisar, notificar, certificar, cientificar, prevenir.
Vamos chamar o médico para sermos atendidos.
Constatamos que aqui ele não vem acompanhado do uso da preposição, visto o sentido fazer referência a reunir, convocar. Dessa forma, ele se classifica como transitivo direto.
O padre chamava por Maria para pedir sua intercessão.
Constatamos que aqui ele vem acompanhado do uso da preposição, visto o sentido fazer referência a invocar, clamar. Dessa forma, ele se classifica como transitivo indireto.
Constatamos que aqui ele vem acompanhado do uso da preposição, visto o sentido fazer referência a invocar, clamar. Dessa forma, ele se classifica como transitivo indireto.
Os apresentadores chamam o locutor de famoso. / chamam o locutor famoso. / chamam ao locutor de famoso. / chamam ao locutor famoso.
Constatamos que aqui ele pode ou não vir acompanhado do uso da preposição, visto o sentido fazer referência a qualificar, apelidar, dar nome. Dessa forma, ele se classifica como transitivo direto ou indireto, caso facultativo. Mas, será usado com predicativo do objeto.
Afirmou-se que a república sucedeu à monarquia.
Ela sucederá ao atual diretor.
Ela sucederá ao atual diretor.
Constatamos que aqui ele vem acompanhado do uso da preposição, visto o sentido fazer referência a substituir, sobrevir, vir depois, continuar, prosseguir, seguir. Dessa forma, ele se classifica como transitivo indireto.
Sucederam vários fatos após a vitória.
Constatamos que aqui ele não exige complemento e já possui sentido completo, visto o sentido fazer referência a ocorrer, acontecer, dar-se um fato. Dessa forma, ele se classifica como intransitivo.
O jornalista William procede de uma família italiana.
Luís procederá à reunião de trabalho.
Luís procederá à reunião de trabalho.
Constatamos que aqui ele vem acompanhado do uso da preposição, visto o sentido fazer referência a derivar, provir, executar, iniciar, realizar, originar-se. Dessa forma, ele se classifica como transitivo indireto.
Seu argumento não procede.
João procedeu muito mal com sua irmã.
Aquele é o avião que procede de Maceió.
João procedeu muito mal com sua irmã.
Aquele é o avião que procede de Maceió.
Constatamos que aqui ele não exige complemento e já possui sentido completo, visto o sentido fazer referência a ter fundamento ou razão, comportar-se, agir ou indicar local de origem. Dessa forma, ele se classifica como intransitivo.
Constatou quantas surpresas a língua que falamos nos reserva?
Essa tia Norminha, hein!
Dica de expert: Visto é uma preposição acidental que significa devido a, por causa de, em virtude de, em razão de.
Dica de expert 2: Em ''Fui ao cinema'', o verbo ir é intransitivo para a maioria dos gramáticos, e para outros é transitivo adverbial ou transitivo circunstancial, classificação correta, mas não há um consenso entre os autores. Nos concursos, a tradição é considerá-lo como intransitivo.
Essa tia Norminha, hein!
Dica de expert: Visto é uma preposição acidental que significa devido a, por causa de, em virtude de, em razão de.
Dica de expert 2: Em ''Fui ao cinema'', o verbo ir é intransitivo para a maioria dos gramáticos, e para outros é transitivo adverbial ou transitivo circunstancial, classificação correta, mas não há um consenso entre os autores. Nos concursos, a tradição é considerá-lo como intransitivo.
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