2 de janeiro de 2020

Vírgula no vocativo e aposto - plural de substantivos compostos com a palavra guarda

Vamos acertar

Vamos continuar a falar sobre vírgula? Vimos, no boletim anterior, que o deslocamento de
um termo, de uma expressão, de uma oração será marcado
por vírgula.

Você sabe o que é um vocativo? Vocativo é o termo que indica chamamento. A palavra é da
mesma família de vocação. Que vem a ser vocação? É o chamamento interior. Quando você usar
um vocativo, ele será marcado por vírgula. O vocativo vem, frequentemente, precedido de “ó”.
No Brasil,
pronunciamos “ô”. Ex.: (ó) Pedro, venha aqui. Não consigo entender, (ó) professor, essa
história de vírgulas. Já sei, (ó) meu bem. No Brasil, pronunciamos ô. Ô meu, que é isso?
(até na gíria). Ô mãe, a comida está pronta?

Outro caso de uso da vírgula é com o aposto explicativo. Ex.: Marília, filha de uma amiga
minha, é grande lutadora. Pedrinho, frentista do posto de gasolina, é excelente pessoa. As
lojas, fruto de uma vida inteira de trabalho, eram seu orgulho.

Aos poucos, você vai assimilando o emprego dessa marca.

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Espaço do leitor

Por que o plural de guarda-chuva é guarda-chuvas e de guarda-noturno é guardas-noturnos?

Na palavra guarda-chuva, guarda é verbo. No substantivo composto, o verbo é invariável.
Ex.: para-raios, quebra-nozes, vaga-lumes, vira-latas, guarda-roupas. No caso de
guarda-noturno, guarda é substantivo. No substantivo composto, o substantivo, o adjetivo, o
numeral flexionam. Ex.: couves-flores, redatores-chefes, amores-perfeitos, obras-primas,
cachorros-quentes, carnes-secas, amas-secas, águas-vivas, altos-relevos, prontos-socorros,
más-línguas, segundas-feiras, primeiras-damas.

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