2 de janeiro de 2020

Futuro do subjuntivo ou infinitivo pessoal

Quando se pode dizer se ver e quando trazer? Não é se vir e quando trouxer?
Para responder a essa questão, é preciso identificar o infinitivo e o futuro do subjuntivo.
Quando tivermos futuro do subjuntivo (veja boletim 28), tirado do pretérito perfeito do
indicativo, o correto é: se vir, quando trouxer; se for infinitivo, é se ver e se trazer
ou quando ver, quando trazer.

Veja exemplos com infinitivo:
Se saber confere prestígio, é aconselhável que procuremos adquirir conhecimento.
Se ver o que está errado angaria antipatia, pense antes de dizer que viu.
Se querer melhorar de vida é sonho para muitos, vamos procurar ajudá-los.
Se pôr os cotovelos na mesa é deselegante, vamos evitar pô-los.
Se dizer o que o outro quer ouvir é sedutor, realizemos o desejo do próximo.
Se fazer bem aos outros é um bálsamo, não hesitemos em fazê-lo.
Se poder estudar não é para todos, procuremos ampliar a rede dos que podem.
Se trazer boas notícias é simpático, seja arauto da simpatia.
Se ir de metrô é mais rápido, por que escolher outro meio de transporte?
Quando ser bom é motivo de riso, o mundo está precisando revisar valores.
Se haver é verbo transitivo direto, ele exige objeto direto.
Se ter brio é característica daquela família, você estará bem, fazendo parte dela.
Se estar bem de saúde é fonte de alegria, procuremos ser saudáveis.
Quando se abster de votar é considerado inteligente, a política vai mal.
Se conter o riso é educado em certas situações, é recomendável que o contenhamos.
Quando deter suspeitos é necessário, sejamos compreensivos.
Se manter duas casas é dispendioso, que tal alugarmos uma casa na praia?
Se opor resistência é próprio de adolescentes, o garoto é normal.
Se repor mercadoria é sua profissão, deixe-o desempenhar a função em paz.
Se transpor obstáculos é nossa missão diária, imitemos Sísifo.
Se intervir em brigas violentas é sinal de maturidade, peça-lhe que o faça.
Se provir de família humilde é desdouro naquele círculo social, é bom que nos afastemos
dele.
Se reaver bens furtados ou roubados é competência da polícia, vamos procurá-la.

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