Você sabe o que é um substantivo?
Substantivo é a palavra que dá nome a tudo. Se você não souber expressar-se, usando a
palavra adequada, provavelmente usará a palavra coisa, ou negócio, ou treco: Ela foi ao
médico porque teve um “treco”. Treco é o nome de alguma doença ou mal-estar cujo nome se
desconhece. Ela sente um negócio por ele que não sei o que é. A palavra coisa é curinga. A
revista “Língua Portuguesa”, nº12, ano I, pág. 18, traz um artigo interessantíssimo,
escrito por Francicarlos Diniz. Ele diz que a palavra coisa é o bombril da língua: tem 1001
utilidades. Ele fala sobre músicas (compositores e intérpretes) de Roberto Carlos, Jobim,
Vinicius, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Beth Carvalho, Maria Bethânia. Recomendamos-lhe a
leitura do texto, que é muito divertido.
Você já viu o que é substantivo. E substantivo comum?
Substantivo comum é aquele que nomeia seres da mesma espécie: cachorro, gato, caderno,
televisão. Se você vir um desses, certamente saberá de que se trata.
E coletivo? O próprio nome indica: coletivo indica coleção.
Em geral, ouve-se dizer “um monte de”, “uma porção de” para o coletivo. Em vez de espicha,
ouve-se comumente “um monte, uma porção de camarões”.
Você sabe qual o coletivo de búfalos, caranguejos, camelos, dinheiro, porcos, soldados?
Veja:
búfalos – manada, rebanho
caranguejos – cambada, cambulha (coisas enfiadas presas)
camelos – cáfila, caravana
dinheiro – bolaço, bolada, bolo, dinheirama
de porcos – vara
soldados – artilharia, batalhão, brigada, coluna, companhia, coorte, destacamento,
esquadra, falange, guarda, guarnição, legião, milícia, piquete, polícia
E de abelhas?
abelhas colmeia (éi ou êi) cortiço, enxame, apiário
Antigamente, não tão antigamente, dizia-se apenas colmeia (ê). Com o tempo, a forma
colmeia (é) firmou-se e ficaram as duas pronúncias.
Muitas vezes, usamos um coletivo seguido de especificação porque ele pode referir-se a
mais de um objeto, de um ser.
Podemos dizer manada de girafas, de elefantes, de rinocerontes, enfim, de animais
pesados.
É comum o pastor chamar seus fiéis de rebanho: o rebanho de fiéis ouvia atentamente o
pastor.
Veja que exemplo interessante em “Travessuras da menina má” de Mario Vargas Llosa,
pág.16:
“As festas de Marirosa sempre tinham orquestra e um enxame de garçons servindo salgados,
canapés, sanduíches, sucos e todo tipo de bebidas não alcoólicas a noite inteira, festas
para as quais os convidados se preparavam para entrar no céu.”
O autor usou enxame (coletivo de abelhas, conforme você já viu) seguido de especificação,
exatamente por não ser de abelhas.
Usar bem a língua é aproveitar a versatilidade que ela apresenta.
Voltaremos a falar de coletivos.
Substantivo é a palavra que dá nome a tudo. Se você não souber expressar-se, usando a
palavra adequada, provavelmente usará a palavra coisa, ou negócio, ou treco: Ela foi ao
médico porque teve um “treco”. Treco é o nome de alguma doença ou mal-estar cujo nome se
desconhece. Ela sente um negócio por ele que não sei o que é. A palavra coisa é curinga. A
revista “Língua Portuguesa”, nº12, ano I, pág. 18, traz um artigo interessantíssimo,
escrito por Francicarlos Diniz. Ele diz que a palavra coisa é o bombril da língua: tem 1001
utilidades. Ele fala sobre músicas (compositores e intérpretes) de Roberto Carlos, Jobim,
Vinicius, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Beth Carvalho, Maria Bethânia. Recomendamos-lhe a
leitura do texto, que é muito divertido.
Você já viu o que é substantivo. E substantivo comum?
Substantivo comum é aquele que nomeia seres da mesma espécie: cachorro, gato, caderno,
televisão. Se você vir um desses, certamente saberá de que se trata.
E coletivo? O próprio nome indica: coletivo indica coleção.
Em geral, ouve-se dizer “um monte de”, “uma porção de” para o coletivo. Em vez de espicha,
ouve-se comumente “um monte, uma porção de camarões”.
Você sabe qual o coletivo de búfalos, caranguejos, camelos, dinheiro, porcos, soldados?
Veja:
búfalos – manada, rebanho
caranguejos – cambada, cambulha (coisas enfiadas presas)
camelos – cáfila, caravana
dinheiro – bolaço, bolada, bolo, dinheirama
de porcos – vara
soldados – artilharia, batalhão, brigada, coluna, companhia, coorte, destacamento,
esquadra, falange, guarda, guarnição, legião, milícia, piquete, polícia
E de abelhas?
abelhas colmeia (éi ou êi) cortiço, enxame, apiário
Antigamente, não tão antigamente, dizia-se apenas colmeia (ê). Com o tempo, a forma
colmeia (é) firmou-se e ficaram as duas pronúncias.
Muitas vezes, usamos um coletivo seguido de especificação porque ele pode referir-se a
mais de um objeto, de um ser.
Podemos dizer manada de girafas, de elefantes, de rinocerontes, enfim, de animais
pesados.
É comum o pastor chamar seus fiéis de rebanho: o rebanho de fiéis ouvia atentamente o
pastor.
Veja que exemplo interessante em “Travessuras da menina má” de Mario Vargas Llosa,
pág.16:
“As festas de Marirosa sempre tinham orquestra e um enxame de garçons servindo salgados,
canapés, sanduíches, sucos e todo tipo de bebidas não alcoólicas a noite inteira, festas
para as quais os convidados se preparavam para entrar no céu.”
O autor usou enxame (coletivo de abelhas, conforme você já viu) seguido de especificação,
exatamente por não ser de abelhas.
Usar bem a língua é aproveitar a versatilidade que ela apresenta.
Voltaremos a falar de coletivos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário