APRENDA MAIS!HÓSPEDA, PARENTA :: BOLETIM 299Postado por capcursos|02 janeiro de 2012
Hóspede e parente apresentam duas formas para o feminino: a hóspede ou a hóspeda / a parente ou a parenta. A primeira forma é considerada corrente; a segunda forma é considerada literária.
Governante, infante e presidente admitem os femininos governanta, infanta e presidenta.
Elefante e gigante admitem os femininos elefanta e giganta.
Veja exemplos com a forma existente, mas restrita à linguagem religiosa, jurídica e científica:
«D. Antónia, tartamudeando, satisfez assim os primeiros assomos de curiosidade às suas hóspedas, mas evitou-lhes os segundos, que deviam ser-lhes atribulados…» (Mistérios de Lisboa, 1.º vol., Camilo Castelo Branco.
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D. Antônia perguntou à hóspeda:
– Onde está Lalau?
– Onde há de estar! talvez brincando com o pavão. Mas, não faz mal, sinhá D. Antônia, vamos jantando; ela pode ser que nem tenha vontade de comer; antes de vir comeu um pires de melado com farinha.
– A sege chegou muito tarde? perguntou Félix à hóspeda. Machado de Assis – Casa Velha
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Avó querida – parenta preferida – Carlos Barata
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Em resumo, depois de muitas cenas em que expulsou de casa a sua parenta, tentou bater-me e prendeu-me no quarto. Clarice Lispector – (tradução e adaptação) Tom Jones
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Um guarda-civil tinha visto tudo, e no outro dia fomos chamados à delegacia, mas o delegado era casado com uma parenta minha e eles abafaram a história. Carlos Drummond de Andrade – entrevista a Luiz Fernando Emediato, O Estado de S. Paulo – 15 de agosto de 1987
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Dona Laura mandava lhes ensinar o catecismo por uma parenta pobre, muito religiosa, coitada! Mário de Andrade – Amar, verbo intransitivo
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Mas o cinema era o único lugar em que as meninas — às vezes insuportavelmente acompanhadas por uma parenta mais velha, embora houvesse algumas extremamente compreensivas em trair a confiança familiar e outras fossem fãs de Richard Egan mesmo — podiam freqüentar em nossa companhia. João Ubaldo Ribeiro – No escurinho do cinema
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Mas essa parenta não passava de mãe de encomenda, para condescender com os escrúpulos da sociedade brasileira, que naquele tempo não tinha admitido ainda certa emancipação feminina. José de Alencar – Senhora
Hóspede e parente apresentam duas formas para o feminino: a hóspede ou a hóspeda / a parente ou a parenta. A primeira forma é considerada corrente; a segunda forma é considerada literária.
Governante, infante e presidente admitem os femininos governanta, infanta e presidenta.
Elefante e gigante admitem os femininos elefanta e giganta.
Veja exemplos com a forma existente, mas restrita à linguagem religiosa, jurídica e científica:
«D. Antónia, tartamudeando, satisfez assim os primeiros assomos de curiosidade às suas hóspedas, mas evitou-lhes os segundos, que deviam ser-lhes atribulados…» (Mistérios de Lisboa, 1.º vol., Camilo Castelo Branco.
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D. Antônia perguntou à hóspeda:
– Onde está Lalau?
– Onde há de estar! talvez brincando com o pavão. Mas, não faz mal, sinhá D. Antônia, vamos jantando; ela pode ser que nem tenha vontade de comer; antes de vir comeu um pires de melado com farinha.
– A sege chegou muito tarde? perguntou Félix à hóspeda. Machado de Assis – Casa Velha
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Avó querida – parenta preferida – Carlos Barata
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Em resumo, depois de muitas cenas em que expulsou de casa a sua parenta, tentou bater-me e prendeu-me no quarto. Clarice Lispector – (tradução e adaptação) Tom Jones
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Um guarda-civil tinha visto tudo, e no outro dia fomos chamados à delegacia, mas o delegado era casado com uma parenta minha e eles abafaram a história. Carlos Drummond de Andrade – entrevista a Luiz Fernando Emediato, O Estado de S. Paulo – 15 de agosto de 1987
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Dona Laura mandava lhes ensinar o catecismo por uma parenta pobre, muito religiosa, coitada! Mário de Andrade – Amar, verbo intransitivo
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Mas o cinema era o único lugar em que as meninas — às vezes insuportavelmente acompanhadas por uma parenta mais velha, embora houvesse algumas extremamente compreensivas em trair a confiança familiar e outras fossem fãs de Richard Egan mesmo — podiam freqüentar em nossa companhia. João Ubaldo Ribeiro – No escurinho do cinema
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Mas essa parenta não passava de mãe de encomenda, para condescender com os escrúpulos da sociedade brasileira, que naquele tempo não tinha admitido ainda certa emancipação feminina. José de Alencar – Senhora
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