2 de janeiro de 2020

Gênero dos substantivos

Hoje, vamos falar um pouquinho sobre gênero dos substantivos. Você, por certo, já ouviu
dizer que o mascote do time foi escolhido com muito critério. Eu já ouvi isso inúmeras
vezes. Pois bem, mascote é palavra feminina, portanto o correto é a mascote. Você também
já deve ter ouvido falar (infelizmente) na quadrilha dos sanguessugas; sanguessuga é
feminino, logo devemos falar na quadrilha das sanguessugas.
Há muitas outras palavras que nos deixam indecisos quanto ao gênero. Veja algumas mais
comuns:

MASCULINAS: o beliche (forma parzinho com a cama), o cataclismo (não é cataclisma), o
champanhe (vinho), o coma, o dó (não diga que teve uma dozinha da Maricota!), o eclipse,
o guaraná, o lança-perfume, o milhar, o telefonema, o trema.
Diga, pois: dois milhares de pessoas e não duas milhares de pessoas.

FEMININAS: a acne, a agravante, a alface, a atenuante, a bacanal, a cal (forma parzinho
com cimento), a comichão, a ênfase, a filigrana, a hortelã, a ioga, a libido, a omoplata,
a rês, a omelete, a trama.
Então: Sua situação apresenta duas agravantes e apenas uma atenuante.
Gosto de alface americana, crespinha, romana, fresquinha. Muita gente fala o alface talvez
por causa do pé de alface.

MASCULINAS OU FEMININAS: o xérox, a xérox ou o xerox, a xerox; o personagem ou a personagem
(para homem ou mulher); o diabete ou a diabete, o diabetes ou a diabetes; o tapa, a tapa
(pancada); o pijama ou a pijama, o usucapião ou a usucapião.

Quanto à palavra personagem, é preferível que seja usado o feminino, uma vez que, em
português, as palavras terminadas em agem são femininas, com exceção de selvagem. Ex.: a folhagem, a ramagem, a mensagem, a imagem, a roupagem.

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